Cover

Inglaterra, 1976.


Músicos:
Peter Hammill, Vocais principais, Guitarras & Pianos.
Hugh Banton, Órgão, Contra Baixo, Guitarras, Mellotron & Piano.
Guy Evans, Bateria & Percussão.
David Jackson, Saxofone & Flauta.


Faixas:
1. When She Comes 7:58
Peter Hammill.
2. A Place to Survive 10:00
Peter Hammill
3. Masks 6:55
Peter Hammill.
4. Meurglys III (the Songwriter's Guild) 20:47
Peter Hammill.
5. Wondering 6:33
Peter Hammill & Hugh Banton.

Total Time: 52:13
 


Subgênero: Progressivo Sinfônico.


Van Der Graaf Generator

World Record

 
Dados da resenha:
Autor: Gabriel Camargo Rodriguês (Gabriel Schmitt xmt); recebida em: 06/07/2005.
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Bem, este é um álbum do Van Der Graaf Generator que não tinha conhecimento e tive a oportunidade de ouvilo. Realmente pensava ter conhecido todo o trabalho da banda depois que ouvi The Quiet Zone/ The Pleasure Dome e Still Life, esse ultimo do mesmo ano de World Record. O álbum me surpreendeu muito. O álbum é mais experimental que seu antecessor Still Life um álgbum considerado correto. World Record tem passagens furiosas como na suíte Meurglys III, Mais também tem passagens muito clamas ao ritmo de balada, com Wondering. Masks e When She Comes, são belas canções, e coube um certo experimentalismo e uma conturbação na faixa A Place To Survive. A banda aqui vinha de uma fase de retorno ao cenário musical, recordem que de Pwam Hearts 1.971 até Godbluff 1.975 houve um intervalo de três anos. Hammill se dedicou a sua carreira solo nesse tempo, gravou discos e fez algumas pequenas apresentações, de vez em quando os colegas de banda do Van Der Graaf Generator acompanhavam Hammill, como por exemplo em The Long Hello. Mais porque isso aconteceu, justo em Pwam hearts, considerado o auge sonoro da banda?
Simples uma palavra chamada “dinheiro” a banda teve pouquíssima aceitação no cenário musical, apesar de ser aparente o esforço de todos em fazer um som para agradar, não foi o suficiente. Eu que estou escrevendo você que está lendo, sabemos da importância do som dessa banda, e sabemos o talento de todos os músicos, mais a música precisa convencer o mundo, e não só parte dele, é a chamada massa comercial. O que é lamentável, pois a coisas de péssima qualidade sonora, que tiveram muito mais oportunidade. Quem sofreu um caso parecido com esse foi o Genesis “da mesma gravadora Charisma Label” entre o período que foi lançado os discos Trespass 1.970 a Nursery Crime 1.971 a banda estava arriscada a perder seu contrato, graças a Foxtrot de 1.972 melhor aceito pela critica, que a banda sobreviveu. Curiosidade, segundo o tecladista da banda Tony Banks, o álbum Foxtrot é inspirado no Pawm Hearts, dizem que os músicos do Genesis gostaram tanto do resultado de Pwam Hearts que fizeram algo parecido, seria a também suíte Supper´s Ready esse “parecido”?

É impossível não fazer uma divisão entre antes e depois de Pwam Hearts e pensar naquela velha questão qual a melhor fase...
Sinceramente, acho os dois períodos, igualmente grandiosos, foram poucas as escorregadas da banda, mais prefere o período da primeira metade da de cada de 70 da banda, mais não que tudo que veio de 75 em diante fosse ruim, na minha opinião é tudo uma mera questão de melhor aceitação.

A formação da banda em World Record é a é a mesma do álbum anterior Still Life, formação considerada essa a clássica da banda que são Peter Hammill, Hugh Banton, David Jackson, e Guy Evans. Essa formação é considerada clássica por três motivos...

1. Foi com essa formação que a banda fez mais discos no total de cinco álbuns.

2. Com essa formação o Van Der Graaf fez os seus melhores discos como o já citado Pawm Hearts, GodBluff, e H to He Who An The Only One.

3. Sintam o carisma dessa formação, é difícil ver uma banda com uma formação tão experimental como essa, que é um vocalista e pianista, toca guitarra também, um especialista em sopros Sax Flauta Clarineta, um tecladista que também é o responsável pelo baixo na banda e por ultimo um baterista e percussionista. É quase que um quarteto de cinco.

Agora só me vem à memória o King Crimson, que também tinha uma formação, pouco convencional.

Talvez seja por causa de detalhes como esse que a banda seja impar em seu som, pois pensem nisso nada mais do que instrumentos básicos, teclado, sax, e bateria, fazendo o que chamo de um quebra cabeça onde os instrumentos se completam formando um resultado único. Junto à voz de Hammill e suas letras que envolvem misticismo, viagens, uma depressão encarnada em cada letra da maioria das músicas, ciência muita ciência, contos fantásticos que parecem ter sido tirados de um livro de histórias da época medieval, e para finalizar canções amenas e românticas, como Refugees do segundo álbum da banda, é um bom convite a ouvir o som.


