Inglaterra, 1995.
Músicos:
Kevin Martin, Justin Broadrick: Todos os instrumentos, produção
Jon Hassell - Trompete (01, 09)
Kingsuk Biswas - Sintetizador (05)
Tom Prentice - Viola (06)
Dave Cochrane - Baixo (09)
Damian Bennett - Baixo (11)
Faixas:
CD1 (Dream Machinery):
01. Flight Of The Hermaphrodite (10:56)
02. The Mighty Atom Smasher (10:04)
03. Mastodon Americanus (7:23)
04. City Heathen Dub (10:04)
05. Narco Agent vs. The Medicine Man (14:00)
06. Demodex Invasion (19:14)
CD2 (Heavy Lids):
07. Evil Spirits / Angel Dust (9:45)
08. Catatonia (15:44)
09. Needle Park (10:41)
10. Red Sea (11:20)
11. Cape Canaveral (21:28)
12. Resuscitator (7:46)
|
Techno Animal
Re-Entry
Dados da resenha:
Comente e veja outras opiniões
aqui.
Tsc, eu tentei de novo começar alguma coisa direito, nem consegui.
Porra, vocês já pararam pra pensar no como é difícil começar uma
resenha? Eu nunca sei. Santo caralho, Batman! É foda ter que aturar
isso. Agora pouco estava eu aqui assistindo novela: Façam as apostas,
quem é a musa da parada? Meu voto vai pra infeliz mãe que morreu após
parir duas crianças. Outra coisa que merece destaque é a repetição da
Regina Duarte: Ela SEMPRE faz o mesmo papel. Tipo um Adam Sandler
versão brasileira. Eu lembro que eu assisti há algum tempo uma
pornochanchada fenomenal com ela. Só tem uma cena de putaria que eu me
lembro. Reginão tá deitada na cama com seu macho, daí, toda tímida, ela
toca a mão dele. Pois a cena corta, e aparece o cara mandando VARA na
rapariga naquele apoio da cama. Troço muito sério. Eu lembro de cada
pornochanchada hardcore. Tem uma daquela musa do gênero, cujo nome me
foge, quem quiser, por favor, ajude-me. 3 NEGÕES passam o ferro nela no
ferro velho. Tem outra que é parecida, mas não tão radical.
Techno Animal é um dos tantos projetos do senhor Justin Broadrick.
É o mais famosos, junto com o Godflesh. Não que isso signifique grandes
merdas, porque a grande maioria das pessoas pode vir a pensar que se
trata de uma marca de papel higiênico. Kevin Martin, amigão do
PãoRicardo (ahhhh, a suposta moda do Irã pegou, caraio!), participou de
uma porrada desses projetos, e também tem um pé nesse aqui. Um pé não,
o corpo todo (pode delirar, sua BICHA!). Nunca sei qual dos dois tem
maior influência. Tanto fezes, o que importa é que eu vou comer agora
um pão de queijo, daqui a pouco eu continuo escrevendo.
Nham! Voltei! Bom, sobre o projeto, o que dizer? Manjas dub? Manjas
ambient? Manjas isolationist (um tipo de Ambient/Dark Ambient mais
radical, que significa exatamente o que o nome sugere, o que, por
sinal, faz sentido, não? Então não reclama que falta informação na
minha resenha)? Então, tudo isso, e mais o que seria o reflexo do
Godflesh (tipo, olhando num espelho, a dualidade, tal. Profundo, né?
Mais profundo que o TCHUÁÁÁÁ do Jefferson Airplane, né? Po, já posso
escrever um livro). O que isso quer dizer, tio? Nada. Absolutamente
nada. Só escrevi pra ilustrar mesmo. Godflesh se caracteriza pela
agressividade, e o Techno Animal também, mas é uma agressividade
diferente. Não baseada no peso, e sim no emputecimento, puro e simples.
O disco em tela, Re-Entry,
é a grande conquista da banda. É uma obra-prima, sem precedentes, sem
nada igual, num tempo onde o número de obras-primas é cada vez menor.
Re-Entry é um disco que
inspira. Tu vai ouvir e sentir vontade de fazer parecido, ou fazer
alguma porra criativa, que não envolva enfiar o dedo no rabo (espero).
É o impressionante é que ele pode ser adaptado a qualquer situação:
Pode ser ouvido pra relaxar, pra bangear, pra estudar, pra dar uma
cagada, enfim, pra TUDO. E ao mesmo tempo exige uma atenção tão
obrigatória que o ouvinte pode simplesmente ir ouvir KLB caso não
consiga captar. Se tu leu alguma porra até aqui, já viu que é um disco
duplo. O que é ainda mais impressionante. Nem um MILÉSIMO aqui é
desperdiçado. O disco consegue ser naturalmente esparso e compacto. Tu
já assistiu GoodFellas, né seu gay? Então, é aquilo lá, posto em
música. O negócio é não perder o ritmo com passagens desnecessárias,
criadas somente pra encher espaço. Quanto às diferenças entre os dois
discos, é simples: O primeiro é mais, teoricamente, pesado, com uma
explosão de eletrônicos literalmente BOTANDO PRA FUDER na sua cara.
Simplesmente BRUTAL. Já o segundo é o descanso, e mais ambient, baseado
em construção de paisagens sonoras, e até bonitas. As batidas do CD 1
são substituídas por 'tapetes' (nunca gostei desse termo, mas funciona)
mais calmos. Não vejo como comparar com nada que eu conheço. Talvez
funcione assim: O primeiro disco é o Tago Mago, enquanto o segundo é o
Future Days.
Não sei se consegui explicar muito bem o que se passa aqui, talvez
não seja necessária uma explicação, e sim uma audição. Uma verdadeira
viagem, e um dos melhores discos dos anos 90. Sem mais, ouça, porra!
|