Inglaterra,
1976.
Músicos:
Peter
Hammill, Vocais
principais, Guitarras & Pianos.
Hugh
Banton, Órgão,
Contra Baixo, Guitarras, Mellotron & Piano.
Guy
Evans, Bateria
& Percussão.
David
Jackson, Saxofone
& Flauta.
Faixas:
1.
When She Comes 7:58
Peter
Hammill.
2.
A Place to Survive 10:00
Peter
Hammill
3.
Masks 6:55
Peter
Hammill.
4.
Meurglys III (the Songwriter's Guild) 20:47
Peter
Hammill.
5.
Wondering 6:33
Peter
Hammill & Hugh Banton.
Total
Time: 52:13
Subgênero:
Progressivo
Sinfônico.
|
Van
Der Graaf Generator
World Record
Dados da resenha:
Comente e veja outras opiniões
aqui.
Bem, este é um álbum do Van Der Graaf Generator que não tinha
conhecimento e tive a oportunidade de ouvilo. Realmente pensava ter
conhecido todo o trabalho da banda depois que ouvi The Quiet Zone/ The
Pleasure Dome e Still Life, esse ultimo do mesmo ano de World Record. O
álbum me surpreendeu muito. O álbum é mais experimental que seu
antecessor Still Life um álgbum considerado correto. World Record tem
passagens furiosas como na suíte Meurglys III, Mais também tem
passagens muito clamas ao ritmo de balada, com Wondering. Masks e When
She Comes, são belas canções, e coube um certo experimentalismo e uma
conturbação na faixa A Place To Survive. A banda aqui vinha de uma fase
de retorno ao cenário musical, recordem que de Pwam Hearts 1.971 até
Godbluff 1.975 houve um intervalo de três anos. Hammill se dedicou a
sua carreira solo nesse tempo, gravou discos e fez algumas pequenas
apresentações, de vez em quando os colegas de banda do Van Der Graaf
Generator acompanhavam Hammill, como por exemplo em The Long Hello.
Mais porque isso aconteceu, justo em Pwam hearts, considerado o auge
sonoro da banda?
Simples uma palavra chamada “dinheiro” a banda teve pouquíssima
aceitação no cenário musical, apesar de ser aparente o esforço de todos
em fazer um som para agradar, não foi o suficiente. Eu que estou
escrevendo você que está lendo, sabemos da importância do som dessa
banda, e sabemos o talento de todos os músicos, mais a música precisa
convencer o mundo, e não só parte dele, é a chamada massa comercial. O
que é lamentável, pois a coisas de péssima qualidade sonora, que
tiveram muito mais oportunidade. Quem sofreu um caso parecido com esse
foi o Genesis “da mesma gravadora Charisma Label” entre o período que
foi lançado os discos Trespass 1.970 a Nursery Crime 1.971 a banda
estava arriscada a perder seu contrato, graças a Foxtrot de 1.972
melhor aceito pela critica, que a banda sobreviveu. Curiosidade,
segundo o tecladista da banda Tony Banks, o álbum Foxtrot é inspirado
no Pawm Hearts, dizem que os músicos do Genesis gostaram tanto do
resultado de Pwam Hearts que fizeram algo parecido, seria a também
suíte Supper´s Ready esse “parecido”?
É impossível não fazer uma divisão entre
antes e depois de Pwam Hearts e pensar naquela velha questão
qual a melhor fase...
Sinceramente, acho os dois períodos, igualmente grandiosos, foram
poucas as escorregadas da banda, mais prefere o período da primeira
metade da de cada de 70 da banda, mais não que tudo que veio de 75 em
diante fosse ruim, na minha opinião é tudo uma mera questão de melhor
aceitação.
A formação da banda em World Record é a é a mesma do álbum anterior
Still Life, formação considerada essa a clássica da banda que são Peter
Hammill, Hugh Banton, David Jackson, e Guy Evans. Essa formação é
considerada clássica por três motivos...