1. When She Comes/Peter Hammill:

Começa calma com arranjos de flauta teclado e bateria a fundo, parece uma balada mais vai evoluindo para algo alem, com a entrada dos vocais meios irônicaos de Hammill, a música vai se tornando crescente, destaque para Hammill. O teclado em toda a música fez uma excelente evolução, os vocais de Hammill são meio irônicos e parecem se nivelar na música entre alto e baixo. Segue um trecho instrumental, priorizando o sax de Jackson, a música parece se encaminhar para um lado jazz, mais não chega a tanto. Faz uma melodia até dançante, lembra muito vagamente a faixa Killer. Batidas secas de piano param a música por alguns segundos, a música volta novamente com o sax e bateria a toda. Nesse trecho a música lembra muito melodias de jazz, acho que por causa do piano principalmente na entrada de Hammill. A música evolui e abandona a melodia jazzística, os instrumentos agora estão muito raivosos, assim como o vocal de Hammill. A ultima frase da música é citada em um tipo de loucura sonora “she'll never let go agaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaain”. Por duas vezes, encerra a música imediatamente.
A faixa está entre as mais conhecidas do álbum

2. A Place to Survive/Peter Hammill:

A maior faixa do lado um do disco com 10 minutos de duração. É uma faixa muito interessante, mais um pouco conturbada, mais uma ótima faixa. Acho que a faixa é meio jazziztica, dou destaque ao sax de Jackson, nessa música, também dou destaque a voz de Hammill, nos refrões onde é citado nome da música, “A place to Survive” muito bons. Apesar de ser uma boa faixa, ficou um tanto apagada no disco, pois a duas canções excelentes no lado um do disco When She Comes e Masks, parece que houve muito mais aceitação nessas duas do que nessa faixa, por tanto pode ser considerada o elo mais frágil do disco. Discordo, pos acho uma exelente faixa, Jackson nessa música está tocando muito bem. As outras duas se não me engano estiveram por muito tempo no set list da banda, mais não sei se A Place To Survive teve a mesma chance.
O disco deve ser tomado as vezes como uma grande música, deve ser ouvido inteiro, pois todas as músicas são muito boas, inclusive A Place To Survive.

3. Masks/Peter Hammill:

Uma das músicas mais equilibradas do álbum entre uma sonoridade calma e agressiva. Começa calma com uma melodia do sax bem meloso em toda a introdução. Quando Hammill entra percebemos um vocal depressivo, mas meio que chapado, a os poucos na citação de algumas frases parece estar sem voz. É impossível algo assim cativar?
Mais cativa e você fica preso à música aquele vocal, roço, mais logo se torna crescente, em uma melodia muito tensa. A faixa é muito bem estruturada em sua maioria. Em alguns trechos da música hammill faz um vocal muito estranho, como na frase “masochistic mumble of his act” Hammill faz algo lamentoso, completamente travado, parece um velho grunhido algo. Fica mais ou menos assim “maaaasooochistic mumunmble of his act...” seco e completamente grunhido no meio da música. A música segue com vamos dizer o vocal de Hammill bem mais estruturado do que antes. Da entrada em um trecho instrumental longo e fácil de ser apreciado, é um ótimo momento de Jackson no seu Saxofone, acompanhado pelos outros instrumentos, a música volta a mesma forma do seu inicio, para Hammill citar o ultimo trecho de letras da música, em alguns momentos são percebidos coros de vozes junto a Hammill. Temos um final até emocionante, por causa das citações das ultimas frases, nos segundos finais Hammill sola com sua voz, quase quinze segundos a palavra “face”, precisa de muito fôlego, a música se encerra no mesmo instante. Finais como esse são comuns na banda, em músicas como a faixa que deu abertura ao álbum When She Comes, e a ultima música do álbum anterior “Still Life”, Childlike Faith in Childhood's End.
Essa é clássica da banda. Aqui se encerraria o primeiro lado do disco de vinil.

4. Meurglys III, (the Songwriter's Guild)/Peter Hammill:

Suíte do Van Der Graaf...
A Plague of Lighthouse Keepers...?
Não Meurglys III…
O que mergulho o que? Não nunca ouvi falar.

