Inglaterra, 1992.


Músicos:
Obs: Segue abaixo a relação dos músicos que participam do Us, em suas respectivas músicas.


Come Talk to Me

Programming, triangulo, teclado de baixo sintetizador, teclados, vocais principais – Peter Gabriel
Sabar Drums - The Babacar Faye Drummers
Drum Loop - Doudou N'Diaye Rose
Programming - David Bottrill
Baixo [chorus] - Tony Levin
Guitarra - David Rhodes
Shanker, guitarra [telecaster] e vocais de fundo - Daniel Lanois
Teclados alternativos adicionais - Richard Blair
Bagpipes - Chris Ormston
Doudouk - Levon Minassian
Vocais de apoio - Sinead O'Connor, Dmitri Pokrovsky Ensemble


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Love to Be Loved

Percussão, programming, teclados, vahila, vocais principais: Peter Gabriel
Baterias eletrônicas: Manu Katche
Tabla: Hossam Ramzy
Baterias de mão: Daryl Johnson
Programming: William Orbit, David Bottrill
Baixo: Tony Levin
Guitarra: David Rhodes
Guitarra [stratocaster]: Bill Dillon
Teclados adicionais: Brian Eno
Violino: Shankar
Cello: Caroline Lavelle

Arranjos: Will Malone, Caroline Lavelle, Johnny Dollar
Engenharia de som adicional - Richard Evans

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Blood of Eden

Baixo teclado, teclados, vocais principais: Peter Gabriel
Baixo: Tony Levin
Programming: David Bottrill
Programming adicional: Richard Blair
Hi Hat: Daniel Lanois
Violão de 12 cordas: David Rhodes
Bridge Guitar: Gus Isidore
Violino: Shankar
Doudouk: Levon Minassian
Vocais de apoio: Sinead O'Connor, Daniel Lanois

Seção Bridge a partir de uma mistura sonora de Richard Chappell

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Steam

Teclados, Percussão, vocais principais: Peter Gabriel
Baterias eletrônicas: Manu Katche
Programming: David Bottrill, Richard Blake
Sabar Drums: The Babacar Faye Drummers
Baixo: Tony Levin
Guitarras e solo: David Rhodes
Guitarra [epiphone]: Leo Nocentelli
Saxofone tenor: Tim Green
Saxofone baritono: Reggie Houston
Trombone: Renard Poche
Arranjo dos metais: Peter Gabriel and Daniel Lanois


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Only Us

Teclados, vocais principais: Peter Gabriel
Baterias eletrônicas: Manu Katche
Programming: Richard Blair
Programming adicional: David Bottrill, William Orbit
Baixo: Tony Levin
Guitarras: David Rhodes
Guitarra [telecaster]: Bill Dillon
Ney Flute: Kudsi Erguner
Violino: Shankar
Vocais: Ayub Ogada


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Washing the Water

Teclados vocais principais: Peter Gabriel
Baterias: Manu Katche
Baixo: Tony Levin
Saxofone tenor: Tim Green
Saxofone baritono: Reggie Houston
Trombone: Renard Poche
Cello: Caroline Lavelle

Arranjo dos metais: Malcolm Burn
Arranjos: Will Malone, Johnny Dollar
Seção de metais gravada por Mark Howard

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Digging in the Dirt

Baixo teclado, teclados vocais principais, Programming: Peter Gabriel
Baterias: Manu Katche
Programming: Richard Blair, David Bottrill
Djembe: Babacar Faye
Tama: Assane Thiam
Surdu: Hossam Ramzy
Baixo: Tony Levin
Guitarras: David Rhodes
Guitarra [epiphone]: Leo Nocentelli
Vocais de apoio: Peter Hammill, Richard Macphail, Ayub Ogada

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Fourteen Black Paintings

Programming, teclados adicionais, vocais principais: Peter Gabriel
Djember: Babacar Faye
Talking Drum: Assane Thiam
Surdu, Baixo e teclados: John Paul Jones
Guitarras: David Rhodes
Guitarra [dobro]: Daniel Lanois
Mandolin: Richard Evans
Doudouk: Levon Minassian
Violino: Shankar

