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Vinnie Moore
- guitarras. Tony MacAlpine - teclados.
Andy West - baixo. Tommy Aldridge -
bateria.
Todas as músicas escritas e arranjadas por Vinnie
Moore
Produzido por Mike Varney e Stephen Fontano
Faixas:
1. In Control (4:38)
2. Daydream (4:31)
3. Saved by a Miracle (5:19)
4. Hero Without Honor (7:19)
5. Lifeforce (4:02)
6. N.N.Y. (3:43)
7. Mind's Eye (3:28)
8. Shadows of Yesterday (4:34)
9. The Journey (5:26)
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Vinnie Moore - Mind's Eye
(1986) Por
guitarzeus
Introdução - O cenário
Um cenário reforçado pela tendência que ao final dos
anos 80 ganhava força com o chamado
metal-neoclássico, estabelecido e capitaneado pelo
Rising Force de Yngwie Malmsteen, esta era uma época
de incessante busca em romper fronteiras e
limitações técnicas dentro do rock - então um
conceito bastante arrojado e inovador. As
influências variavam desde a eletricidade e
explosividade de Jimi Hendrix, inspirada em músicos
tão diversos quanto Richie Blackmore, Ulrich Roth,
Al di Meola, Allan Holdsworth e Van Halen, citações
de música clássica e barroca, rock progressivo,
fusion e ainda o metal, então em ascendência.
Alguns artistas foram bastante criativos e tinham
inegável talento, mas infelizmente surgiram também
interpretações equivocadas que muitas vezes buscavam
ênfase no virtuosismo e na velocidade desenfreada em
detrimento das composições, com o passar dos anos
resultaram em inevitável enfraquecimento e saturação
do estilo. Em decorrência disto muitos artistas
buscaram alternativas como retomar a abordagem na
qualidade e criatividade das composições, ou mesmo
novos direcionamentos musicais.
Biografia Resumida
Guitarrista norte-americano de raro talento e
descoberto por Mike Varney por volta de 1985 - atual
presidente do label Shrapnel e que na época escrevia
a coluna Spotlight para a revista Guitar Player -
Vinnie Moore no mesmo ano ganhou notoriedade ao
aparecer em um comercial para a Pepsi, executando um
solo mirabolante em que ao final várias tampas de
garrafas do produto explodiam, sendo exibido também
no Brasil.
Após um único e fraquíssimo disco lançado com a
banda Vicious Rumors (Soldiers Of The Night, 1985),
onde Vinnie aparece como músico contratado e por
inúmeras divergências não deu certo, Mind's Eye é o
debut de Mr.
Moore pelo selo Shrapnel como artista solo.
A Música
Este é um disco que desde a primeira vez que eu
ouvi, por volta de 1991, ainda em vinil, chamou
bastante minha atenção.
Mind's Eye introduz a refinada técnica de Vinnie, a
qual eu considero verdadeiro
state-of-art,
abrangente, precisa e complexa. A influência de
música erudita é notória em inúmeros temas do álbum,
referente aos períodos barroco e romântico. Estas
influências em uma abordagem rock, aliadas à
criatividade, virtuosismo e tendência de Vinnie
Moore para temas melódicos e de grande
dramaticidade, direcionam o disco para uma música
bastante emocional e impressiva.
Com o auxílio de Varney, Mind's Eye traz o
multi-instrumentista Tony MacAlpine para os teclados
(também do cast
da Shrapnel), além de Tommy Aldridge (renomado
baterista de metal e hard), e o baixista Andy West,
conhecido por seus trabalhos com a banda Dixie
Dregs. Tony MacAlpine demonstra ser tão proficiente
e virtuoso nos teclados quanto o é na guitarra que
apresenta em seus discos.
Mesmo sendo o disco de maior impacto de Vinnie
Moore, a sonoridade de Mind's Eye não é propriamente
pesada, o que geralmente confere maior peso é a
potente bateria de Tommy Aldridge. Aldridge é muito
técnico e competente, mas eu preferiria bateristas
com pegada mais sofisticada como Steve Smith ou Atma
Anur.
Faixas de destaque:
Hero Without Honor (faixa que na época eu
gastei o disco de tanto ouvir),
Daydream,
Lifeforce e
The Journey,
esta última que por fim tornou-se minha favorita,
introspectiva e viajante. Também é destaque a
impressionante introdução acústica de
Saved By a Miracle.
Epílogo
Certamente uma bela estréia, este disco vendeu pelo
menos 100.000 cópias e serviu para que Vinnie Moore
fosse vencedor, em 1986, do 'Best
New Talent Award' da revista Guitar Player.
Ainda hoje Mind's Eye é um disco que me impressiona
da mesma forma como da primeira vez em que ouvi. Não
é o melhor disco deste fenomenal guitarrista mas
permanece como um clássico, ainda cultuado por uma
legião fiel de músicos e apreciadores de rock
instrumental no mundo inteiro.
Marcus
(17/06/2003)
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