1. Foi com essa formação que a banda fez mais discos no total de cinco álbuns.
2. Com essa formação o Van Der
Graaf fez os seus melhores discos como o já citado Pawm Hearts,
GodBluff, e H to He Who An The Only One.
3. Sintam o carisma dessa
formação, é difícil ver uma banda com uma formação tão experimental
como essa, que é um vocalista e pianista, toca guitarra também, um
especialista em sopros Sax Flauta Clarineta, um tecladista que também é
o responsável pelo baixo na banda e por ultimo um baterista e
percussionista. É quase que um quarteto de cinco.
Agora só me vem à memória o King Crimson, que
também tinha uma formação, pouco convencional.
Talvez seja por causa de detalhes como esse que a banda seja impar
em seu som, pois pensem nisso nada mais do que instrumentos básicos,
teclado, sax, e bateria, fazendo o que chamo de um quebra cabeça onde
os instrumentos se completam formando um resultado único. Junto à voz
de Hammill e suas letras que envolvem misticismo, viagens, uma
depressão encarnada em cada letra da maioria das músicas, ciência muita
ciência, contos fantásticos que parecem ter sido tirados de um livro de
histórias da época medieval, e para finalizar canções amenas e
românticas, como Refugees do segundo álbum da banda, é um bom convite a
ouvir o som.
1. When She Comes/Peter Hammill:
Começa calma com arranjos de flauta teclado e bateria a fundo,
parece uma balada mais vai evoluindo para algo alem, com a entrada dos
vocais meios irônicaos de Hammill, a música vai se tornando crescente,
destaque para Hammill. O teclado em toda a música fez uma excelente
evolução, os vocais de Hammill são meio irônicos e parecem se nivelar
na música entre alto e baixo. Segue um trecho instrumental, priorizando
o sax de Jackson, a música parece se encaminhar para um lado jazz, mais
não chega a tanto. Faz uma melodia até dançante, lembra muito vagamente
a faixa Killer. Batidas secas de piano param a música por alguns
segundos, a música volta novamente com o sax e bateria a toda. Nesse
trecho a música lembra muito melodias de jazz, acho que por causa do
piano principalmente na entrada de Hammill. A música evolui e abandona
a melodia jazzística, os instrumentos agora estão muito raivosos, assim
como o vocal de Hammill. A ultima frase da música é citada em um tipo
de loucura sonora “she'll never let go agaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaain”.
Por duas vezes, encerra a música imediatamente.
A faixa está entre as mais conhecidas do álbum
2. A Place to Survive/Peter Hammill:
A maior faixa do lado um do disco com 10 minutos de duração. É uma
faixa muito interessante, mais um pouco conturbada, mais uma ótima
faixa. Acho que a faixa é meio jazziztica, dou destaque ao sax de
Jackson, nessa música, também dou destaque a voz de Hammill, nos
refrões onde é citado nome da música, “A place to Survive” muito bons.
Apesar de ser uma boa faixa, ficou um tanto apagada no disco, pois a
duas canções excelentes no lado um do disco When She Comes e Masks,
parece que houve muito mais aceitação nessas duas do que nessa faixa,
por tanto pode ser considerada o elo mais frágil do disco. Discordo,
pos acho uma exelente faixa, Jackson nessa música está tocando muito
bem. As outras duas se não me engano estiveram por muito tempo no set
list da banda, mais não sei se A Place To Survive teve a mesma chance.
O disco deve ser tomado as vezes como uma grande música, deve ser
ouvido inteiro, pois todas as músicas são muito boas, inclusive A Place
To Survive.
3. Masks/Peter Hammill:
Uma das músicas mais equilibradas do álbum entre uma sonoridade
calma e agressiva. Começa calma com uma melodia do sax bem meloso em
toda a introdução. Quando Hammill entra percebemos um vocal depressivo,
mas meio que chapado, a os poucos na citação de algumas frases parece
estar sem voz. É impossível algo assim cativar?