Engenheiro do mix: Richard Evans

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Kiss That Frog

Percussão, Programming, baixo teclado, teclados, gaita, vocais principais: Peter Gabriel
Programming: Richard Blair
Programming adicional: David Bouttrill
Percussão Loop adicional: The Adzido Drummers
Senegalese Shakers: Manny Elias
Guitarras: David Rhodes
Vocais de apoio: Marilyn McFarlane


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Secret World

Programming, baixo teclado, teclados, flauta mexicana, vocais principais: Peter Gabriel
Baterias eletrônicas, Percussão: Manu Katche
Programming: David Bottrill
Drum Loop: Doudou N'Diaye Rose
Baixo: Tony Levin
Guitarras: David Rhodes
Guitarras [telecaster e dobro]: Daniel Lanois
Cello: Caroline Lavelle
Cello sintetizado adicional: Malcolm Burn
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Produção de Ideias adicionais: Malcolm Burn


Faixas:
01- Cont Talk To Me (7:02)
02- Love To Be Loved (5:14)
03- Blood Of Eden (6:33)
04- Stean (5:59)
05- Only Us (6:28)
Washing Of The Water (3:49)
07- Digging In The Dirt (5:14)
08- Fourteen Black Paintings (4:34)
09-Kiss That Frog (5:16)
10- Secret World (6:58)


Peter Gabriel

Us

 
Dados da resenha:
Autor: Gabriel Camargo Rodriguês (Gabriel Schmitt); recebida em: 30/04/2005.
Comente e veja outras opiniões aqui.
 
O que falar sobre Peter Gabriel que já não foi dito? Líder da banda de rock progressivo Genesis no começo dos anos 70, que elevou shows de rock progressivo ao nível de grandes espetáculos teatrais com suas máscaras, pinturas e apresentações performáticas.
Quando saiu do Gênesis em 1.975, muitos pensaram que seria o fim da banda, e do seu líder, mais nada disso aconteceu, em 1.976 o Gênesis lançava A Trick of The Tail, com Phill Collins nos vocais e no ano seguinte Wind and Wuthering, a banda fez seu sucesso e marcou seu nome mesmo sem Peter Gabriel, para muitos a banda acabou com o lançamento de Abacab 1.981, onde o Gênesis progressivo, se tornou apenas uma boa lembrança.
Mas e Peter Gabriel, teria se afastado da música depois do Genesis, houve muita especulação na época sobre esse teme, mais isso não aconteceu. Seu primeiro disco solo intitulado como Peter Gabriel 01 e por muitos conhecido como “Car”, foi lançado em 1.977. Aqui já nascia um clássico vanguardista que flertava com elementos eletrônicos e sintéticos que viriam marcar a década seguinte. Com o primeiro trabalho Car 1.977 e os dois que o seguiram, Scratch 1.978 e Melt 1.980 Gabriel marcou seu nome na história da música e passou a ser cultuado por uma vasta legião de fãs alternativos e antigos admiradores do Genesis. Em 1.982, lançou o álbum Security cuja faixa 'Shock the Monkey' alcançou o primeiro lugar do Top 40 da Billboard e a partir disso, atingiu as grandes massas, ganhando o mundo.
A turnê do álbum Security foi uma das mais marcantes da carreira de Peter Gabriel, onde seu nome se tornou conhecido no mundo musical, seu som cativou como poucos os públicos dos paises de terceiro mundo, e foi aqui que Peter Gabriel fez seu primeiro álbum ao vivo intitulado de Palys Live.
O álbum de 1.986 'So' rendeu a Peter seu primeiro Grammy e trouxe o sucesso 'Sledgehammer', acompanhado por um clipe arrasador que hoje é o clipe da MTV mais tocado de todos os tempos. Em 1989 ele compôs a trilha do filme 'A Última Tentação de Cristo', de Martin Scorsese, que produziu um de seus discos mais experimentais e inovadores, 'Passion'.

