|

Hugh
Banton - órgãos Hammond
E&C e Farfisa, piano, melotron, sintetizador ARP,
pedaleiras de baixo, baixo, efeitos sonoros,
vocais. Guy Evans - baterias, percussão,
piano. Peter Hammill - vocais principais,
violões, guitarra, pianos elétrico e acústico.
David Jackson - saxofones alto e tenor,
efeitos, flauta e vocais.
Faixas:
1.
Lemmings (including COG) - 11:39
2. Man-Erg - 10:22
3. A Plague of Lighthouse Keepers - 23:05
a. Eyewitness
b. Pictures/Lighthouse
c. Eyewitness
d. S.H.M.
e. Presence of the Night
f. Kosmos Tours
g. (Custard's) Last Stand
h. The Clot Thickens
i. Land's End (Sineline)
j. We Go Now
|
Van der Graaf Generator - Pawn Hearts
(1971)
O Van Der Graaf Generator
é uma banda que deveria abençoar pessoalmente o
Brasil; acredite se quiser nem precise sentar na
cadeira: o país é um dos pouquíssimos contados
nos dedos que teve quase todos os albums da
banda editados aqui com exceção de "The Least We
Can Do Is Wave To Each Other" e "H To He Who Am
The Only One" ambos de 1.970 e os dois albums
oficiais ao vivo "Vital" (1.978) e "Maida Vale"
(1.994). Com exceção dos CDs que foi no caso
apenas editado o "Still life" (1.976), este
trabalho "Pawn hearts" elaborado, gravado e
lançado em 1.971 (e lançado tambem no Brasil
!!!) é seriamente considerado por muitas pessoas
uma obra-prima do rock progressivo talvez por
ele ser justamente (ou injustamente?) criticado
tecnicamente. Por mais do que foi esforçado todo
o conjunto do trabalho e ser muito "atacado" por
parte da imprensa é bem possível que quando em
agosto de 1.972 em menos de um ano
posteriormente a esta gravação o Van Der Graaf
Generator estava dando o seu "adeus" ao público
anunciando o fim de uma banda que duraria apenas
4 anos. Mas isso não era desculpa pois várias
bandas musicais mundo afora sempre tem os seus
baixos e interrompem as gravações por
determinados períodos (vide exemplos como o ELP,
King Crimson, Supertramp, Pink Floyd e ate U2
(!!) entre outros mais). Mas por volta do ano de
1.974 eles estariam "renascendo" com algumas
reformas estruturais; sendo que na realidade
seria no que competisse a música e não aos
integrantes por natureza entre eles nada mudou
durante essa ausência (Peter Hammill fez
carreira solo durante este período apoiadíssimo
por todos os outros companheiros do VDGG), só a
música de fato. Alem das duas gravações da banda
anteriormente citadas, o ano de 1.970 para o
grupo foi muito produtivo e frutífero pois eles
eram um alvo muito forte de elogios do gênero na
época, porque estavam num desenvolvimento
musical muito crescente coisa diferente do Yes,
ELP, King Crimson, Gentle Giant e o carro-chefe
estava ali naquele ano assim como neste trabalho
que era nada menos que Peter Hammill e este
músico teve ainda a ousadia e audácia de gravar
no mesmo ano de 1.971 que saiu o "Pawn hearts"
seu primeiro solo "Fool´s mate", tanto desejado
desde as épocas em que antes das gravações do
"The aerosol grey machine" (1.969) não saiam e
teve a iniciativa de fazê-lo, mas requisitado
pelos colegas da universidade na ocasião de
esquecer esta idéia e fizesse o album como
banda, e no caso como o Van Der Graaf Generator.
