
Rick Wakeman - Teclados
Ashley Holt - Vocal
Gary Pickford Hopkins - Vocal
Mick Egan - Guitarra
Roger Newell - Baixo
Barney James - Bateria
David Hemmings - Narração
David Meashan - Regente
Com
a participação de
English Chamber Choir
London Symphony Orchestra
Faixas:
1. The
Journey/Recollection 21' 10
2. The Battle/The Forest 18' 57
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Rick Wakeman
- Journey to the Centre of the Earth (1974)
Por
Mago dos teclados
Royal Festival Hall,
live on 18th January 1974
Depois do álbum The Six Wives Of Henry VIII
(considerado por muitos o melhor de sua carreira
solo) Rick Wakeman faz este que, com certeza, é o
mais famoso disco de sua discografia. Uma ópera rock
acompanhada da Orquestra Sinfônica de Londres e do
Coral de Câmara Inglês, além de uma banda de rock e
um narrador. Narrador este que constantemente traz
um contexto a mais em suas músicas, onde narra uma
história baseada no livro de Julio Verne, que se
trata de uma lenda, uma viajem de dois homens rumo
ao centro da terra.
Foi gravado ao vivo pois Wakeman não teve tempo de
trabalhar em estúdio em virtude dos compromissos
junto ao Yes. Saiu em turnê pela Europa, Estados
Unidos, Japão e Austrália. Estádios lotados e
sucesso absoluto.
Originalmente o LP trazia uma luxuosa capa dupla
além de quatro páginas com ilustrações e as letras
das músicas. Houve um relançamento em que mantiveram
a capa dupla mas já não havia as páginas internas.
Por fim houve uma edição em que a capa passou a ser
simples. A capa da versão em CD é uma pobreza.
Olhando aquilo não se tem idéia do que foi aquela
capa original. Existe uma versão CD em “Ultradisc”
(Ultra-cara) que reproduz a capa do LP original na
integra incluindo algumas ilustrações inéditas.
Trabalho extremamente clássico, com teclados,
órgãos, Minimoogs, sintetizadores e demais de
excelente qualidade. Grande referência também aos
vocalistas, Ashley Holt com uma voz suave, macia e
que em alguns trechos chega a trazer semelhanças com
uma voz "feminina", e Garry Pickford com um timbre
de voz mais grave, vozes opostas, que são
determinadas e usadas nos momentos certos.
Admirável é a forma em que escuto esse álbum,
momentos de extremo virtuosismo da parte de Wakeman,
e excelente execução de demais músicos, que
transforma esse em uma obra prima deste que é o mago
dos teclados.
The Journey/Recollection
- Com seus aproximadamente 21 minutos, há de se
ouvir logo no começo que não se trata de um álbum
comum, e sim de algo que para muitos irá se tornar
um álbum conceitual.
Logo após o majestoso aumento de voz do coral
britânico, e também o extenso uso de sintetizadores,
e mais um pouco depois uma pequena contribuição da
boa orquestra de Londres, The Journey se extende
pela bela parte vocal de Ashley Holt e Garry, com
uma bela trilha sonora dos teclados e sintetizadores
de Rick.
Certo tempo depois, é o inicio de uma narração,
feita pela voz que em minha opinião, se enquadra
perfeitamente nesta estória narrativa que fará parte
de todo este álbum, trazendo um sentido à mais para
"Journey to the centre".
Certas pausas de David Hemmings, e belos trechos de
Wakeman, que certo tempo depois começa a solar no
instrumento cravo(este que será mais um grande
elemento neste trabalho de Wakeman).
E já perto do final de Collection, coral, orquestra
e mais um pequeno trecho da narrativa, e logo após,
uma das partes que mais me chama atenção e que
também será executada semelhantemente no final de
The Forest.
The Battle/The
Forest - Com seus aproximadamente 19 minutos,
The Battle começa, trazendo continuidade à este
álbum, mais um pequeno trecho da narrativa, e depois
o excelente som do cravo.
Uma parte bem empolgante com quase todos os músicos
executando seus instrumentos (destaque neste momento
para o som do baixo, que pouco chama atenção em "Journey
to the centre"). Esta se torna uma parte bem audível
para os que ainda não estão acostumados com esse
disco.
Sei que muitos consideram a narração deste álbum
algo ruim, e para outros desnecessária, mas em minha
opinião é algo muito bom, trazendo uma ênfase a mais
para este trabalho.
Uma bela parte cantada por um dos vocalistas, é o
que se ouve, e um pouco depois a jornada da
narrativa está completa, agora é o mago que nos
chama atenção, com a grande ajuda da orquestra (e
mais tarde do coral) tornando este uns dos finais
mais extraordinários e belos de toda a história do
cenário musical, é algo realmente admirável de se
ouvir.
É o fim de The Forest, é o fim de The Journey to the
centre of the earth, mais a minha preferência por
este trabalho solo de Rick Wakeman continua, em
minha opinião, este é um álbum extremamente
recomendável. |