Agora vamos falar do álbum resenhado, olha a quantidade de músicos que ajudaram Peter Gabriel a desenvolver Us, entre esses muitos nomes famosos como Peter Hammill, vocalista da super banda de rock progressivo Van Der Graaf Generator, e dono de uma brilhante carreira solo.
Us é o décimo álbum da carreira de Peter Gabriel, veio em 1.992 e ganhou quatro indicações ao Grammy, dois prêmios da MTV Awards, um prêmio BRIT e outro da revista Q. A alguns pontos curiosos nesse álbum como, por exemplo, seu nome Us significa nós em inglês, faz uma seqüência de nomes engraçada nos nomes dos discos de Peter Gabriel, como o So de 1.986, e seu álbum mais recente intitulado de Up, criando a seguinte seqüência, Peter Gabriel So, Us e Up, Peter Gabriel também fez algo parecido com isso em seus primeiros álbuns solos respectivamente intitulados de Peter Gabriel 01, 02, 03.
O ano de 1.992 também foi marcado pelo início da turnê 'Secret World', produzida por Peter Gabriel e pelo designer e diretor de teatro e cinema canadense Robert Lepage, essa turnê foi fantástica, algumas músicas de Us no disco ao vivo Secret World Live ficaram infinitamente melhores do que nas versões originais de estúdio, a faixa titulo do disco Secret World, é o exemplo mais marcante, a faixa ficou mais viva, mais dançante, é até possível reparar em alguns traços de música progressiva como os arranjos de música progressiva o show contido no DVD Secret World Live, também é um verdadeiro show de interpretação e prova que Peter Gabriel sabe como ninguém impressionar seu público nos seus shows e turnês.

Us foi um trabalho muito bem feito onde Peter Gabriel mostra que sempre houve um espaço para a inovação, é um álbum que tem muitas variações de ritmos, o sucesso de público Stean, novamente acompanhado por um supervídeo clipe fez o nome de Peter Gabriel brilhar na época, a Cont Talk To Me focaliza o terceiro mundo, é uma música que lembra os tempos do Security, extremamente bela, um som inovador foi mostrado em Digging In The Dirt, uma música muito querida pelos fãns, outro sucesso de Us, a depressiva e até progressiva Secret World o ponto alto do disco, a dançante e bem humorada Kiss That Frog, as belas baladas Blod Of Eden e Love To Be Loved, a pequena notáve Washing Of The Water, e por fim as misteriosas e obscuras Fourteen Black Paintings e Only Us.

Us foi umas das melhores coisas que surgiram na década de 90, apesar de preferir os álbuns que vieram depois como Up, aqui se nota outra numerologia engraçada Us 1.992, Up, 2.002, a uma diferença de dez anos entre um álbum e outro, e com certeza muita coisa mudou, bem vamos falar um pouco das músicas...

01- Cont Talk To Me

Como disse essa música se focaliza em um público do terceiro mundo, principalmente o continente Africano, é a música mais comprida do álbum com um pouco mais de sete minutos de duração, é uma música de vocais bem expressivos por parte de Peter Gabriel, a música tem uma batucada bem forte e bem marcante, é algo que lembra a fase Security Plays Live, geralmente os fãns gostam dessa música, a alguns trechos onde um som de citara é executado, um instrumento diferente de muito destaque nessa música.
A letra da música fala de uma conversa um dialogo de Peter Gabriel e mais alguém, não sei ao certo, essa música serve de abertura no show do DVD Secret World Live, onde Peter Gabriel passa o tempo agarrado a um telefone com um fio que vai se esticando conforme Peter Gabriel se mexe, é como se ele quisesse representar uma conversa, um dialogo desesperado, me lembro que no show o palco tinha uma comprida pista e no seu final estava Paula Cole vocalista nesse show, ao final da música Peter Gabriel atravessa essa pista já completamente enrolado no fio do telefone, poucos segundos antes do seu termino ele é novamente arrastado para o começo da pista e a música termina, isso pode explicar toda a letra da música, em forma de uma interpretação.
A música começa lenta calma, e vai acelerando com uma batucada ficando cada vez mais presente, esse som se estendera por toda a música até seu final, Peter Gabriel entra com vocais bem expressivos e roços, acompanhado ao fundo pelas batucadas, a música segue assim por boa parte de sua duração, o refrão onde um coro de vozes acompanha Peter Gabriel, é imponente, o interessante é que em alguns trechos a batucada do fundo parece ficar hora mais baixa e hora mais alta, na segunda citação do refrão um teclado acompanha a música, um breve trecho instrumental com vozes bem africanas acompanhados da bateria e dos batuques, é uma música sem muitas variações de ritmos, a parceria de vozes é um destaque nessa música, um trecho instrumental caracterizado pela citara, as vozes de Peter Gabriel e um coro de vozes vão ficando cada vez mais baixo até cessar, um ponto de observação interessante, e que faltando poucos segundos para seu final, se você estiver ouvindo a música em um volume baixo, ela parece ter terminado, mais aumentando o volume você pode perceber que o coro de vozes continua citando os refrões bem baixos até sumirem por completo, e terminando a música.

