
Bélgica, 1999.
Músicos:
Michel Berckmans:
Fagote, oboé,
Tuba Inglesa & Piano (8 & 9)
Daniel Denis:
Bateria,
Percussão, Teclados & voz (5)
Igor Semenoff:
Violino.
Dirk
Descheemaeker:
Clarineta.
Reginald Trigaux:
Baixo Eletrico,
Guitarra Acústica & Coro (10)
Faixas:
1.Vieux-Manants
2:50
2.Civic Circus
4:42
3.Affinité
5:56
4.Rouages
5:53
5.News From
Outside
3:28
6.Rébus
2:49
7.Kermesse
Atomique
5:37
8.Succès Damné
4:22
9.L'Impasse du
Choléra
1:52
10.Xenantaya
10:37
11.L'Oubli
1:53
Tempo Total:
50:06
Informações Técnicas:
Gravado E Mixado
Por: Philippe Colpin, Entre Outubro de
1.998 E Abril de1.999.
Harmonium em "News
From outside" Gravado Por: Alain Neffe.
Capa Por:
Gérard Thomas.
Design Por:
Bill Ellsworth, Co-Produção de Art Zoyd.
Todas as
Composições Por: Daniel Denis, exceto
faixas (8), e (9), composição por Michel Berckmans.
Lançado Em 1.999
pela
Cuneifrom Records.
Subgênero:
R.I.O/Avant Prog
|
Univers Zero
The Hard
Quest
Dados da resenha:
Autor:
Gabriel
Camargo Rodriguês (Gabriel
Schmitt);
recebida em:
01/05/2006.
Comente e veja outras opiniões
aqui.
Bem amigos, aqui estou
novamente para escrever mais um review sobre o
Univers Zero. Esta resenha eu começarei com uma
metáfora no mínimo curiosa para fãs de prog ou
não: O
que fazer para assimilar um trabalho de uma
banda ‘difícil’? Porém não há situação pior para
enfrentar do que, quando essa banda ‘difícil’,
se torna ‘fácil’?
Este pensamento improvisado criado por mim
enquanto escrevo, serve perfeitamente bem a toda
a proposta e postura adotada pelo Univers Zero,
em “The Hard Quest”. Uma das mais recentes obras
do UZ, desde que a banda retornou ao cenário
musical, depois de 13 anos em total silêncio.
Porém, se “The Hard Quest” foi gravado em 99 e
estamos em 2006, eu digo que as dúvidas e contra
opiniões quanto a esse álbum continuam mais
frescas na memória de qualquer um. Eu diria que
esse disco é o trabalho mais controvertido pelos
fãs da banda. Ao estilo de Ame ou Deixe-o, o
disco parece que sempre será aquele lançamento
‘em cima do muro’. É sabível porém que o
resultado final do álbum agradou não só a banda
(principalmente Daniel Denis que assina
praticamente sozinho o álbum), mas também à
critica e o meio especializado. É, não é porque
o UZ não se rendeu e nunca se renderá à mídia
descartável de pop music, que seus álbuns e
músicos não sejam respeitados por uma critica
que ‘sabe’ fazer criticas construtivas. Pois
então The Hard Quest é um disco que não agradou
os fãs. Sim, os fãs da banda apesar de fiéis
receberam o disco como os dois pés atrás.