Essa é uma situação bem cômica. Comparada a outras suítes do Van Der Graaf essa é quase que esquecida, mais é excelente. Não fica a dever nada para outras suítes da banda como a citada A Plague of Lighthouse keepers.
Se fosse definir a música em poucas palavras faria o seguinte: Viagem experimental. A música é diferente de todo o resto do álbum, e de qualquer coisa que a banda tenha feito antes desse disco. Com quase 21 minutos de duração, evidentemente é a maior faixa deste álbum, é uma aula de experimentalismo. Hammill faz solos de guitarras, não estou falando de ruídos de fundo na música, estou falando de solos grandes cheios de vida, algo pouco comum na banda, principalmente pelo fato de ser executado por Hammill. Só consigo lembrar da também suíte A Plague of Lighthouse Keepers, mais essa não tinha a mesma presença desta aqui e quem tocava era o Robert Fripp do King Crimson como convidado. Dou destaque aos outros instrumentistas, principalmente Banton, proporciona passagens excelentes em toda a música. Destaque a introdução, num clima de filme de suspense, é praticamente um solo de teclado. Aos poucos se adicionam baterias e guitarras. Quanto à parte dos vocais, a letra se for imprimi-la não daria uma pagina e meia, é até pequena, se comparada a sua duração total, lógico que se tratando de uma música de uns 10 minutos ficaria até grande. Mais são trechos muito bem distribuídos, existem passagens agressivas como na citação das primeiras frases “These days I mainly just talk...” até chegar a uma calmaria extrema “Meurglys III, he's my friend” e se seguir em uma base até sombria, vocal depressivo, acompanhado por poucos instrumentos. A melodia depois da citações das frases se torna algo bem denso guitarra bateria e sax fazendo uma melodia muito bem estruturada. A os poucos a melodia se torna crescente, sempre com a guitarra presente parece conduzir a música, entre os minutos 8:19 a 9:13 vemos Haamill solando muito bem a guitarra, muito bonito. A música com o retorno de Hammill ao vocal, mostra uma base repetitiva, em meio ao vocal agressivo de Hammill “Fool” é a ultima coisa que vai ouvir por em quanto, depois Hammill volta a solar a guitarra em um solo crescente muito bem desenvolvido. Estranho a uma parada na música, onde parece ter mudado o tema, onde a música evolui para uma instrumentação caótica. O ultimo trecho de líricas da música será citado, quase que sussurrado por Hammill em meio à música. A partir dos 13 minutos até seu final, os músicos fazem improvisações ótimas, estimando muito o sax e a guitarra. No final acaba se tornando muito repetitivo, pois a música parece ter parado de evoluir, realmente. Sem contar o fato que este final parece ser interminável, mais ainda assim muito bom, que ivia fazendo esse tipo de improvisação que durava horas era o Pink Floyd na época do Syd Barrett onde as versões de Interstellar Overdrive chegavem há quase trinta minutos, detalhe no álbum ela não chega a dez no total, é mais ou menos a mesma coisa aqui nesse caso, só que um pouquinho mais estruturado. Finalmente chegando no seu final, a música simplesmente vai ficando mais baixar até finalmente sumir de vez e encerrar o disco...NÃO....

5. Wondering/Peter Hammill & Hugh Banton:

Aqui houve um belo aproveitamento de espaço no disco, geralmente faixas com mais de 20 minutos sempre encerram ou abrem um lado do vinil, mais nesse caso, a banda soube aproveitar bem o espaço. O lado um tem um bom aproveitamento de espaço, pois chega a mais de 25 minutos. E no lado dois a situação é ainda melhor chegando a quase 28 de duração. Isso é a ousadia dos produtores e dos músicos nessa empreitada se bandas como o ELP tivesse feito a mesma coisa no seu ao vivo Welcome Back My Friends o disco teria um aproveitamento de espaço muito superior, o lado um não chega a 18 minutos, a suíte Tarkus está dividida em duas partes, todos os temas no lado dois, mais o ultimo tema da música foi para no segundo disco, eles também poderiam jogar a suíte Karn Evil 9 inteira para o lado quatro do disco e enche o três com alguma outra coisa. Voltando a o disco...
Wondering, faixa perfeita em todos os sentidos, uma bela música, na minha opinião se aproxima muito de ser a melhor do disco, jogando a suíte para segundo lugar, apesar de não ter nem a metade da duração da suíte, é maravilhosa. Esta talvez seja a música que mais lembre o Van Der Graaf clássico, dos tempos de The Least..., Ou de H to He... São sonoridades muito parecidas, principalmente a segunda música do álbum The Least... Refugees, sempre achei as duas músicas muito parecidas, se gostou de uma é quase garantido que ira adorar a outra. Está é a única faixa do álbum que não é composta somente por Hammill, e sim pela parceria de Hammill/Banton, o que deu muito certo. A faixa começa com a flauta fazendo uma melodia muito parecida com a da introdução da música anterior, logo é quebrada pelos vocais macios de Hammill, a música parece evoluir cada vez mais para uma sonoridade bem romântica, é não é só impressão, realmente a proposta da faixa é um ambiente bem sereno. A letra de música é muito pequena, só algumas estrofes, o suficiente para Hammill mostra seu brilhantismo vocal. Mais o destaque da música vai para o teclado no longo trecho instrumental da música. Flauta e bateria fizeram um tapete melódico para Bnaton, acho que no seu melhor momento do disco. Quanto o trecho instrumental se encontra no seu ápice, são ouvidos uns coros de vozes muito angelicais gritando o nome da música “Wondering” por varias vezes, Hammill sussurra coisas ao fundo, a atuação de Banton é primorosa. A música se aproxima do seu fim, veremos como todos os instrumentos irão abaixar seu volume até finalizar está brilhante faixa.

Aqui se encerra World Record.

Ninguém pode afirmar que esse é o melhor disco da banda, mais com certeza é um ótimo álbum, do que chamo período D.PH “Depois de Pawm Hearts”

Gabriel Schmitt.