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Michel
Berckmans - fagote; Daniel Denis -
percussão e bateria; Marcel Dufrane -
violino; Christian Genet - baixo; Patrtick
Hanappier - violino, viola, "pocket
cello"; Emmanuel Nicaise - harmônio,
"spinet"; Roger Trigaux -
guitarra
Faixas:
1. Ronde (14:45)
2. Carabosse (3:40)
3. Docteur Petiot (7:25)
4. Malaise (7:42)
5. Complainte (3:18)
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Univers
Zero - 1313 (1977) Por
Davi
Introdução
Junto de Henry Cow, Samla Mammas Manna, Storm Six
e Etron Fou, Univers Zero se apresentou no New
London Theater, Inglaterra, em março de 1978; no
evento que lançou o movimento Rock em Oposição.
Sucintamente, o objetivo do movimento era divulgar
o trabalho de grupos cujo estilo fosse inovador,
criativo e completamente destituído de interesse
comercial. Com o passar dos anos, o termo Rock em
Oposição, ou RIO (do inglês, "Rock in
Opposition"), passou a ser usado para classificar
não só os grupos integrantes do movimento, mas
também aqueles que abordam a música com atitudes
semelhantes. Contudo, o estilo do Univers Zero se
encontra muito fundamentado na música erudita do
início do século XX, sendo muito diferente da
abordagem mais "jazzística" do Henry Cow (o exímio
representante do RIO), por isto não é raro o
encontrar classificado como progressivo
neo-clássico.
Sobre o 1313
1313, originalmente lançado sob o título de
Univers Zero, é o primeiro e mais acústico disco
do grupo. Os instrumentos clássicos e a parte de
percussão estão em evidência, a guitarra é tocada
mais ao fundo e é inteiramente instrumental. Seu
estilo está muito próximo da música erudita,
especialmente da inovadora vertente do início do
século XX, pois pode-se observar que Schöenberg,
Bartók e Stravinsky são fontes claras de
inspiração. Assim como um bom número de outros
discos de RIO, o emprego de atonalidade é uma
constância no disco. Fora da esfera erudita,
Univers Zero também parece ter sido influenciado
especialmente por Magma, The Third Ear Band e um
pouco de King Crimson (esp. pelo disco Islands);
todavia, seu som é único e freqüentemente
utilizado para descrever o estilo de outros
grupos.
O nome Univers Zero é usado quase como sinônimo de
música de difícil apreciação, muito sombria e
opressiva. Isto não é diferente para o 1313. Este
é, por mim, o disco de mais difícil assimilação do
grupo, mas, em termos de clima sombrio e
opressivo, o 1313 fica um pouco atrás do disco
seguinte, o Heresie. Há passagens de extrema
energia, rápidas e ameaçadoras intercaladas com
outras tão lentas e tristes que chegam a ser
depressivas.
Todas as músicas são muito boas, embora a
depressiva última música, chamada Complainte, não
faça, para mim, muito sentido quando vista
isoladamente. Ronde, a primeira música, é por mim
a melhor do disco e uma das melhores do grupo,
senão a melhor. Ela evolui fluindo com grande
naturalidade. Enfim, é um ótimo disco que
demonstra o Univers Zero em sua melhor fase.
Antes de concluir, só mais um comentário: o
baterista e co-fundador do grupo, Daniel Denis, se
não for o melhor, está pelo menos entre um dos
cinco melhores bateristas do progressivo.
Mais informação sobre este disco pode ser
encontrada na
Ground and Sky e um pouco em
Cuneiform Records e
GEPR.
Um pouco mais sobre a história
Em 1973, Daniel Denis e Claude Deron, que já se
conheciam do grupo
Arkham, fundaram o Necronomicon.
Posteriormente, o grupo muda de nome para Univers
Zero, Claude Deron sai e o novo membro Roger
Trigaux passa a liderar o grupo durante os dois
primeiros discos, junto de Daniel Denis. Depois do
Heresie, Roger Trigaux abandona o Univers Zero
para formar o Present. Mais curiosidades
históriacas podem ser encontradas em
Cuneiform Records e no (desatualizado)
site oficial do grupo.
Davi, 06/04/03. |