Faixas:
1. Veludeando
2. Egoísmo
3. Antenorium II
4. Chama da Vida
5. A Única


Veludo - Veludo ao Vivo (1975)

Por zambinha

Veludo ao vivo é o resultado de um louvável esforço em resgatar nossa honrosa memória progressiva tupiniquim. Produto de uma época, os anos 70, este trabalho reflete diretamente a imensa influencia que bandas consagradas mundialmente no estilo, como o Emerson Lake and Palmer e o Yes, exerciam em Nelsinho Laranjeiras e Elias Mizrahi, Paulo de Castro e o ex Bolha, considerado como o melhor baterista carioca, Gustavo Schoeter. Originalmente denominado Veludo Elétrico transformou-se somente em Veludo por pressão de Elias. E assim ficou só Veludo. Além das influencias progressivas internacionais, ao ouví-lo, vc fatalmente notará a influencia dos Mutantes e do Peso, tanto que Sérgio Dias participa nos vocais em O Rei sem Reinado e o trabalho também conta com a participação do baterista Rui Mota (Mutantes) e Constant tecladista do Peso.
Com passagens hard progressivas, que as vezes lembram um krautrock alemão e trechos mais sinfônicos com melodias de estrutura complexa e viajantes, que lembram muito o Yes e o E.LP,os ingredientes deste trabalho poderiam agradar em cheio o público progressivo de hoje se não fosse pela qualidade sofrível da gravação. Infelizmente, embora audível e plenamente compreensível, ela acaba comprometendo um pouco a audição e a qualidade do CD.
A faixa Veludeando era sempre a abertura de shows deles e a música era de fato usada para que eles afinassem os instrumentos durante a execução enquanto os técnicos equalizavam o som na mesa!!
A chama da vida é um rock, afinal este disco é um disco de rock progressivo!! E a "única" é a única simples ( um blues viajante e progressivo que derrepente lembrava os músicos que eles estavam tocando e que tinham que voltar na música.
Bem , as X fases do homem comum é um capítulo a parte no progressivo nacional pois embora gravada fora de época ( em pleno movimento da disco music ) foi registrada num estúdio com um gravador de 4 canais. Complexa, revelou a capacidade do seu criador de executá-la ao vivo durante a Segunda formação do grupo. Entendo que Veludo ao vivo seja um documento histórico do progressivo nacional que deve ser conhecido por todos que pesquisam o gênero. Acho que ele deve fazer parte de sua cultura progressiva, além do que, representa uma justa homenagem a estes verdadeiros baluartes da cultura progressiva pois a banda começou em 1974 e terminou em 1978 sem deixar nenhum disco gravado pois o experimentalismo de seu som os afastava definitivamente de gravadoras e do mercado fonográfico. Ele, de fato, é uma pérola arqueológica.