Winfried
Lanhorst - teclados, vocais. Norbert
Langhorst - guitarras elétrica e acústica.
Reinhard Schröter - bateria, percussão,
'backing vocals'. Hans D. Klinkhammer -
baixo. Herbert Natho - vocais.
Faixas:
1. Devil Inside
2. La Leyla
3. Garden
4. War
5. Someone Like You
6. American Dream
7. City Life
8. Only Yesterday
9. Time
10. Windy
11. Agitation Play
12. Eternity Rise
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Ramses - La Leyla & Eternity Rise
(1976)
Essa banda alemã lançou seu primeiro álbum em
1976, intitulado 'La Leyla', pelo selo Sky. Em
1978,
lançou o segundo, 'Ethernity Rise'. Ramses é
umas das mais bem sucedidas bandas alemãs de
Hannover,
junto com Eloy, Jane e Scorpions. Resolvi
colocar os dois álbuns pois hoje eles são
encontrados assim em CD: Dois em um.
Formada em 1972, é a mais jovem dessas bandas.
O lançamento de 'La Leyla' foi muito bem
recebido pela crítica e pelos
fãs. O álbum foi produzido por Conny Plank,
que foi responsável por outras grandes bandas
(Grobschnitt, Jane, Agitation Free...).
'Eternity Rise' veio dois anos depois. Lançaram
também ' Light Fantastic' em 1981. Em 2000 a
banda
retornou no aniversário do selo Sky, e lançaram
'Control Me'.
---La Leyla---
O álbum é cheio de temas que remetem ao antigo
egito, eu pude constatar que no perfeito equilíbrio
existente entre
a guitarra e o teclado, existe um quê de
melodia egípcia. As músicas são cantadas em
inglês. A banda equilibra bem os elementos
voz/teclado/guitarra. O estilo é
bem Krautrock, sinfônico prog rock. Claro que
em plena "era Eloy" eles tinham que
fazer um trabalho melodioso, com um teclado
quente e com uma boa marcação da dupla baixo -
bateria. Sinceramente eles desempenham esse
papel muito bem, fazendo bonito
comparado às grandes bandas alemãs dessa época.
Os vocais são de Norbert Langhorst e Herbert
Natho, alternados. Não sei qual voz é de quem,
mas conseguem impor a voz
com brilho e moderação. O ponto fraco é a
bateria, que está mais para jazz que para
progressivo. Porém mesmo assim, é cheio de
"quebradas" que deixam satisfeitos
até os bateristas mais exigentes. Mas todo o álbum
é permeado de tempos "molto vivace" e
de atmosferas quentes. O subgênero vai de Space
prog e art rock, com alguns elementos jazzísticos.
No tema de abertura 'Devil Inside', o que se
percebe ao ouvir é uma melodia intensa e ao
mesmo tempo suave... a guitarra é muito bem
trabalhada, com
"slides" na hora certa. Nessa faixa se
ouve bem uma melodia oriental, com um quê de
"egípcia" na guitarra.
' La Leyla', já vem um pouco mais calma, com um
andamento macio e melodioso. A voz e
instrumentos se alternam.
'Garden' é uma de minhas favoritas. A guitarra
é quem conduz o andamento da faixa, bem melancólica.
'War', é bem progressiva. Novamente vocal e
instrumentos se alternam. A bateria é mais
enfatizada, em um andamento ela se exalta mais.
Uma curiosidade: Essa faixa teve o nome e letra
alterado para "Love" na edição
americana, pois o álbum foi lançado logo após
o término da guerra do Vietnã.
'Someone like you' , uma verdadeira ode àquela
namorada inesquecível que todos um dia tivemos.
Que coisa linda, aquela
guitarra bem melancólica
novamente...progressivo mesmo.
'American Dream' tem uma introdução que deixa
honrado o rock progressivo: Cadenciada no início
e com umas levadas mais rápidas no decorrer da
faixa.
--Eternity
Rise--
Já bem diferente do álbum anterior. De fácil
audição. Um pouco mais trabalhado em estúdio,
perdendo aquela atmosfera especial analógica
que se sentia no La Leyla. Mas não menos
grandioso, claro com faixas que
acho são de certa forma uma continuação do
disco anterior, mantendo a mesma linha melódica.
A questão é que perde o peso que havia no último
álbum. Pode-se perceber que existe em certas
passagens uma certa influência à alguns temas
do Novalis.
Muito embora a banda preserve a linha
"avant-garde", permanece fiel ao
Krautrock. O contexto do álbum é alegre e
melancólico ao mesmo tempo.
'City Life' é uma faixa mais modesta, bem um
'hit'. Apesar da atmosfera criada pelo teclado,
foi utilizada uma orquestra de cordas na gravação.
'Only Yesterday' é um dos destaques, com uma
introdução " a lá Novalis", bem
progressivo mesmo. Aqui a banda usou mais
recursos 'space prog', com mais efeitos no
teclado.
'Time' é umas das pérolas do álbum, com uma
introdução meio forte, mas um arranjo muito
bem feito, melodioso e atmosférico.
'Windy' é a baladinha, mas muito linda mesmo,
com violão como ponto alto da música.
O destaque é 'Agitation Play', uma sinfonia
progressiva instrumental com diálogos entre
guitarra e teclados. Essa música foi criada na
mesma época do 'La Leyla', mantendo a mesma
linha, porém foi poupada para este álbum. A
banda costuma tocar essa música em todos os
shows como momento alto
do espetáculo.
'Eternity Rise' fecha com chave de ouro, não
sendo menos virtuosa que a faixa anterior.
Alterações de humor podem ser sentidas como na
faixa anterior.
( Particularmente, acredito que poderia ter sido
feito mais nesse álbum, mas já se poderia
denotar uma tendência a se tornar o que seria o
álbum 'Light Fantastic' , um fracasso comparado
aos outros álbuns da banda. )
Quando eu apresento essa banda a algum amigo,
costuma agradar à primeira audição, desde
apreciadores de Metal ou Fusion. Isso se deve,
creio eu, pela originalidade empregada na linha
musical, sem tender à clichês.
Na minha sincera opinião, são álbuns que
devem existir na prateleira de todo amante do
rock progressivo, sendo essenciais na coleção
de prog rock alemão.
Só não entendo porque esses álbuns não
receberam mais atenção da mídia
progressiva...ou seja: Pode ouvir sem medo!
Vanila
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