Peter Hammill - violões, guitarras, piano e vocais. Nic Potter - baixo. Guy Evans - baterias.  Hugh Banton - baixo, teclados, órgão. David Jackson - instrumentos de sopro.


Faixas:
1. Darkness (11/11) - 7:27
2. Refugees - 6:22
3. White hammer - 8:15
4. Whatever would Robert have said? - 6:07
5. Out of my book - 4:05
6. After the flood - 11:28


Van der Graaf Generator - The Least We Can Do Is Wave To Each Other (1970)
 
 
Ainda no ano de 1.969 com o posterior lançamento de "The aerosol grey machine", o album de estréia do Van Der Graaf Generator, a banda se preparava nos fins daquele mesmo ano, precisamente no mes de dezembro e apenas numa só semana, na elaboração e gravação de seu segundo album "The least we cand do is a wave to each other" e este trabalho diferente do anterior começa a demonstrar uma banda já muito mais madura e confiante do que em sua estréia, o VDGG já definia a sua linha no meio musical sendo lançado na metade do mês de março de 1.970.

Com a pretensão de um novo album, nova formação também se apresentava no trabalho; além de Peter Hammill, Guy Evans e Hugh Banton que se introduziram através do album de estréia, a nova formação estava começando com a saída de Keith Ellis no baixo sendo substituído por Nic Potter oriundo de uma banda chamada "Misunderstood" tendo ainda naquele ano de 1.969 gravado 2 compactos; sendo que inclusive o baterista Guy Evans também havia sido desta mesma banda mas no caso já tinha saído desta banda para então gravar o album de estréia do VDGG, Evans inclusive que sugeriu e trouxe Potter na banda.

Vale aqui uma ressalva para Ellis: ele sairia do VDGG se integrando numa outra banda chamada "Juicy Lucy" gravando um compacto e um album entitulado o próprio nome da banda "Juicy Lucy" pelo selo Vertigo que abrigava na época o "Gentle Giant", "Black Sabbath" e entre outros e esta banda até fazia um sucesso razoável no meio de uma mistura de rock, blues e boogie; no ano posterior em 1.970 Ellis grava mais um album chamado "Who do you love" (detalhe: a banda americana dos anos 60 "The Doors", do conhecido Jim Morrisson estourava naquela época com um sucesso entitulado de uma música entitulada com este mesmo nome). Após este trabalho este baixista faz sessões musicais com Paul Williams (que também foi do "Juicy Lucy"), se associa com a banda "Spooky Tooth" em 1.974 e no ano posterior com o "Boxer"; mas Ellis não teve oportunidade de desfrutar do século XXI porque ele faleceu no ano de 1.978 quando excursionava com o "Iron Butterfly" na Alemanha (no mesmo ano inclusive que o VDGG encerrava suas atividades, será que este foi também um dos motivos de influenciar no fim do grupo?).

Em "The least..." a formação seria praticamente um quinteto e o membro que viria a fazer parte também da banda (e muito fundamental inclusive) seria a adição do instrumentista de sopro, David Jackson, que vinha de uma banda chamada "Heebalob" fazendo apenas demos de músicas (o suficiente para que uma delas caisse nas mãos de Hammill e arrastasse então Jackson para o VDGG) que combinavam com rock e jazz (muitas melodias de ritmo de rock em improvisações de jazz, ou "fusion" entre outras palavras, já que naquele ano de 1.969, o mundo estava de fato acompanhando o gênero jazz numa mudança que qualificaria este tipo de ritmo sob o efeito de Miles Davis em "Bitches brew" (1.969) como um dos exemplos mais importantes de referência) e até que tiveram uma presença significativa no Festival Nacional Plumpton de Jazz, Blues e Pop apresentados por Giorgio Gomelsky (contribuiu com a banda francesa "Gong" no meio musical do rock progressivo). No "Heebalob" pertencia nada menos que um dos fundadores do VDGG; o baterista Chris Judge-Smith.

