Inglaterra, 2002.


Músicos:
Peter Gabriel: Vocal & Teclados
Tony Levin: Contra Baixo & vocais de apoio
Melanie Gabriel: Vocais
Ged Lynch: Bateria
David Rhodes: Guitarra & vocal
Rachel Z: Teclados & vocais de apoio


Faixas:
01-Darkness (6:48)
02-Growing Up (7:30)
03-Sky Blue (6:37)
04-No Way Out (7:50)
05-I Grieve (7:22)
06-The Barry Williams Show (7:14)
07-My Head Sounds Like That (6:25)
08-More Than This (5:59)
09-Signal To Noise (7:35)

10-The Drop (3:01)

Words by Peter Gabriel, Produced Real World.


Sub Gênero: Eletrônico.


 

Peter Gabriel    

Up

 
Dados da resenha:
Autor: Gabriel Camargo Rodriguês (Gabriel Schmitt); recebida em: 31/03/2005.
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Peter Gabriel ex-vocalista do Genesis nos anos setenta, seguiu em uma excelente carreira solo depois de ter saído da banda na segunda metade dos anos 70.
Foi um dos poucos artistas a conseguir sucesso na perigosa empreitada solo, depois de ter seu nome já consagrado em uma banda.

Peter Gabriel é por mim considerado um dos artistas mais inovadores da história do rock, em sua carreira sempre estava mudando, nenhum disco seu era igual ao anterior. Em seus grandes trabalhos solos temos Peter Gabriel 01 “Car”, Security, So, e um detalhe interessante é que todos os discos anteriores a Plays Live, disco ao vivo da turnê do Security, se chamavam Peter Gabriel 01, 02, 03, até o próprio Security por muitos é conhecido como Peter Gabriel 04.

Up, seu álbum mais recente, está recheado de belas músicas. Peter Gabriel em Up soube por tudo em seu lugar: os arranjos eletrônicos, as letras, tudo caiu como a última peça de um quebra cabeça muito bem feito.

Em uma época de poucos lançamentos importantes para a história do rock, esse disco deu um ar interessante para o rock que ultimamente está precisando de uma boa injeção de ânimo.
Esse álbum estava sendo produzido desde 1.995, e demorou muito para sair a versão definitiva, o que ficava pronto era usado em trilhas sonoras para alguns filmes famosos como I Grieve, usada na trilha sonora do filme City Of Angels, e uma versão diferente da música Sky Blue que também foi usada na elaboração de Rabbit Proof Fence.

Uma observação é a seguinte, para se ouvir Peter Gabriel, tem que ter em mente que o Peter Gabriel de Up, não é o mesmo de Foxtrot. Muita coisa mudou eu sei, mais nunca ficou ruim, depois do Ovo, o Up é mais um passo adiante em termos de música.

Up é o último álbum de Peter Gabriel feito em 2.002, e traz algumas mudanças na equipe de músicos, saiu a Paula Cole para dar espaço para Melanie que é filha de Peter Gabriel, ela também já tinha feito o Ovo em 2.000, saiu dos teclados Jean Claude Naimro para a entrada da excelente tecladista Rachel Z, a bateria também mudou, Manu Katche deu espaço para Ged Lynch um excelente baterista, não sei quando exatamente que as mudanças na equipe musical ocorreram, acho que foi logo depois de Secret World Live.

01-Darkness:

O disco não poderia abrir de forma melhor. Darkness, uma música que logo no lançamento do disco já se tornou motivo para aplausos.
Darkness é a música mais conhecida de Up; essa música é muito admirada pelos fãns de Peter Gabriel, porque lembra muito o som do Gênesis, e com facilidade pode ser comparada com qualquer música do Genesis, é uma música com varias temáticas diferentes, do eletrônico ao progressivo, até o agitado e esquisito.

Darkness significa escuridão em inglês, esse é um tema que foi explorado por muitas bandas cada uma a sua forma, como por exemplo o Van Der Graaf Generator, outra banda do cenário progressivo. Em seu segundo álbum, The Least Is Can Do Is Wave To Each Other, de 1.970, tem uma música chamada Darkness 11/11, menção à data de aniversario de Peter Hammill, vocalista da banda, e curiosamente a faixa também abre o trabalho.

