Inglaterra, 1976.


Músicos:


Rick Wakeman, Teclados, Mini Moog, Mellotron, Hammond Pianos elétricos e acústicos & demais instrumentos de teclas etc…

English Rock Emseble:
Ashley Holt, Vocais.
Roger Newell, Contra Baixo, Pedais de Contra Baixo, Guitarras, Vocais.
John Dunsterville, Guitarras Elétricas e Acústicas, Mandolin, & Vocais.
Reg Brooks, Trombone, Trombone Baixo (Bass Trombone).
Martyn Shields, Trompetes & Vocais.
Tony Fernandes, Bateria & Percussão.


Faixas:
01. Music Reincarnate 28:30.
A - The Warning 8:19.
B- The Maker 3:34.
C- The Spaceman 4:03.
D- The Realisation 4:17.
E- The Reaper 7:55.

02. The Prisoner 7:01.
03. The Lost Cycle 7:02.


Subgênero: Sinfônico.

Record Em: Le Cahteau Studios, Herrouville, França.
Data de Lançamento: Março de 1.976.


 

Rick Wakeman

No Eathly Connection

 
Dados da resenha:
Autor: Gabriel Camargo Rodriguês (XMT SchmiTTTro000fromHelL); recebida em: 28/08/2005.
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É como prometido está aqui. Há algum tempo atrás eu tinha prometido uma resenha sobre esse disco, mais por falta de tempo foi ficando para depois...Agora está aqui.
Estamos no ano de 1.976 Wakeman tinha acabado de vir do excelente disco The Myths and Legends of King Arthur, e de um disco chamado Liztomania, trilha sonora para um filme. Wakeman estava ausentado do Yes dês de 1.973. Ele saiu da banda logo após a ao fracassada turnê do disco Tales From Topographic Oceans de 1.973. Mais sua carreira solo vinha de um pouco antes, voltemos um pouco ao ano de 1.971. Seu primeiro álbum solo não foi The Six Wifes of Henry VIII, mais sim um álbum chamado Piano Vibrations, que como o próprio nome tratasse apenas de improvisações de piano de Wakeman, é pouco ou nenhum material desse disco que se aproveite, vindo a ser somente uma bela demonstração do talento de Wakeman perante as teclas. No Ano seguinte Wakeman lançaria um belo álbum foi The Six Wifes of Henry VIII um álbum que seguia uma linha conceitual bastante complexa, em longos temas instrumentais, procuravam interpretar a personalidade das seis esposas do rei Henrique VIII, é como se cada instrumental, falasse pelas das teclas de Wakeman, e de uma ótima equipe de músicos, que incluía até alguns companheiros de banda do Yes. Este álbum foi bem aceito pela critica, nessa época Wakeman se dividia entre seus trabalhos solos, e os trabalhos do Yes, no disco ao vivo Yessongs podemos ver uns fragmentos das músicas desse disco sendo tocadas, em um tipo de Medlley muito boa. Wakeman viria a sair da banda de vez depois da já citada turnê do Tales From Topographic Oceans, movido por dois fatores, o disco não agradou Wakamean, e o sucesso dos seus discos está ai, então Bye Bye Yes...
No ano de 1.974 Wakamean gravaria um dos seus melhores discos, Journey to the Centre of Earth. um trabalho épico, que na época foi um estouro, tratasse de uma apresentação ao vivo feita por Wakeman em um teatro, tocando sua mais nova composição na época Journey to the Centre of Earth, é uma música ou disco fantástico, contando com a participação da ótima orquestra sinfônica Lodrina e da Inglish Chamber Choir (coral). Wakamean faria uma espécie de fusão entre o rock progressivo sinfônico de som vanguardista, com sons eruditos, soando como música clássica de primeira linha, junto à elaboração de um tema fantástico. O livro Viagem ao centro da terra da obra de Julio Verne, é como se a história do livro recebesse uma alma sonora, com o auxilio dos vocalistas e de um narrador, Wakeman faz com que esse impressão de ópera se torne real. O disco é excelente, até hoje me arrepio quando ouço seu final, “Journey to the centre of the Eaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrth”.
No ano seguinte de 1.975 Wakeman já parecia ter se decidido a trilhar por um caminho solo. Seu próximo disco seria um outro mito como diz o próprio nome The Myths and Legends of King Arthur, seguindo pelo mesmo caminho de fusão entre o rock e o erudito, porem de uma forma menos radical, se tratando de um álbum de estúdio, e de varias músicas, mais se completando umas as outras. Novamente a orquestra e o coral foram chamados, para participar do álbum. Esse álbum trouxe os sucessos Guinevere e Merlin The Magician, tocadas até hoje em shows do mago.Novamente outro sucesso de público, Wakeman se consolida como tendo uma das mais brilhantes carreiras solos da época, depois da realmente fantástica trilogia The Six Wifes of Henry VIII, Journey to the Centre of the Earth, e The Myths and Legends of King Arthur.