Conservadores? Não, eu não diria isso desse
pessoal. Porque afinal é muito, mais MUITO
simples de se deduzir o que aconteceu com esse
disco. A banda havia encerrado as atividades em
86, com o Heatwave, que falando sério não é
assim um disco tão bom quanto os anteriores como
o Uzed mas salva pela suíte The Funeral Plain. A
banda ficou parada por 13 anos, e em 99 lança o
The Hard Quest. Criou-se uma expectativa tão
grande em cima desse disco que ele acabou se
tornando fiascante. O que todo mundo esperava
era que a banda recuperasse as glórias da fase
anterior, mas não foi isso que aconteceu. O
Daniel Denis seguiu por um outro caminho que
continua a seguir nos dois discos mais recentes
"Rhythmix" e "Implosion". O The Hard Quest, foi
realmente uma ‘questão difícil’ na banda. Na
fase anterior Denis sempre dividiu o papel de
compositor na banda com algum outro membro
(Roger Trigaux nos dois primeiros e Andy Kirk
até Heatwave), nesses discos mais recentes
apenas Denis compõe. Sim é natural que haja
bastante diferença desses discos com os
anteriores. É engraçado esse pessoal pensar
assim. Alguém acha, por exemplo, que o único
membro que realmente levou o UZ por mais de 30
anos, não seria competente o bastante para
elaborar idéias sem a ajuda dos seus
companheiros? Claro que não! Denis sempre foi um
ótimo compositor, as melhores músicas da banda
são dele, como La Faulx, Ronde, Presage, Dense,
entre outras. Foram raros os momentos em que um
outro membro fizesse um momento comparável a
esses. Sim, foi Roger Trigaux que fez Vous Lê
Saurez Em Temps Voulu, e Andy Kirk fez Combat e
The Funeral Plain excelentes músicas. Não estou
desmerecendo o trabalho desses dois membros, só
digo que o UZ é do Daniel Denis, assim como o
Present é do Roger Trigaux, portanto eles
mandam. Resumindo, acho que muitos apreciadores
da banda subestimaram a capacidade de Denis como
compositor. Mais se esqueceram, que isso não é
um fato inédito na banda, lembrando que no Uzed
de 84, todas as composições são de Denis. Apesar
da caracterização do UZ hoje se resumir a Daniel
Denis ainda temos excelentes produções feitas
pela banda, sempre de alto nível. Acho
sinceramente que uma audição livre de
preconceitos para com os trabalhos mais novos do
UZ seria bastante compensadora. Bem já deu para
perceber que considero o The Hard Quest um
trabalho muito bom neh? Sim porque afinal tudo
escrito é a minha opinião.
Se distanciando um pouco da história dos fãs, da
recepção desse disco agora um pouco do álbum.
Para falar disso, eu vou voltar a lembrar a
citação que iniciou esse review. O que era
difícil ficou fácil... Afinal The Hard Quest é
de longe o disco menos dramático e mais
receptivo da banda, isso pode ser constatado a
um simples olhar nos tempos das músicas, são bem
mais curtas que nos discos anteriores.
Resumindo: Para pessoas que ouviram os primeiros
trabalhos da banda, como 1313 e Heresie
(principalmente esses dois), que são obras que
desafiam o ouvinte, no simples fato de ‘ouvir um
disco’, The Hard Quest não desafia o ouvinte! O
seu repertório é fácil de entender, digo isso
para pessoas que já estão devidamente
ingressadas em um contexto de vanguarda, ou pelo
menos na discografia do UZ. Lógico, para um fã
de pagode, o disco continua a ser “O Desafio”.
PS: não coloque nada de vanguarda para um fã de
pagode, ele não vai entender nada mesmo. PS 2:
Nada contra pagodeiros
Voltando ao disco: É isso, só digo uma coisa:
Ouça essa nova fase da banda, que inclui esse
disco disposto a expandir, e disposto a entender
as mudanças e reviravoltas da banda. Com isso o
The Hard Quest sempre irá tocar no seu aparelho
de som. E você não vai precisar logo depois que
acabar esse disco ir correr para ouvir o Heresie
1.Vieux-Manants:
Conceber as coisas da maneira que elas são.
Então concebo a vocês Vieux Manatis, a faixa
introdutória de The Hard Quest. Está faixa como
presumível é uma intro ao álbum. Logo nessa
faixa o disco te surpreende (para bem ou mal), é
uma intro belíssima, com arranjos de violino
muito bem trabalhados, e um excelente trabalho
de percussão. Aqui percebe-se a preocupação do
UZ em refinar a sua sonoridade, não mais fazer
aqueles atordoantes torpedos sonoros em forma de
música. Mais sim privilegiar uma sonoridade de
extremo bom gosto com instrumentações ricas e
elegantes. Ao mais atraente estilo
chamber.
O trabalho na faixa impressiona ao constatar
influências renascentistas medievais
acrescentadas ao folk e sonoridades regionais. O
UZ pegou isso jogou em um caldeirão e fez essa
faixa de curta duração, mas mesmo sendo curta,
instiga o ouvinte, seja pela sua beleza ou por
curiosidade. Boa faixa, mais continua a ser
bastante simples, e serve muito bem ao propósito
de introdução para...
2.Civic Circus:...Civic
Circus! Essa faixa que tem quase 5 minutos é um
dos destaques do álbum. Sua sonoridade gira em
torno de temas caóticos, bastante anunciadores.
Marchas, momentos interpretativos e outros
bastante quebrados, assim a melodia se constrói.
