
Bélgica, 1980.
Músicos:
Michel Berckmans:
Fagote & Oboé.
Daniel Denis:
Bateria & Percussão.
Patrick Hanappier:
Violino & Viola.
Andy Kirk:
Harmonio, Orgão,
Piano & Mellotron.
Guy Segers:
Baixo, Clarineta
& Voz.
Com:
Jean Debefve:
Hurdy-Gurdy
Jean-Luc Aime:
Violino.
Ilona Chalé:
Voz
Thierry
Zaboitzeff:
Cello
Faixas:
1. Dense
(12:26)
Denis
2. La Corne du
Bois des Pendus (8:42)
Denis.
3. Bonjour Chez
Vous (3:52)
Denis.
4. Combat
(12:53)
Kirk.
5. La Musique
d’Erich Zann (3:29)
Berckmans,
Debfeve, Denis, Hanappier, Kirk & Segers.
6. La Tete du
Corbeau (3:11)
Segers.
7. La Triomphe
des Mouches (5:36)
Denis & Kirk.
Tempo Total:
50:09
Gravadas &
Produzidas Por:
Etienne Conod,
Röbel, Vogel & Univers Zero.
Exceto pelas faixas 3,6,7 gravadas por: Eric Faes
& Univers Zero.
Subgênero:
R.I.O-Avant Prog
|
Univers Zero
Ceux Du
Dehors
Dados da resenha:
Comente e veja outras opiniões
aqui.
O final da década de 70,
que para alguns foi o inicio do fim para o rock
progressivo. Porem ali escondido entre uns e
outros, uma nova cena mostrava sua face. O
“RIO”, era um movimento formado por varias
bandas européias, que tinham a intenção de fazer
um som digamos assim ‘de esquerda’. O pilar
principal do movimento na época, sem duvida
nenhuma foi o Henry Cow, banda excepcional,
levava a idéia do experimentalismo jazzista as
ultimas conseqüências da vanguarda, músicos de
altíssimo nível, realmente, merecem respeito e
admiração. O Henry Cow, que já faixa discos dês
dos começo da década de 70, abriu as portas para
tudo que veio depois dela. Geralmente o som
dessas bandas estaria recheado de Nauses,
experimentalismos, que as vezes beiram o limite.
Por incrível que pareça, esse lado do prog
agradou a muita gente. As influencias viam de
todos os lados e estilos, o fusion, o neo
clássico erudito, a psicodélica inglesa, a cena
de Catenbury. É difícil, mesmo para quem
conhece, caracterizar o RIO, por uma banda, pois
todas são muito distintas, todas a sua maneira
faziam RIO, sejam com o que elas tivessem a mão.
Talvez uma das tarefas mais árduas, seria
definir a face do RIO em uma banda ou artista do
gênero. Em março de 1.978, varias bandas do
gênero Oposition se reuniram em um grande
festival em Londres Inglaterra: O RIO Festival,
marcaria como o evento que consolidou toda uma
cena musical que renderia os melhores frutos a
partir desse evento. Entre os nomes que
participaram do festival estavam os grandes do
movimento como Henry Cow, Samla Mammas Manna,
Storm Six, Etron Fou, e o próprio Univers Zero
estavam presentes. Assim ficou marcado na
história do progressivo, como o evento que
concretizou o nascimento de uma nova cena
musical prog: O Rock Im Oposition.
De todas as magníficas bandas do movimento, a
que mais me desperta fascínio é o Univers Zero.