02- Love To Be Loved

Essa é mais uma das baladas de Peter Gabriel aliais esse disco tem muitas baladas como Blood Of Éden e Washing Of The Water, uma música bem característica do som dos anos oitenta, letras falando de amor coisas do tipo, é realmente essa música não tem muito a apresentar, uma melodia calma com alguns barulhos de sininhos um belo teclado, e até aqui você ouve algumas batidas fortes de instrumentos africanos, eu gosto dessa música mais parece que perante o resto do disco ela ficou meio apagada, se eu pudesse definir esse música em poucas palavras diria que se trata de “uma bela balada”, é mais se você procura algo como música dos anos 70 você não encontrara isso nesse disco, se trata de um som diferente, mais de muita qualidade.
Love To Be Loved, foi umas das poucas músicas desse disco que não foram executadas ao vivo no Secret World Live, complicação de dois CDs da época da turnê de Us, talvez isso tenha acontecido por causa do seu som que acaba se tornando cansativo, o resto do disco cativou o público de uma maneira ou outra, com um som depressivo, dance, pop, inovador, obscuro, até folk em algumas partes.
Essa música na minha opinião é a mais pop do disco, e muitos fãns de Peter Gabriel não gostam disso, alguns até tentam gostar desse lado mais moderno de Peter Gabriel mais nem todos conseguem.
A música começa com alguns barulhos que parecem latas batendo umas nas outras uma guitarra ao fundo junto ao piano fazem uma pequena introdução Peter Gabriel entra citando um haaaaaaaaaa até começar a cantar com um ritmo ameno, ao longo da música e repetida por varias vezes o nome da música, a também algumas pausas em que todos os instrumentos ficam em silencio, isso dura um segundo ou dois no Maximo, a também um tema de teclado e algumas batidas de baixo, nesse parte Peter Gabriel, nessa parte com uma voz roca cita as letras, a música fica mais agitada, a bateria ao fundo agita a musica a também alguns ecos metálicos que são constantemente repetidos na música Peter Gabriel cita varias vezes o nome da música, a música para de repente um eco metálico ficando cada vez mais baixo encerra a música. Uma música simples mais tudo bem, é uma boa música mesmo assim.

03- Blood Of Eden

Mais uma balada de Us mais essa fez muito sucesso, alguns dizem que está música foi feita por Peter Gabriel para sua esposa, pode até ser verdade porque no clipe desta música aparecem varias vezes o rosto dela, é essa é uma música romântica, muitos fãns de Peter Gabriel gostam dessa música, eu mesmo gosto dessa música, acho bem relaxante, é uma boa música, nela são percebidos vários elementos africanos como umas batucas ao fundo que são facilmente percebidas a qualquer volume, apesar de quase não se notar diferenças prefiro ela na versão ao vivo do disco Secret World Live.
A música começa com um som característico de um berrante, as batucadas fazem a introdução curta algumas vozes ao fundo são ouvidas, Peter Gabriel entra de maneira macia citando as letras, um coro de vozes bem africanas se une a Peter Gabriel, para citar o refrão da música, a música volta a sua forma original, mesmo que encoberto pelo barulho das batucadas quem tem bom ouvido ouve o contra baixo sendo executado ao fundo da música, após novamente citado o refrão, temos uma parte bem depressiva por parte do canto de Peter Gabriel até um grito na música ser ouvido Haaaaaaaaaaaaaaaa, gosto dessa temática, pois no grito executado por Peter Gabriel o fundo da música não muda com a voz, um trecho comprido é citado por um coral de vozes junto a Peter Gabriel, até todos os instrumentos sumirem e só sobrar Peter Gabriel e seu vocal encerra a música.

