
Inglaterra, 1976.
Músicos:
Rick Wakeman,
Teclados, Mini
Moog, Mellotron, Hammond Pianos elétricos e
acústicos & demais instrumentos de teclas etc…
English Rock
Emseble:
Ashley Holt,
Vocais.
Roger Newell,
Contra Baixo,
Pedais de Contra Baixo, Guitarras, Vocais.
John Dunsterville,
Guitarras
Elétricas e Acústicas, Mandolin, & Vocais.
Reg Brooks,
Trombone,
Trombone Baixo (Bass Trombone).
Martyn Shields,
Trompetes &
Vocais.
Tony Fernandes,
Bateria &
Percussão.
Faixas:
01. Music
Reincarnate
28:30.
A - The Warning
8:19.
B- The Maker 3:34.
C- The Spaceman 4:03.
D- The Realisation 4:17.
E- The Reaper 7:55.
02. The Prisoner
7:01.
03. The Lost
Cycle
7:02.
Subgênero:
Sinfônico.
Record Em:
Le Cahteau
Studios, Herrouville, França.
Data de
Lançamento:
Março de 1.976.
|
Rick Wakeman
No Eathly
Connection
Dados da resenha:
Comente e veja outras opiniões
aqui.
É como prometido está aqui. Há algum tempo atrás
eu tinha prometido uma resenha sobre esse disco,
mais por falta de tempo foi ficando para
depois...Agora está aqui.
Estamos no ano de 1.976 Wakeman tinha acabado de
vir do excelente disco The Myths and Legends of
King Arthur, e de um disco chamado Liztomania,
trilha sonora para um filme. Wakeman estava
ausentado do Yes dês de 1.973. Ele saiu da banda
logo após a ao fracassada turnê do disco Tales
From Topographic Oceans de 1.973. Mais sua
carreira solo vinha de um pouco antes, voltemos
um pouco ao ano de 1.971. Seu primeiro álbum
solo não foi The Six Wifes of Henry VIII, mais
sim um álbum chamado Piano Vibrations, que como
o próprio nome tratasse apenas de improvisações
de piano de Wakeman, é pouco ou nenhum material
desse disco que se aproveite, vindo a ser
somente uma bela demonstração do talento de
Wakeman perante as teclas. No Ano seguinte
Wakeman lançaria um belo álbum foi The Six Wifes
of Henry VIII um álbum que seguia uma linha
conceitual bastante complexa, em longos temas
instrumentais, procuravam interpretar a
personalidade das seis esposas do rei Henrique
VIII, é como se cada instrumental, falasse pelas
das teclas de Wakeman, e de uma ótima equipe de
músicos, que incluía até alguns companheiros de
banda do Yes. Este álbum foi bem aceito pela
critica, nessa época Wakeman se dividia entre
seus trabalhos solos, e os trabalhos do Yes, no
disco ao vivo Yessongs podemos ver uns
fragmentos das músicas desse disco sendo
tocadas, em um tipo de Medlley muito boa.
Wakeman viria a sair da banda de vez depois da
já citada turnê do Tales From Topographic Oceans,
movido por dois fatores, o disco não agradou
Wakamean, e o sucesso dos seus discos está ai,
então Bye Bye Yes...
No ano de 1.974 Wakamean gravaria um dos seus
melhores discos, Journey to the Centre of Earth.
um trabalho épico, que na época foi um estouro,
tratasse de uma apresentação ao vivo feita por
Wakeman em um teatro, tocando sua mais nova
composição na época Journey to the Centre of
Earth, é uma música ou disco fantástico,
contando com a participação da ótima orquestra
sinfônica Lodrina e da Inglish Chamber Choir
(coral). Wakamean faria uma espécie de fusão
entre o rock progressivo sinfônico de som
vanguardista, com sons eruditos, soando como
música clássica de primeira linha, junto à
elaboração de um tema fantástico. O livro Viagem
ao centro da terra da obra de Julio Verne, é
como se a história do livro recebesse uma alma
sonora, com o auxilio dos vocalistas e de um
narrador, Wakeman faz com que esse impressão de
ópera se torne real. O disco é excelente, até
hoje me arrepio quando ouço seu final, “Journey
to the centre of the
Eaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrth”.