A medida que é percebido detalhes no "Pawn
hearts" vai se caracterizando semelhanças e
diferenças em determinados quesitos e elaborados
em sempre sua maioria pelo Peter Hammill e não
seria o fato neste caso deixar de citar esses
detalhes em relação ao "Fool´s mate" de Hammill
nesta resenha porque está justamente associado
com o "Pawn hearts" do VDGG. Claro que
evidentemente é sábido que o "Fool´s mate"
seriam outras estórias, mas fica relativamente
muito difícil de poder citar e informar algo
sobre o "Pawn hearts" não comentando o "Fool´s
mate" a seguir em saber por quê. 1)A música: a
diferença provável está mais aqui neste item;
primeiro porque em se tratando de quantidade de
faixas o "Fool´s Mate" tem 12 e o "Pawn Hearts"
3. Existem algumas versões do album "Pawn
hearts" que chegam a incluir uma faixa chamada
"Theme one" sendo que foi editada em um compacto
e é totalmente instrumental, mas até então não
chegariam ou a 1/4 ou 1/3 se fosse o caso em
quantidade que possui o "Fool´s Mate". Segundo
obviamente em questão o tamanho das faixas,
embora os dois trabalhos tem a mesma quantidade
total de duração girando entre aproximadamente
aos 45 minutos; pois no "Fool´s mate" são
músiquinhas extremamente estruturadas e
comportadas que abrange em torno da casa dos 2 e
no máximo 5 minutos e no "Pawn heart" são duas
suites que ultrapassam os 10 minutos e uma que
ocupa um lado inteiro do album com 23 minutos de
duração. Em se tratando de sonoridade tem uma
diferença notável pois o "Fools mate" soa bem
melhor do que o "Pawn hearts" este que no caso
parece um pouco realmente meio barulhento e um
tanto difícil de perceber detalhes musicais
muito minuciosos. O som não parece ter uma
"pureza nítida" na própria sonoridade o que
possivelmente a crítica deve ter resmungado e
aceitado por este motivo e posteriormente
causado o efeito da "morte" da banda,
diferentemente dos dois trabalhos feitos no ano
de 1.970, ou seja não significa que o album é
péssimo e sim, muito pelo contrário, mas soa
diferente daquilo que foi feito pelo VDGG
anteriormente do "Pawn hearts", isto é, por
exemplo, imagine fazer uma viagem de São Paulo
ao Rio de Janeiro dentro de uma BMW e num Uno
Mille ambos do mesmo ano de fabricação é
diferente em certos detalhes mas a distância
permanece a mesma. No caso com o "Pawn hearts" e
os dois trabalhos do ano de 1.970 em relação a
crítica acontecia isso mas em termos de música
lógico !!!!! Hammill ressaltou que quanto a
sonoridade feita em "Pawn hearts" era tido como
uma seguinte idéia de manter uma espécie de
"batalha sonora" e fica mais compreensível após
essa afirmação tentar compreender porque o album
provocou um som bem barulhento, disperso e
dissonante, pois é o que acontece nas faixas
conforme o andamento das mesmas pelo ouvinte.
Agora imagine se fosse incluso uma faixa igual a
"Roncevaux" ou "It all went red" sobras de
estúdio do "Pawn hearts" que foram editadas no
album "Time vaults" (1.985); provavelmente a
crítica (e o público também) ia "descer o
cassete" duma só vez, mas não foi o que ocorreu
em questão. Há muitas pessoas que julgam que o
"H to he..." foi um album que as boas coisas do
"Pawn hearts" já tinham sido exploradas num
mesmo equilíbrio e intensidade e este por final
a sobra da sonoridade. 2) A etiqueta: a
gravadora Charisma Records também é pertencente
dos dois albums comparados do solo de Hammill e
do VDGG além de abrigar o Lindsfarne e o Genesis
(aliás o Genesis nesta época abria shows para o
VDGG). 3) A capa: foram elaboradas pelo mesmo
artista; Paul Whitehead que no "Fool´s mate"
apresentava nada menos que um jogo de xadrez com
várias ilustrações ao redor do tabuleiro, já no
"Pawn hearts" idem mas alguns detalhes a ser
observados como que as peças que no caso são
simplesmente pessoas que estão encapsuladas
dentro da peça peão do jogo de xadrez embora
algumas representam as peças formais do jogo de
xadrez em si, e por sinal o tabuleiro do jogo é
ausente dando uma leve impressão de ser um jogo
no espaço terrestre e além disso, observando
atentamente a capa de uma certa distância é
possível imaginar algo um pouquinho semelhante a
de um "mapa de tesouro" (o que será que o VDGG
queria insinuar nesta arte de Whitehead?) e
aproveitando o assunto cover/capa quem já
conhece o trabalho observaram uma foto que
mostra David Jackson segurando uma bola e o
restante da banda em cima de uma mesa todos os 3
extendendo o braço direito e Jackson o esquerdo.