São poucas os discos ou até mesmo os minutos que
me desagradem nessa brilhante banda belga
formada no inicio dos anos 70, pelo baterista e
compositor Daniel Denis. Eu sempre digo que essa
banda deveria ter mais espaço nos comentários e
seus discos deveriam ser recomendados para
qualquer fã de prog, ou simplesmente para quem
afirma gostar de ’boa musica’. Engraçado é que
minha relação com as escolas de vanguarda do
progressivo, começou do pior jeito possível, eu
não tinha entendido nada, tinha achado um bocado
desconexo. Hoje eu vejo que até aqueles discos
eu
desdenhava, são obras primas do prog. Então
conhselho ao ouvir qualquer álbum de RIO, um
elemento é fundamental: ATENÇÃO! Voltando ao
disco... Por isso mesmo, venho através dessa
resenha comentar sobre o som do UZ e suas
características que tanto me fascinam. A juízo,
apesar do álbum resenhado se estupendo, e ter
momentos entre os quais eu qualifico como os
melhores da banda, não é o meu favorito. Bem
essa já está bem explicado por aqui, então
estendendo as coisas e os Horizontes do UZ, alem
do ‘Heresie’ 1.979...
Chegamos a 1.980, e o Univers Zero (UZ) se
recupera de uma perda. Depois do bombástico
‘Heresie’ 1.979, Roger Trigaux (Guitarra,
Teclados e Letras) sai do UZ para formar uma
outra banda. O “Present” é formando por Trigaux
e no mesmo ano de 1.980 lança seu primeiro álbum
intitulado "Triskaidekaphobie" (Fobia do Numero
Treze). Mais e o UZ a banda teria terminado?
Não. Daniel Denis baterista e letrista de uma
vez por todas toma a frente do grupo. Com uma
formação remodelada, os músicos remanescentes do
UZ, mais alguns convidados lançam mais uma jóia
musical. Com nova formação O UZ lança em 1.980
“Ceux Du Dehors”. O álbum continua com a mesma
linha sonora do anterior Heresie só que em minha
opinião, Ceux Du Dehors é menos sombrio. Um
álbum dramático e teatral, por vezes energético,
complexo, e instigante. Aqui coisas antes não
usadas pela banda aqui mostram presença, como o
uso de mellotron, sintetizadores. Uma sonoridade
mais eletrônica é abordada pela banda. Pornto o
álbum funciona como um verdadeiro divisor de
águas na carreira do UZ. Os álbuns anteriores,
“1313”, e “Heresie”, são deveras, acústicos, a
presença eletrônica neles é bem reduzida se
comparada aos posteriores, e o caráter de
chamber-rock, nos dois primeiros discos é
explorado sem piedade. Em “Ceux Du Dehors”, o
grupo se aproximam ais de uma postura de prog
Rock propriamente dito, e deixa um pouco de lado
a postura neo clássica dos primeiros trabalhos.
Em discos como 1313 e Heresie pode-se dizer que
Univers Zero estabelece o padrão para uma música
erudita contemporânea. É de fato uma empreitada
fabulosa. Em Ceux Du Derhors não, a empreitada é
igualmente fabulosa, mais agora, muito mais prog
rock! Isso me agrada e muito e quando vemos o
trabalho de Trigaux no Present, entendemos que
nesse período ambas as bandas se direcionavam
por caminhos diferentes do erudito assim
assumindo uma outra estética nem pior nem melhor
apenas diferente. O pessoal costuma considera
que Ceux Du Derhors com os álbuns anteriores
fecharam o período de ‘Diamante’ da banda. Porem
eu vejo o UZ como um todo, uma regularidade
incrível, ao meu ver o único álbum fraco a ser
lançado pela banda é “The Hard Quest” 1.999.
isso to torna o UZ uma banda que cometeu poucos
deslizes em sua carreira, sempre mantendo uma
regularidade e um bom nível de produção que se
estende até os tempos atuais.
Outro ponto que eu observo na banda. A
competência musical de todos os integrantes da
banda. Os caras têm uma perspicácia, uma
técnica, que dá inveja a muita orquestra de
câmara, por ai. Eles tocam Bethoveen, e outras
músicas clássicas, mais peça para elas tocarem
qualquer música do UZ. Elas com certeza vão
boiar, tamanha a estrutura e complexidade das
composições da banda. A começar por um membro
remanescente da formação anterior da banda.
