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Peter
Joseph Andrew Hammill -
vocais, violão. Hugh Robert Banton - piano,
órgão. Guy Randolph Evans - baterias,
percussão melodiosa.Keith Ian Ellis -
baixo. Jeff Peach - flauta. Gordian
Troeller - vocais de apoio. John
Anthony - vocais de apoio. Ines, Nick
e Sheila - vocais de apoio.
Faixas:
1.
Afterwards - 4:50
2. Orthenthian St (part I) - 2:23
3. Orthenthian St (part II) - 3:53
4. Running back - 6:32
5. Into a game - 5:56
6. Aerosol grey machine - 0:56
7. Black smoke Yen - 1:18
8. Aquarian - 8:27
9. Necromancer - 3:30
10. Octopus - 7:41
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Van der Graaf Generator - The
Aerosol Grey Machine (1969) Por
Steve Hillage
Van der graaf Generator. O
que significa esse nome? No setor de energia
elétrica, o gerador de Van der Graaf Generator é uma
máquina eletrostática utilizada na física nuclear
para produzir tensões de volts altissimas. Possui um
terminal com alta tensão no conjunto de uma esfera
metálica sem vácuo que fica montada na parte
superior numa coluna isoladora. Formam-se descargas
elétricas em grandeza de milhões de volts e
utiliza-se para acelerar feixe de ions, elétrons e
prótons, com o objetivo em bombardear núcleos de
átomos. Esse gerador pode ser encontrado na
Faculdade de Engenharia Politécnica da Universidade
de São Paulo. Mas e na música, o que tem a ver?
Muito!!! Por volta do ano de 1.967 o baterista e
estudante da Universidade de Manchester -
Inglaterra, Christopher John Judge-Smith pensava em
fazer uma banda que asssociasse ao estilo rythm
blues quando ele fez um anúncio nos murais da
universidade procurando por alguem que se
interessasse em rock para ensaios e posteriormente
formar uma banda. Quase 20 universitários apareceram
interessados, mas nenhum que interessasse o
baterista até que conheceu um que estava tocando um
violão e cantando sozinho numa esquina do campus
universitário e Judge-Smith ficou espantado pela
canção que estava sendo cantada e tocada
simplesmente por Peter Hammill (não confundir com
Peter Gabriel do Genesis, embora estes foram da
mesma gravadora, a Charisma Records). Naquela época
Hammill tinha um repertório próprio com uma
impressionante quantidade de 80-90 músicas !!!! Este
não tinha dúvidas que o levaria consigo para formar
a banda banda desejada e eis que surge na mesma
ocasião o organista Nick Pearn. Faltava um nome para
a banda e eles propõe inicialmente como Zeiss
Manifold and the Shrieking Plasma Exudation (!!!),
mas por ser muito complicado das pessoas até
pronunciarem pelo tamanho substituem por Van der
Graaf Generator, uma homenagem a Robert Van Der
Graaf que serviu de inspiração a banda. Em 1.968,
eles só gravaram demos para a gravadora americana
Mercury a grande maioria era composta por Peter
Hammill e poucas pelo baterista eram as músicas
"Firebrand", "People You Were Going To" and
"Sunshine". Ainda nesse ano tocam em palcos abrindo
para o T. Rex, Pearn sai porque iria continuar seus
estudos na universidade e não tinha órgão para fazer
as apresentações e uma delas iria ser feita no John
Peel. Judge-Smith também se manda e Peter Hammill
acabou pensando em fazer um album solo, mas após
muitas conversas com vários colegas surgem o
organista Hugh Robert Banton, o baterista Guy
Randolph Evans vindo de uma banda chamada
"Misunderstood" que gravou 02 compactos e o baixista
Keith Ellis da banda "The Koobas" que desde 1.962
havia gravado 07 compactos e um album pelo nome da
propria banda. Com esta formação em 1.969 entrariam
nos estúdios e gravariam "The aerosol grey machine",
o primeiro album da banda num espaço de quase um dia
finalizando no início do mes de agosto daquele ano e
seria lançado em novembro do mesmo. Foi realizado
também pela gravadora Mercury (mais tarde sairia
editado tambem pela Fontana e Vertigo) e produzido
por John Anthony com apoio de Robin Cable e Gerry
Collins e que mais tardar seriam ainda em 1.969
contratados pelo empresário Tony Stratton-Smith da
Charisma Records, que possuia o The Nice em ocasião,
para entrar apressadamente e gravar "The least we
can do is wave to each other" sendo lançado em
1.970, mas ai são outras estórias. John Anthony
comentou numa ocasião que ele e Hammill se tornaram
tão amigos mesmo sendo tão tenso o dia que eles
entraram no estúdio, ensaiaram e gravaram que
algumas descontrações deram tranquilidade na
gravação como Hammill cantando o tempo todo e
tocando o violão, Banton comendo bananas e bebendo
leite o tempo todo tocando o piano e órgão além de
murmurar, Ellis sorria quando tocava o baixo e Evans
ria muito e contava anedotas. O trabalho foi ainda
reforçado pelo quietissimo Jeff Peach na flauta
atuando em apenas uma faixa, Gordian Troeller, Ines,
Nick e Sheila todos estes últimos reforçando vocais
de apoio. Curiosamente nessa época pela quantidade
de material de sobra de estúdio estariam sendo
inclusos no album solo de Peter Hammill "Nadirs big
chance" (1.975). O som de maneira geral não é
totalmente progressivo por serem muito simples, o
que salva no trabalho é que as melodias das músicas
são boas, acústicas e rústicas e o próprio vocal de
Hammill que diferenciava na época com os demais
cantores e o album não tem guitarra e sim um violão
acústico executado pelo próprio Hammill mas de uma
tal maneira grossa que lembra o ruído de alguém
tocando uma guitarra (se bem que quem já acompanha a
carreira solo de Peter Hammill percebe que isso é
bem verdade, vide um exemplo como primeiro trabalho
"Fools mate" (1.971)). A banda parece também não ter
reconhecido muito este trabalho pelo que diz
respeito ao vivo pois não se encontram faixas
algumas deste album. Mesmo sem terem tido muito
sucesso no lançcamento deste trabarlho a verdade é
que este album é muito diferente de todos os demais
posteriormente lançados e tem de ser ouvido
minuciosamente com muita atenção e calma.