Outra mudança muito significativa ocorria com o grupo e era a troca de selo Mercury (do album anterior) pela do dono Tony Stratton-Smith, a Charisma Records (Famous Charisma Label) sob a condição de que como ele já tinha observado o talento da banda em "The aerosol grey machine" só recrutaria a banda após o vencimento do contrato da Mercury, que no caso não era duradouro. Na Charisma Records estava também o "The Nice", do tecladista/pianista e fundador-líder Keith Emerson (que no ano de 1.970 fundaria o "Emerson, Lake & Palmer", o mesmo ano que o VDGG foi excelentemente frutífero para o VDGG), o "Lindsfarne", "Rare Bird" e o "Genesis" (que com o tempo abririam os shows para o VDGG). Na Charisma Records, a banda encerraria sua carreira em 1.978, mas Peter Hammill, o líder do conjunto iniciaria sua carreira solo em 1.971 neste mesmo selo com o album "Fool´s mate" (geralmente acompanhado por algum indivíduo que foi do VDGG) no mesmo ano ao lado de uma obra-prima da banda chamado "Pawn hearts", que são outras estórias.

O resultado do trabalho aqui no caso se deu conta por apenas 6 faixas, criando o que muitos consideram o primeiro dos "clássicos" feitos pela banda e um compacto contendo uma versão diferente de uma das músicas do trabalho junto com uma inédita chamada "The boat of a millions years" e "The least..." teve uma edição de relançamento na Europa no ano de 1.979. A produção do trabalho também foi feita por John Anthony com o auxílio de Robin Cable, os mesmo que estiveram presentes no album anterior.

A arte gráfica do album foi elaborada pela própria banda junto com Jim Flynn sugerindo na capa uma espécie de "naufrágio da banda" pois os integrantes aparentam estar em cima de uma jangada improvisada se aproximando de uma ilha com um farol "moderninho" que parecer ser mais uma nave espacial (lembra um pouco até daquele desenho animado chamado "Josie e as Gatinhas do Espaço"), mas o mais interessante além de tudo é que o VDGG gravou mais tarde em "Pawn hearts" uma suite com mais de 20 minutos de duração entitulada "A plague lighthouse keepers", que retrata sobre um naufrágio e o VDGG dá uma impressão de que estava premeditando por isso (ou mera coincidência ?).

Dentro do encarte original (que é de capa dupla) podem ser observadas fotos dos membros do VDGG e cada integrante com uma respectiva fotografia nos tempos em que eram crianças (algo muito parecido que a banda brasileira "Titãs" fez no trabalho "Go back" (1.988)) talvez passando uma idéia de que o VDGG era uma banda para pessoas de todas as idades e pode ser observado uma foto no caso de Hugh Banton tocando um órgão de igreja (o tecladista já tocou em paróquias quando pequeno) e uma de Guy Evans a frente de um piano (será que eles previam ser na época quando pequeninos se tornarem profissionais da música como estão comprovados aqui em "The least..."?) e mesmo sem vir com letras o usuário ao adquirir o album poderia receber da gravadora um poster que incluia algumas notas a respeito do trabalho com comentários de Hammill, além das próprias letras; existe também uma capa deste trabalho em versão diferente na tiragem americana do qual a banda neste caso foi apenas fotografada. Atenção: a tiragem feita em edição de CD não são apresentados estes detalhes anteriormente citados, portanto a vantagem de se possuir o vinil aqui é infinitamente maior do que o disquinho.

A execução de maneira geral é muito boa mas não exclusivamente extraordinária o que se diferencia distanciamente do album anterior são os instrumentos de sopro que possuem mais frequência e os vocais de Hammill que estão um pouco mais "trabalhados", ou seja, ora se misturam entre a melodia grave e aguda muito constantemente se destacando entre situações dramáticas e tensas, calmas e tranquilas. Os músicos do VDGG de maneira geral não são tecnicamente virtuosos mas as sonoridades deste album (e até mesmo do restante da discografia) são extremamente muito competentes, surpreendentes, extraordinárias, impressionantes e acima de tudo admiráveis. Hammill na época declarou que apesar da mudança de formação do album anterior, os músicos ganharam mais experiência evidentemente por ser considerados ainda amadores devido a presença de profissionais muito novos na banda anterior e a inclusão de faixas mais longas (tanto é verdade são apenas 6 neste trabalho).

