Marc Grassi, piano, teclados. Fredy Schnyder, baixo, guitarra. Falvio Mezzodi, bateria, percussão.


Faixas:
1. Sulm  
2. Thonkland  
3. Square Root  
4. Pomme  
5. Insharp  
6. Garden  
7. Ela  
8. Rak  


Thonk - Earth Vision Impact (2001)

Por Davi

Earth Vision Impact é o único disco do Thonk, ele foi lançado aqui no Brasil pela Rock Symphony em 2001, no mesmo ano do lançamento original pela Galileo Records. O grupo não é muito conhecido, o que é bem natural se levarmos em conta o tipo de progressivo que tocam; às vezes é comparado a ELP ou Pär Lindh Project (PLP), porém há muitas diferenças, Thonk é mais difícil de assimilar que qualquer um dos dois. O grupo só não é mais obscuro porque este seu disco foi gravado nos estúdios Crimsonic e produzido pelo próprio Pär Lindh.

Este disco não é especialmente alegre, melódico, agressivo, triste, dissonante, ou suave, mas todos esses elementos estão presentes. O humor do ELP certamente não está presente, Thonk é mais sério, menos exibicionista e não é tão rápido, ainda assim, é rápido. O lado mais sinfônico e apoteótico do PLP o Thonk não possui, algo no timbre das músicas lembra PLP e, ao invés do sinfônico, uma leve inclinição para o Rock in Opposition (RIO) pode ser percebida em suas músicas --- acho que disto vem a dificuldade de assimilação. Vários trechos do disco podem ser considerados atonais.

Esta banda tem seu próprio estilo, seria uma injustiça tratá-la como uma mera atualização do ELP. Alguns a criticam por ser repetitiva, mas este, ao meu ver, é justamente o propósito da banda e seu ponto forte: desenvolver um tema, repetí-lo várias vezes durante 1 minuto ou menos e repentinamente interrompê-lo com a entrada de um novo tema que contrasta com o primeiro, causando uma agradável mudança da percepção da música. Esta técnica é especialmente usada nas faixas 2, 3, 5 e 8. A evolução da música se parece dar através de saltos, ao invés de forma contínua.

Thonk é um trio composto por:
Marc Grassi - piano, hammond organ, mellotron, cravo e sintetizadores.
Fredy Schnyder - baixo, guitarra e violão.
Flavio Mezzodi - bateria e percussão.

O enfoque do Thonk é claramente a área dos teclados e afins (Grassi é o principal compositor), piano e sintetizadores possuem forte presença. Todos tocam muito bem, mas o destaque certamente pertence ao tecladista.

Confundir a música desse grupo com as da década de 70 é impossível, o equipamento e a qualidade de gravação são claramente posteriores, além disto certo clima futurista é ocasionalmente evocado pelos sintetizadores (o futurista de hoje é muito diferente do futurista de 70).

Thonk é especialmente recomendado para os fãs do progressivo clássico que buscam originariedade, o considero também uma boa (e barata, pois foi lançado no Brasil) forma de aproximação do RIO; me parece que bandas como Univers Zero e Present podem ser mais facilmente assimiladas depois que Thonk o for.