04- Stean

O grande sucesso do álbum Stean logo no lançamento de Us essa e outras músicas do álbum foram para as paradas de sucesso. Diria que Stean é a Sledgehammer desse álbum, e as semelhanças entre essas duas não para por ai, as duas músicas tem um ritmo dançante em que ninguém fica parado, batidas fortes, todo mundo fica com muito vapor nessa música rs, esse tipo de música é algo que sempre conquistou o ouvinte, e outra semelhança, as duas tem um supervídeo clipe, embora aquela camisa amarela brilhante, e por cima aquele terno roxo sejam uma das coisas mais bregas da história!!!
Assim como Sledgehammer gosto pra caramba dessa música, apesar de ser um hit, é um hit de bom gosto assim como Sledgehammer é preciso apenas saber ouvir, se você sabe não ira ter problemas com o som de Peter Gabriel.
Essa música tem uma versão no disco Secret World Live, que acho muito interessante onde Peter Gabriel colocou uma parte que serve de introdução mais calma, o barulho de um trem, Peter Gabriel cita algumas palavras, isso demora uns dois minuto até que a música comece de fato, é tipo uma seção preparatória, sugiro uma audição da versão dessa música nessa complicação ao vivo.
A música do disco de estúdio começa com batidas forte de contra baixo, que logo são quebradas pela bateria é um ritmo extremamente dançante, muito para cima, os vocais de Peter Gabriel nessa música ao contrario do que se viu até agora no disco são agressivos, e bem arrogantes, assim como a letra da música, em torno da letra dessa música a muita polemica, eu sinceramente não vejo motivo algum para tão discussão.
Quando Peter Gabriel começa a cantar a música ele repeti duas vezes a mesma frase, no intervalo entre uma e outra ouvimos o teclado e guitarra executando a mesma melodia, quando Peter Gabriel começa de fato a citar as letras vemos um Peter Gabriel agressivo em meio a um ritmo dançante dos instrumentos a música segue nessa temática por toda a sua duração, a poucos trechos instrumentais, os trechos instrumentais dessa música são apenas algumas batidas instrumentais para dividir a música, e quanto mais a música avança mais agressivos ficam os vocais de Peter Gabriel, a apenas um trecho dessa música em que essa temática dançante é quebrada, a música parece ter virado de ponta cabeça nesse parte onde é subitamente mudada, a um coro de vozes junto a Peter Gabriel que cantam uma estrofe da música, sempre acompanhados de uma batida de bateria muito potente, após o termino desse trecho à música volta à temática original e dançante do seu inicio, como disse à medida que a música avança Peter Gabriel vai ficando mais agressivo, em alguns pontos repete varias vezes, a mesma palavra, trechos de líricas destorcidos em meio aos instrumentos são citados até a ultima palavra dessa extensa música ser citada, faltam apenas poucos segundos para seu final, e não a final quando um trecho de encerramento começa a ser tocado, é como se alguém desse stop no meio da música, encerrando de uma maneira meio estranha essa música.

