
Inglaterra, 1975.
Músicos:
Rick Wakeman,
Instrumentos de
teclas.
Ashley Holt,
Vocais.
Gary Pickford
Hopkins,
Vocais.
Jeffrey Crampton,
Guitarras
Acusticas.
Roger Newell,
Contra Baixo &
Guitarras.
Barney, James,
Bateria.
John Hodson,
Percussão.
Terry Taplin,
Narração.
Com a
participação da:
Inglish Chamber
Choir & London Symphony Orchestra.
Faixas:
01- Arthur 7:24
02- Lady Of The Lake 0:44
03- Guinevere 6:30
04- Sir Lancelot And The Black Knight 5:18
05- Merlin The Magician 7:49
06- Sir Galahad 5:54
07- The Last Battle 8:32
Works by:
Rick Wakeman.
Sub Gênero:
Sinfônico &
clássico.
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Rick Wakeman
The Myths And
Legends Of King Arthur And Knights Of The Round
Table
Dados da resenha:
Autor:
Gabriel Camargo Rodriguês (Gabriel
Schmitt);
recebida em:
18/04/2005.
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Esse foi o primeiro Rick
Wakeman que tive o prazer de ouvir, são apenas
comentários meus, mas como esse disco foi bem
feito muito lindo considero indispensável em
qualquer estante de boa música, considero esse
disco uma obra prima do mago dos teclados Rick
Wakeman.
O disco conta toda a saga dos cavalheiros da
lendária corte do rei Arthur, cada personagem
representado na forma de música, e sua história
contada nas líricas do disco, é parecido com o
que Rick Wakeman elaborou no seu primeiro álbum
de sucesso The Six Wifes Of Henry VIII, outro
super trabalho do mago, só que lá como o próprio
Rick Wkeman disse “Este disco é baseado nas
minhas interpretações musicais das
características das esposas Henrique VIII...”,
sem contar o fato, do disco ser um trabalho
inteiro instrumental.
Em “King Arthur” é inevitável pensar em
batalhas, castelos, cavalheiros tudo foi muito
bem feito, pelo menos é o que sinto ao ouvir
esse disco rs.
“King Arthur” foi feito em uma apresentação no
Wembley´s Empire Pool, um começo grandioso para
um disco de igual quilate, e depois foi gravado
em estúdio no Morgan Studios em Londres entre
outubro de 1.974 a janeiro de 1.975, não tenho
bem certeza destas datas mas é algo muito
próximo a isso.
Com relação a álbuns anteriores como o já citado
The Six Wifes Of Henry VIII, e Journey To The
Centre Of Earth, há muitas diferenças. Neste
álbum não são ouvidos com muita freqüência
aqueles teclados pirados de The Six Wifes Of
Henry VIII, e a narrativa de Terry Taplin, tão
presente que para alguns era cansativa em
Journey To The Centre Of Earth, aqui se limitou
a algumas palavras na primeira música “Arthur” e
um trecho de tamanho médio em The Last Battle,
aqui o show é por conta dos vocalistas, do mago
Wakeman, e da impecável atuação da orquestra.
O esquema dos músicos continua o mesmo de
Journey To The Centre Of Earth, uma banda de
rock com orquestra e um coral apóiam Wakeman, e
alguns detalhes interessantes como os vocalistas
de vozes completamente opostas entre si que dão
uma harmonia muito interessante aos discos de
Wakeman. Nesse disco, há músicas em que
instrumentos como baixo e guitarra aparecem,
mais do que em Journey To The Centre Of Earth,
dando um valor a mais para as cordas do que
ficaram em segundo plano nos álbuns anteriores,
também há algumas passagens de violão muito
bonitas, acho que na primeira música “Arthur” há
muitas delas.
Músicas:
“01 Arthur”
“Aquele que
tirar a espada desta pedra será o rei da
Inglaterra”, é a primeira coisa que
ouvimos quando colocamos “King Arthur” para
tocar, é uma narrativa que funciona como uma
abertura para a entrada chapante da orquestra. Bem vindo à corte do Rei Arthur, essa música
fala de como Arthur um camponês que vivia nos
campos da Inglaterra tirou a Excalibur a espada
enterrada na pedra, e se tornou rei da
Inglaterra. Voltando a música tem uma introdução
comprida, de altos e baixos com orquestra e os
teclados de Wakeman conduzindo a música e o
ouvinte, em alguns trechos você ouve um violão
fazendo um belo arranjo musical ao fundo, a
entrada dos vocais e bem suave o fundo feito por
Wakeman é fabuloso. Os vocais são bem serenos e
a música está bem tranqüila até a entrada do
outro vocalista que tem uma voz bem mais grave
passar a conduzir a música de maneira mais
firme, depois um belo solo de Moog de Wakeman,
faz o ouvinte se deliciar com esse som, agora os
dois vocalistas fazem suas vozes se tornarem
uma, aliás quando esses dois cantam juntos fica
tudo muito bem encaixado, a música tem uma
temática crescente.