Apesar do trabalho conter aproximadamente 44 minutos até que bem distribuídos, Banton comentava que uma das coisas que os deixavam descontentes eram as limitações das gravações por lado não aconselhado pelas gravadoras ao ultrapassar 20 minutos de duração por lado (está ai uma vantagem que o CD oferecesse para um músico, imagine isso num ano de 1.970); geralmente as empresas de gravadoras da área de eruditos e clássico como a Deutsche Grammophon e Phillips por volta dos anos 50 e 60 ousavam em algumas gravações que atingiam 30 ou 35 minutos de duração. Banton também declarou que naquela época a banda possuia uma faixa com aproximadamente 46 minutos de duração entitulada como "Even damnation is plaqued with rainbows" e não seria compensativo tornar o album "The least..." ao invés de ser simples, virar um album duplo, não naquela ocasião. O que pôde ser sugerido neste caso era dividir em 2 ou 3 partes no album seguinte "H to he who am the only one" (1.970) e aproveitar o conteúdo em uma faixa deste album que realmente acontece. Esta faixa com grande duração também serviu de elementos que foram aproveitados em "A plague lighthouse keepers" do album "Pawn hearts" em 1.971.

No trabalho está envolvido muito do misticismo, numerologia, astrologia e um pouco de religião em meio de confusos e vagos limites entre a ciência e o raciocínio imaginário. Jackson por outro lado, não deixava de demonstrar seu nervosismo nas gravações já que esta seria a sua primeira gravação profissional diferente do restante dos outros membros que já tinha entrado em estúdio para gravar. Os lucros e a fama poderiam estar num caminho muito longíquo, mas reconsiderar e reconhecer os talentos destes músicos da época era totalmente ao contrário e eles eram ainda muito jovens.


"Darkness (11/11)" - com quase 7:30 minutos de duração é uma música que tem como referência números. O números entre parênteses representam justamente o motivo de que "Darkness" foi composta em 11 de novembro (11) de 1.968 (Peter Hammill é nascido no mês de Novembro), Hammill um pouco antes de fazer esta composição tinha escrito um poema que envolvia uma calamidade de um lugar muito gelado e ao redigí-la ele queria que envolvesse a seguinte frase: "It was the eleventh day of the eleventh month" que quer dizer "Ocorreu no décimo primeiro dia do décimo primeiro mês" em inglês, nas letras da canção ele excluiu esta frase para que não ficasse exageradamente muito dramático o texto pois certamente esta primeira faixa inicia com uma expectativa muito grande pois são observados efeitos de ventanias e os vocais de Hammill induzindo um ambiente muito frio e obscuro. Veja que interessante esta mesma expectativa inicial da música tem uma semelhança em termos de expectativa com a "21st century schizoid man" do King Crimson no album de estréia (e justamente na faixa também de abertura do trabalho) "In the court of the Crimson King" de 1.969, o mesmo ano em que o VDGG estreiava também o seu nome no meio musical em "The aerosol grey machine". Tem uma frase da música "Bless the baby born today" que foi aproveitada para ser o sub-título de uma caixa de 4 CDs de edição comemorativa chamada "The box" lançado pela Virgin Records em 2.001. Existe uma versão ao vivo milagrosamente uma das únicas deste album incluida em "Maida Vale" (1.994) de arquivos da época feitos pela BBC. Conforme vão surgindo os estes efeitos sonoros que abrem a faixa vão surgindo minúsculos toques de pratos das baterias de Evans junto com os primeiros toques de baixo de Potter e singelos acordes de piano executados por Hammill e junto com o órgão de Banton aguardando os vocais de Hammill numa melodia crescente e razoavelmente repetitiva fazendo a banda tornar o ritmo e meio de marcha introduzindo os primeiros sopros de Jackson no saxofone dando o término ao primeiro refrão que em seguida vai para o segundo sendo observado neste um solo que tem por sinal vários acordes de piano e se disputando com o órgão de Banton crescentemente até ficarem em numa melodia suave da qual eles iniciaram a sonoridade da faixa passando para o terceiro refrão que este finaliza a faixa com um solo de sopros de saxofone de Jackson dando a impressão de serem dois saxofonistas (chega até a ficar dependendo do volume a ser escutado demasiadamente "selvagens"). Observe como a faixa num todo é muito sombria e obscura citada anteriormente pelos detalhes iniciais que a música começa, o final da faixa inclusive parece ser "interminável" com a sonoridade que a banda provoca de uma mesma forma como comentada sobre a faixa "21st century..." do King Crimson. Veja que também Hammill utiliza a técnica do "Space whisper" (os vocais sussurrando e murmurando) em um determinado momento. Um outro detalhe (ruim, talvez para muitos fãs da banda) é que dependendo do aparelho de som do ouvinte pode se ter a música quase que totalmente instrumental pelo fato da faixa ter sido gravado em canais separados e se no caso o equipamento não tiver opções para variações de sistemas auxiliadores, como equalizadores por exemplo, o ouvinte só poderá desfrutar de escutar a música apenas na forma instrumental.

