
Espanha, 2005.
Instrumentistas:
- Pedro Álvarez / guitarra
- Pablo Canalís "Cana" / baixo, percussão
- Eduardo G. Salueña / teclados
- Israel Sánchez / guitarra, vocal
- Alex Valero "Danda" / bateria, percussão
Faixas:
1. Dr. Gull / Racionalidad (4.44)
2. Tango Mango (11:17)
3. Microcosmos blues (8:09)
4. Travesia de las gaviotas (2:49)
5. La mulata electrica (9:14)
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Senogul
Tránsitos
Dados da resenha:
Autor:
Flavio
Zimmermann (Prog-Brazil);
recebida em:
22/03/2006.
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Conheci a banda Senogul
(nome de uma província espanhola) através de um
colega (o guitarrista Israel) no ano passado.
Ao lado de Triana, Bloque e Mago de Oz, eles são
uma boa referências do rock progressivo espanhol
(conhecido como Andaluz).
Lançaram um álbum em 2004 fazendo cover de
grandes clássicos (Yes, Genesis, King Crimson),
e esse segundo, com músicas originais.
"Tránsitos" é um disco todo instrumental,
sinfônico-progressivo com toques de flamenco,
tango e outros elementos regionais, muito bem
elaborados e adequados dentro do projeto.
O disco contém cinco grandes obras.
A primeira (Dr. Gull) começa com teclados
melancólicos, vai crescendo com a entrada de
guitarras, baixo e bateria, até formar-se a
segunda parte da música: Racionalidad. Para quem
gosta de teclados duelando com outros
instrumentos, gostará muito dessa abertura.
"Tango Mango" começa lentamente também, mas logo
se torna uma espécie de tango-rock, com
aparência de acordeão no decorrer da música (que
deve ter sido produzido pelos teclados). O solo
de guitarra é também muito marcante nessa
música.
"Microcosmos Blues" traz um clima psicodélico no
início e logo se transforma em um jazz-fusion.
Sem dúvida, uma grande obra do rock progressivo.
"Travessa de las Gaivotas" é uma pequena música
solada na guitarra, e "La Mulata Elétrica" fecha
o álbum com chave de ouro.
A música começa com a utilização de todos os
instrumentos, faz uma pausa para palmas
(parecendo-se com castanholas), e retorna à
integração dos músicos. Ao chegar próximo dos
nove minutos, os membros se encontram e retomam
a introdução, concluindo harmoniosamente a
música e o álbum. Eu não sou o único a
considerá-la a melhor música do álbum!
Certamente o guitarrista inspirou-se muito em
Steve Hackett, e os teclados levam o ouvinte de
volta aos anos 70. Percebe-se que a banda toda
toca em harmonia, todos participam e sabem que o
que fazem é coisa séria.
Gostei muito da banda e deste disco, recomendo-o
não só aos amantes do progressivo inglês, mas
também aos que gostam da valorização da cultura
local, como neste caso, da Espanha.
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