Jon Camp - baixo, tambura, vocais.
Annie Haslam - vocais, percussão.
Rob Hendry - guitarra, mandolin, cimbais, vocais.
Terry Sullivan - bateria, percussão, solo de VC3 em "Raja Khan".
John Tout - teclados, vocais.
Francis Monkman - sintetizadores.


Faixas:

1. Prologue 5:42
2. Kiev 7:41
3. Sounds of the sea 7:11
4. Spare some love 5:13
5. Bound for infinity 4:25
6. Rajah Khan 11:31


Renaissance - Prologue (1972)

 

 

Por ia

 

 

Este disco marca um fato inédito, talvez. O Renaissance ressuscitou. A banda havia acabado no disco anterior, saíram todos os integrantes. Então foi formada outra banda, com outros membros e mesmo nome. As convenções e o espírito dos primeiros discos permanecem intactos. Porém, o fato mais importante deste disco é a estréia da Annie Haslam, sem dúvida, uma das melhores vozes femininas do prog rock de todos os tempos!!! A formação, além de Annie Haslam, era Jon Camp (baixo), John Tout (piano e vocais), Terence Sullivan (bateria e vocais) e Rob Hendry (guitarra, piano e vocais). Também é necessário salientar que esta é a formação clássica da banda, alguns fãs mais ardorosos nem procuram ouvir os discos anteriores. O que é um grande erro. Há também a participação especial do Francis  Monkman (tecladista do Curved Air) na música “Rajah Khan”.

 

A capa do disco é da Hignosis.  

 

No Renaissance não há músicos virtuosos. Porém, as músicas são muito bem executadas e as melodias demonstram muita competência dos compositores. Na realidade as melodias são maravilhosas, conduzidas por uma voz feminina poderosa. Prog-Rock sinfônico de primeira qualidade.

 

Há seis canções em Prologue:

 

Prologue – um rock suave, com um piano otimista,  onde Annie faz uma festa vocal. É realmente empolgante. Especialmente nas notas altas... Dá a impressão que ela não conseguirá terminar aquele “ DUUUUUUUUU”.

 

Kiev – folk suave e de melodia cativante, pena que o vocal é dividido com Jon Camp.

 

As três próximas canções são praticamente no mesmo estilo , a melhor coisa, entretanto,  é que todas as três  têm melodias  vocais fortes, memoráveis, originais e extremamente  interessantes.

 

Rajah Khan – canção pesada e obscura, com guitarras distorcidas. É apenas mais uma música instrumental. Com vocais, mas nenhuma letra.

 


Não tão famoso quanto Jethro Tull, Pink Floyd ou Yes, o Renaissance foi um dos grupos seminais do rock progressivo, marcando sua história com incursões pelos ritmos folclóricos europeus. Antes da formação que consta nesse álbum, a banda(que tinha o mesmo nome, mas não os mesmos integrantes) já tinha feito dois discos, o "Renaissance" que é muito bom e tinha como principal instrumento o piano. E também o "Illusion" que se aproxima mais do estilo clássico da banda. Depois de gravar este que seria o último disco desta formação, a banda acabou, sendo ressuscitada com outros músicos.

O maior destaque vai para a Annie Haslam, a rainha do rock progressivo, se tornando a alma de toda a sonoridade da banda.
O primeiro disco desta formação, terceiro da banda, apresentou uma ambição muito maior que os primeiro trabalhos. Lançado em 1972, Prologue traz uma harmonia fabulosa com suas diversas passagens sonoras e letras que pairam entre o folclórico e o romântico. É em Prologue, que a vocalista-fada apresenta sua melhor perfomance em uma voz que alcança até cinco oitavas. Este é o mais belo disco do Renaissance, não foi o mais vendido e ainda é o um dos menos conhecidos da banda, mas por muitos é considerado o melhor do grupo. Renaissance, que é mais lembrado por canções como "Ashes are Burning" do disco homônimo de 1973.

O disco começa com uma introdução, "Prologue", que se inicia em uma atmosfera dramática criada pelo piano e se torna alegre quando entra a voz de Annie sem pronunciar uma única palavra, apenas variando pelos diferentes tons que sua voz permite, em perfeita harmonia com os arranjos de piano.

Termina a introdução e os acordes de piano voltam a aparecer, desta vez acompanhados pelos vocais masculinos do grupo, contando a história de "um homem simples, apenas um homem simples, que morreu no local de seu nascimento" nos sete minutos de "Kiev".

"Sounds of the Sea" começa em seguida com o gorjeio de gaivotas e um piano bem mais calmo que nas músicas anteriores. Os vocais são todos de Annie e convidam para uma viagem sonora no refrão singelo e marcante: "Lá, onde eu pertenço, onde sou real, onde posso sentir os sons do mar".

Annie canta sobre amor, paz e tristeza em "Spare Some Love" que apresenta os primeiros acordes de guitarra de Rob Hendry no disco, sem abandonar o piano, e arranjos de bateria mais marcantes.

"Bound for Infinity", a mais curta do disco com quatro minutos de duração segue a mesma linha de "Sounds of the Sea", abrindo espaço para o grande final da obra: Rajan Khan.

Assim como a primeira faixa, o epílogo de "Prologue" não possui letra, apenas solos de vocal de Annie. "Rajan Khan" começa com solos de guitarra que se transformam em acordes folk lembrando muito a música indiana. No oitavo minuto, a música atinge seu clímax, realçando a bateria, e depois volta à percussão, acompanhada apenas pelo vocal, até o último minuto - quando muda novamente o ritmo e termina de imediato.

E assim termina Prologue, um dos discos fundamentais do rock progressivo que é capaz de soar contemporâneo e com uma beleza determinante em todas as faixas do álbum.