Michel Berckmans, excelente instrumentista.
Quando se fala em sopros, vem a mente o cara
tocando sax, ou flauta. No caso de Berckmans,
seu sopros se concentram em Fagote e Oboé.
Brilhantes atuaçõaes, apesar que eu ahco que ele
perdeu um pouco de espaço aqui, em Heresie o
fagote e oboé apareciam muito mais. Porme suas
atuações continuam belíssimas, como era de se
esperar. E Daniel Denis. Está entre os melhores
bateristas prog. Seu estilo ao tocar o
instrumento é único, nunca veremos Denis fazer
um solado de 15 minutos como um Neil Peart. O
que ao meu ver não o torna menos competente, por
sua bateria não mostrar muita velocidade. Porque
afinal bateria não é só bater nos pratos. Poucos
músicos tocam seus instrumentos com tanta classe
e competência como Denis ao tocar bateria. Em
“Heresie” que talvez seja o álbum mais acústico
da banda, vemos bem o estilo de Denis nas
multiplas formas da suite La Faulx, onde Denis
brinca com gongos percussões controlando todo um
chamber-rock de 25 minutos com louvor. Ainda no
mesmo álbum estamos em Jack The Ripper, onde
Denis faz ótima improvisação nos últimos minutos
da canção A arrancada final que tem início no
décimo-segundo minuto e explode no encerramento
da canção é um bom exemplo disso. Logicamente
que com o fim da fase chamber-rock da banda,
agora a bateria de Denis encontra o seu auge, se
o quesito é força e agilidade. E Ceux Du Derhors,
é um exemplo obvio disso. Bem ouça ‘Combat’, e
‘La Triomphe Dês Mouches’, que depois você vai
concordar comigo. Patrick Hanappier, é outro
músico bastante competente. Sempre esteve no UZ,
dês do primeiro disco, é difícil imaginar a
banda sem um membro fiel como esse cara. Quanto
a sua qualidade técnica sem comentários, Como
toda a banda o cara esbanja competência ao tocar
seu violino (aliais esse é um dos principais
instrumentos do UZ), marca registrada da banda.
Mesmo eu um disco mais elétrico o caráter
erudito do instrumento, é incorporando, muito
bem por Hanappier nas músicas, sem eventualmente
destoar a mesma. Pelo contrario, é impossível
imaginar o disco sem a presença do instrumento e
de Hamappier. O novo membro Andy Kirk, viria em
quase todos os aspectos substituir Roger Trigaux
no UZ. Sendo responsável pelos teclados da
banda. Por toda a década de 80 Kirk, viria a
dividir o papel de compositor no UZ junto a
Daniel Denis. Um tecladista muito competente,
que deu uma nova estética a banda, encarnando no
som da mesma Mellotrons, e Órgãos, alem dos já
conhecidos Pianos, e o famoso Harmônio,
tendência essa que se confirmaria nos álbuns
seguintes. Engraçado é que nesse álbum não é
usada a guitarra, e mesmo assim é mais Rock que
o anterior, mesmo sem usar o instrumento símbolo
do Rock. Por fim, mais um membro remanescente da
formação anterior. Guy Seggers, baixista. Entrou
para a banda depois das gravações do primeiro
disco, onde alguns membros saíram da banda,
gravou ainda com a banda Heresie e Ceux Du
Derhors. brilhante baixista, fez atuações
brilhantes nos longos temas instrumentais que a
banda faz em todo álbum (lembrando o mesmo é
inteiramente instrumental, assim como todos os
discos do UZ). Faz atuações realmente
empolgantes em todo o álbum. Especial atenção no
baixo de La Triomphe des Mouches. O disoc ainda
conta com convidados para tocar entre outras
coisas Cello, Violino e o exótico Hurdy-Gurdy,
instrumento esse que eu nunca ouvi falar. Aidna
tem um cara para fazer algumas vocalizações em
algumas músicas, nada demais apenas uns
Oooooohhhhhhhh em algumas faixas. Essa sólida
formação resultaria em, músicas muito boas,
aliais TODAS as faixas são muito boas. algumas
compridas e algumas curtas ficam na faixa de
três minutos, contrastando com suítes de quase
13 minutos. Um álbum muito interessantíssimo,
que acima de tudo merece ser ouvido.