A música começa com um barulho muito curioso, é um arranjo eletrônico bem interessante de se ouvir. Depois de 0:50 segundos de música você é surpreendido por um riff de guitarra muito bem climatizado com a temática da música. Os vocais de Melanie fazem sua parte com um grito no meio da música ah, ah, ficaram destorcidos nesta parte. Com a entrada do vocal de Peter no mesmo segundo a música fica baixa. O Contra Baixo e Teclado estão ao fundo fazendo um som diferente. Peter executa as letras com uma voz baixa estranha para alguns. Uma coisa que gosto nessa música é a variação de temas da mesma, porque logo após esse trecho a música se torna muito bonita, um violão ao fundo junto com guitarra dão ótima harmonia à música nesta parte. Peter canta praticamente a música inteira com uma voz lamentosa, melancólica. Em alguns pontos os instrumentos parecem imitar a voz até o refrão “I Cry Until I Laugh”. Daí mais uma vez a guitarra faz a música despertar, Peter canta com vocais mais vivos agressivos “I´m Afraid Of Being Mother…”, diria que uma parte completa a outra, nesta música, duas partes opostas lamentosa, com agressiva fazem desta música uma obra a parte. Novamente Peter canta com uma voz e lamentosa é uma repetição de toda a letra executada até o refrão que ficou muito bom, após Peter mais uma vez ter citado um trecho desta música ele a encerra com a frase “I Cry Until I Laugh Haaaaa, Haaaa!!!”, novamente os arranjos eletrônicos do começo são ouvidos neste final ficando cada vez mais baixos até cessarem de vez encerrando Darkness.

Ótima música, superbem feita, uma das minhas favoritas. Darkness foi tocada no DVD Growing Up Live, aliás, uma versão muito elogiada pelos fãns de Peter Gabriel, e também uma outra versão tocada no Rock In Rio Lisboa, não tão boa assim mais tudo bem, nada que afete muito a qualidade desta música que é excelente.

02-Growing Up:

Up continua com Growing Up. Depois de Darkness muitos fãns devem ter ficado decepcionados ou chocados com Up, de uma música para outra perece não ser o mesmo disco, mais diferenciar temas é uma característica de Peter Gabriel.
Confesso que eu acho Growing Up meio fraca, não sei se isso acontece por causa da idéia do que seria o disco proposta por Darkness, talvez se ela fosse a terceira música isso não acontecesse, só depois de uma boa ouvida você irá dar valor para essa música.
Em Growing Up Peter Gabriel mergulhou de cabeça nos eletrônicos, barulhos, gritos, vozes estranhas fazem parte desta música. Mais estranho mesmo é seu começo, com o teclado, até a entrada dos vocais de Peter bem destorcidos citando uma letra para lá de estranha, bem diferente, a entrada da bateria junto à guitarra é excelente, dando entrada em um dos trechos mais bizarros desta música “One Dot, That´s On Or Off, Defines What Is And What...”, onde ninguém sabe se é Peter Gabriel, alguma parafernália eletrônica, ou algum músico da banda que faz essa voz bizarra.

A música segue assim por toda a sua duração com muita bizarrice e muitos arranjos eletrônicos. Tem um trecho que acho bem interessante que é aquele que um coral de vozes à frente da música feita por Melanie e Rachel Z e Peter executando outro trecho da letra ao mesmo tempo “Well The Floor There´s A Long Wooden Table...”, é muito bom, depois o refrão “Growing Up, Loking For A Place To Live...”, é citado mais uma vez, o trecho “My Ghost Likes To Travel” é citado, também temos o momento de glória da guitarra em Growing Up, um solo muito bem feito. Peter aparece para executar o último trecho de líricas desta música “The Brething Stops, I Don´t Know When...”, termina a letra de Growing Up, a partir daí a música assume a mesma forma da introdução do seu começo, ficando cada vez mais baixo até encerrar a música de vez.

Bom mesmo nesta música e vela no DVD Growing Up Live, assistir um show onde vemos o Peter Gabriel em uma Zord Ball é o Maximo, este DVD tem o mesmo nome desta faixa de Up, ou vela no DVD Play onde você encontra seu vídeo clipe que é ótimo.
Growing Up não é das melhores, também não é das piores, fica na classe média alta entre as músicas de Peter Gabriel.

03-Sky Blue:

Outra pérola do Up, Sky Blue é uma excelente música, diferentemente de Growing Up. Puxa muito mais para uma sonoridade de progressivo do que para eletrônico, gosto muito dessa, belo trabalho de todos os músicos principalmente Rachel Z que executa belo piano Ged Lynch com belas inspirações na percussão. Sky Blue é uma música no estilo de Darkness, que combina muito com o álbum, todos os músicos estão bons nesta música.