05- Only Us

A estranha inovadora e obscura Only Us, pelo nome é o carro chefe do álbum, nessa música elementos eletrônicos como a bateria eletrônica se fazem muito presentes, lembra até um pouco do que Peter Gabriel faria dez anos depois de Us em Up 2.002 álbum mais recente de Peter Gabriel onde elementos eletrônicos tem presença vital no disco.
Por alguma razão desconhecida Peter Gabriel não executou essa música ao vivo, no show Secret Worl Live, uma ótima música, merecia uma versão ao vivo em uma turnê em que quase todo o Us foi executado, e justo a carro chefe do disco fica de fora da festa? Isso pelo menos para mim fez falta.
Com 6:28 minutos de duração é uma faixa de tamanho razoável, faixas compridas não fizeram falta a Us, já que a maior faixa do álbum Cont Talk To Me tem pouco mais de 7:00 minutos de duração, muito diferente do que acontece em Make Tomorrow do álbum Ovo de 2.000, que passa dos 10:00 minutos de duração total.
Only Us, se trata de uma música semi-instrumental, é uma música um pouco bizarra, de barulhos, cantos estranhos, bem similar ao que Peter Gabriel faria no já citado álbum Ovo 2.000.
Nos primeiro segundos dessa música você já ira perceber que não se trata de um som convencional, e sim de um som destorcido de guitarras baterias e baixos Peter Gabriel, grita algo, é uma mistura de vozes difícil de ser entendida pois a mais alguém cantando, seu nome é Ayub Ogada de voz bem africana, quando Peter Gabriel começa a cantar de fato, a música parece se encaixar melhor, e como se ela estivesse toda deformada, e com o canto de Peter Gabriel, voltasse ao lugar, Peter Gabriel cita por varias vezes a palavra Only Us, não a bem um canto nessa música e sim múltiplas vozes destorcidas se sobrepondo umas as outras, acompanhados de guitarras e instrumentação africana ficando cada vez mais baixos até só as vozes ficarem destorcidas encerrando essa música nada convencional.

06- Washing Of The Water

A música mais curta do álbum com 3:49 minutos de duração, é uma pequena notável, toda música que tem menos de 4:00 minutos digo que é uma pequena notável.
Música calma onde a atuação de Peter Gabriel está muito boa, ele nessa música sobrepõe seus vocais uns sobre os outros com extrema facilidade, é uma música simples, mais garantiu seu lugar no show Secret World Live, com bases de piano e baixo, essa música pode soar para alguns até depressiva, acho que ela lembra um pouco Family Snapshot, do terceiro álbum solo de Peter Gabriel Peter “Gabriel 03 Melt” 1.980, a momentos que se parece com uma balada, de som típico dos anos oitenta, é uma música extremamente simples só com algumas agitações momentâneas, feita em grande parte pelos vocais de Peter Gabriel, muito expressivos nessa faixa, após uma agitação a música volta rapidamente a sua forma inicial, seu termino acontece com a citação da ultima frase da música, e termina imediatamente. A uma complicação dessa música em um DVD recente de Peter Gabriel, chamado de Play, que contem seu vídeo clipe recomendo, pois os clipes do Peter Gabriel são um show a parte.
Só para ressaltar minha opinião sobre alguns pontos interessantes dessa música, ficou muito melhor na versão ao vivo do show Secret World Live do que na original, uma prova de que tamanho não é documento, é essa música.