A orquestra desempenha com uma eficiência
perfeita seu papel o mago está nada menos que
perfeito, a parceria dos dois vocalistas está
perfeita até quando os dois chegam a gritar na
música alguns refrões na música. O instrumental
a seguir segue com uma orquestra e o mago Wakeman tocando exatamente a mesma melodia, a
entrada dos vocalistas é firme e conduz a música
para o término do seu último trecho de líricas,
que por sinal aqui vemos uma excelente atuação
dos vocalistas de Wakeman, um longo instrumental
onde o coral e a orquestra fazem seu espetáculo,
uma parte percussão no final, junto a um solo de
Moog do mago, encerram a música com um
impressionante arranjo dos músicos da orquestra.
“02- Lady Of The Lake”
Com 0:44 segundos de duração é a menor música do
disco e uma das menores que já vi, Lady Of The
Lake é uma pequena notável. Começa com um coral
bem no estilo corte medieval citando algumas
frases, logo depois o mago Wakeman faz um breve
solo de piano, mostrando como se fazer música em
poucos segundos.
Esse coro junto ao piano se repetirá em quase
todas as músicas, funcionando como um divisor
nas faixas, só que às vezes com um som diferente
como nas passagens de Merlin The Magician, e Sir
Galahad.
Como disse acima é uma pequena notável, gosto
muito dela, e parece que muitos fazem minhas
suas palavras, ela é até a abertura de um
programa em uma rede de televisão Cubana.
“03- Guinevere”
Uma das faixas mais conhecidas do disco, é uma
música muito aclamada pelos fãns de Rick
Wakeman, é uma música diferente do resto do
disco, a orquestra fica em segundo plano e o que
tem o momento de gloria é o coral muito presente
nesta faixa, e os instrumentos de corda como
contra baixo e guitarra, o que da a está faixa
uma alma mais “rock”, diferente do resto do
disco, que é mais voltado para um sinfônico bem
clássico.
É uma faixa que começa com alguns barulhos
estranhos me parecem sininhos ou uma ventania,
logo um belo piano ecoa na música, junto ao Moog
tocados ao mesmo tempo, é uma técnica muito
refinada por parte de Wakeman, quem viu o DVD
Journey To The Centre Of Earth sabe do que estou
falando. Os vocalistas conduzem a música de uma
maneira suave e bem feita ao ouvinte, a letra
fala do amor de Arthur, por Guinevere, e de sua
traição com Lancelot um cavalheiro de confiança
da lendária corte de Arthur, uma história de
amor, talvez seja isso que tenha contribuído
para a popularizarão dessa música e admiração
dos fãns de Rick Wakeman, pela mesma.
É uma música de muitos trechos instrumentais
bonitos e bem climatizados com o disco, não há
muitas mudanças no ritmo da música, a não ser em
alguns pontos onde a guitarra se torna presente
junto ao mago Wakeman, algo até então pouco
explorado nas músicas de Rick Wakeman, também
destaco a ótima atuação da Inglish Chamber Choir
em alguns refrões da música, que ficou muito
bom.
Guinevere é sem duvida uma boa música, mais não
é a melhor do disco, apesar de ser uma das mais
populares deste trabalho solo de Wakeman.
“04- Sir Lancelot And The Black Knight”
Essa música é excelente do começo ao fim. Logo
em seus primeiros segundos o ouvinte é
surpreendido por uma orquestra muito bem
desempenhada em cumprir seu papel. Nessa música
é como se fossemos levados às antigas lutas
medievais cavalos essas coisas do tipo. A música
se inicia com atuações ótimas da orquestra, que
alterna trechos altos e baixos de um segundo
para o outro como não sou conhecedor de
instrumentação clássica não sei ao certo quais
instrumentos são usados no trecho onde são
repetidas várias vezes a palavra “Fight”, luta
em inglês em tempos diferentes. A entrada dos
vocais de suave não tem nada, pelo contrário são
agressivos gritados bem diferente do que ouve-se
até então em “King Arthur”, a letra fala da luta
entre Sir Lancelot e o Cavalheiro Negro inimigo
mortal de Arthur que traiu sua corte e se
revelou contra o rei. É algo bem empolgante de
se ouvir é uma música muito agitada, muito
agradável a quem gosta desses sons medievais, e
depois da citação da palavra “Fight”, novamente
repetida em tempos diferentes, um solo de Mini Moog executado por Rick Wakeman, capaz de tirar
o sono de qualquer pessoa, é mais um dos seus
brilhantes solos em que só ele sabe fazer e
acontecer, é um solo comprido pega metade da
música, para alguns Sir Lancelot And The Black
Knight, pode ser qualificada como uma música
semi-instrumental. Após esse arrebatador Mini Moog de Wakeman, passamos para um piano
acústico, tocando exatamente a mesma melodia
executada pela orquestra, é uma técnica super
complexa, uma música muito complexa difícil de
executar seus múltiplos solos principalmente os
de Mini Moog. Uma atuação brilhante da orquestra
faz a música voltar a sua temática inicial,
novamente os vocais são agressivos, descrevendo
a luta entre Lancelot e o cavalheiro negro, um
vocal mais calmo auxiliado pelo coral faz a
música bela como poucas, a orquestra junto ao
coral ira encerrar essa obra exatamente como a
começou.
