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Vinnie Moore
- guitarras. Dave La Rue - baixo. Shane
Gaalaas - bateria. Tony MacAlpine -
teclados.
Todas as músicas compostas por Vinnie Moore
Produzido por Vinnie Moore
Faixas:
1. The Maze (8:42)
2. King Of Kings (5:48)
3. Cryptic Dreams (5:33)
4. Never Been To Barcelona (4:21)
5. Watching From The Light (4:45)
6. The Thinking Machine (4:42)
7. Eye Of The Beholder (6:00)
8. Rain (4:26)
9. In The Healing Garden (6:35)
10. Fear And Trepidation (8:12)
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Vinnie Moore - The Maze (1999) Por
guitarzeus
Introdução
The Maze, lançado em 1999 - três anos depois de Out
Of Nowhere - marca a volta de Vinnie Moore ao selo
Shrapnel, e também ao estilo que o consagrou como um
dos maiores talentos das seis cordas no início de
sua carreira, chamado de
progressivo
neoclássico (um termo que eu considero
demasiadamente vago), neste disco surgindo como uma
faceta mais tênue do
progmetal.
Ao passar por diferentes fases nos discos
anteriores, este disco surge revigorado e maduro.
Mesmo considerando este um retorno ao
shred,
Vinnie Moore mostra uma abordagem rica, dinâmica e
diversificada, tanto musicalmente como tecnicamente,
trazendo ainda a bela sonoridade de timbres
aveludados
das guitarras MusicMan para o álbum.
Neste disco foram recrutados para os teclados Tony
MacAlpine (que também tocou em Mind's Eye), para o
baixo Dave La Rue (Steve Morse Band/Dixie
Dregs/Planet X) e na bateria Shane Gaalaas
(Malmsteen/Michael Schenker). Definitivamente uma
superbanda.
Um grande fator de coesão neste disco é que todos os
músicos têm espaço e performances para demonstrarem
suas qualidades junto ao protagonista, ou seja, não
é um disco de um guitarrista, mas um excelente
trabalho em conjunto, como banda. Isto já ocorrera
nos discos anteriores, mas aparece de forma ainda
mais acentuada em The Maze.
As músicas:
Não há uma única música fraca no disco inteiro,
sendo possível uma breve descrição das faixas:
- The Maze e
The Thinking
Machine, ambas ao mesmo tempo de mudanças
rítmicas frequentes alternadas ao tema principal,
complexidade, energia e vigor. Estão entre as
melhores do discos,
The Maze traz solos excelentes de La Rue,
MacAlpine e Moore;
- o clima denso, sombrio e enigmático de
Eye Of The Beholder,
com destaque para o magnífico contrabaixo de La Rue.
Esta é minha favorita;
- Cryptic Dreams,
ao mesmo tempo viajante, melódica, elegante;
- belas tinturas de flamenco que surgem na acústica
Never Been To
Barcelona, outra que merece destaque;
- a épica e mística
In The Healing Garden;
- duas lindas baladas em
Rain, esta
melancólica e introspectiva, um dos mais belos
momentos no álbum, e a semi-acústica
Watching From The
Light, esta última traz de volta a sonoridade
fluida e
song-oriented de Out Of Nowhere.
- King Of Kings,
com um tema imponente e vistoso como o próprio nome
indica, esta faixa é bastante agradável mas
permanece demasiadamente presa ao tema principal;
- Fear And
Trepidation, que traz uma introdução bem
fusion antes de tornar-se cadenciada, trazendo um
tema sentimental, introspectivo e viajante, solos ao
mesmo tempo complexos e agradáveis, uma excelente
composição fechando o disco.
Considerações finais:
O resultado é aquele que eu considero o melhor disco
na carreira de Vinnie Moore (como o próprio admite).
Há elementos de progmetal, metal neoclássico, rock
instrumental, flamenco, fusion, guitarras elétricas
e acústicas muitas vezes utilizadas simultaneamente,
mesclados a momentos em que a abordagem intuitiva
dos discos anteriores é retomada. Um disco capaz de
equilibrar sonoridades muito ricas e diversificadas,
belos solos, excelentes composições.
Um dos melhores discos de rock instrumental do ano
de 1999, disco obrigatório na prateleira de qualquer
fã deste gênero ou de progmetal.
Links:
Página oficial -
http://www.vinniemoore.com/
Ernie Ball/Music Man guitars -
http://www.ernieball.com/mmonline/artists/
Marcus
(17/06/2003)
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