Porém aqui há um exemplo de desestruturação
harmônica. A faixa é incômoda, que se desenvolve
sem aquelas preocupações com escalas ou tons, se
desenvolve. Porém não espere nada muito
extremis
da faixa. Chego a dizer que não é ela que é
caótica, mais sim o resto do álbum, mais manso,
então momentos como essa faixa se diferenciam
muito do resto do álbum. É a faixa nem de longe
lembra um torpedo Kraut, mais para quem é adepto
de caos, essa deve ser uma das melhores faixas
do disco que se justapõe contra suas sonoridades
mais suaves. A faixa que começa com forte
percussão e teclados, caminha por curiosas
inclusões de cravo (tipo de teclado), e fagote.
Seu andamento rápido causa impacto. Porém mais
uma vez o violino rouba a cena, o instrumento
tem papel importante em todo o disco. Os timbres
e instrumentações usados na faixa são muito
interessantes. Alguns temas se repetem, outros
evoluem. Só eu vejo alguma semelhança com
Present? Sei lá... No último minuto, a faixa se
torna um pouco fechada, aprecem bumbos de
bateria bem discretos ao fundo, e é privilegiado
timbres mais graves. A faixa simplesmente
termina, no auge dos temas mais velozes dela.
Uma excelente faixa, lembrando que no registro
ao vivo dessa faixa no “Live”, ela chega quase 8
minutos de duração, na minha opinião deram mais
vitalidade e desenvolvimento a faixa. Vale a
pena ouvir.
3.Affinité:
Em Affinité vocês encontram uma das minhas
faixas favoritas desse disco. Aqui o disco volta
a ser suave, e se encontra uma das suas melhores
passagens, como as belíssimas linhas de baixo
presentes nessa faixa. As vezes eu coloco o
disco para ouvir essa faixa e depois tirar. É
uma música que eu uso até hoje para definir a
fase mais recente do UZ. Sendo que Affinité não
tem longa duração é bem construída e executada,
elegante, e agradável, o UZ nos dias atuais
também é assim. A faixa começa com excelentes
dedilhadas de piano, até doces, junto a um
teclado de som bem continuo ao fundo. Aos poucos
entra bateria e violino. Quando entra o baixo a
bateria, a faixa se torna uma belíssima balada
de chamber.
Isso é serio heim... A faixa relaxa o ouvinte da
conturbada música anterior. Só que as vezes
relaxa demais. No seu sólido lençol de teclados
hamonios e pianos e violino, a faixa se conduz.
Porém há partes mais agressivas, com bateria
mais pulsante. Porém o destaque é o baixo com
linhas visíveis muito bem executadas. Mais de
3:33 minutos em diante, a faixa se torna
bastante climática para depois voltar aos temas
iniciais, e evoluídos. Depressiva e com uma
considerável dose de teatralidade, em meio as
músicas diretas do disco ela se destaca pela sua
estrutura mais sólida e elaborada. A faixa se
encerra ficando com o volume mais baixo até
sobrar somente teclados e sumir. Apesar de estar
entre as músicas mais suaves de todo o álbum,
acho quem ao só desse mais de toda a banda, é
uma música agradável, com grandes chances de ser
a música mais acessível do álbum. Lógico que
isso não faz da faixa um hit pop
4.Rouages:
Outra excelente música, mais um belo momento.
Rouages é o momento mais industrial do álbum. A
música te joga em uma grande linha de produção
de grandes estruturas metálicas e chaminés, e
linhas de trem. Conta com um arranjo de
percussão na verdade pesados bumbos presentes em
toda a faixa que dita todo seu ritmo. Daniel
Denis em um momento que ele quebra tudo no seu
instrumento a bateria. Sintetizadores fazendo
sons de maquinas a vapor só concretizam mais
ainda as minhas impressões quanto á faixa como
descrito acima. Aos poucos os teclados junto a
bateria fazem um ritmo anunciador. Essa é uma
música que trabalha muito a parte climática da
banda. Mais a trechos mais experimentais como no
minuto 1:33. Porem são apenas intervalos para
que logo depois a faixa volte ao sue tema
industrial, e explodir em um tremendo SPLATH no
seu ouvido! Para depois se entrar temas até
comedidos, com bom trabalho de sopro e
atmosferas mais experimentais. A comparação mais
precisa desses trechos são com as músicas do
Uzed como “L’Entrange Mixture...”, e Celesta.