No ano seguinte de 1.975 Wakeman já parecia ter
se decidido a trilhar por um caminho solo. Seu
próximo disco seria um outro mito como diz o
próprio nome The Myths and Legends of King
Arthur, seguindo pelo mesmo caminho de fusão
entre o rock e o erudito, porem de uma forma
menos radical, se tratando de um álbum de
estúdio, e de varias músicas, mais se
completando umas as outras. Novamente a
orquestra e o coral foram chamados, para
participar do álbum. Esse álbum trouxe os
sucessos Guinevere e Merlin The Magician,
tocadas até hoje em shows do mago.Novamente
outro sucesso de público, Wakeman se consolida
como tendo uma das mais brilhantes carreiras
solos da época, depois da realmente fantástica
trilogia The Six Wifes of Henry VIII, Journey to
the Centre of the Earth, e The Myths and Legends
of King Arthur.
Estamos no ano de 1.976, e Wakeman se prepara
para um novo algum...No Earthly Connection.
O álbum saiu com um resultado muito
interessante, mais não teve muita repercussão
como os três anteriores. Tratasse de um período
de mudanças na banda, e na sonoridade, pela
primeira dês do Six Wifes, Wakeman tenta uma
empreitada solo sem orquestra e coral. O álbum
conta apenas com apenas alguns instrumentistas
de sopro como trombone trompete. Os vocalistas
não o vocalista, Ashley Holt continua na banda o
outro Gary Pickford Hopkins sai da banda de
Wakeman. Quem também deixou a banda foi o
narrador, que dava um uma identidade especial à
música ao narrar as histórias que Wakeman conta
em seus álbuns. O baterista e guitarrista também
saíram na bateria o escolhido foi Tony
Fernandes, que permanece até os dias de hoje.
Com essa nova formação Wakeman batizaria sua
banda com o pomposo nome de Inglish Rock Emseble.
Mais cada álbum viria uma formação diferente.
De banda nova Wakaman se prepara para mais um
álbum. No Earthly connection foi feito entre os
meses de janeiro a março de 1.976, três meses de
elaboração do álbum feitos em estúdios
franceses. Aqui não vemos muitos traços da
música erudita, o álbum é mesmo o bom e velho
progressivo sinfônico, lembrando às vezes o som
que Wakeman fez no Yes. A algumas semelhanças
mesmo entre esse álbum e Yes, como por exemplo,
três músicas de longa duração, isso te lembra
algo...? O Yes explorou muito esse terreno de
músicas compridas em álbuns como Close to the
Edge 1.972 e Relayer 1.974. Aqui a músicas
chegam a ser desproporcional. A primeira música
com o estranho nome de Music Reincarnate tem
quase trinta minutos de duração, ocupando todo o
lado um do vinil e parte considerável do lado
dois. As outras duas, funcionam como uma
continuação, The Prisoner e The Lost Cycle tem
as duas exatamente sete minutos de duração,
completando o álbum. Em toda a sua duração vemos
um álbum de uma sonoridade bem experimental,
onde vemos Wakeman dominando a cena com seus
múltiplos teclados. Os instrumentos de cordas
como guitarra e contra baixo estão muito mais
aparentes, fazendo atuações notáveis em todo o
disco. Os sopros como o trombone dá uma aura
humorada ao disco em alguns trechos. E o vocal
do Ashley Holt, é um velho conhecido dos fãs
aqui acompanho aqui do resto da banda que cantam
em forma de couro. Isso diferencia No Earthly
Connection dos discos anteriores, fazendo deste
um trabalho único e muito interessante.
