Annie
Haslam - canto.
Michael Dunford - guitarra acústica. Terry
Sullivan - bateria, percussão, canto.
Mickey Simmonds - teclados. canto.
+ John Tout - piano, teclados (f.2,4,8)
+ Alex Caird - baixo (f.1,2,6,7,9,10)
+ Roy Wood - baixo (f.4,5)
Faixas:
01. Lady
From Tuscany [6:40]
02. Pearls of Wisdom [4:25]
03. Eva's Pond [3:40]
04. Dear Landseer [5:19]
05. In The Sunshine [4:25]
06. In My Life [5:26]
07. The Rose [4:58]
08. Dolphin's Prayer [3:19]
09. Life in Brazil [3:40]
10. One Thousand Roses [7:12]
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Renaissance - Tuscany (2001)
Após um longo interregno de quase década e meia
na actividade dos Renaissance, período durante o
qual ainda se verificaram duas tentativas
individualizadas de ressurgimento do grupo,
Annie Haslam, Michael Dunford, Terence Sullivan
juntaram esforços de novo e reuniram-se em
estúdio para produzir um novo álbum de
originais.
Intitulado Tuscany (Toshiba-EMI TOCP-65591,
2000), província italiana onde o Renascimento
teve origem, este trabalho discográfico é
composto por uma dezena de peças,
maioritariamente interpretadas pelos três
referidos membros da formação clássica dos
Renaissance, Annie no canto, Michael nas
guitarras e Terence na bateria, a que se juntou
Mickey Simmonds nos teclados. Entre os
convidados que aparecem creditados em
instrumentos diversos, o destaque vai para John
Tout, outro membro da formação clássica, no
piano e cravo.
O álbum funde bem o estilo da fase "Novela"/"A
Song for all Seasons" dos Renaissance com o
estilo mais recente a solo de Annie Haslam. As
peças encontram-se escritas em formato canção,
com diminuto desenvolvimento instrumental. A voz
de puro cristal que é a de Annie acha-se
omnipresente em todas elas e na sua melhor
forma, com um registo agudo de fazer inveja a
cantoras bem mais jovens.
Se bem que se possam escutar arranjos
orquestrais bastantes interessantes - creditados
certamente e por razões económicas às teclas de
Simmonds - as longas introduções instrumentais,
com orquestra ou piano, que levavam a peça para
lá dos 10 minutos (como em "Can You Understand"
e "A Song for all Seasons", para já não
mencionar "Scheherazade"), perderam-se em
Tuscany. De notar também a ausência das
inconfundíveis linhas delineadas pelo baixo
Rickenbaker de Jon Camp.
Duas das peças, as que menos agradarão a um
entusiasta da fase clássica do grupo, "The Race"
e "Life in BraziL" aproximam-se do estilo
brejeiro de Time Line (1983), o último álbum de
originais a ser publicado antes de Tuscany.
"Pearls of Wisdom", pelo contrário, com uma
belíssima introdução do piano de Tout satisfaz
plenamente qualquer nostálgico pela era dourada
dos Renaissance. O mesmo se passará com "Lady
from Tuscany", "Dear Landseer", "In the
Sunshine" e "In my Life", pese embora a
sonoridade digital, menos calorosa, dos teclados
de Simmonds.
Resumindo: este é um álbum progressivo sinfónico
que privilegia a voz de Annie, a qual assina
todos os textos, com melodias bem conseguidas e
algumas dissonâncias discretas atribuídas à
escrita musical inconfundível de Michael
Dunford. Deverá figurar na discoteca de qualquer
entusiasta dos Renaissance. Todavia, para quem
ainda não possua Ashes Are Burning, Turn of the
Cards, Scheherazade and Other Stories, Novella e
A Song for all Seasons, Tuscany não será uma
aquisição prioritária..
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