Sky Blue é tem um tema dark, misterioso assim como Darkness. Peter canta com perfeição nesta aqui.
A música começa com o teclado e percussão; logo entra a guitarra em um riff bem triste, uma guitarra chorosa, Peter canta a música inteira com muito vigor em sua voz os vocais de Melanie junto a os de Rachel Z se juntam à música dando uma harmonia linda à música, está tudo muito bem ensaiado desde Peter até os instrumentistas da banda que estão impecáveis nesta música.
Sky Blue, ao contrario de Darkness, não tem temáticas tão diferenciadas umas das outras, todas são semelhantes o destaque desta música vai mesmo para Peter, ele está cantando muito nesta música, o refrão “Sky Blue So Tired Of All Travelling...” é nada menos que lindo. Destaco também a frase “Back On The Road Alone With The Skies”, impecável em todos os aspectos, o solo de percussão executado por Ged também se encaixou perfeitamente em Sky Blue. Também posso citar a última frase executada por Peter Gabriel nesta música, “If I Can Stop To Let It Out, Oh... Oh...”, o coro de vozes, no final de Sky Blue é algo sobre humano triste, parece uma reza macabra em meio à música impossível de cativar, mais cativa como poucas.

Esse coro vai aumentando, a bateria de Ged acompanha, e muito bem as vozes do coral, até o desfecho final desta música terminando majestosa sinfônica, uma última nota de piano encerra a música.

Sky Blue é umas das melhores músicas de Up. Foi uma das primeiras a ficar pronta, uma versão diferente da do disco foi usada na trilha sonora de Rabbit Proof Fence trilha sonora idealizada e produzida por Peter Gabriel.
Sky Blue é outra música tocada no DVD ao vivo Growing Up Live.
Sky Blue é música para os bons ouvidos superbem feita, e é uma das músicas mais progressivas do disco Up.

04-No Way Out:

No Way Out é a maior música de Up, com aproximadamente oito minutos de duração, é a música mais equilibrada do disco, uma música eletrônica, mais com alguns trechos de sonoridade meio pop no meio, nesta música, acho que sua sonoridade tem algo a ver com Make Tomorrow, do álbum Ovo de 2.000.

É uma música bem feita, mais ela não tem tanto destaque no disco como outras músicas. Por exemplo, No Way Out é umas das poucas músicas de Up a não ser executada ao vivo no DVD Growing Up Live, ou não ter seu vídeo Clipe na coletânea de vídeos clipe feita por Peter Gabriel idealizada de Play, nesse DVD podemos encontrar muitas músicas de Up um álbum que foi muito divulgado por Peter Gabriel.

A música tem belos arranjos de piano executados por Rachel Z Peter está bons nesta música, os arranjos eletrônicos dão um timbre diferente, bem encaixado nesta música.
Em No Way Out, Peter mostra mais moderno, é uma música em que coube espaço para uma inovação, acho que no futuro No Way Out, e músicas do tipo será a música do futuro.
O que gosto nesta música é o refrão muito bem feito “Don´t Leave Us Don´t Leave Like This...”, Tony Levin também tem uma participação notável nesta música.

No Way Out é uma boa música mais devido à qualidade ou a aceitação melhor de outras músicas do álbum. No Way Out ficou meio apaga, talvez se estivesse em outro álbum ela pudesse ter mais destaque, mas sem dúvida nenhuma é uma excelente música tanto na melodia como em Líricas.

05-I Grieve:

Essa também foi umas primeiras músicas a ficar, e foi usada na elaboração do filme City Of Angels, mas nem por isso I Grieve ficou cansativa ou passada, pelo contrário acho que I Grieve caiu como uma pérola no filme, mas isso é outra história.

I Grieve é uma música calma, para alguns tem uma sonoridade de balada romântica, pode a te ser, mais a qualidade desta música é fato e quem discordar tem que primeiro ouvir com muita atenção.

Os arranjos eletrônicos presentes em quase todo o disco ficam apagados nesta música. Nela predomina o Contra Baixo, teclado, e bateria. I Grieve, é uma letra que fala de alguém que perdeu um amor muito grande e sofre muito por isso, I Grieve em inglês significa “Eu Sofro”, parece que a música foi feita sobre encomenda para o filme.
A melodia desta música é suave em quase toda a sua duração, com um pouco menos de 1:00 minuto de introdução, Peter entra na música de maneira suave que funciona como um elemento a mais na música, a não ser pelos refrões da música “I Grieve For You, You Leave Me...”, Peter canta com vocais mais expressivos.

