
Alain
Ballaud - Baixo. Edward - Bateria e
Percussão. Jean Luc Hervé - Guitarra. Véronique
Verdier - Trombone.
Faixas:
1.
8:35
2. 10:15
3. 8:34
4. 2:27
5. 8:41
6. 7:15
7. 3:39
8. 8:32
9. 6:36
10. 8:09
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Shub Niggurath - Testament (2003) Por
Davi
Neste seu mais recente disco, o Shub-Niggurath
consegue produzir músicas mais estranhas,
dissonantes e de difícil assimilação que as
anteriores. Levando em conta que seu primeiro
disco lançado, o clássico Les
Morts Vont Vite, é usualmente considerado uma
obra de difícil audição mesmo no universo do
R.I.O, podemos concluir que Testament é um disco
para poucos. Contrariamente aos discos anteriores,
não há durante o Testament inteiro tempos bem
definidos, deixando o disco inteiro bem na
fronteira entre o barulho puro e o R.I.O.
Entretanto, por incrível que pareça, este é um
grande disco que deve atrair uma boa parcela dos fãs
dos discos anteriores do Shub-Niggurath, além de
mais alguns interessados nas mais radicais
vertentes da música experimental de vanguarda.
Testament é de uma simplicidade aterradora. A
começar pelo encarte: na frente é todo preto com
"Shub-Niggurath" escrito em cinza, e o
verso é a versão espelhada da parte da frente.
Ao abrí-lo depara-se com os "nomes" das
músicas ao lado, isto é, só há a duração de
cada uma, nada de nomes. Nem mesmo o nome do próprio
disco pode ser nele encontrado! Junte a isto a
inexistência de estruturas rítmicas com seus
opressivos, sombrios e aterradores climas, e já
é possível ter uma vaga idéia do que se trata
este disco.
Os instrumentos são usados de formas bastante
inusitadas, obtendo sons cuja fonte muitas vezes
é de difícil identificação. Ocasionalmente
sons extremamente agudos e ao mesmo tempo
agressivos, contrastando com o trovejante baixo de
Alain Ballaud, emergem levando a dissonância a um
nível tão intenso que, de alguma forma, ela
consegue inverter sua usual relação com a consonância,
trazendo consigo aquela imensa vontade por algo
ainda mais dissonante na próxima vez.
Minha crítica a este disco é sua extensa duração,
pois escutar seus mais de 72 minutos de uma só
vez é difícil. Todavia, este problema pode ser
contornado não selecionando todas as faixas para
serem tocadas.
Testament dificilmente será considerado o melhor
disco do Shub-Niggurath, mas além de ser uma obra
bastante curiosa, que desafia os usuais limites da
música, é mais um ótimo disco do grupo.
Links
ProgressoR,
Musea/Gazul.
Sobre o Shub-Niggurath em geral: Shub-Niggurath
by Phil Kime.
Davi, 23/09/03.
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