Mais cativa e você fica preso à música aquele vocal, roço, mais
logo se torna crescente, em uma melodia muito tensa. A faixa é muito
bem estruturada em sua maioria. Em alguns trechos da música hammill faz
um vocal muito estranho, como na frase “masochistic mumble of his act”
Hammill faz algo lamentoso, completamente travado, parece um velho
grunhido algo. Fica mais ou menos assim “maaaasooochistic mumunmble of
his act...” seco e completamente grunhido no meio da música. A música
segue com vamos dizer o vocal de Hammill bem mais estruturado do que
antes. Da entrada em um trecho instrumental longo e fácil de ser
apreciado, é um ótimo momento de Jackson no seu Saxofone, acompanhado
pelos outros instrumentos, a música volta a mesma forma do seu inicio,
para Hammill citar o ultimo trecho de letras da música, em alguns
momentos são percebidos coros de vozes junto a Hammill. Temos um final
até emocionante, por causa das citações das ultimas frases, nos
segundos finais Hammill sola com sua voz, quase quinze segundos a
palavra “face”, precisa de muito fôlego, a música se encerra no mesmo
instante. Finais como esse são comuns na banda, em músicas como a faixa
que deu abertura ao álbum When She Comes, e a ultima música do álbum
anterior “Still Life”, Childlike Faith in Childhood's End.
Essa é clássica da banda. Aqui se encerraria o primeiro lado do disco de vinil.
4. Meurglys III, (the Songwriter's Guild)/Peter Hammill:
Suíte do Van Der Graaf...
A Plague of Lighthouse Keepers...?
Não Meurglys III…
O que mergulho o que? Não nunca ouvi falar.
Essa é uma situação bem cômica. Comparada a outras suítes do Van
Der Graaf essa é quase que esquecida, mais é excelente. Não fica a
dever nada para outras suítes da banda como a citada A Plague of
Lighthouse keepers.
Se fosse definir a música em poucas palavras faria o seguinte:
Viagem experimental. A música é diferente de todo o resto do álbum, e
de qualquer coisa que a banda tenha feito antes desse disco. Com quase
21 minutos de duração, evidentemente é a maior faixa deste álbum, é uma
aula de experimentalismo. Hammill faz solos de guitarras, não estou
falando de ruídos de fundo na música, estou falando de solos grandes
cheios de vida, algo pouco comum na banda, principalmente pelo fato de
ser executado por Hammill. Só consigo lembrar da também suíte A Plague
of Lighthouse Keepers, mais essa não tinha a mesma presença desta aqui
e quem tocava era o Robert Fripp do King Crimson como convidado. Dou
destaque aos outros instrumentistas, principalmente Banton, proporciona
passagens excelentes em toda a música. Destaque a introdução, num clima
de filme de suspense, é praticamente um solo de teclado. Aos poucos se
adicionam baterias e guitarras. Quanto à parte dos vocais, a letra se
for imprimi-la não daria uma pagina e meia, é até pequena, se comparada
a sua duração total, lógico que se tratando de uma música de uns 10
minutos ficaria até grande. Mais são trechos muito bem distribuídos,
existem passagens agressivas como na citação das primeiras frases
“These days I mainly just talk...” até chegar a uma calmaria extrema
“Meurglys III, he's my friend” e se seguir em uma base até sombria,
vocal depressivo, acompanhado por poucos instrumentos. A melodia depois
da citações das frases se torna algo bem denso guitarra bateria e sax
fazendo uma melodia muito bem estruturada. A os poucos a melodia se
torna crescente, sempre com a guitarra presente parece conduzir a
música, entre os minutos 8:19 a 9:13 vemos Haamill solando muito bem a
guitarra, muito bonito. A música com o retorno de Hammill ao vocal,
mostra uma base repetitiva, em meio ao vocal agressivo de Hammill
“Fool” é a ultima coisa que vai ouvir por em quanto, depois Hammill
volta a solar a guitarra em um solo crescente muito bem desenvolvido.