01- Dense:
Descrever uma música do UZ, pode ser considerada
uma árdua tarefa. Isso acontece porque as
composições da banda, são extremamente ricas, e
complexas complicado de se ouvir, acho que ainda
mais de resenhar. Bom, vamos ao que interessa. O
disco abre com “Dense”. Bem, o que dizer de tal
música? Um clássico da banda. Essa maravilhosa
suíte de mais de 12 minutos mostra de uma só
vez, toda a competência e técnica dos
integrantes da banda. Extremamente teatral a
faixa passa por vários temas, que criam camadas
de sons na música, que subdivide essa música por
pelo menos 3 temas diferentes. Possui uma forma
uma estrutura sonora, incrível. E isso pode ser
notado nas partes iniciais da música. Em “Dense”,
o UZ começa a expressar em parte aquilo que
podemos sentir ao longo do álbum. Como o disco
está diferente se comparado ao anterior. Aqui o
direcionamento mais elétrico da faixa e um show
de teclados e pianos dominam a faixa, fazendo um
prog rock minimalista, e sem trocadilho, ‘denso’
rs. Os 3 primeiros minutos são dominados por uma
performance genial da banda. Todos estão tocando
ao mesmo tempo seus instrumentos de uma forma
única. Os teclados e pianos constroem uma
atmosfera comedida na faixa. Em quanto o fagote
ao fundo faz um clima sombrio e opressivo. O
trabalho do violino e do baixo são igualmente
fortes mais discretos quase que em uma mesma
proporção. Mais uma vez como era de se esperar o
trabalho de percussão do Daniel Denis é
perfeito. Nada se exalta na banda, ou tudo se
exalta ao mesmo tempo! Isso ira depender da
maneira com que o ouvinte estará entendendo o
que ele está ouvindo. Chegando há quase 4
minutos a música para, agora uma melodia sombria
toma conta da música. O instrumento chamado
Hurdy-Gurdy (que até eu resenhar esse disco nem
sabia da existência), é um instrumento com som
bem bonito, similaridades com um acordeão em
minha opinião. Esse instrumento é responsável
por uma atmosfera hipnótica, que prende a tensão
do ouvinte por alguns minutos. Ao mesmo passo
que o violino e fagote fazendo outro belo
trabalho. Aos poucos a música que parecia ter
perdido a velocidade do seu inicio, vai
aumentando sobre um trabalho de percussão de
Denis. A banda aos poucos via voltando, em cima
da base sólida feita pelo Hurgy Gurdy. Por volta
de 7 minutos e meio, a música volta, explodindo
novamente com toda a banda tocando novamente.
Porem... Mistério suspense e MEDO!!! Com 9
minutos a música fica solitária em uma nota de
piano e alguns sopros como oboé e fagote,
fazendo uma daquelas conhecidas atmosferas de
medo. Quando entra o violino então nem se fala.
A música nos últimos minutos vai voltar a
crescer, em uma atmosfera macabra, que ira
lembra algumas partes do álbum anterior “Heresie”.
Essa é a parte mais clímax da música que chega
em seu ápice perto do final, explodindo nos
gongos de Denis, e uma atmosfera macabra. Após o
clímax, a música se encerra gloriosa. Assim se
encerra um clássico eterno do Ceux Du Dehors, e
do próprio Univers Zero. Eu nem preciso dizer
que eu tiro o chapéu para essa música!