I Grieve é uma música de tamanho razoável, com 7:22 de duração expressados em pura melancolia, junto com Daekness, I Grieve é a música mais conhecida de Up, mais foi um erro o fato desta música não ter sido executada no DVD Growing Up Live, fato de muita reclamação por parte de alguns fãns, eu mesmo senti a falta de I Grieve no DVD, principalmente quando expomos o fato de Growing Up Live ser um DVD da turnê do álbum Up então a presença de I Grieve pode ser considerada indispensável. Mas fato é fato, o DVD já foi lançado e está aí sem I Grieve, uma pena, quem sabe em uma próxima turnê de Peter Gabriel possamos contar com a presença de I Grieve.
Essa é uma música de poucas mudanças de ritmo ao longo de sua duração sempre mantendo uma linha calma sem muitas novidades, a não ser pelos seus minutos finais em que é a única mudança de ritmo desta musica acontece, a bateria faz ótima parceria com o teclado, é a única parte em que Peter altera de maneira mais visível seu vocal nesta música, que ficam mais vivos “Life Carries On In The People I Meet In Everyone That´s sounds of Street...”, é as partes mais agitadas desta música, que é bem interessante de se ouvir, também é a única parte onde arranjos eletrônicos são mais ouvidos.

Falta pouco para o final de I Grieve uns 0:50 segundos só para executar o ultimo trecho de Líricas desta música “Did I Dream This Belief?...” que na última frase Peter Gabriel fica mais de 0:12 segundos citando a frase Grieve, que dá a música por encerrada.

I Grieve, bem é torce para que talvez em turnês e shows futuros Peter Gabriel inclua está música que é muito boa e merece uma versão ao vivo, por enquanto a gente fica vendo City Of Angels para ouvi-la em algum lugar que não seja seu álbum original rs.

06-The Barry Williams Show:

Vou ser sincero, não gosto nem um pouco dessa, acho a mais fraca do disco, muitos arranjos eletrônicos, e também aquelas vozes em frases como Showtime e Come On Dowm estragam e muito a música, alem da historinha contada nela ser completamente dispensável.
The Barry Willams Show é uma música com alguma influência do fusion, mais muito mal elaborada. A música tem um saxofone que eu nunca vi sendo tocado por algum músico no Show do DVD Growing Up Live, desculpem mas não consigo ver muitas qualidades nessa música, só tem uma coisa que gosto nela, o visual doido parecendo um vídeo clipe elaborado no DVD, por Peter Gabriel ficou excelente, a versão ao vivo ficou melhor que a de estúdio mais ainda assim nada muito bom e diferente da original de estúdio, tem também seu Clipe no Play também, que é muito legal.

Sempre tive essa impressão que The Barry Willams Show é uma música de visual não de áudio, e tenho que admitir o visual do show conquista muita gente mas quando é colocado o áudio em questão a música não dá conta do recado. Peter Gabriel quis inovar muito nessa música, mais o tiro acabou saindo pela culatra, lógico que isso é só o que eu digo ninguém pensa igual todos tem sua razão.

07-My Head Sounds Like That

Outra música com alguma sombra de progressivo, uma música muito bonita o piano dela mostra a excelente tecladista que é Rachel Z, uma função que não vemos com muita freqüência uma mulher fazendo parte de uma banda. Tony Levi também faz uma das suas performances mais perfeitas de todo o disco.

A música tem uma duração razoável; nem muita comprida mais não com tamanho exagerado.
Com uma melodia das mais calmas do disco My Head Sounds Like That convida o ouvinte a entrar em clima bem sereno, e relaxante, a música começa com alguns barulhos que me parecem passos de alguém correndo, que logo são quebrados por um piano dos mais bonitos do disco, mais continuam ao fundo, o vocal de Peter Gabriel é dos mais depressivos, mais é uma música em aspecto Lírico pequeno mais com muito para ouvir, seu refrão é lindo “Oh My Head Sounds Like That Oh My Head Oh Oh”, é lindo, com certeza essa música e contra as mudanças de ritmo a não ser na parte “What´s Left Out And What´s Left In...”, daí a música se transforma em uma confusão de vozes com alguns barulhos ao fundo.

Após esse trecho a música volta a sua forma original para Peter Gabriel executar o último trecho de líricas desta obra, bem pequeno apenas algumas palavras terminando com um “Oh Oh...”, uma mistura de sons ao fundo destacando o teclado que desaparecem imediatamente terminam essa música, mas se você estiver com o aparelho de som bem alto você ouvirá barulhos de passos e outras batidas estranhas, para daí sim encerrar a música.

08-More Than This:

Diferentemente de My Head Sounds Like That e a maioria do álbum, More Than This tem um som muito mais agitado, espacial, onde a presença da guitarra se torna muito ativa, e dá uma temática diferenciada a Up.
É uma música ótima onde o ouvinte de Up se surpreendeu com Peter Gabriel, e sua incrível habilidade de elaborar temas diferentes entre si sem perder a identidade, proposta pelo disco.