Estranho a uma parada na música, onde parece ter mudado o tema, onde a
música evolui para uma instrumentação caótica. O ultimo trecho de
líricas da música será citado, quase que sussurrado por Hammill em meio
à música. A partir dos 13 minutos até seu final, os músicos fazem
improvisações ótimas, estimando muito o sax e a guitarra. No final
acaba se tornando muito repetitivo, pois a música parece ter parado de
evoluir, realmente. Sem contar o fato que este final parece ser
interminável, mais ainda assim muito bom, que ivia fazendo esse tipo de
improvisação que durava horas era o Pink Floyd na época do Syd Barrett
onde as versões de Interstellar Overdrive chegavem há quase trinta
minutos, detalhe no álbum ela não chega a dez no total, é mais ou menos
a mesma coisa aqui nesse caso, só que um pouquinho mais estruturado.
Finalmente chegando no seu final, a música simplesmente vai ficando
mais baixar até finalmente sumir de vez e encerrar o disco...NÃO....
5. Wondering/Peter Hammill & Hugh Banton:
Aqui houve um belo aproveitamento de espaço no disco, geralmente
faixas com mais de 20 minutos sempre encerram ou abrem um lado do
vinil, mais nesse caso, a banda soube aproveitar bem o espaço. O lado
um tem um bom aproveitamento de espaço, pois chega a mais de 25
minutos. E no lado dois a situação é ainda melhor chegando a quase 28
de duração. Isso é a ousadia dos produtores e dos músicos nessa
empreitada se bandas como o ELP tivesse feito a mesma coisa no seu ao
vivo Welcome Back My Friends o disco teria um aproveitamento de espaço
muito superior, o lado um não chega a 18 minutos, a suíte Tarkus está
dividida em duas partes, todos os temas no lado dois, mais o ultimo
tema da música foi para no segundo disco, eles também poderiam jogar a
suíte Karn Evil 9 inteira para o lado quatro do disco e enche o três
com alguma outra coisa. Voltando a o disco...
Wondering, faixa perfeita em todos os sentidos, uma bela música,
na minha opinião se aproxima muito de ser a melhor do disco, jogando a
suíte para segundo lugar, apesar de não ter nem a metade da duração da
suíte, é maravilhosa. Esta talvez seja a música que mais lembre o Van
Der Graaf clássico, dos tempos de The Least..., Ou de H to He... São
sonoridades muito parecidas, principalmente a segunda música do álbum
The Least... Refugees, sempre achei as duas músicas muito parecidas, se
gostou de uma é quase garantido que ira adorar a outra. Está é a única
faixa do álbum que não é composta somente por Hammill, e sim pela
parceria de Hammill/Banton, o que deu muito certo. A faixa começa com a
flauta fazendo uma melodia muito parecida com a da introdução da música
anterior, logo é quebrada pelos vocais macios de Hammill, a música
parece evoluir cada vez mais para uma sonoridade bem romântica, é não é
só impressão, realmente a proposta da faixa é um ambiente bem sereno. A
letra de música é muito pequena, só algumas estrofes, o suficiente para
Hammill mostra seu brilhantismo vocal. Mais o destaque da música vai
para o teclado no longo trecho instrumental da música. Flauta e bateria
fizeram um tapete melódico para Bnaton, acho que no seu melhor momento
do disco. Quanto o trecho instrumental se encontra no seu ápice, são
ouvidos uns coros de vozes muito angelicais gritando o nome da música
“Wondering” por varias vezes, Hammill sussurra coisas ao fundo, a
atuação de Banton é primorosa. A música se aproxima do seu fim, veremos
como todos os instrumentos irão abaixar seu volume até finalizar está
brilhante faixa.
Aqui se encerra World Record.
Ninguém pode afirmar que esse é o melhor disco da banda, mais com
certeza é um ótimo álbum, do que chamo período D.PH “Depois de Pawm
Hearts”
Gabriel Schmitt.
|