“05- Merlin The Magician”
Bem, a música conhecida de The Myths And Legends
Of King Arthur And Knights Of The Round Table é
uma das mais conhecidas da carreira de Rick
Wakeman. Merlin The Magician é uma peça
instrumental de quase 8:00, diremos que Merlin
The Magician é o hit desse disco, é uma boa
música mais ficou um pouco passada por causa da
extrema exposição em shows DVDs coletâneas
etc...
Como disse anteriormente The Lady Of The Lake,
aparece no começo desta música com um som de um
outro tipo de piano acompanhando o acústico, o
pequeno trecho de líricas contado nesse breve
trecho está creditado como parte de Merlin, e
isso foi sempre o que desafiou a minha tese
desse solo do piano ser um divisor de faixas, já
recebi informações que esse trecho inicia
Merlin, e o último trecho tocado de forma mais
triste encerra a música são algumas questões a
se esclarecer.
A música em si começa com uma bela linha de
contra baixo, junto a um teclado ao fundo da
música. A orquestra faz nessa música apenas
algumas bases para o mago e para os demais
músicos, aqui vemos um belo contra baixo
acompanhando o mago em um solo de piano
acústico. A música permanecer bem calma, até ser
quebrada por uma batida na bateria, agora até a
guitarra faz um bom papel, mais o solo de Mini Moog executado por Wakeman é uma das coisas mais
bem feitas que já vi, o ouvinte viaja nas teclas
esse solo é comprido, até ser quebrado pela
orquestra fazendo a música voltar ao seu tema
inicial de piano acústico, mas esse tema inicial
não dura por muito tempo, pois ele é novamente
quebrado, por um som de música de circo, feito
por um xilofone e um dos teclados tocados pelo
mago, esse trecho pode ser qualificado de
irritante, a primeira audição você se depara com
um trecho assim pode comprometer o disco mas,
depois de algumas audições mais detalhadas você
acaba se acostumado e gostando desse som. Isso é
verdade porque se fosse tão ruim assim Merlin
não teria feito a metade do sucesso que fez, na
enorme discografia de Rick Wakeman, Merlin foi
uma música até hoje muito lembrada pelos fãns.
A música avança e você ouve uma repetição dos
temas iniciais e do belo Mini Moog de Wakeman é
repetido, uma observação minha, não levem a mal
mas já repararam a semelhança entre o tema
inicial do piano e a música que serve de
abertura para corrida de São Silvestre.
Para encerrar Merlin novamente a música de circo
se torna presente, só que dessa vez com uma base
feita pela orquestra, que confirma que parece
mesmo uma música de circo, com um final dos mais
loucos que já escutei, Merlin é encerrada.
“06- Sir Galahad”
Essa é uma música que muda de uma hora para
outra seu ritmo, parece com alguns trechos de
Merlin, e a passagens de orquestra e coral muito
bonitas e partes calmas muito bem climatizadas
com a temática do disco.
É uma música que conta a história de Sir Galahad
cavalheiro da corte de Arthur, filho bastardo do
rei.
A música começa com um som de duas espadas
raspando umas nas outras, é uma introdução até
engraçada pelo seu toque diferente e
descontraído. Os vocais repetem uma frase da
letra e volta à melodia inicial, assim se segue
até o término da execução dos segundos estrofes
da música, uma bela atuação do coral, e uma bela
atuação do vocalista em uma parte bem calma na
música superbem feita o que dá um clímax a mais
na música a citação do refrão “Pull Me, Pull
Me”. Os vocais em seguida são bem
característicos do disco, mais o teclado é
inovador, mais uma bela atuação do coral, e logo
depois a orquestra parece anunciar uma batalha
preste a começar, novamente um piano acústico
junto ao vocal fazem um fundo tenebroso para a
entrada dos vocais “Arthur called a knigth Young
Galahad...”, considero o trecho mais bonito
desta música o refrão Pull Me, Pull Me “,
novamente é citado. Um último trecho de líricas
é executado pelos dois vocalistas, agora o coral
e a orquestra se encarregam de terminar essa
música que tem seu fim determinado emendando-se
com a próxima...
