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Giorgio
Giorgi (vocais, flauta). Raimondo Maria
Cocco (guitarra acústica e elétrica,
vocais, clarinete). Massimo Roselli (teclados,
vocais). Donald Lax (violino). Romualdo
Coletta (baixo). Patrick Traina
(bateria, percussão).
Faixas:
1. Prologo - 4:59
2. Un villaggio, un'illusione - 3:54
3. Realtà - 4:15
4. Immagini sfuocate - 2:59
5. Il cieco - 4:12
6. Dialogo - 3:41
7. Verso la locanda - 5:15
8. Sogno, risveglio e... - 5:12
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Quella
Vecchia Locanda
- Quella Vecchia Locanda (1972) Por
guitarzeus
Este é o álbum de estréia
de Quella Vecchia Locanda. Mesclando de forma
convincente e com muito sucesso influências de
rock e música erudita - ainda que com referências
menos explícitas do que fizeram Il Rovescio Della
Medaglia e New Trolls, este QVL é um delicioso e
reconhecido clássico do prog italiano.
Entre as influências que podem ser notadas estão
PFM e Jethro Tull, mas com uma atmosfera mais
erudita que a banda inglesa e instrumentação
muito rica. Tanto a flauta de Giorgio Giorgi como
o violino de Donald Lax invariavelmente roubam a
cena quando aparecem.
A beleza deste disco já começa na capa. Prologo
tem uma abertura que certamente vai lembrar um
scherzo de Johannes Brahms. A música vai ganhar
em intensidade e prosseguir como uma sincopada jam
session progressiva.
Un villaggio, un'illusione é uma das faixa mais
energéticas do álbum, o prog sinfônico flui com
forte acento rock. A introdução acústica de
Realta é de grande beleza e tem uma progressão
melódica bastante usada na música contemporânea
que fará perguntar "onde eu já ouvi
isso?"... sendo bastante emotiva.
Immagini sfuocate é introduzida por sons
distorcidos de teclado, riffs fortes de guitarra e
um tema que vai ser retomado no final de Il cieco,
em que a intervenção da flauta é destaque.
A sexta faixa é Dialogo, tem vocais que lembram
facilmente Greg Lake e um solo de clarinete bem
jazzistico. Esta vai lembrar King Crimson.
O classicismo da banda volta novamente na sinfônica
Verso La Locanda, bons solos de teclado e
sintetizadores, além de linhas de baixo
interessantes. Pode ser sentida modesta influência
de Rick Wakeman nos teclados de Massimo Roselli.
Sogno, Risveglio e... é a faixa mais erudita do
disco, simplesmente linda, emotiva, eu não tenho
palavras suficientes para descrevê-la. Entre duos
de piano e violino a belas intervenções do
vocalista Giorgio Giorgi, fecha o disco da melhor
maneira possível.
Tanto para quem estiver iniciando no prog italiano
como para os mais experimentados, este álbum é
altamente recomendado e de fácil apreciação.
Marcus
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