Na realidade isso não passou de um puro
divertimento de um jogo de futebol da banda que
inventou essa "folia" nas horas vagas da
gravação, tanto que tiraram várias fotos e
pretendiam algo bem meio psicodélico que quando
deu no resultado da fotografia em infra-vermelho
as gravatas e calças que são amarelas surtiram
outra coloração e o resultado foi aquele que se
observa. A palavra existente
"Nohjndijcrackycracky" causou um pouco de
problemas na divulgação do album por parte dos
"promoters" já que era uma homengaem aos 2
filhos de um grande companheiro do VDGG chamados
Nohj e Cracky. 3) Os Produtores: no "Fool´s
mate" tem a produção de John Anthony e o auxílio
de Robin Cable; no "Pawn hearts" idem em relação
as créditos mas com um reforço de David
Hentschel (que já cooperou com o Genesis) e Ken
Scott (que já cooperou com David Bowie,
Supertramp e entre outros). 4) A gravaçao: no
"Fool´s mate" a gravação ocorreu em duas semanas
por 4 dias sendo lançado próximo da metade de
1.971 e no "Pawn hearts" curiosamente as
gravações iniciam no mês de julho mas só se
concretizam em setembro e sendo lançado
posteriormente no mês seguinte (por que será que
o "Fool´s mate" foi gravado em tão pouco tempo
sendo lançado antes do "Pawn hearts"?). 5) Os
músicos: no "Fool´s mate" é mais recheado de
artistas participantes além do próprio Hammill
que é do Van Der Graaf Generator e os
companheiros da banda no "Pawn hearts" (Guy
Evans, Hugh Banton, David Jackson) possui Martin
Pottinger (de uma banda chamada "Heebalob" de
curta duração que misturava jazz e rock no ano
de 1.969 que continha também David Jackson e o
fundador do VDGG Chris Judge-Smith), Rod
Clements e Ray Jackson (ambos do Lindsfarne),
Nic Potter (que foi do VDGG saindo nas
participando parcialmente do "H to he..." e
oriundo de uma banda chamada "The Misunderstood"
junto com Guy Evans ainda no ano de 1.969),
Robert Fripp (do lendário King Crimson) e Paul
Whitehead (Exato!!! O ilustrador das capas
cooperou na percussão) e apesar de todas as
faixas ser de autoria de Hamill apenas 2 tem
parceiria com Judge-Smith que não está exposto
como músico neste trabalho; no "Pawn hearts"
além dos membros também incluia Robert Fripp nas
guitarras, visto que já teve participação no
album anterior "H to he...". O mais curioso é
que no King Crimson apesar das mudanças que
sofreu com o decorrer dos anos desde a sua
existência nos albums oficiais não existe
partipação nenhuma de membro algum do VDGG,
inclusive de Peter Hammill, exceto no caso em se
tratando de trabalho solo de Fripp como um
exemplo no "Exposure" (1.979) onde participa nos
vocais já que Fripp não é de cantar.