A capa... Ai começa os maus comentários sobre o
álbum, mais é verdade que capinha sem
vergonha...
Realmente como todas as capas do Wakeman, essa
apresenta um péssimo gosto tremendo. É até
difícil de entender, parece ser o próprio
Wakeman, visto de uma forma extremamente
achatada, parecendo um globo terrestre, no meio
percebesse o desenho da terra em uma visão
espacial, no fundo a um tom roxo, também bem
chato e feio. No vinil porem a versão se torna
mais interessante. Contendo um rico encarte como
de costume de Wakaman, pensem bem ele nunca
investiu nas capas, mais em compensação investiu
pesado no encarte. No vinil apesar de mais
simples que os anteriores como o King Arthur,
que continha um verdadeiro livro no disco, esse
aqui também era muito bom. Contendo algumas
fotos bizarras do Wakeman, em cima do StoneRange,
correndo por um campo, como um gigante de
metros, alguns detalhes bem legais de se ver. O
disco também traz informações como data de
lançamento nome dos músicos que tocaram no álbum
com seu respectivo instrumento. Isso logicamente
sem contar o efeito, aquele que está escrito
passo a passo como executar, que se faz nessa
capa. Tratasse de uma impressão de
tridimensionalidade, com papel espelhado, é
possível fazê-lo, é bem legal quem tem o vinil
deve saber o que estou falando, ou pelo menos as
edições que saíram com esse efeito. É uma pena
que o meu vinil esteja rasgado e completamente
comido por traças, senão poderia até tentar
executar esse efeito... Pena
É engraçado lembrar do fato que esse disco ficou
por anos encostado na estante por anos, sem eu
nem saber o que era, quando eu comecei a me
interessar por Rick Wakeman, o que eu ouvi foram
os três primeiros trabalhos solos, mais o seu
trabalho no Yes, com o disco Tales From
Topographic Oceans. Eu nem sabia que era Rick
Wakeman, com o passar do tempo, eu fui vendo o
disco em algumas discografias, vi o nome das
músicas letras, e me interessou a ouvir. Quando
eu ouvi, não gostei muito, de primeira, pois
depois de pensar que o Wakeman, tinha que ser
sempre sinônimo de uma orquestra muito coral e
clima medieval, esse disco me soou estranho.
Depois eu fui gostando e aprendendo a ouvir.
Hoje esse é com certeza para mim um dos melhores
trabalhos do Wakeman, junto a seus três
primeiros, formando um ciclo que se fechou aqui,
mais ainda sim um final fascinante. Digo isso
porque para mim os discos do Wakeman que viriam
depois iriam decair muito, ainda lançando depois
o razoável Criminal Record. Depois Wakeman
perderia 80% da qualidade do seu som, chegando à
década de oitenta, com trabalhos ruins, só se
levantando um pouco no álbum 1984, mais sem nem
a metade do brilhantismo destes aqui. Chegando
depois a uma discografia muito irregular, aonde
nós vimos muita quantidade para pouca qualidade.
Hoje Wakeman parece ter virado um saudosista,
ainda em repertório as músicas dos álbuns
Journey to the Centre... King Arthur, mais nada
novo. O ultimo trabalho “bom” do Wakeman na
minha opinião foi o disco Return To The Centre
of Earth, de 1.998, que apesar de meio carne da
vaca, desperta curiosidade, pela continuação
nele feita do Journey to the Centre of the Earth,
com um bom time de músicos incluindo até o Ozzy
Osbourne, e novamente com orquestra. Ainda assim
prefiro o original, ou seja, o do Journey to the
Centre of the Earth apesar de antigo e ao vivo,
é o verdadeiro épico.