Estamos no ano de 1.976, e Wakeman se prepara para um novo algum...No Earthly Connection.
O álbum saiu com um resultado muito interessante, mais não teve muita repercussão como os três anteriores. Tratasse de um período de mudanças na banda, e na sonoridade, pela primeira dês do Six Wifes, Wakeman tenta uma empreitada solo sem orquestra e coral. O álbum conta apenas com apenas alguns instrumentistas de sopro como trombone trompete. Os vocalistas não o vocalista, Ashley Holt continua na banda o outro Gary Pickford Hopkins sai da banda de Wakeman. Quem também deixou a banda foi o narrador, que dava um uma identidade especial à música ao narrar as histórias que Wakeman conta em seus álbuns. O baterista e guitarrista também saíram na bateria o escolhido foi Tony Fernandes, que permanece até os dias de hoje. Com essa nova formação Wakeman batizaria sua banda com o pomposo nome de Inglish Rock Emseble. Mais cada álbum viria uma formação diferente.
De banda nova Wakaman se prepara para mais um álbum. No Earthly connection foi feito entre os meses de janeiro a março de 1.976, três meses de elaboração do álbum feitos em estúdios franceses. Aqui não vemos muitos traços da música erudita, o álbum é mesmo o bom e velho progressivo sinfônico, lembrando às vezes o som que Wakeman fez no Yes. A algumas semelhanças mesmo entre esse álbum e Yes, como por exemplo, três músicas de longa duração, isso te lembra algo...? O Yes explorou muito esse terreno de músicas compridas em álbuns como Close to the Edge 1.972 e Relayer 1.974. Aqui a músicas chegam a ser desproporcional. A primeira música com o estranho nome de Music Reincarnate tem quase trinta minutos de duração, ocupando todo o lado um do vinil e parte considerável do lado dois. As outras duas, funcionam como uma continuação, The Prisoner e The Lost Cycle tem as duas exatamente sete minutos de duração, completando o álbum. Em toda a sua duração vemos um álbum de uma sonoridade bem experimental, onde vemos Wakeman dominando a cena com seus múltiplos teclados. Os instrumentos de cordas como guitarra e contra baixo estão muito mais aparentes, fazendo atuações notáveis em todo o disco. Os sopros como o trombone dá uma aura humorada ao disco em alguns trechos. E o vocal do Ashley Holt, é um velho conhecido dos fãs aqui acompanho aqui do resto da banda que cantam em forma de couro. Isso diferencia No Earthly Connection dos discos anteriores, fazendo deste um trabalho único e muito interessante.

A capa... Ai começa os maus comentários sobre o álbum, mais é verdade que capinha sem vergonha...
Realmente como todas as capas do Wakeman, essa apresenta um péssimo gosto tremendo. É até difícil de entender, parece ser o próprio Wakeman, visto de uma forma extremamente achatada, parecendo um globo terrestre, no meio percebesse o desenho da terra em uma visão espacial, no fundo a um tom roxo, também bem chato e feio. No vinil porem a versão se torna mais interessante. Contendo um rico encarte como de costume de Wakaman, pensem bem ele nunca investiu nas capas, mais em compensação investiu pesado no encarte. No vinil apesar de mais simples que os anteriores como o King Arthur, que continha um verdadeiro livro no disco, esse aqui também era muito bom. Contendo algumas fotos bizarras do Wakeman, em cima do StoneRange, correndo por um campo, como um gigante de metros, alguns detalhes bem legais de se ver. O disco também traz informações como data de lançamento nome dos músicos que tocaram no álbum com seu respectivo instrumento. Isso logicamente sem contar o efeito, aquele que está escrito passo a passo como executar, que se faz nessa capa. Tratasse de uma impressão de tridimensionalidade, com papel espelhado, é possível fazê-lo, é bem legal quem tem o vinil deve saber o que estou falando, ou pelo menos as edições que saíram com esse efeito. É uma pena que o meu vinil esteja rasgado e completamente comido por traças, senão poderia até tentar executar esse efeito... Pena