La Corne Du
Bois Des Pendus: Outra faixa mediamente
longa, totalizando quase 9 minutos totais. Essa
música parece querer fazer uma continuação das
partes finais de ‘Dense’, e consegue. A música
que em toda a sua duração é calma, consegue
fazer uma atmosfera sombria, onde lembramos de
uma rua escura com muita gente andando. Com um
começo maligno com um coro de vozes ao estilo
‘música para morrer’, os corais dão espaço a uma
base repetitiva e solista da banda por alguns
momentos. No retorno do coral, o clima sombrio
volta a assombrar, mesmo que ele nunca tivesse
te deixado. Porem aos 2 minutos e meio,
entendemos que isso é apenas uma introdução,
para uma performance excelente de Denis nas
percussões. A um momento solista, que me parece
violino (me corrigir se estiver errado). Gera
uma cosia até irritante, por volta de 4 e meio
acontece uma coisa ‘estranha’. Um barulho e
surgem barulhos de uma multidão imensa falando,
com a banda ao fundo tocando. Ouvisse buzinas de
carros, em meio a uma multidão ensandecida. E um
coro no meio “Ahhhhhhh” “Ahhhhhhhhh”. Realmente
apavorante. Agora os teclados irão fazer um
manto sonoro macabro e denso, ponto para Andy
Kirk, em uma bela performance. No minuto 7:45
Kirk faz uma base que parece um daqueles
teclados de igreja, junto a um fagote sombrio e
as percussões de Denis. Assim no final a música
se despede, deixando algo no ar em minha
opinião... Os efeitos sonoros e o clima de
suspense é o principal atrativo da música.
Excelente faixa, como todas do álbum.
3. Bonjour Chez
Vous: Essa é uma peça curta e
experimental. Eu demorei, muito, mais muito
tempo, para entender o que se passava nessa
música. Recomendo que quando for ouvir essa,
você não esteja fazendo mais nada, porque essa
necessita de atenção para escutá-la. Senão como
aconteceu comigo, quando ela terminar você vira
e fala: Que saco! A música começa com o bater de
uma porta, dando lugar a um trabalho de
percussão meio quebrado de Denis, junto a um
piano, tipicamente Jazzista. Até então, a música
quebrada, eis que surge um violino para tênar
concertá-la. Mais não consegue não e acaba
entrando no espírito experimental da faixa. E
minha opinião é mais uma faixa comedida, e
teatral do álbum, mais junte isso a um espírito
Jazzista, e uma dose de experimentalismo que é a
cara do UZ, assim a música se faz. A um momento
no seu meio em que a música se equilibra em um
belo solo de violino. A música no final vai
retornar ao seu tema inicial, bastante
improvisado, terminando assim subitamente com
uma batida de porta como aquela que a iniciou.
Engraçado como o UZ consegui resumir em uma
faixa curta, com menos de 4 minutos, coisas como
beleza, experimentalismo. Curiosamente essa
faixa foi a ÚNICA faixa desse álbum a ser
incluída em um recente ao vivo do UZ, aliais o
primeiro disco ao vivo deles intitulado
simplesmente “Live”. O álbum tem sido alvos de
duras criticas, por causa do seu repertório um
tanto quanto ‘fraco’, se tivermos um panorama
geral da carreira deles. Agora porque incluir
essa faixa, em vez de um clássico como “Dense”
ou “Combat”? Ou até mesmo “La Triomphe des
Mouches”. Sinceramente essa do “Live”, eu não
entendi...
4. Combat:
Está é a maior faixa do álbum com quase 13
minutos. A única faixa do álbum que não teve
participação de Denis na composição. Faixa feita
pó Andy Kirk, este é mais um clássico dos
clássicos do UZ. De cada 10 fãs da banda, 8 irão
colocar essa música pelo menos entre as cinco
primeiras do grupo (isso inclui eu mesmo).
Também não é para menos. Apesar de achar que a
também suíte “Dense”, está no mesmo nível
sonoro, “Combat” é unânime, entre os admiradores
do UZ. A faixa começa com sintetizadores baixo.