Porém há trechos mais lamentosos como no minuto
4:32, solado de violino bem lamentoso. Para
depois a música voltar sobre pianos esperançosos
e a bateria ditando as coisas novamente, esse
trecho em especial é bem bonito. A faixa se
encerra do mesmo jeito que começou, ou seja, com
os fortes bumbos batendo com toda a força,
finalizando a faixa. A faixa tem 9 minutos,
porém pode chegar aos 10 minutos. No álbum
posterior o Rhythimix, a força industrial foi
aumentada, o próprio nome do álbum já diz isso.
Nesse fizeram uma segunda parte para Rouages,
chamada Rouages: The Second Rotation, que
acrescenta mais 4 minutos. No caso a Rouages do
Rhythimix é mais agressiva e rápida que a do The
Hard Quest. Complementares, seja no disco que
for uma excelente faixa.
5.News From
Outside: Talvez a faixa mais curiosa de
todo o álbum. Com quase 3 minutos e meio, news
From The Outside é quase que inteiramente
sustentada pelo harmonium. Porem guarda gratas
curiosidades com uma citação feita por Daniel
Denis em meio a efeitos e distorções e uma
atuação ritualística da bateria. Não se
preocupe, a citação me parece estar em inglês,
então qualquer um que saiba o idioma entende o
que é dito (não é meu caso). Só sei que são
mencionadas coisas como Impressionss of Humans,
Death, Notting The End Far, Spirit, Darkness,
mais meus ouvidos podem me enganar. Mais o fato
mais engraçado é realmente que no final da faixa
parece sax? Mais não a ninguém creditado para
tocar sax. Creio que não consegui achar isso nos
sites que procurei, porque me parece claramente
um sax. Quem estaria tocando isso? Dirk
Descheemaeker? Michel Berckmans? Não sei. Como
eu disse a faixa vale pela curiosidade pelo
momento vocal, mais não é nada muito essencial,
apenas curioso.
6.Rébus:
A partir dessa música até a pequena L'Impasse du
Choléra, eu sinto que o nível do álbum caiu um
pouco. As faixas até agora se mantinham muito
bem mantendo um bom nível, mais essas três
faixas que vem agora nunca me causaram muito
efeito, como por exemplo Roauges. Rebus é uma
música que me parece repetir a fórmula (e alguns
trechos) da Civic Circus. Destaca-se na faixa
ótimo uso de violinos e da tuba inglesa,
mostrando presença. Atmosferas comedidas e de
suspense fazem disso uma boa música, mesmo que
os temas se repitam muito e não desenvolvam tão
bem. É, vale como curiosidade, não prejudica o
álbum, até porque é muito curta para isso.
Legalzinha...
7.Kermesse
Atomique: Apesar de estar entre as mais
bem cotadas do álbum, inclusive ter um registro
no Live, eu considero essa uma das faixas mais
fracas do álbum, inclusive inferior as vinhetas
de 1 minuto presentes no álbum. Essa música me
lembra muito o espírito sonoro do Heatwave,
álbum esse que eu considero pouco inspirado. A
comparação mais próxima seria Bruit Dans lês
Murs, terceira faixa do Heatwave. Porém a
audaciosa atuação do violino e a boa experiência
na percussão de Denis ainda trazem bons momentos
à faixa. Porem é visível que nos último minutos
a faixa da uma arrancada muito boa, com vários
instrumentos de sopro, bateria mais forte, mais
quando ela começa a crescer e me impressionar,
ela acaba. Acho que sou o único a pensar assim
dessa faixa então eu sugiro ouvir essa música
para tirar suas próprias conclusões. Novamente a
faixa acaba com um som típico de sax, e mais uma
vez eu pergunto: Quem está tocando o saxofone?
Já deu essa pergunta neh? Legal, deixa pra lá
8.Succès Damné:
É uma faixa ao estilo sonoro rápido e comedido
de Rebus, porém essa aqui é bem melhor. Começa
com inspirados acordes de piano, para que depois
bateria e violino fazem uma estrutura bastante
agradável. Um lado mais descontraído de The Hard
Quest, talvez para contrastar com a depressiva e
parada música anterior. Tenho impressão que essa
música com a gravação do Live e as improvisações
que a banda costuma fazer ao vivo, ficaria muito
melhor e desenvolvida. Nessa aqui os temas se
desenvolvem bem, porem ela fica limitada a sua
duração que é só de 4 minutos. O que não tira o
brilhantismo da faixa. Porem houve uma coisa
errada no disco. Como eu disse essa faixa e
Rebus tem semelhanças então me pareceria lógico
por as duas em seguida, em vez de no meio dessas
duas colocar Kermesse Atomique, que é bem mais
lenta. Mais essa ordem é apenas uma observação
minha, afinal não a como mudar a ordem do disco.
