Luciano
Regoli - voz, guitarra
acústica. Nanni Civitenga - guitarras
elétricas e acústicas. Stefano Piermarioli
- piano, hammond, celesta. Francesco Fraggio
Francica - bateria, percussão. Manlio
Zacchia - baixo, contrabaixo acústico.
Damaso Grassi - sax tenor, flauta.
Faixas:
1.
Nulla
2. Su Una Rupe
3. Il Mondo Cade (Su Di Me)
4. Nel Mio Quartiere
5. L'Ombra
6. Un Palco Di Marionette
7. Sogni Di Cristallo
Música de
Nanni Civitenga e letras por Marina Comin
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Raccomandata Ricevuta Ritorno -
Per... Un Mondo Di Cristallo (1972)
Raccomandata con Ricevuta di Ritorno, banda
romana também conhecida apenas como RRR, tem um
estranho e longo título cuja tradução significa
'carta registrada com nota de recebimento'.
Neste disco conceitual intitulado Per... Un
Mondo Di Cristallo, o tema é sobre um astronauta
que em seu retorno à terra encontra um planeta
desértico e destruído por um holocausto nuclear.
A banda mostra um progressivo bastante criativo
e diversificado, em alguns momentos indo por
sonoridades de folk, música clássica, jazz,
passando de música calma e pastoral a um sombrio
heavy-prog sendo possível notar algumas
influências de King Crimson e comparações com
Jethro Tull, lembrando ainda outras bandas
italianas, entre elas Semiramis, Il Balletto Di
Bronzo e Museo Rosenbach.
O disco é marcado pela voz potente e incisiva de
Luciano Regolo, sons de piano e guitarras
acústicas, flauta e arranjos de cordas, no
entanto mesmo essa instrumentação acústica é
capas de criar atmosferas densas e até pesadas
em algumas faixas.
Entre minhas faixas favoritas estão Nulla, com
toques de King Crimson, a sombria Su Una Rupe,
L'Ombra, com um maravilhoso duo de flauta e
violão, a climática Un Palco di Marionette e Il
Mondo Cade (Su Di Me), completamente jazzística.
Infelizmente o RRR lançou apenas este disco,
após encerrar as atividades, Luciano Regoli e
Nanni Civitenga formaram então outra banda
chamada Samadhi.
Muitas opiniões associam este disco como um
clássico indispensável do progressivo italiano,
embora seja um disco com músicas maravilhosas,
arranjos excelentes e músicos muito competentes,
na minha opinião ainda falta um pouco de coesão
e direcionamento a este disco para colocá-lo no
patamar de Zarathustra (Museo Rosenbach) ou Ys
(Il Balletto Di Bronzo).
Qualquer que seja a conclusão, basta dizer que
este é um clássico altamente recomendado a
amantes do progressivo italiano.
Marcus
07/02/2003
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