“07- The Last Battle”
Essa é minha música favorita do disco não que
desmereça as outras, mais na minha opinião o
melhor ficou guardado para o fim, com quase 9:00
minutos de duração The Last Battle, é a maior
música do disco seguida de Merlin The Magician.
Após o término de Sir Galahad, é emendada com
essa música mais há muita diferença entre as
duas. Os sinos no começo de The Last Battle
caíram muito bem, e combinou com o título da
música. A entrada dos vocais são marcantes, The
Last Battle conta a história da última batalha
do rei Arthur e seus cavalheiro contra o povo
dos Saxões, antes que a Bretanha fosse tomada, e
que o sagrado reino dos Logres caísse. É a
música que mais tem história para contar, tudo
colocado em uma melodia perfeita. Rick Wakeman em
The Last Battle sintetizou de uma forma muito
eficiente essa queda do reino de Arthur. Parando
de viajar no livro e voltando à música, após o
primeiro trecho de líricas, há um pequeno
instrumental com alguns barulhos estranhos,
sinos, e alguns solos de Mini Moog, os
vocalistas no segundo estrofe cantam com tanto
apresso que você se sente no meio de todo o fato
ocorrido. “The Last Battle Soon To Be Lost”,
após esse trecho um coral junto ao mago Wakeman
faz a música se iniciar em um longo trecho
instrumental, inicialmente você ouve um som de
violino só que encoberto pelo teclado de
Wakeman, a orquestra faz um som de introdução à
entrada da bateria, anuncia um longo solo de
Mini Moog junto a alguns instrumentos de
percussão, é até uma parte alegre na música,
pelo menos é o único trecho em que você
acompanha o compasso da música com os pés rs,
mais nada que prejudique a qualidade desta obra.
Após esse longo Moog, Wakeman da entrada em um
lindo piano acústico, mostrando que domina como
poucos as teclas, você tem a impressão que a
música está chegando ao seu fim com o piano cada
vez mais baixo, não é só para preparar a entrada
dos vocalistas novamente. Aqui o vocalista canta
com uma voz similar a da primeira estrofe da
música ao fundo o magnífico piano de Wakeman faz
o ouvinte viajar, há um trecho narrado por Terry
Taplin, que nesse disco ficou descansando a voz,
pois sua narrativa é o mínimo, quem tem o vinil
pode acompanhar esse trecho em espanhol, o que
facilita e muito a compreensão, quem não tem
pode saber o que significa aqui.
Narrativa feita
por Terry Taplin.
É em espanhol, mais já facilita a vida de quem
não sabe nada de inglês.
Sir Hector,
Sir Hoys, Sir Blamour e Sir Bleoboris, los
únicos.
sobrevivientes de los caballeros de la mesa
redonda, dieron
termino a sus vidas luego de una peregrinación a
la tierra
Santa; poco después que los Sajones conquistaran
toda
Britania y que acabara el reino de Logres.
Muchos pensaron
Que Arturo volvería y reestablecería el sagrado
reino de Logres
Y salvaría Britania en la hora de mayor peligro
que hubiera
Conocido.
Alrededor Del año 1200, los monjes de
Glastonbury
Descubrieron los huesos de Arturo, enterrados,
junte a los de Guinevere.
Debjo de la cruz de plomo, uma losa de piedra
lleva la
Inscripción: Aqui yace el Rey Arturo em su tumba
com su
Esposa Guinevere em la Isla de Avalon.
Após esse trecho de narrativa há um pequeno
trecho de líricas cantado, e daí a orquestra faz
o trabalho de encerrar King Arthur, com um dos
finais mais bonitos que já ouvi.
The Myths And Legends Of King Arthur And Knights
Of The Round Table, é um disco indispensável se
você gosta de rock clássico, recomendo o vinil,
pois tem um encarte muito superior ao do CD. Com
ótimas ilustrações, ao lado de Journey To The
Centre Of Earth, é meu disco favorito do mago
dos teclados Rick Wakeman, altamente
recomendável se você gosta de boa música.
Saudações minhas a todo o Sound Chaser.
Gabriel Schmitt.
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