"Afterwards" - é uma faixa relativamente calma que
inicia com a entrada de um bumbo, baixo seguido do
órgão, bateria e entrando os violões e vocais de
Peter Hammill que vai ficando lentamente crescente
nos dois refões que são executadas as letras e o
refrão instrumental que é do meio é solado por um
piano acústico e no fim a música vai ralentando e
termina calmamente.
"Orthenthian St (part I)" - o "st" que foi editado
graficamente é "street", significa rua em ingles,
mas não existe segundo a banda. Inicia com a entrada
do violão seguido de acordes do piano de Banton
entrando o vocal de Hammill e em conjunto com a
bateria até entrar o refrão que toca repetidamente
as mesmas notas dos instrumentos tocados e sendo
dominados pela precisão da bateria em conjunto até
terminar a faixa e entrar na segunda parte.
"Orthenthian St (part II)" - evidentemente é a
continuação da outra faixa anterior inicia com um
tímido piano fazendo alguns acordes repentinamente
ficando agressiva e sendo calma lentamente pelos
vocais de Hammill. Posteriormente vem a mesma
melodia que vai terminando a mesma primeira parte da
música nos dois refrões, mas nesse caso parece ficar
um tanto mais agressiva que a da primeira.
"Running back" - é outra faixa calma que tem a única
participação do integrante Jeff Peach na flauta.
Inicia com acordes calmos de violão acompanhados
pelo baixo de Ellis estão muito presentes na faixa
inteira ao longo de seus pouco mais de 6:30 minutos
e a melodia vai sendo acompanhado com o cantar de
Hammill no decorrer dos dois refrões sendo que no
próximo, o terceiro dá preferência ao solo de flauta
de Jeff. A faixa finaliza com mais um refrão porém
um pouco mais empolgado que os outros.
"Into a game" - é um pouquinho progressiva esta
faixa com a entrada do violão que vai ficando
crescente os arranjos conforme entra a melodia do
piano de Banton e mais o baixo de Ellis até que
Hammill vai assumindo os vocais e conforme são
citados as letras a bateria faz sua presença nos
tres refrões, sendo este último quando se finaliza
entra outro tema da faixa com a entrada da bateria
bem precisa no fundo com o baixo a acompanhando-a e
alguns acordes de pianos bem baixinhos. A medida que
a faixa vai sendo executada vai se percebendo um
coro cantando repetidamente "Into a game".
"Aerosol grey machine" - é uma vinhetinha de menos
de um minuto que parece lembrar uma propaganda de um
comercial de algum produto coloca por sinal todos os
músicos em perfeita sincronia ao executar seus
instrumentos
"Black smoke Yen" - além de ser uma música curtinha
de um pouco mais de um minuto de duração, é a única
instrumental do album e a única inclusive composta
por Evans, Banton e Ellis sem a presença de Hammill
tanto que inclusive é apenas um solo de bateria
acompanhada pelo baixo e mais acordes de piano antes
que no término desta faixa percebe-se que vai se
emendando com a outra faixa ouvindo os primeiros
acordes de violão de Hammill em "Aquarian".
"Aquarian" - é a maior faixa do album com
aproximadamente 8:30 minutos de duração e que é
emendada pela a outra anterior "Black smoke Yen",
esta instrumental até então. Inicia com acordes de
violão de Hammill acompanhada aos poucos pelo baixo
e vai ficando em ritmo crescente com a entrada da
bateria e quando Hammill vai fazendo os vocais a
medida que corre a faixa, depois fica num ritmo meio
de rythm blues-marcha quando entra um pequeno coro
fazendo o mesmo refrão e interrompida calmamente por
algumas notas do piano, a mesma melodia é repetida
por outros dois refrões então entra outro tema
diferente que vai ficando crescente novamente
conforme a cantoria de Hammill até finalizar a faixa
de vez.
"Necromancer" - é talvez uma das faixas mais
agressivas do album que inicia num ritmo meio de
bolero em meio de alguns ruídos e sendo
posteriomente acompanhada por um piano e órgão que
vai tomando conta aos poucos dos refrões e a medida
que Hammill vai citando as letras da faixa isso nos
dois refrões, quando um coro entra em conjunto com o
sincronismo de órgãos retornando a mais um refrão
finalizando com efeitos dos ruídos que iniciaram a
música.
"Octopus" - é tambem uma das faixas longas do album
com quase 8 minutos de duração e o baixo é
constantemente presente desde o início da faixa e em
conjunto com o órgão. Aqui no caso esta faixa é
interessante, Banton "esparrama" suas mãos nas
teclas por várias e várias vezes fazendo um som bem
psicodélico com várias fugas e sendo acompanhado
claro pelo baixo e a "guitarra" que é o violão de
Hammill também surte um efeito muito interessante e
a bateria de Evans que aparenta estar meio perdida,
mas acompanha seriamente os outros instrumentos, sem
contar os vocais de Hammill que mudam alternadamente
de tom. Razoavelmente agressiva até.
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