07- Digging In The Dirt

De simples essa música não tem nada pelo contrario, assim como Only Us carro chefe do disco, Digging In The Dirt, faz parte do especo experimental do disco, um ponto de forte destaque nessa música é a participação de um outro Peter, Peter Hammill ex-vocalista do Van Der Graaf Generator, auxilia Peter Gabriel com seus vocais em quase toda a música, quem tem um bom ouvido poderá ouvir nitidamente a voz de Peter Hammill ao fundo da música, quem não tem, aumenta o volume do aparelho de som e vai poder constatar isso com seus próprios ouvidos.
Essa música conseguiu seu lugar ao sol pois faz parte do show Sercret World Live, e de todos os trabalhos ao vivo e complicações audiovisuais feitas por Peter Gabriel depois de Us, como por exemplo, o DVD Growing Up feito em 2.002 na turnê do álbum Up, lá estava ela, logo nas primeiras batidas da música, era possível imaginar o animo da platéia, que devia estar se sentindo honrada em assistir Peter Gabriel em um show de turnê, invejo eles rs.
A faixa Digging In The Dirt, também se viu incluída na mais recente complicação audiovisual de Peter Gabriel, o DVD Play, se trata de uma coletânea com o melhor do melhor dos vídeos clipes de Peter Gabriel, e seu vídeo clipe também foi incluído nesse DVD, comprei esse DVD, mais por ser do Peter Gabriel, não gosto muito de Vídeo clipes, prefiro DVDs de shows como o Growinhg Up Live, mais para quem curte clipes, é uma super compra.
A música começa com batidas fortes de bateria junto ao contra baixo, mais essas batidas passam muito longe dos ritmos africanos que estão presentes em grande parte do disco, aqui a batida é mais obscura, uma pequena introdução e Peter Gabriel, entra com seus vocais roços e bem expressivos, é quase, uma narrativa direta com o ouvinte, até o refrão de som bem agressivo, e de repetidas batidas no teclado, a voz de Peter Gabriel, parece a voz de um louco neurótico prestes a ter um ataque de nervos, alguns dizem que essa chamada neurose é o motivo de adoração desta música, depois desse refrão vemos a parceria dos Peter, Peter Hammill canta ao fundo acompanhado Peter Gabriel, que conduz a música. Um breve trecho instrumental de alguns barulhos, e sempre as distorções que acompanham essa música por toda sua duração, novamente o refrão é repetido assim como toda a música que se aproxima do seu final depois do refrão e do breve trecho cantado por Peter Hammill e Peter Gabriel, a música vai ficando cada vez mais baixa, até se encerrar de vez. Essa música tem uma estrutura bem simples de se entender, uma parte mais calma, depois algo mais agressivo, e por fim um meio termo entre esses dois, depois é tudo novamente repetido e a música se encerra com um final bem parecido com seu inicio.

08- Fourteen Black Paintings

Outra música semi-instrumental, Fourteen Black Paintings, é uma música de muita obscuridade em si, acho que é uma música que ainda tem que se descoberta musicalmente, uma das mais curtas do álbum com pouco mais de quatro minutos de duração, na pouca letra que a nela, Peter Gabriel canta com um voz desesperada, calamitosa, cita apenas algumas frases essa é a letra...

“From the pain come the dream
From the dream come the vision
From the vision come the people
From the people come the power
From this power come the change”


É algo já explorado por Peter Gabriel em outras músicas como Lead A Normal Life, só que nessa música é como se fosse uma narrativa bem simples com o ouvinte, já aqui nessa música o que se ouve é claramente um canto de desespero, a melodia tem inicio com algo parecido com música chinesa, ou de alguma influencia oriental, essa melodia se estende por algum tempo, é quebra por uma base de instrumentos bem calma a base de teclado, Peter começa a citar as letras da música termina essa citação macabra com uma voz que parece ter sido interrompida, depois ouvimos algumas batucadas, e gritos distantes de Peter Gabriel citando as letras, e a música é encerrada.

09-Kiss That Frog

Essa é outra faixa de sucesso de Us, foi executada no show Secret World Live, e seu clipe está no DVD Play.
É uma faixa completamente dançante, mais não igual Stean, Kiss That Frog joga mais para um ritmo folk, em grande parte por causa da gaita, confesso que não gosto muito desta faixa, não chega a odiá-la, mais acho que ela roubou a oportunidade de outras músicas na minha concepção melhores do que ela como, por exemplo, Only Us, outra coisa que não simpatizo muito, é com seu tema, acho muito bobinho, algo como beije o sapo que ele se torna um príncipe, acho isso bem dispensável. Desavenças a parte reconheço seu valor, é uma faixa feita para um público jovem que gosta dessas coisas ais alegres, a gaita nessa música, é um fator de destaque que ajuda a levantar a sua moral, mais sua versão ao vivo no show Secret World Live não ficou boa, achei que ficou extremamente forçada, e sem graça, me lembro que ouvi o Cd do Secret World Live para conhecer a nova carreira do Peter Gabriel, até então não sabia nada sobre o novo Peter Gabriel, lembro-me que a impressão que tive sobre Kiss That Frog não foi nada favorável, só depois de algumas audições com mais atenção vi que se tratava de algo audível, considero Kiss That Frog, uma das músicas mais fracas de Us, apesar de ser uma das mais conhecidas.
É uma música sem muitas variações de ritmos, é percebido de vez em quando alguns breaking vocal feminino em meio à música, apesar de não gostar do seu tem, admito, que sua melodia se encaixa perfeitamente com a sua lírica, elas se entendem muito bem, mais o destaque principal da música vai mesmo para a gaita de Peter Gabriel, a um ponto de destaque nessa música vai também para as palhaçadas de Peter Gabriel e sua banda fazem no show, isso inclui subir em cadeiras jogarem água uns nos outros ficar dançando, coisas do tipo zoeira total.
Boa música, mais fica aquém das expectativas quando comparada ao resto do álbum, e em um todo na carreira de Peter Gabriel então nem se fala, precisar comer muito arroz é feijão para chegar ao nível dos clássicos de Peter Gabriel, ou ser escrita de novo rs.