01. Music
Reincarnate:
Primeira música desse disco. Está música é um
épico inacreditável com quase trinta minutos de
duração, ocupa mais da metade de todo o disco,
roubando a cena geral. Está música é minha
favorita do disco, muito boa, apesar de ainda
preferi a Journey to the centre of the Earth,
esse aqui também é uma ótima suíte apesar de
menor essa completa o ciclo de músicas de
duração absurda que Wakeman faria na sua
carreira, aqui se encerrando. A música em si é
muito boa, como de costume essa música como todo
o álbum segue uma linha conceitual fantástica,
uma marca registrada de Wakeman que se mostra um
verdadeiro contador de histórias em suas
músicas. A letra é algo a parte, mais uma vez
abordando um tema fantástico e surrealista,
terreno já explorado por Wakeman nós álbuns
anteriores. Falando da viagem através do tempo e
espaço de um ser espacial (Spaceman), que fez
essa viagem para tentar recuperar a alma musical
do ser humano, esse ser é freqüentemente citado
em todo a letra do disco. Seria esse ser o
estranho da capa, ou apenas o Wakeman achatado?
Para entender o disco deve ser ouvido como uma
música só, mesmo que Prisoner e Lost Cycle serem
outras músicas atuam como uma continuação e
encerramento da trama. A segunda faixa The
Prisoner retrata sobre uma espécie de julgamento
de uma alma, eu sabia que esse disco tinha algo
sobrenatural. A terceira faixa fala mais
especificamente do ser Spaceman um ser que vem
de um tempo desconhecido, e é o único que sabe
uma verdade de significado oculto.
Voltando a suíte. Apesar de ser dividida em
vários e ser uma música só, são temas tão
distintos, que poderiam ser qualificados como
músicas independentes e não sub temas. Mais
prefiro assim como temas por ter ficado muito
mais experimental. É uma música muito rica e
dinâmica em múltiplas formas de expressar
sentimentos como esquizofrenia loucura,
experimentalismo. Indo a música, começa com o
tema The Warning, o maior dos temas contidos na
faixa, com pouco mais de oito minutos de
duração. Um tema muito bem elaborado, começa com
um estranho arranjo de teclados, que fica
crescente na cabeça do ouvinte em uma impressão
de que vai estourar os ouvidos. Depois um
silencio profundo abita a faixa até a entrada de
um coro vocal, que parece abrir todo um episódio
medieval. Daí a música estoura em uma introdução
chocante, com muito teclado baixo e bateria
detonando. Quando os vocais retornam, a música
fica muito amena, mais logo estoura de novo,
formando uma confusão de ecos e efeitos de
duplicação de vozes, espalham por toda a música
o trombone nessa hora se faz presente formando
uma linda melodia. Continuando, agora vemos
Wakeman e seu piano acústico solando por alguns
instantes, em meio as palavras furiosas do
vocalista "Wait Wait Look at the sun ..."
Momento magistral, esse refrão é repetido por
vezes, até a exaustão. Destaque também para o
solo do trombone, em meio ao refrão, ótimo
medieval, e futurístico ao mesmo tempo. Vemos
uma parada é um falso final, a música agora,
volta de uma forma bem mais acelerada, com muito
contra baixo e guitarra, em uma experiência bem
rockeira na música, novamente os refrões são
repetidos até a exaustão, com algumas paradas
estratégicas em meio à música. Assim termina o
primeiro tema da música depois de um breve solo
de guitarra. Dando entrada em The Maker é o
menor dos temas da música, com pouco mais de
três minutos. Em um estilo de balada, muito
angelical, completamente acústica, chega a
emocionar, seja pelos vocais ou pelo piano de
Wakeman. A também vozes estranhas, parecendo uma
conversa, que abre o tema, e é repetido mais
adiante. É uma parte para se relaxar, como
remetem os refrões “Music of my Soul”, muito
bonito, e sem as repetições exaustivas do
primeiro tema. Muito bom. Agora se encerra dando
entrada no próximo tema. The Spaceman, o nome do
tal ser é também o nome desse tema. E aqui se
encontra o detalhe mais curioso de todo o álbum,
O som da cachoeira foi criado fazendo com que a
banda e a equipe de apoio bebessem grandes
quantidades de vinho durante todo o dia sem que
pudessem ir ao banheiro e, então, todos se
dirigiram à câmara de eco, que, na verdade, era
um porão em um velho castelo francês, onde todos
ficaram de pé em um longo banco e urinaram
simultaneamente em uma velha banheira de metal.