"Refugees" - quem que já se arrepiou todo ao escutar a faixa-título de "A winter shade of Pale" da banda "Procol Harum" de 1.967? Pois o VDGG acertou em cheio nesta música totalmente melodiosa com a intenção de fazer a mesmíssima coisa, pois "Refugees" aparentar ser quase que um "parente" ao lado de "A winter...", resumindo são fascinantes e sedutoras escutá-las uma após a outra. Tanto é que o único compacto da época deste album saiu com esta faixa junto com mais uma outra inédita entitulada "The boat of a millions years". Desde a instrumentação até os próprio vocais de Hammill passam muita emoção na grande parte da música e para isso foi até convidado um músico chamado Michael Hurwitz que toca um violoncelo e este também participou em gravações de "Elton John", "Mott the Hoople" e "Centipede", e os arranjos deste instrumento foram escritos por Hugh Banton que possibilitou para que esta pertencesse em forma de produção clássica. Retrata sobre a tristeza de 2 pessoas separadas de seus lares se lamentando por suas condições de vida (aparentemente um casal chamado Mike e Susie - "West is Mike and Susie") querendo ter a suas liberdades de ir e vir em algum local esclarecendo o que há em todos os pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste) até que se decidem em se conter com o lado oeste por onde irão retomar a suas felicidades. O nome deste casal citado eram amigos de Hammill que dividiram um apartamento junto com o músico; Susie é uma atriz chamada Susan Penhaligon. Inicia-se com uma melodia muito calma e tranquila feita pelo violoncelo, órgão e flauta e aos poucos as primeiras letras de Hammill sendo seguida pelo baixo de Potter que parece fazer improvisações com os seus toques. Repare aos poucos no órgão de Banton como tem muito relacionamento a melodia com a da banda "Procol Harum", veja como ela vai se tornando relativamente e progressivamente crescente sem perder o seu "charme". Em seguida vem Evans se apresentando timidamente nas baterias acompanhando o órgão, baixo e o vocais de Hammill finalizando o primeiro refrão e com a bateria em ritmo rock e Jackson se apresentando agora com o saxofone repentinamente a banda passa para um tema mais progressivo com o órgão em conjunto com as baterias e o baixo e indo para o terceiro refrão sendo este fazendo a banda manter a uma sonoridade bem calma e muito melodiosa que vão surgindo junto aos vocais de Hammill, o órgão de Banton, toques de baixo e saxofone de Potter e Jackson respectivamente e o ritmo de Evans sendo enfeitado com um fundo de vocais parecidos com o de um coral de igreja se disputando com o órgão de Banton tomando controle fazendo a banda se reencontrar na melodia que iniciou a faixa finalizando a mesma. Detalhe: Hammill cita a palavra "Refugees" quase que no final de "Man-erg" do album "Pawn hearts".

