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Mick
Box - guitarra, vocais
Ken Hensley - teclados, vocais
John Lawton - vocais
Trevor Bolder - baixo, vocais
Lee Kerslake - bateria, vocais
Faixas:
1. The Hanging Tree
(Hensley, Williams) - 3:40
2. Been Away Too Long (Hensley) - 5:03
3. Who Needs Me (Kerslake) - 3:38
4. Wise Man (Hensley) - 4:40
5. Do You Know (Hensley) - 3:14
6. Rollin' On (Hensley) - 6:21
7. Sympathy (Hensley) - 4:48
8. Firefly (Hensley) - 6:17
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Uriah
Heep
- Firefly (1977)
Por guitarzeus
O melhor Uriah Heep pós-Byron??
O Uriah Heep sempre flertou fortemente com o
progressivo, graças principalmente a influência
do mentor e tecladista Ken Hensley, que era uma
espécie de faz-tudo, um maestro na banda. Com a
saída do vocalista David Byron, este excelente
disco marca o início de uma nova era na carreira
do Heep. John Lawton (ex Lucifer's Friend) só
ficaria por três álbuns, este, além de Innocent
Victim (1977) e o mais comercial Fallen Angel
(1978), mas deixaria sua marca pela linda e
potente voz que teria chamado a atenção
inclusive de Richie Blackmore, segundo boatos ele
cogitou ter a voz de Lawton no Deep Purple quando
da saída de Ian Gillan. A mudança na formação
traz também Trevor Bolder substituindo John
Wetton.
O que faria o décimo disco de estúdio do Uriah
Heep ser especial? A entrada de Lawton dá novo
vigor e ânimo à banda. Ken Hensley é um músico
de raro e reconhecido talento, era responsável
pela maioria das composições da banda até sua
saída em 1980 com o fracasso do fraco Conquest.
Sua característica mais fascinante era a presença
marcante de seus teclados Hammond e o Moog dos
quais ele tira sons maravilhosos como ninguém.
Mick Box era um daqueles guitarristas com solo de
timbre abelhudo que abusava de ligados e wha-wha
bastante distorcido, mas com um enorme carisma e
pegada, sendo os demais músicos bastante
competentes - embora eu preferisse o baixo bem
timbrado do falecido Gary Thain.
Este disco na minha opinião está no mesmo nível
de Look At Yourself, Demons And Wizards ou o
menosprezado Wonderworld como um dos melhores
desta banda e entre os grandes clássicos do rock
dos anos 70.
Tá na hora de falar das músicas... Fica difícil
destacar as melhores faixas deste disco, todas são
boas. Tarefa ingrata, minhas favoritas são The
Hanging Tree, Been Away Too Long, Wise Man,
Rollin'On e a bela e mística Firefly. Entre
forte, emotivo, cativante, épico, energético,
pesado, viajante, são palavras que poderiam
caracterizar esta obra. A linda capa pintada por
Martin White também é destaque e um estímulo a
adquirir o vinil.
Quatro bônus foram incluídas em um release em CD
de 1997, Crime of Passion, Do You Know (alternate
version), A Far Better Way e Wise Man.
Talvez o único aspecto que tire um pouco o brilho
deste disco seja o fato dele ser considerado
simples e mesmo "reto" em termos de rítmo.
Mas complexidade ritmica nunca foi marca do Heep,
certo?
Audição obrigatória para quem gosta de Uriah
Heep, hard rock, classical rock ou hard/prog dos
anos 70. Indispensável.
Marcus
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