Foi gravado com dois microfones em estéreo. Por
anos, as pessoas acreditaram que era uma amostra
de uma famosa cachoeira. É mole, agora fica a
duvida se é muita criatividade, ou então falta
de dinheiro para um sintetizador? Nesse tema
muita guitarra e vocal de primeira, destaque ao
coro presente em alguns trechos. Em compensação
o próximo tema é o mais depressivo, The
Realisation. Com uma linha de baixo pesada, e
melancólica, o vocal é um caso a parte, e aqui
vemos efeitos causados pela distribuição nas
caixas, Principalmente quando se escuta com
fones de ouvido, percebe-se a alternância nessa
distribuição quando faz a recapitulação dos
trechos das músicas anteriores. O trabalho da
mini orquestra do álbum também é magistral,
vocal em coro, também muito sombrio, um dos
momentos de maior tenção do álbum. Terminando
com um estranho final, muito bizarro. Mais
virando o disco, ainda nos encontramos na mesma
música, Music Reincarnate. O ultimo tema ficou
para o lado dois, o que é muito interessante de
se ver, apesar que é bem verdade, que poderia
ficar no lado um, e o dois ser completado com
uma faixa inédita, mais não foi assim. The
Reaper, ultimo tema da música com quase oito
minutos de duração, começa com uma sonoridade
bem serena, a um estilo de balada, logo aparecem
umas linhas de baixo sombrias, e repetitiva o
teclado que parece imitar o som de uma flauta, é
muito interessante, percebesse também violão
nessa parte. Uma pausa e logo entram os vocais,
macios acompanhados de bateria e teclados e
baixo esse ultimo de muita presença na faixa,
por alguns segundos ouvimos um mellotron
discreto no fundo da música. Lembram um pouco à
parte The Maker. Vai se levando assim até que em
um determinado momento, para tudo e novamente
surge marcante o baixo e o teclado com timbre de
flauta. Tudo que acontece a seguir é um
retrocesso, marcante de trechos do lado um do
disco, feitos a seguinte ordem...
Taste
of fruitful inhibtions of a human...Wait Wait
Look at the sun music of blinding light sound
strength destroying sight… Taste of fruitful
inhibtions of the Man… Warning man time for
collection take for you your choice senses…
Maker let me meet my maker… Astral planes the
unknown sense… Inbuilt into human from a
symphony os dight and sound… It´s to late to
find your music soul…
Voltando do retrocesso a música volta mesma
sonoridade de balada de antes, com o resto das
letras, uma parte realmente emocionante,
finalizando as letras da música. Agora é só
aproveitar o Wakeman detonando nos teclados,
junto a sua mini orquestra de sopros, e o baixo
sempre marcante, aos poucos os sopros dominam a
música, junto a Wakeman Mais... Uma pausa
seguida de uma voz um tanto bizarra para a
música, um breve solo de piano, e agora sim o
final desta grande suíte, terminando exatamente
do mesmo jeito que começou, ou seja com um
estranho arranjo de teclados, que fica crescente
na cabeça do ouvinte em uma impressão de que vai
estourar os ouvidos.
02. The
Prisoner:
Bem que pensou que acabou se enganou, ainda
temos o lado dois dos antigos vinis inteiros
pela frente. A segunda faixa The prisoner, outro
grande momento do disco, a encruzilhada desse
disco. Bem menor que a suíte, com sete minutos
de duração, é tão espetacular quanto. Como dito
acima, pode ser considerada a continuação da
suíte, retratando sobre o julgamento de uma
alma, se mostra única. A melodia dessa música é
realmente sobrenatural, destaque absoluto ao
teclado de Wakeman, tenebroso em toda a faixa.