É engraçado lembrar do fato que esse disco ficou por anos encostado na estante por anos, sem eu nem saber o que era, quando eu comecei a me interessar por Rick Wakeman, o que eu ouvi foram os três primeiros trabalhos solos, mais o seu trabalho no Yes, com o disco Tales From Topographic Oceans. Eu nem sabia que era Rick Wakeman, com o passar do tempo, eu fui vendo o disco em algumas discografias, vi o nome das músicas letras, e me interessou a ouvir. Quando eu ouvi, não gostei muito, de primeira, pois depois de pensar que o Wakeman, tinha que ser sempre sinônimo de uma orquestra muito coral e clima medieval, esse disco me soou estranho. Depois eu fui gostando e aprendendo a ouvir. Hoje esse é com certeza para mim um dos melhores trabalhos do Wakeman, junto a seus três primeiros, formando um ciclo que se fechou aqui, mais ainda sim um final fascinante. Digo isso porque para mim os discos do Wakeman que viriam depois iriam decair muito, ainda lançando depois o razoável Criminal Record. Depois Wakeman perderia 80% da qualidade do seu som, chegando à década de oitenta, com trabalhos ruins, só se levantando um pouco no álbum 1984, mais sem nem a metade do brilhantismo destes aqui. Chegando depois a uma discografia muito irregular, aonde nós vimos muita quantidade para pouca qualidade. Hoje Wakeman parece ter virado um saudosista, ainda em repertório as músicas dos álbuns Journey to the Centre... King Arthur, mais nada novo. O ultimo trabalho “bom” do Wakeman na minha opinião foi o disco Return To The Centre of Earth, de 1.998, que apesar de meio carne da vaca, desperta curiosidade, pela continuação nele feita do Journey to the Centre of the Earth, com um bom time de músicos incluindo até o Ozzy Osbourne, e novamente com orquestra. Ainda assim prefiro o original, ou seja, o do Journey to the Centre of the Earth apesar de antigo e ao vivo, é o verdadeiro épico.