More Than This é uma das menores músicas do álbum com 5:59, sendo que todas as músicas do álbum estão acima dos seis há quase oito minutos, mais isso não interfere nem um pouco na qualidade desta música.

A música começa com riffs de guitarras matadores com pausas entre si, é uma introdução curta menos de quinze segundos, a entrada de Peter Gabriel está das melhores e é assim por toda a música estão agressivos, roços, e suaves ao mesmo tempo, também em algumas partes desta música podemos perceber um coro de vozes ao fundo junto a Peter Gabriel.

O destaque principal desta música vai para a guitarra executada por David Rhodes, está no seu melhor momento, o teclado fica sem muito destaque, mas faz bonito, o Contra Baixo de Tony Levi também marca sua participação em More Than This, umas música das melhores de Up, essa música tem um forte poder de prender o ouvinte a seu som, o refrão desta música está entre os melhores do disco beirando a perfeição “More Than This So Much More Than This There Something Else There...”, é um dos destaques desta música.

Em certas partes esta música fica mais suave em um som que paralisa qualquer um como neste trecho “Much More Tahn This Way Beyond Imagination, Much More Than This Beyond The Stars...”, são trechos que sintetizam toda a música em alguns segundos excelentes, sua técnica é das melhores. Depois do último trecho de líricas desta música, a frase More Than This é repetida várias vezes, junto a uma atuação excelente de Ged, na bateria. Faltando pouco menos de um minuto para seu término, ainda há espaço para a inovação em More Than This, com um final de música eletrônica mesmo que caiu muito bem na música ficando mais baixo até sumir, esse final não foi executado na versão ao vivo dessa música que você pode encontrar no DVD Growing Up Live

09-Signal To Noise:

Outra música usada em trilhas sonoras de filmes, Signal To Noise, música de Peter Gabriel, usada na elaboração do filme Gangues de Nova York.
Uma música de um tamanho razoável 7:35, uma das maiores do disco, e também uma das melhores.

Signal to Noise, é uma música com algumas sombras de progressivo, o destaque desta música está por conta de Ged, faz um dos seus melhores momentos em todo o disco nessa música. Arranjos eletrônicos caíram bem nessa música, Peter canta bem nessa música mais acho que canta melhor na versão do DVD Growing Up Live. A versão do DVD, luta de igual para igual com a versão original do disco.

A música começa com um som que para alguns é compreendido como um homem bochechando com sono, que logo dá lugar ao teclado, junto à percussão que fazem, fundo caótico para a entrada da voz de Peter Gabriel. Após a execução do primeiro estrofe de líricas desta música ouvimos um som similar ao de um violino, um coro de vozes faz a música atingir um dos seus pontos ápices, esse som me parece algo como africano, o que se tratando de Peter Gabriel, ninguém acho muito estranho. Peter Gabriel nunca escondeu sua admiração por culturas do continente africano, após esse trecho o refrão desta música se faz presente “Send Out The Signals Deep And Loud”, Peter canta com uma voz tenebrosa, novamente a guitarra faz excelente base, para a voz de Peter Gabriel, a citação do trecho “Turn The Signal Wipe The Noise”, a música se encaminha para a excelente atuação de Ged na bateria, novamente, o coro de vozes é novamente ouvido junto a Melanie e a guitarra sempre presente nesta música.

Depois da execução do trecho de líricas “Turn The Signal Wipe The Noise”, que novamente é repetido nessa música, ela migra para seu final o teclado e bateria faz algo majestoso, Peter ao Fundo citas as frases “Receive And Transmit, You Know That´s It...”, a música vai ficando cada vez mais crescente e majestosa até seu ponto ápice no seu final onde a música se encerra, nos deixando espantados com sua beleza.

10-The Drop:

The Drop, é a ultima gota que falta para fechar Up, é a menor música do álbum com 3:01, muito pequena comparada com as outras músicas do álbum, mesmo assim The Drop encerra com chave de ouro o ultimo álbum de Peter Gabriel. É uma música extremante depressiva, sendo praticamente um solo da voz de Peter Gabriel, e o teclado de Rachel Z, o último acorde de teclado junto à voz de Peter Gabriel, é a ultima coisa que alguém vai ouvir em Up, que finalmente dá término a este álbum.

Notas:

Peter Gabriel em carreira solo, sempre foi muito bom com Up ele confirma isso, já estava na hora do Sound Chaser ter uma resenha sobre algo mais recente de Peter Gabriel.

Saudações a todo Sound Chaser.

Gabriel Schmitt.