Os últimos temas dessa faixa são bem rápidos. A
faixa termina com uma pancada poderosa de Denis
na bateria. Lembrando que essa música foi
composta por Berckmans e não por Denis.
9.L'Impasse du
Choléra: Também composta por Berckmans,
está faixa junto com a ultima, é curtíssima. Não
chega a 2 minutos de duração. No caso essa faixa
é uma melancólica peça de piano. Só a o piano
solando o tempo todo, notas bem angustiadas.
Tristes, porem belas. O único problema dessa
música é ela realmente ser muito curta, porque
para quem gosta de piano é uma ótima pedida.
Porem a faixa também serve de introdução para a
próxima música.
10.Xenantaya:
Vou falar viu, aqui está a melhor música do
álbum disparada. Se The Hard Quest não te
impressionou mesmo com Civic Circus, Affinite,
Rouages, entre outras, ouve essa música e fecha
o bico. Esse épico com mais de 10 minutos de
duração está sem duvida nenhuma entre as
melhores composições do grupo. Apesar de pouco
lembrada, Xenantaya, assim como todo o The Hard
Quest é subestimada. E como se não bastasse isso
eles ainda colocam essa música na abertura do
Live, onde ela ficou simplesmente perfeita, nem
eu faria melhor que isso
Bom, a música é maravilhosa, da sua entrada
apenas com teclado, para entrar um coro de vozes
no maior estilo místico indu/asiático feito
pelos integrantes da banda. Eiaaaa oooooooo
eiaaaaa, eiaaaaaa!!! Essa abertura é fantástica.
Realmente esse coro foi uma belíssima idéia. Aos
poucos Denis começa a bater seus batuques, ainda
sobre o manto ritualístico das vozes. A faixa
mantém por toda sua duração uma alma bem
ritualística se quer saber. Aos 2 minutos e 6 a
melodia em sai entra com belos compassos de
baixo e bateria. Um teclado sublime acompanham
os dois que tocam o tempo todo. Os toques de
violino são maravilhosos e confere uma aura de
música cigana na faixa. UZ fazendo isso?
Espantoso
Mais real, e que sorte que é real, mais é uma
baita música. A música tem forte inspiração em
ritmos indianos asiáticos e ciganos. Há muito
clarinete que parece fazer aquelas melodias para
hipnotizar cobras enquanto que o violino confere
uma aura nômade. Muito chapante. Porém o
contínuo compasso do baixo e da bateria me deixa
chapadão nessa música. E reparem no minuto 5 e 2
como a música se torna puramente cigana.
Sinceramente essa experiência do UZ me
impressionou muito, e de maneira muito positiva.
A faixa se desenvolve maravilhosamente bem, nas
suas próprias viagens. Porem surge na música um
piano mais do que jazzista agora transformando a
faixa em um fusion de primeira linha! Um dos
trechos que eu mais gosto sem duvida. As
soluções instrumentais dessa faixa são
excelentes, assim como sua complexa estrutura,
de longe a faixa mais complexa do álbum. Seus
temas agora inclinados para o fusion fazem um
espetáculo a parte. Você se lembrada ritualista
parte inicial com o coro para agora se deliciar
nas grandes experimentações instrumentais da
banda nos mais de 10 minutos de música aqui
presentes. Por fim nas suas partes finais a
música atinge o seu clímax, juntando todas as
suas sonoridades, o fusion o asiático o cigano,
para se encaminhar gloriosa para o desfecho, que
sempre me lembrou a maravilhosa Combat do álbum
Ceux Du Dehors. Enfim, The Hard Quest vale ser
ouvido, mesmo que seja só por essa música
!!!
11.L'Oubli
Seguindo a tradição de Impasse Du Cholera,
uma curta composição encerra o álbum. Igualmente
melancólica, porém essa não é solo de um
instrumento e a banda inteira toca, entre os
destaques o fúnebre piano e os bumbos que forma
usados em Rouages são repetidos nessa marcha de
encerramento. Assim de forma simples e
melancólica The Hard Quest se despede do
ouvinte.
Bem, a minha opinião um excelente disco. Será
que agora o pessoal se acostuma mais rápido com
o ‘fácil’???
Gabriel
Schmitt.
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