"White hammer" - com pouco mais de 8 minutos de duração a sonoridade desta faixa se divide entre a tranquilidade e ao mesmo tempo a agressividade, muito parecida em faixas como "Return of the Giant Hogweed" do "Genesis" em "Nursery crime" (1.971) ou "Hollow stone" do "Khan" em "Space shanty" (1.972) que são alguns exemplos (não porque são de categorias diferentes entre o rock progressivo, mas a maneira como elas são executadas de uma ocasião para outra entre o leve e o pesado); e observe que impressionantemente tem os mesmos tempos de duração. Possui a participação de Jerry Salisbury na corneta que cooperou com "Graham Bond" completando a edição desta faixa e que justamente este instrumento mantém uma boa parte da estrutura musical que induz aos tempos medievais. Inicia numa melodia de órgão bem parecida com aquelas que são tocadas em igreja sendo recepcionado pela corneta como se fosse uma abertura de algum episódio do tipo medieval. Hammill entra citando os vocais acompanhando estes 2 instrumentos quando entram o baixo de Potter e as baterias de Evans e mais a frente simples sopros de saxofone de Jackson finalizando o primeiro refrão, partindo para o segundo e sendo repetido o terceiro o qual ficam mais apresentáveis as sonoridades da corneta e do saxofone. Surge-se o quarto refrão que irá finalizar o primeiro tema que até então e extremamente melodioso tendo um solo instrumental contido pelo saxofone competindo com o órgão e o baixo de Potter tornando a melodia num clima muito de calmaria e expectativa aguardando o próximo tema que tornará a faixa extremamente agressiva com acordes instrumentais se tornando também por outro lado muito crescentes em se tratando de sonoridade.

"Whatever would Robert have said?" - o nome da banda VDGG foi uma homenagem ao físico Van Der Graaf (do Instituto Tecnológico de Massachussets), o nome "Robert" é justamente do dito cujo e certamente esta faixa seria tornando claro que era também uma homenagem a este homem. Depois desta talvez não (nem) seria mais necessário a banda provar a sua adoração por este indivíduo (pelo menos só o fato de alguem ter o nome próprio de uma banda rodando nos 4 cantos do mundo é uma conquista). A faixa retrata sobre o futuro da humanidade e sobreviver em catastrofes ecológicas. Curiosamente a partir desta faixa será muito presenciada o violão acústico tocado por Hammill até o término do album. Inicia sob o som do órgão bem baixinho, surgindo o saxofone e acordes de violão vindo posteriormente o baixo mais as baterias tornando a melodia gradativamente progressiva quando Hammill interrompe com os vocais chegando a permanecer o baixo e o violão e as vezes possível ouvir o som de uma guitarra elétrica ao fundo e tornando a melodia novamente se crescendo aos poucos progressivamente finalizando o primeiro refrão. Quando termina o segundo refrão aparece uma parte solo instrumental onde a melodia fica muito tranquila tendo a princípio o saxofone de Jackson tendo Banton o acompanhando se tornando crescente com a guitarra de Hammill e o restante da banda, mas o saxofone tendo forte presença e fazendo com que o grupo parta para o terceiro refrão e então finalizando a faixa de vez.