Começando com ótimos acordes meio que soltos de
violão, logo vem à bateria em um ritmo de marca
anunciando a faixa, daí a explosão sonora dos
teclados de Wakeman, e muito boa. Com a entrada
do vocal a música acalma, mais só por alguns
segundos, aos poucos vemos sinos, junto de um
refrão fortíssimo, até o “You Shall
Haaaaaaaaaaaaaaaaaaannnnnnnnnnnnnnnnnggg”. Um
dos momentos mais marcantes da música o solo de
cravo de Wakeman. Realmente é magistral. Uma
repetição de todo o tema, dês dos acordes de
violão soltos, até a marca, e entrada dos
vocais. Mais quando a música volta a explodir
novamente com o cravo, ouvimos um estranho
coral, citando algumas frases, meio difícil de
se ouvir, acho que seria a frase, “One man Life
cost another”. Tem um breve solo de trombone,
que divide a música. Uma parada e o mesmo coral
de algumas frases da suíte novamente aparecem. A
música tem como principal atrativo dessa música,
são suas muitas explosões musicais. E mais uma
aparece com a frase “Your Evil Lives for forever”.
E mais uma vez o cravo de Wkamean fazendo
presença em um belo solo. Logo voltam os vocais,
nessa parte os sinos fazem toda a diferença, e o
coral caiu muito bem. Wkaeman volta a solar no
cravo a vedete principal da música por algum
tempo, os vocais voltam citando o refrão da
frase You Shall Hang, são repetidos em um total
de três vezes. Até a breve entrada do trombone,
que encerra a música.
É com certeza uma música do mesmo nível da
suíte, maravilhosa, apesar de menor. Agora vamos
a ultima música desse disco...
03. The Lost
Cycle:
A ultima música desse álbum, Lost Cycle. Com a
mesma duração de The Prisoner, aqui vemos a
numerologia engraçada, vemos aqui músicas bem
diferentes, mais com a mesma duração. Aqui
Wakeman inventa com o mesmo tempo. Faixa que na
letra fala mais detalhadamente do ser espacial
citado em todo o disco (Spaceman). Aqui vemos
uma melodia muito esquizofrênica em alguns
pontos, como a sua introdução com o Moog
destrocido de Wakeman junto a um som que parece
uma respiração em meio à música. Chegando ao
domínio acústico do violão junto a vocal, mais
logo a música cresce, nos pianos de Wakeman,
voltando ao Moog, e uma repetição de temas, nos
vocais. À parte do “Human foooooooorrmmmmmm” é
fasciante. Dando entrada em um excêntrico solo
de vários teclados de Wakeman junto a beberia. A
uma parte caótica, feita pelos sopros, e depois,
muito Wakeman solando em piano acústico, muito
bom, lembra um pouco o álbum anterior King
Arthur. Voltando a uma atmosfera densa com o
vocal e trombone, sem contar os teclados de
Wakeman. E novamente os sopros... E...
Finalmente o encerramento, como tradição,
Wakeman mais uma vez caprichou no final The End
do disco, que sempre deixa todo mundo de queixo
caído, na citação das ultimas frases a música
sobe até a exaustão por alguns segundos até o
gran finale com “Man will always
Diiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiieeeeee”.
Parece um final de uma música clássica, muito
bom.
Bem muito bem. Aqui nós vemos Wakeman em sua
melhor forma, é fato que ele ficou apagado nos
álbuns Journey to the Centre of the Earth e king
Arthur, devido ao uso exaustivo da orquestra,
aqui não. Aqui temos muita doideira tecladista,
ao estilo do The Six Wifes of Henry VIII, É um
álbum tão bom quanto os anteriores, pena que não
teve tanta repercussão, mais muito interessante.
Fecho o ciclo de ouro da carreira de Rick
Wakeman, com chave de ouro, excelente.
Gabriel Schmitt.
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