Aqui até o momento presente já é possível saber
alguma informação sobre o "Pawn hearts". Quando
este trabalho foi lançado quase naquele fim de
ano de 1.971, o VDGG tinha um público
fidelíssimo na Itália (assim como o Genesis) e o
interessante que o Genesis gravava e lançava
sobre a mesmíssima circunstância de momento um
album muito conceitual, o "Nursery crime" também
no final de 1.971 tendo também um público maior
do que a terra natal na Inglaterra e como já
informado anteriormente o Genesis abria os shows
para o Van Der Graaf Generator. No início de
1.972 quando começaram a se apresentar pela
primeira vez ao público italiano por quase 2
meses diretamente, conforme um dos membros da
banda citaram ao se apresentarem para o primeiro
concerto em Milão tinha uma imensidão de carros
no meio tumultuado de muitas pessoas que estavam
se enfrentando com as Forças Armadas italiana e
mais a policia quando questionaram imaginando
ser um protesto, greve ou algo do tipo para se
fosse o caso cancelar a apresentação, mas era
nada menos que o público que iria assistir ao
VDGG e se ingressar local adentro nos melhores
lugares. De quebra eram 2 apresentações ao dia,
quando retornaram sentindo dificuldades
financeiras passaram a fazer 3 ao dia retornando
a Italia e quando retornaram pela terceira vez
(também na Itália) passaram a fazer 4 ao dia!!!!
Daí a desculpa de Hammill: muito cansaço fez
desitir de continuar com o VDGG e os
companheiros restantes sabiam que sentiriam
muito a falta do mesmo se fizessem sem o
compositor, aqui vale lembrar que nos tempos que
quando Judge-Smith conheceu Hammill, este já
possuia um repertório próprio de aproximadamente
80-90 canções e fica evidentemente comprovado a
carreira solo deste músico pela quantidade de
trabalhos já lançados. Observem que o VDGG
substitui muito as guitarras pelos saxofones e
órgão, mesmo com violões acústicos executados
por Hammill e o auxílio de Fripp ainda assim
percebe-se que é muito forte a presença
constante deste dois instrumentos e nas letras
do VDGG dificilmente se encontram repetições nas
letras desde o primeiro trabalho não tão
diferente quanto as músicas que já tem uma
sequência normal como de outras bandas de rp
visto que o artista chegou a declarar que
acredita em reencarnação; imagine as letras de
Hammill baseadas na música do pianista Keith
Jarrett que quase não repetem as notas, arpejos,
arranjos em seus trabalhos. Encontra-se no album
além de Robert Fripp, o Peter Hammill que
dramatiza com eficácia os vocais ao longo da
música, Hugh Banton com seu talento nos órgãos
elétricos e teclados, David Jackson com seus
sopros de saxofone ora tranquilos e ora
enfurecidos e o controle ritmico de Guy Evans
nas baterias. De qualquer maneira "Pawn hearts"
até nos dias atuais tem um auto-estima
fortíssimo e desejado como obra-prima para
muitos admiradores.
"Lemmings (Including Cog)" - com um pouco mais
de 11:30 minutos de duração a faixa que faz a
condução instrumental criar uma experiência meio
que "apocalíptica" com órgãos e saxofones
extremamente muito "nervosos". As letras dão uma
impressão de que associam o fator humano como
uma mecânica baseada em motor sem parada pois
fica fácil compreender pois "cog" significa
engrenagem em inglês e alem disso a preocupação
da humanidade sobre a frieza do ser humano de
fazer a própria extinção. Inicia com alguns
toques no violão sob efeitos sonoros de ventania
acompanhado parcialmente pela bateria e entrando
o órgão quando Hammill inicia os primeiros
versos e começa ficar crescente sendo
acompanhado pelo saxofone de Jackson e órgão de
Banton nos dois refrões (reparem como de fato
estão um pouco enfuricidos os instrumentos
contando com a percussão de Evans no segundo
refrão que fica ainda mais agressivo).