A melodia parece mesmo nessa introdução ser
bastante militar, ou então anunciar que um
combate ira se iniciar em breve! Surge mais
baixo e piano fazendo uma espécie de trilha
sonora de uma cena de suspense. Assim se via
quase 1 minuto de música. Um dos temas que eu
mais gosto, está entre as mais belas passagens
do UZ na minha opinião. Esse tema que vem agora,
é tipicamente erudito, com violinos e pianos
fazendo um excelente trabalho. O clima de
mistério envolve o ouvinte, apesar da música ser
agitada, a um clima de mistério crescente, assim
como os instrumentos. O que dizer dessa parte,
excelente. O trabalho de violino e piano e
sensacional! Mais calma pessoal que ainda não
chegamos a 4 minutos de música! Quando chega a
música encaminha para outro tema. Para descrever
essa, eu vou usar um pouco de sentimento. O que
parecia uma trilha sonora tirada de algum conto
policial de Edgar Alan Poe, agora se desfaz em
um lamento sombrio e fúnebre. Notas de piano
solitárias, marcam uma virada na música. Com 5
minutos e meio, a música parece acabar quando
surge um violino choroso, que sempre me fez
lembrar um trecho solo de violino do disco Lark’s
Tongues In Aspic do King Crimson. No caso o
disco do King Crimson, seria a primeira parte da
faixa titulo, onde David Cross, solo um belo
violino. O desenrolar de “Combat”, parece se
perder nas dramáticas notas de violino. Agora
clarineta soa como uma nova ascensão na música.
E uns ruídos mórbidos ao fundo. Quando a música
volta, parece que surge um soco, literalmente
alguém da um soco na música! E ouvisse uma
trinca e um portão se fechando. Sempre me deu a
impressão que alguém foi preso nessa parte. É eu
sei é paranóia, mais é isso mesmo!!! A faixa a
partir daí se desenvolve de uma maneira sombria,
que vai lembrar um pouco algumas partes da suíte
“La Faulx”, do álbum “Heresie”. Engraçado é que
mais uma virada acontece, e essa lembra um pouco
o grupo sueco Anglagard (7:41 8:34), mais ou
menos. Isso dura até Denis começar a bater sua
bateria, e é lógico que ai nós já sabemos que a
música, mais cedo ou mais tarde, vai estourar. E
isso se torna claro na retomada do piano. Agora
porem, temos uma belíssima atuação de baixo e
teclados na faixa. É um trecho de velocidade
rápido e eficaz. Quando a música chega aos 10
minutos ela volta a manter um andamento calmo.
Quando menos se espera a música volta ao tema
inicial, aquele totalmente erudito, agora muito
mais evoluído e crescente. Quando esse tema
chega no ápice a música se encerra. É difícil
explicar com palavras. O conselho é unicamente
ouvir para tirar suas próprias conclusões. Em
minha é CLASSICO SUPREMO!!!
5. La Musique
d’Erich Zann: Faixa que mostra toda a
veia Lovecraft da banda. É uma faixa curta. Uma
improvisação coletiva de vários músicos do UZ.
Aqui se destaca o trabalho de violinos da faixa.
A faixa envolve toda uma atmosfera de mistério e
suspense. Que realmente nos transporta o ouvinte
para algum conto de H.P Lovecraft. Eu gosto da
faixa pela sua estrutura poço comum. A idéia e a
homenagem ao Lovecraft, caíram muito bem no
álbum. Porem não chega a ser uma música de fato
é uma bela improvisação, mais ainda sim uma
improvisação. Engraçado é que os segundos finais
da música são dominados por uma penumbra sonora,
onde se não estive auto o suficiente você corre
o risco de não ouvir nada. Eu diria que essa é
um bom exemplo de faixa silenciosa. Tanto essa
faixa como a seguinte, são muito sombrias e
experimentais, se completam muito bem criando a
ponte perfeita no álbum. De inicio pode não
parecer ter sentido, porem ouvir com atenção é
recompensador.