01. Music Reincarnate:

Primeira música desse disco. Está música é um épico inacreditável com quase trinta minutos de duração, ocupa mais da metade de todo o disco, roubando a cena geral. Está música é minha favorita do disco, muito boa, apesar de ainda preferi a Journey to the centre of the Earth, esse aqui também é uma ótima suíte apesar de menor essa completa o ciclo de músicas de duração absurda que Wakeman faria na sua carreira, aqui se encerrando. A música em si é muito boa, como de costume essa música como todo o álbum segue uma linha conceitual fantástica, uma marca registrada de Wakeman que se mostra um verdadeiro contador de histórias em suas músicas. A letra é algo a parte, mais uma vez abordando um tema fantástico e surrealista, terreno já explorado por Wakeman nós álbuns anteriores. Falando da viagem através do tempo e espaço de um ser espacial (Spaceman), que fez essa viagem para tentar recuperar a alma musical do ser humano, esse ser é freqüentemente citado em todo a letra do disco. Seria esse ser o estranho da capa, ou apenas o Wakeman achatado? Para entender o disco deve ser ouvido como uma música só, mesmo que Prisoner e Lost Cycle serem outras músicas atuam como uma continuação e encerramento da trama. A segunda faixa The Prisoner retrata sobre uma espécie de julgamento de uma alma, eu sabia que esse disco tinha algo sobrenatural. A terceira faixa fala mais especificamente do ser Spaceman um ser que vem de um tempo desconhecido, e é o único que sabe uma verdade de significado oculto.
Voltando a suíte. Apesar de ser dividida em vários e ser uma música só, são temas tão distintos, que poderiam ser qualificados como músicas independentes e não sub temas. Mais prefiro assim como temas por ter ficado muito mais experimental. É uma música muito rica e dinâmica em múltiplas formas de expressar sentimentos como esquizofrenia loucura, experimentalismo. Indo a música, começa com o tema The Warning, o maior dos temas contidos na faixa, com pouco mais de oito minutos de duração. Um tema muito bem elaborado, começa com um estranho arranjo de teclados, que fica crescente na cabeça do ouvinte em uma impressão de que vai estourar os ouvidos. Depois um silencio profundo abita a faixa até a entrada de um coro vocal, que parece abrir todo um episódio medieval. Daí a música estoura em uma introdução chocante, com muito teclado baixo e bateria detonando. Quando os vocais retornam, a música fica muito amena, mais logo estoura de novo, formando uma confusão de ecos e efeitos de duplicação de vozes, espalham por toda a música o trombone nessa hora se faz presente formando uma linda melodia. Continuando, agora vemos Wakeman e seu piano acústico solando por alguns instantes, em meio as palavras furiosas do vocalista "Wait Wait Look at the sun ..." Momento magistral, esse refrão é repetido por vezes, até a exaustão. Destaque também para o solo do trombone, em meio ao refrão, ótimo medieval, e futurístico ao mesmo tempo. Vemos uma parada é um falso final, a música agora, volta de uma forma bem mais acelerada, com muito contra baixo e guitarra, em uma experiência bem rockeira na música, novamente os refrões são repetidos até a exaustão, com algumas paradas estratégicas em meio à música. Assim termina o primeiro tema da música depois de um breve solo de guitarra. Dando entrada em The Maker é o menor dos temas da música, com pouco mais de três minutos. Em um estilo de balada, muito angelical, completamente acústica, chega a emocionar, seja pelos vocais ou pelo piano de Wakeman. A também vozes estranhas, parecendo uma conversa, que abre o tema, e é repetido mais adiante. É uma parte para se relaxar, como remetem os refrões “Music of my Soul”, muito bonito, e sem as repetições exaustivas do primeiro tema. Muito bom. Agora se encerra dando entrada no próximo tema. The Spaceman, o nome do tal ser é também o nome desse tema. E aqui se encontra o detalhe mais curioso de todo o álbum, O som da cachoeira foi criado fazendo com que a banda e a equipe de apoio bebessem grandes quantidades de vinho durante todo o dia sem que pudessem ir ao banheiro e, então, todos se dirigiram à câmara de eco, que, na verdade, era um porão em um velho castelo francês, onde todos ficaram de pé em um longo banco e urinaram simultaneamente em uma velha banheira de metal. Foi gravado com dois microfones em estéreo. Por anos, as pessoas acreditaram que era uma amostra de uma famosa cachoeira. É mole, agora fica a duvida se é muita criatividade, ou então falta de dinheiro para um sintetizador? Nesse tema muita guitarra e vocal de primeira, destaque ao coro presente em alguns trechos. Em compensação o próximo tema é o mais depressivo, The Realisation. Com uma linha de baixo pesada, e melancólica, o vocal é um caso a parte, e aqui vemos efeitos causados pela distribuição nas caixas, Principalmente quando se escuta com fones de ouvido, percebe-se a alternância nessa distribuição quando faz a recapitulação dos trechos das músicas anteriores. O trabalho da mini orquestra do álbum também é magistral, vocal em coro, também muito sombrio, um dos momentos de maior tenção do álbum. Terminando com um estranho final, muito bizarro. Mais virando o disco, ainda nos encontramos na mesma música, Music Reincarnate. O ultimo tema ficou para o lado dois, o que é muito interessante de se ver, apesar que é bem verdade, que poderia ficar no lado um, e o dois ser completado com uma faixa inédita, mais não foi assim. The Reaper, ultimo tema da música com quase oito minutos de duração, começa com uma sonoridade bem serena, a um estilo de balada, logo aparecem umas linhas de baixo sombrias, e repetitiva o teclado que parece imitar o som de uma flauta, é muito interessante, percebesse também violão nessa parte. Uma pausa e logo entram os vocais, macios acompanhados de bateria e teclados e baixo esse ultimo de muita presença na faixa, por alguns segundos ouvimos um mellotron discreto no fundo da música. Lembram um pouco à parte The Maker. Vai se levando assim até que em um determinado momento, para tudo e novamente surge marcante o baixo e o teclado com timbre de flauta. Tudo que acontece a seguir é um retrocesso, marcante de trechos do lado um do disco, feitos a seguinte ordem...

Taste of fruitful inhibtions of a human...Wait Wait Look at the sun music of blinding light sound strength destroying sight… Taste of fruitful inhibtions of the Man… Warning man time for collection take for you your choice senses… Maker let me meet my maker… Astral planes the unknown sense… Inbuilt into human from a symphony os dight and sound… It´s to late to find your music soul…

Voltando do retrocesso a música volta mesma sonoridade de balada de antes, com o resto das letras, uma parte realmente emocionante, finalizando as letras da música. Agora é só aproveitar o Wakeman detonando nos teclados, junto a sua mini orquestra de sopros, e o baixo sempre marcante, aos poucos os sopros dominam a música, junto a Wakeman Mais... Uma pausa seguida de uma voz um tanto bizarra para a música, um breve solo de piano, e agora sim o final desta grande suíte, terminando exatamente do mesmo jeito que começou, ou seja com um estranho arranjo de teclados, que fica crescente na cabeça do ouvinte em uma impressão de que vai estourar os ouvidos.


