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Allan
Holdsworth, guitarra, violino, vocal. Mark
Clarke, baixo, teclado, vocal. Jon Hiseman, percussão, bateria.
Paul Williams, guitarrra, teclado, vocal.
Faixas:
1. Gorgon - 5:44
2. Foyers of Fun - 3:41
3. Dark House - 5:02
4. Brothers - 3:37
5. Up and On - 4:19
6. Grey and Black - 2:29
7. Strangeher - 4:07
8. Upon Tomorrow - 6:41
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Tempest
- Tempest (1973) Por
zambinha
A banda
inglesa Tempest, lançada em 1973, deveria
chamar-se de Allan Holdsworth's Tempest para que não
fosse confundida com a banda americana de
S.Francisco, de folk rock ou Celtic music, homônima.
Assim que o Colloseum terminou, seu baterista J.
Hiseman chamou o então jovem e talentoso
guitarrista Holdsworth para formar o Tempest e
gravar o então disco de estréia que pode ser
resumido da seguinte forma: é um disco de hard
rock que vale por um de progressivo. Detalhe : não
deve ser rotulado como hard progressivo, embora
algumas audições sejam requeridas para se chegar
e esta conclusão. Se você já ouviu falar em um
"progressivo" praticamente sem teclado
estará diante de um ! Há pouquíssimos segmentos
onde os teclados estão presentes e, quando estão,
são praticamente bases. Holdswoth, que também
toca violino, aparece com este instrumento numa
das faixas. Alias numa das faixas a presença de
Hendrix é tão marcante, tanto na melodia quanto
no rítimo e harmonia, que vale a pena nem citá-la
para que o próprio ouvinte a descubra
simplesmente na primeira audição. Holdsworth é
um guitarrista muito versátil e você poderá
constatar neste trabalho como ele se sente a
vontade tocando coisas relativamente simples
quando comparadas ao que viria produzir. Os vocais
de Willians são fortes e seguem a linha do
Colloseum. Acredito que não só os vocais mas
também a própria música. Se você aprecia esta
banda certamente ira gostar do primeiro Tempest.
É um disco obrigatório em coleções de hard
rock, mas não em coleções de progressivo, um
vez que a estrutura , no geral diverge do gênero,
exceto pelas dissonâncias de Holdsworth. Para
quem não sabe foi incrivelmente editado no Brasil
pelo selo Islands da Phonogram, na época e com a
capa original. Um exemplar deste é raríssimo e
caríssimo haja vista que coisas muito mais
conhecidas e relativamente comuns ainda hoje
permanecem inéditas. Sua capa é interessantíssima
pois utilizavam a medusa como logo. Não há
predominancia excessiva de trechos instrumentais e
a música é bastante emocional e quem esta
acostumado a ouvir hard rock já logo percebe algo
diferente nele. Que tal ouvi-lo um vez ? |