6. La Tete du
Corbeau : Única faixa do álbum a ser
composta pelo baixista. Guy Seggers. Menor faixa
do álbum com pouco mais de 3 minutos. É um belo
interlúdio sombrio, quase sem bateria, muito
tranqüilo. Uma faixa que apesar de curta, é de
extrema importância no álbum. Engraçado é que
sempre ao ouvir a faixa eu tenho a impressão de
estar em algum castelo cheio de velas. Cada
música desse álbum me da uma sensação diferente,
e essa faz isso. Dense me faz sentir em uma
floresta. La Corne Du Bois Des Pendus me faz
sentir em uma rua cheia de gente. Bonjour Chez
Vous eu estou em uma casa gótica. Combat me uma
prisão em Londres no século 19. La Musique
d’Erich Zann, é um conto de Lovecraft. La Tete
do Corbeau, é um castelo de Dracula, e por
ultimo La Trionphe Des Mouches me faz sentir um
caixão. Eu sei que devo estar saindo do contexto
da resenha, mais fã é fã neh. Assim como todas
as faixas do álbum La Tete Du Corbeau, é
igualmente importante no álbum. Como disse o
álbum não tem uma música ruim. E não seria essa
composta por Seggers que iria ganhar o abacaxi.
7. La Triomphe
des Mouches: Por fim chegamos a música de
numero 7. La Triomphe des Moches (O Triunfo das
Moscas). Outra música muito boa e muito querida
pelos fãs (inclusive eu). Essa faixa se tornou
uma espécie de unanimidade entre os fãs do UZ,
como uma das suas melhores músicas. Obviamente a
música se tornou um cartão de visita para
conhecer a banda. Inclusive essa foi uma das
primeiras músicas desse álbum a ser feita. Na
época de lançamento, a banda até lançou um
Single, contendo essa faixa. Se tornando
imediatamente uma das maiores raridades e por
tanto uma jóia para os fãs ou colecionadores de
UZ. A faixa em si apesar de não ser muito
comprida, é do outro mundo. Consegue se
equivaler as compridas Dense e Combat. Mais é
mesmo, essa faixa é muito boa. Começa lenta com
o comando de bateria de Denis, ao despencar em
um clima mórbido de suspense. Isso se deve a
atuação do piano macabra nessa música. Surge
umas vozes ao fundo, quando a música começa a
sua evolução em uma melodia macabra, que de
alguma forma transmite uma sensação Necrofilista
ao ouvinte. Ou seja Morte! Seriam por exemplo as
sensações das músicas, a sensação de alguém
sendo enterrado vivo, ou sendo comido vivo por
moscas? Quem sabe. Porem isso se torna meio
obvio pra mim, quando surgem sururus em meio a
melodia, mesmo que no fundo da faixa, ouvimos
sururus de dor ou de agonia. Prestem atenção
nisso! A faixa apesar de evoluir muito bem, tem
um final que poderia ser mais trabalhado. Quando
a música chega no seu ápice, a sintetizadores, e
a música se encerra deixando ela mesma no ar.
Poderia ter evoluído mais. Porem ainda assim é
um belíssimo clássico do UZ. Porem uma ressalva
importante: Na versão em CD do disco “Crawling
Wind’, de 1.984, existe uma versão ao vivo dessa
faixa, com mais de 9 minutos. Em minha opinião,
essa versão ao vivo, apesar de ter qualidade de
áudio inferior a versão do Ceux Du Dehors...,
musicalmente da banho na já excelente versão
aqui do Ceux Du Dehors. Então fica a observação,
se a versão dessa música aqui, não foi o
suficiente, procure pelo Crawling Wind e ouça a
versão presente nesse disco.
Agora, só gostaria de fazer mais um comentário:
É uma pena usarmos notas de 1 a 10 para um
disco, porque, esse com certeza merece um 11!
Gabriel Schmitt.
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