Posteriormente no final do segundo refrão vai
ficando um tanto calmo no fundo com ruídos de
multidão aparentemente e vai surgindo arpejos de
violão que são seguidos da bateria, saxofone e
os vocais de Hammill que logo percebe-se alguns
toques de baixo sendo também executados por
Banton ficando novamente calmo mas
repentinamente vai se percebendo ruídos sonoros
feitos pelas cordas da guitarra de Fripp que vão
ficando também enfurecidos entrando uma "luta"
entre Fripp, o órgão, bateria, saxofone e vocal
sendo às vezes interrompidos por dedilhadas de
violão num tema que fica relativamente
progressivo e retornam ao refrão musical que
iniciaram a faixa que desta vez vai ficando
calmo e muito tranquilo num meio meio
psicodélico sobrando apenas flautas, órgão e
bateria, esta que inclusive dá uma leve
impressão dos toques percussivos serem um
coração humano já que pelo comentado
anteriormente da extinção humana finalizando a
faixa.
"Man-erg" - é a "menor" faixa do album, uma
suite com quase 10:30 minutos e as letras
caracterizam o enredo "homem-energia". A faixa
em termos gerais é até que relativamente
melodiosa, calma, suave e tranquila exceto
aproximadamente em torno próximo dos 3 minutos
que fica agressivo e progressivo. Inicia sob
Hammill coordenando a faixa cantando junto a um
piano que vai ficando crescente a medida que
entra o saxofone, órgão e bateria nos dois
refrões até que no final deste tema que vai
ficando tranquilo sob a melodia do órgão e
posteriormente ouve-se gritos e fica já mais
agressivo (bem de uma "batalha" sonora entre a
banda) que além de incluir o saxofone, bateria,
órgão, guitarra e o vocal que parece ser mais do
que todos os instrumentos quando é citado os
versos deste momento. Apesar de serem arranjos
repetitivos vai ralentando e se acalmando até
que retorna o piano sob o acompanhamento da
bateria e órgão e Hammill vai citando os versos
deste tema quando na parte solo musical dá-se
uma preferência ao saxofone que está bem
melodioso e então a banda retorna ao tema que
deu início da faixa ficando crescente até
Hammill citar terminar as letras da faixa
(reparem que Hammill cita a palavra "refugees"
no fim da faixa e é título de uma faixa do album
"The least we can do is a wave to each other")
incluir a parte sonora agressiva com os arranjos
repetitivos sob o acompanhamento de um coro
finalizando a faixa de vez.
"A plague of lighthouse keepers" - é a maior
faixa do album com 23 minutos de duração, sendo
inclusive a maior que o Van Der Graaf Generator
já executou e portanto, pra alguns o que seria a
"faixa-teatro" pela extensão do tamanho (as
bandas de rp em geral em boa parte, costumam
fazer alguma faixa que vai um lado inteiro do
disco, como essa no caso). O VDGG já apresentou
uma versão ao vivo no album "Vital" que ela está
incluso, não inteiramente mas alguns trechos que
ficaram interessantes na edição e foi emendada
com a faixa de um trecho "The sleepwalkers" do
album seguinte "Godbluff" (1.975). Na realidade
essa "musicona" está dividida em 10 temas e não
tem repetição alguma a exceção do tema
"Eyewitness" que dá introdução geral da faixa.
"A plague..." claro que não foi obviamente foi
feito sem motivo a toa; um ano antes das sessões
de "Pawn hearts" a banda teve uma oportunidade
de fazer gravações de um filme entitulado
"Eyewitness" - "Medo inesperado" do diretor John
Hough e boa parte das gravações era claro que
bem meio "sinistras" mas não chegou a sair um
album da trilha sonora, embora os saxofones de
David Jackson foram utilizados em algumas partes
do filme. A música em si de "A plague..." já
revela o que seria parcialmente o filme que quem
nunca viu ou ouviu falar. Pelo menos um tema foi
evidentemente tirado do filme que é o nome que
está presente na faixa: "Eyewitness". A faixa
retrata sobre um desastre de um naufrágio onde
no caso o sobrevivente se encontra ilhado sob um
farol marítimo que conta nas letras suas
tristezas, lamentações, temores e onde existem
todo tipo de calamidade existente na face da
terra, com a fúria especialmente da água e do
ar. Detalhe: o King Crimson em 1.970 tinha
gravado um album "In the wake of Poseidon" que
retrata muito o elemento água e a faixa-título
também induza a um naufrágio (coincidência?