10- Secret World

O ponto altíssimo do disco, o melhor ficou guardado para o final, Secret World, não conheço um fã de Peter Gabriel que ao fazer a lista das melhores músicas não inclua essa, ou então pelo menos ela tem uma posição de honra. Queridíssima pelos fãs tanto jovens ou antigos admiradores do Genesis, nos trechos apresentados pela rede globo de televisão da apresentação de Peter Gabriel no Rock In Rio Lisboa, durante a execução de Secret World, era visível de longe a euforia da platéia portuguesa.
Mais o que essa música tem demais?
Na minha concepção musical pode ocorrer o seguinte é uma música depressiva com uma sonoridade muito próxima de um som progressivo, algo que agrada muito os fãs do Peter Gabriel do Genesis, as versões que mais agradam esse público, são a original, e a do Rock In Rio Lisboa, já o público mais jovem que gosta do Peter Gabriel solo se identifica mais com as versões do disco Secret World Live, e do Growing Up Live, mais dançantes e vivas.
Lógico que as pessoas que discordam, outras que concordam, e outras que gostam de todas as versões, daí vai do gosto musical e ponto de vista de cada ouvinte, exibi a minha concepção perante os fatos mais é só a minha opinião.
A música é a mais comprida do disco depois de Cont Talk To Me, com 6:58 de duração total.
Tanto no Secret World Live, e no Growing Up Live, essa música cativa à multidão, mais no Secret World Live, alem do fato de estar em mais evidencia nessa época de 1.992, no show tudo foi feito para que Secret World fosse magistral nesse show, isso ocorreu por Secret World ser a faixa que da nome a esse trabalho ao vivo, isso poderia explicar a expectativa que se formou em volta de Secret World, em Growing Up dez anos se passaram, mais o público continuou adorando a música, é prova disso é que o show só desperta mesmo depois de Secret World, porque antes o público estava meio sonolento.
Os destaques dessa música vão para Peter Gabriel, alem de estar cantando muito bem aqui nessa música temos uma de suas melhores atuações em instrumentos de teclas, eles se entenderam bem nessa música, a um entrosamento entre a banda é visível, os vocais são ótimos, e a instrumentação excelente, o ótimo refrão “Shaking it up Breaking it up Making it up in our secret world”, é com certeza um dos exemplos de harmonia musical, mais bem feitos que já ouvi destaque também para a guitarra no final da música que faz com que a música se agite um pouco mais a música e no final ficando cada vez mais baixo até sumir, esse som de guitarra encerra de vez a obra da carreira solo de Peter Gabriel, um super disco, se você valoriza a música e suas mudanças.

Notas:

A relação de cada músico que tocou em Us foi concebida pelo nosso confrade e escritor Ricardo, também conhecido como Steve Hillage.
As resenhas do Peter Gabriel estão ganhado cada vez mais espaço aqui no Sound Chaser
Passei a madrugada de sexta-feira para sábado escrevendo essa resenha.
A capado disco é meio chatinha mais o disco compensa.

Saudações minhas a todo o Sound Chaser.

Gabriel Schmitt.