"Out of my book" - é a menor faixa do album contendo um pouco mais de 4 minutos de duração e considerada como praticamente a "baladinha" do trabalho e composta unicamente em dupla por Hammill e Jackson (já que as demais são de Hammill). É referente a uma estória de amor e segundo Peter Hammill da maneira como adora fazer retratando sobre a mulher e o homem que geralmente não se entendem um com o outro. "I always hide when there's a glimpse of sun" que significa "Eu sempre me escondo quando existe vislumbre do sol" em inglês, a humanidade é complexa, é uma sombra que tem sempre uma época ruim de aceitar e assumir a felicidade, o cotidiano, melhor dizendo; e para isso existe um esforço de encontrar seu significado por meio de outras expectativas das quais geralmente são perdidas consigo mesmo. Peter Hammill realizou algo semelhante em faixas como "Vision" do album-solo "Fools mate" (1.971) e aí nesta faixa que justamente é melodiosíssima ao extremo se encaixou perfeitamente para as letras que acabou tornando a música muito sensível e sentimental com toques musicais até incluindo o folk e pop. Inicia ao som da flauta junto com o órgão e acordes de violão e toques de baixo quando entra Hammill citando os primeiros versos da faixa e tendo os instrumentos acompanhando-o fazendo a melodia sempre ficando tranquila e calma mas se tornando timidamente crescente e finalizando o primeiro refrão. No segundo se observa a presença uma leve bateria de Evans leves percussão de Evans mas voltando a ficar um tanto ausente e só logo após que Evans surge um pouco mais em meio de sopros de flautas, acordes de violões, toques de órgãos e baixo tendo Hammill surgindo sob a forma de dois vocais de diferentes sintonias (grave e aguda, como se fosse um casal) e então Hammill e o restante dos músicos se reencontram para o terceiro refrão que finaliza a faixa. Os destaques são para os acordes de violão, flautas e o órgão.

"After the flood" - é a faixa mais longa do trabalho com quase 11:30 de duração. Mas o curioso é a diferença entre esta e a faixa anterior com uma melodia tão melódica ficar distante em termos de sonoridade como esta no caso. Mesmo não ter feito muito sucesso para muitos fãs do VDGG é admirável e extraordinária e foi a primeira a ter sido ensaiada e executada ao entrar no estúdio e hiláriamente é a última composição que ficou editada no album. A banda italiana "Deus Ex Machina" regravou num tributo para a banda no trabalho "Eyewitness" (1.996). Com vários temas que se dividem entre a agressividade e a tranquilidade (mas de uma maneira muito diferente de "White hammer") sendo que neste caso foi gravado em 16 canais enfocando também sobre desatre ecolólico e cataclismas, flagrantes e maus tratos à Mãe Natureza o que confirmam as letras da faixa. Foram também inclusos uma citação de uma advertência do físico Albert Einstein (aquele famoso velhinho fotografado com a língua para fora que desenvolveu a "Teoria da Relatividade"; E=mc2) em "'Every step appears to be the unavoidable consequence of the preceding one, and in the end there beckons more and more clearly total annihilation" que quer dizer "Toda etapa surge a desenvolver uma consequência inevitável de um prescendente, e no final haverá muitos e muitos sinais de um total extermínio nitidamente" em inglês. Boa parte de detalhes como esses fazem com que em algumas ocasiões os ouvintes se esqueçam da estrutura da faixa que é mediamente estruturada. Algo mais ou menos semelhante gravado talvez estaria próximo de "Pioners over C" do album seguinte, mas esta pode ser considerada como uma das "clássicas" da banda tendo sido inclusa no set-list da banda até o ano de 1.972, quando o VDGG supendeu suas atividades por um período após "Pawn hearts". Inicia sob acordes iniciais de órgão de Banton que os mesmos são acompanhados sob a mesma melodia em violão, saxofone e baixo por várias vezes e tendo por poucos instantes apenas Hammill e o violão quando repentinamente se ajunta o restante da banda incluindo a percussão de Evans sob uma forma bem progressiva que abruptamente os instrumentos são suspendidos apenas pelo órgão criando um ambiente muito sombrio e tendo recebido o restante do grupo finalizando o primeiro refrão. Posteriormente no segundo refrão o saxofone toma um pouco mais conta da melodia junto com a percussão também de uma maneira relativamente progressiva e entrando num tema mais agressivo e sombrio com o órgão e saxofone antes que Hammill faça a citação de Albert Einstein. Repare antes de ser feita a frase a melodia é bem muito tranquila e melódica mas quando é dita a palavra "annihilation" Hammill fica muito agressivo tornando o vocal até muito distorcido até que a banda fique numa calmaria e podendo observar Hammill fazendo sussurros antes que entre no terceiro refrão e este finalizará a faixa de vez.