Réjean Yacola - teclados
Martin Murray - teclados
Caroll Bédard - guitarra
Pierre Hébert - baixo
André Roberge - bateria, percussão
Gilles Ouellet - celesta, percussão


Faixas:
1. Stadaconé - 10:17
2. Le Cosmophile - 5:40
3. Il Faut Sauver Barbara - 4:16
4. Ad Hoc - 4:30
5. La 'Baloune' de Varenkurtel au Zythogala - 4:57
6. Isacaaron (Le Démon Des Choses Sexuelles) - 11:19


Sloche  - Stadaconé (1976)

Por guitarzeus


Este disco foi parar em minhas mãos através de um amigo canadense que veio passar uma longa temporada aqui, fiquei sabendo que Stadaconé é o nome dado pelos índios canadenses a região onde se localiza Québéc.

Stadaconé é o segundo e último disco do Sloche. Desta vez a banda vai deixar a sonoridade sinfônica de lado e voltar mais madura, com bastante ênfase no jazz-rock, abundantes solos de teclado e guitarra, poucos vocais. A mudança é significativa e as influências desta vez estão mais para Return To Forever e Mahavishnu Orchestra, ainda um pouco de Gong como em Gazeuse.

Stadaconé começa com um tema percussivo e alegre, ganhando em complexidade e com longos solos de guitarra e teclado. O trabalho de guitarra neste disco está bem melhor e menos contido do que em J'un Oeil.

A segunda música, Le Cosmophile, traz traços sinfônicos, momentos viajantes e um vocal bastante melódico que seguidos por um empolgante jazz-funk a tornam fantástica.

Uma faixa que merece destaque é Ad Hoc, um fusion cativante. Isacaaron é bastante variada nos seus 11 minutos de duração, uma boa composição com temas de complexidade rítmica fascinantes.

Este é um disco que poderia seguramente figurar na mesma prateleira dos grandes clássicos do prog/space fusion, talvez um degrau ou dois abaixo por ser uma banda pouco conhecida, mas altamente recomendado para quem aprecia o gênero.

Marcus
(19/12/2002)