David Lebón - guitarra e voz. Pedro Aznar - baixo. Oscar Moro - bateria. Charly García - teclados e voz.


Faixas:
1. La Grasa De Las Capitales
2. San Francisco y El Lobo
3. Perro Andaluz
4. Frecuencia Modulada
5. Paranoia y Soledad
6. Noche De Perros
7. Viernes, 3 A.M.
8. Los Sobrevivientes
9. Canción De Hollywood


Serú Girán - La Grasa de las Capitales (1979)

Por rodrod

Insatisfeitos com a repercussão do disco de estréia e de alguns shows(uma apresentação chegou a ser interrompida na terceira música devido aos protestos da platéia) ,o Serú faz algumas mudanças em seu direcionamento musical para o segundo álbum. Surgem composições mais diretas, espelhando a transição musical do fim dos anos 70 .
Esta época é um momento na história do rock progressivo que geralmente não é visto com bons olhos: Os principais grupos ingleses ou estavam se estinguindo ou lançavam albuns mais fracos, explicitamente comerciais. No entanto,para quem tinha a expectativa que segundo album do Serú fosse mais fraco, surpresa: La Grasa de las Capitales é mais direto que o LP de estréia, porém é bem mais inspirado. Representa o ponto de amudurecimento da banda, instante em que ela encontra seu foco e constrói sua personalidade. As influências de prog, Beatles fase Abbey Road, fusion ,estão presentes de novo, só que desta vez a banda maneja esses elementos com muito mais autoridade, criando sua própria sonoridade. O disco é mais bem recebido que o primeiro e alguns clássicos do rock argentino surgem. As melhores faixas são:

La Grasa de las Capitales - Deboche zappiano dos valores da sociedade argentina:(Por qué tenés que llorar? es que hay otro en tu lugar que dice Vamos, Vamos! - la fama -. Tu oportunidad está ahí lo mismo me pasó a mi, lo tienes todo, todo! y no hay nada. A buscar el pan y el vino ya fui muchas veces a sembrar ese camino que nunca florece, no transes más. Con la cantina, con la cantora Con la T.V. gastadora con esas chicas bien decoradas con esas viejas todas quemadas gente re-vista, gente careta la grasa inunda cual fugazeta! No se banca mas!... La grasa de las capitales no se banca más). Com direito a paródia da disco, alternações virtuosísticas, e um refrão inesquecível.

Viernes 3 am - Belíssima balada, posteriomente coverizada (ou estragada) pelos Paralamas do sucesso.

Perro Andaluz - Composição mais rock, com alternancias e boa perfomance de oscar
Los sobrevivente/ cancion de Holywood- Duas composições predominantemente lentas de forte apelo genesiano, proporcionado principalmente pelos teclados de Garcia.

Paronoia e Soledad - Pouca percussão e etérias passagens do baixo e dos teclados com harmonias jazzísticas. A letra traz referências não explícitas a ditadura argentina.( Cuanto tiempo más / de paranoia y soledad / despertar así / es como herirse en la propia destrucción)

Noche de Perros - Talvez a melhor do disco , mais uma vez com letra que faz referências a ditadura (Esta oscuridad / esta noche de perros / esta soledad que pronto te va a matar / vas perdido entre las calles que solías andar / vas herido como un pájaro en el mar; de Noche de perros). Tem uma das melhores perfomances de baixo da história , executando uma magnífica melodia. Seu final tem algo do fim de I Want You ( She's So Heavy) dos Beatles , só que com um arrebatador solo de guitarra.