
Paolo
Faenza - Bateria,
xilofone. Marcello Reddavide - Baixo.
Giapiero Artegiani - Violão clássico, viola
12 cordas. Michele Zarrilo - Guitarra,
violão e vocal. Maurizio Zarrillo -
Piano de cauda e elétrico, cravo, sintetizador.
Faixas:
1. La bottega del rigattiere
2. Luna park
3. Uno zoo di vetro
4. Per una strada affollata
5. Dietro una strada di carta
6. Frazz
7. Clown
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Semiramis - Dedicato a Frazz (1973) Por
Novalis
Semiramis é mais uma
daquelas bandas italianas de um disco só, que nos
deixa a sensação de angústia por terem lançado
somente um disco. Composições bem elaboradas e
inspriradas, quebras de rítmos muito bem explorados,
riffs complexos e ao estilo hard em contraste com a
viola muito bem colocada nas músicas e muito
presente, ótimo uso dos teclados, a presença do
xilofone também chama muito a atenção. O baixo é
outro ponto crucial do disco e além de muito bem
tocado é de fundamental importância em termos
melódicos e interage perfeitamnete com a guitarra
que também é outro instrumento que aparece e muito
nas músicas, além da bateria muito bem colocada. O
vocal é em italiano, e apesar de não ser grandes
coisas, não chega a comprometer. Um disco com muita
diversificação sonora, progressivo bem ao estilo
italiano, bem sinfônico com momentos clássicos e
outros com peso sob medida. Grande disco e que
merece maior atenção. Saiu em cd na Itália pelo selo
Vinil Magic.
Por Waters
Floyd
Um dos álbuns
mais tocantes da imensa discografia que compõe o
universo progressivo dos ragazzos. Um trabalho que só
de sabermos que existe já nos deixa felizes. Um
presente dos deuses, se é que me entendem. Sendo um
dos discos que mais mexem comigo, nunca se conseguiu
alternar com tamanha proeza arranjos tão complexos
e melodias extremamente comoventes. Um álbum que
prima pela espontaneidade nas mudanças de temas e
quebras de ritmos. Ouçam a primeira faixa do álbum,
LA BOTTEGA DEL RIGATTIERE, aos 2:28min, se não me
engano, que passagem brusca impressionante, que
naturalidade. Estando nos mesmos moldes de
ZARATHUSTRA (MUSEO ROSENBACH), em termos de peso,
beleza sinfônica e complexidade, com a diferença
que em DEDICATO A FRAZZ são utilizados vibrafones
que sempre estão presentes, não apenas fazendo
meras intervenções, mas compondo também as linhas
melódicas. Os vocais são deveras emotivos,
totalmente dentro do clima dos temas. Michele
Zarrillo interpreta os temas de uma maneira suave,
tensa, agressiva e lamentosa. Os riffs de guitarra
caem em peso formando ritmos nervosos e o som do
mellotron forma suaves e envolventes seqüências
que nos remetem àquelas "trattorias" em
Milão, ou seja, o som deles é também
regionalista, um progressivo típico da cultura
italiana. Reparem também na agilidade instrumental
dos integrantes na introdução da segunda faixa:
LUNA PARK, pra mim ao lado da primeira, o melhor
momento do álbum. As passagens que se seguem nesta
faixa também impressionam, em especial um repentino
e suave mellotron que faz uma veloz seqüência rítmica,
em sincronia instrumental, brecar bruscamente. Logo
após, surge um vibrafone que irá fazer a mesma seqüência
harmônica junto àquele mellotron. Este divino álbum
pra mim é um fenômeno do prog italiano!!!!!
Urgente!
Abraços
Cristiano
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