02. The Prisoner:

Bem que pensou que acabou se enganou, ainda temos o lado dois dos antigos vinis inteiros pela frente. A segunda faixa The prisoner, outro grande momento do disco, a encruzilhada desse disco. Bem menor que a suíte, com sete minutos de duração, é tão espetacular quanto. Como dito acima, pode ser considerada a continuação da suíte, retratando sobre o julgamento de uma alma, se mostra única. A melodia dessa música é realmente sobrenatural, destaque absoluto ao teclado de Wakeman, tenebroso em toda a faixa. Começando com ótimos acordes meio que soltos de violão, logo vem à bateria em um ritmo de marca anunciando a faixa, daí a explosão sonora dos teclados de Wakeman, e muito boa. Com a entrada do vocal a música acalma, mais só por alguns segundos, aos poucos vemos sinos, junto de um refrão fortíssimo, até o “You Shall Haaaaaaaaaaaaaaaaaaannnnnnnnnnnnnnnnnggg”. Um dos momentos mais marcantes da música o solo de cravo de Wakeman. Realmente é magistral. Uma repetição de todo o tema, dês dos acordes de violão soltos, até a marca, e entrada dos vocais. Mais quando a música volta a explodir novamente com o cravo, ouvimos um estranho coral, citando algumas frases, meio difícil de se ouvir, acho que seria a frase, “One man Life cost another”. Tem um breve solo de trombone, que divide a música. Uma parada e o mesmo coral de algumas frases da suíte novamente aparecem. A música tem como principal atrativo dessa música, são suas muitas explosões musicais. E mais uma aparece com a frase “Your Evil Lives for forever”. E mais uma vez o cravo de Wkamean fazendo presença em um belo solo. Logo voltam os vocais, nessa parte os sinos fazem toda a diferença, e o coral caiu muito bem. Wkaeman volta a solar no cravo a vedete principal da música por algum tempo, os vocais voltam citando o refrão da frase You Shall Hang, são repetidos em um total de três vezes. Até a breve entrada do trombone, que encerra a música.

É com certeza uma música do mesmo nível da suíte, maravilhosa, apesar de menor. Agora vamos a ultima música desse disco...


03. The Lost Cycle:

A ultima música desse álbum, Lost Cycle. Com a mesma duração de The Prisoner, aqui vemos a numerologia engraçada, vemos aqui músicas bem diferentes, mais com a mesma duração. Aqui Wakeman inventa com o mesmo tempo. Faixa que na letra fala mais detalhadamente do ser espacial citado em todo o disco (Spaceman). Aqui vemos uma melodia muito esquizofrênica em alguns pontos, como a sua introdução com o Moog destrocido de Wakeman junto a um som que parece uma respiração em meio à música. Chegando ao domínio acústico do violão junto a vocal, mais logo a música cresce, nos pianos de Wakeman, voltando ao Moog, e uma repetição de temas, nos vocais. À parte do “Human foooooooorrmmmmmm” é fasciante. Dando entrada em um excêntrico solo de vários teclados de Wakeman junto a beberia. A uma parte caótica, feita pelos sopros, e depois, muito Wakeman solando em piano acústico, muito bom, lembra um pouco o álbum anterior King Arthur. Voltando a uma atmosfera densa com o vocal e trombone, sem contar os teclados de Wakeman. E novamente os sopros... E...
Finalmente o encerramento, como tradição, Wakeman mais uma vez caprichou no final The End do disco, que sempre deixa todo mundo de queixo caído, na citação das ultimas frases a música sobe até a exaustão por alguns segundos até o gran finale com “Man will always Diiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiieeeeee”. Parece um final de uma música clássica, muito bom.


Bem muito bem. Aqui nós vemos Wakeman em sua melhor forma, é fato que ele ficou apagado nos álbuns Journey to the Centre of the Earth e king Arthur, devido ao uso exaustivo da orquestra, aqui não. Aqui temos muita doideira tecladista, ao estilo do The Six Wifes of Henry VIII, É um álbum tão bom quanto os anteriores, pena que não teve tanta repercussão, mais muito interessante. Fecho o ciclo de ouro da carreira de Rick Wakeman, com chave de ouro, excelente.

Gabriel Schmitt.