EUA, 2003.


Warren Dale - clarinetes, sintetizadores, percussão, vibrafones, "metallophones", objetos domésticos, piano e etc... (teclados, sopros e percussão em geral).

Pam Ravenelle - flautas (2)
Stephanie Dale - flautim (4)
Steven Dale - trompete (4)
Garry Parra - "Trap set" (4)
Chris Smith - viola (4) e celo (4)
Earl Schrader - Baixo (4)
Will Stewart - trompete (4), vibrafones (7) e gravador (7)
Pam Thompson - tuba (4), trombone (4)
Cory Hibbs - marimba (7), xilofone (7)
Terry Hovey - flautas (7)
Douglas Lee - violino (7), contrabaixo (7)
Monte Mudd - piano (7) e sintetizador (7)
Valerie Rudholm - violão (7)
Daniel Rumley - sintetizador (7), "chimes" (7)

New Music Ensemble (3,7)
California State University, San Diego
David Ward-Steinman - diretor


1. Siaynoq, dance of the heretics (6'36)
2. Here Today (6'50)
3. The Ugly Forge (5'00)
4. Tears of a Velvet Clown (13'38)
5. Broken Home (6'25)
6. Holoventures of M1-L0 (16'48)
7. What's in a Name (11'02)
 

Tempo total: 66'19
 

Todas compostas por Warren Dale.


Warren Dale    

The Burden of Duplicity

 
Dados da resenha:
Autor: Davi C. Rodrigues (Davi); recebida em: 27/10/2004.
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The Burden of Duplicity é o primeiro álbum solo do multiinstrumentista Warren Dale, atual membro do French TV, tendo participado dos discos The Case Against Art e Pardon our French!, e ex-integrante dos grupos Trap e Infinity. Trata-se de um álbum eclético e consideravelmente diferente de seus projetos anteriores. Os instrumentos utilizados variam muito de uma música para a outra, tanto qualitativamente quanto em quantidade: desde pura música eletrônica ou um solo de clarinete até uma insana combinação de instrumentos de proporções orquestrais. The Burden of Duplicity possui alguns elementos que o aproximam da música de vanguarda, especialmente da música erudita contemporânea, por outro lado estruturas melódicas tradicionais possuem um papel de destaque em boa parte da obra.

Siaynoq e Holoventures of M1-L0 (faixas 1 e 6) possuem algumas características de progressivo sinfônico, como ênfase à melodia (que é sempre tonal) e emprego de diversos temas de curta duração. Contudo, ambas músicas não são tocadas por instrumentos usuais ao estilo: Siaynoq é predominantemente eletrônica, sendo acompanhada por clarinete e percussão, enquanto Holoventures é plenamente eletrônica. São boas e elaboradas faixas que usufruem da grande diversidade de timbres eletronicamente acessíveis.

As músicas Here Today, The Ugly Forge e Broken Home (faixas 2, 3 e 5) são lentas, introspectivas e estão entre as mais curtas do disco. Os instrumentos e sons utilizados são: cantos de pássaros com solo de flauta em Here Today, percussão metálica em The Ugly Forge e, em Broken Home, solo de clarinete acompanhado por sons de objetos domésticos sendo quebrados. O ponto forte dessas três faixas incomuns fica por conta de Broken Home, a qual apresenta uma boa e inusitada coordenação entre o solo de clarinete, por si só já interessante, e os estranhos sons vindos de diversos objetos sendo quebrados.

Duas das três músicas mais extensas do disco podem ser classificas como chamber-rock, são elas: Tears of a Vevelt Clown (4) e What's in a Name (7). A primeira, com outros arranjos e outros músicos, foi relançada pouco depois no disco Pardon our French! do French TV, a segunda é a com mais características de vanguarda. Ambas são executadas por um grande número de instrumentistas e uma grande diversidade de instrumentos é utilizada (flautim, tuba, trompete,'trap set', celo, violino, violão, piano, xilofone...). Tears of a Vevelt Clown é uma composição suave com belos e elaborados arranjos. Em seu decorrer, encontram-se algumas referências a temas circenses feitas de forma original e com leve toque de humor. What's in a Name é uma improvisação estruturada em torno do nome do diretor do New Music Ensemble e lembra vagamente os trabalhos do Warren Dale no Trap, mas é menos coesa e mais experimental.

Mais informação pode ser encontrada no site nxu Music: www.nxumusic.com