Fripp está aqui neste trabalho tocando
guitarra...) além da faixa "The Devil's
Triangle". Aqui também é retratado além da
complexidade sonora uma "guerra sem trégua" em
determinados trechos entre os instrumentos
executados pelos integrantes da banda. Também é
a única faixa em que existe colaborações do
restante dos membros da banda, mas presente
especificamente a de David Jackson. Inicia
calmamente com a entrada de arpejos de piano
elétrico com a entrada de Hammill nos vocais e o
saxofone e bateria vai ficando crescente nos
dois refrões sendo que no segundo já se ouve um
coro de vozes e este fica mais forte do que o
primeiro até que a banda repentinamente vai se
tranquilizando sob o som do órgão e de flautas
se tornando um pouco psicodélica a faixa num
ruído dos saxofones ao fundo do órgão e efeitos
sonoros de trovões. Lentamente o órgão que está
sozinho bem baixinho vai começando a dar sua
progressão ao volume sonoro ficando bem melódico
retornando ao refrão que deu início na música
entrando em acordes razoavelmente repetidos e
progressivos do piano elétrico, flauta, órgão e
bateria passando para outro tema onde Hammill
vai sendo acompanhado pela banda nos dois
refrões com a inclusão da guitarra junto ficando
cada vez crescente até um determinado momento
onde repentinamente ficam calmos onde se ouve
baixinho os instrumentos acompanhados pelo baixo
de Banton e a suavidade do vocal de Hammill
quando percebe-se bem um vazio de todos os
integrantes com seus instrumentos e Hammill
solando algumas palavras a sós entrando outro
tema que é um tanto crescente conforme ele cita
as letras no segundo refrão se "trava" uma outra
"batalha" sonora entre os instrumentos ficando
repetidos os acordes quando a melodia encerra
com Hammill citando alguns versos. A essa
altura, já um pouco após a metade da faixa volta
a se tranquilizar sob o efeito do saxofone
tocando o piano elétrico junto ao órgão de
Banton e as baterias de Evans nos dois refrões
quando novamente volta a outra "guerra" entre os
instrumentos que soa lembrando uma melodia
circense meio repetitiva (Detalhe: a faixa
"Slogan" do album "Defector" (1.980) do
ex-guitarrista do Genesis, Steve Hackett lembra
um pouco o tema da parte dessa melodia se
escutado com muita atenção. Vale lembrar que o
cantor e ex-integrante da banda Marillion, o
Fish, também dramatiza nos vocais lembrando um
pouquinho o Hammill; Fish inclusive declarou que
é fã confesso de Peter Hammill. A sonoridade e
melodia da música a esta altura fica tão
dispersa, dessincronizada, barulhenta e tensa
tanto os instrumentos como o vocal de Hammill dá
uma expectativa ao ouvinte de que parece que vai
ocorrer de fato um desastre ou catástrofe em
algum canto do mundo a qualquer momento em meio
a monte de arranjos citados anteriormente:
repetitivos e demais. Próximo do final
bruscamente um piano bem melodioso entra sendo
acompanhado pelos vocais de Hammill e a música
vai se tornando novamente crescente nos dois
vocais quando encerrada as letras um solo
instrumental surge sob o efeito do controle de
um fortíssimo som de um Hammond de Banton e
regido por um coro de vozes dos integrantes e a
percussão que parece fazer efeitos sonoros de
raios (seriam os relâmpagos?) finalizando então
a considerada "faixa-teatro" do Van Der Graaf
Generator.
|