Roger Daltrey - Harmonica, Vocal

Pete Townshend - Guitarra, Teclados, Vocal 
Keith Moon - Bateria, Vocals 
John Entwistle - Baixo, Teclados, Vocal


Faixas:
1. Overture
2. It's a Boy 
3. 1921 
4. Amazing Journey 
5. Sparks 
6. Eyesight to the Blind (
7. Christmas 
8. Cousin Kevin 
9. The Acid Queen 
10. Underture 
11. Do You Think It's Alright? 
12. Fiddle About 
13. Pinball Wizard 
14. There's a Doctor 
15. Go to the Mirror 
16. Tommy, Can You Hear Me? 
17. Smash the Mirror (
18. Sensation 
19. Miracle Cure 
20. Sally Simpson 
21. I'm Free 
22. Welcome 
23. Tommy's Holiday Camp 
24. We're Not Gonna Take It 


Tempo Total: 75:03

The Who  - Tommy (1969)

Por Airplane

Ousadia a minha fazer uma review de uma obra prima do rock como essa... mas enfim, esforcarei-me ao máximo hehe icon_wink.gif
Enfim, a história começa com Overture, It's a boy, descobrem que é um menino. As passagens de trompetes ficam sensacionais, soam como um circo no princípio, mas quando entram as vozes, tudo fica mais claro. A música encaixa perfeitamente como um começo, com os teclados simetricamente posicionados, encerrando com a batera magnífica de keith moon, tranzendo sopros que mais parecem elefantes. Para encerrar a música um ótimo dueto, voz e violão, complementando e dando um grande toque final.
Chegamos a You didn't hear it que fala quando tommy, o garoto, não pôde entender, o que se passava no mundo, e tudo se pergunta o por que... Note que a música combina perfeitamente com a situação, a bateria mais amena que o normal com um piano de fundo com leves toques de backing vocals completando a frase de angústia. a música contém um ar de esperança pode se dizer, é linda de mais e da entrada pra uma das melhores músicas do álbum Amazing journey... Essa música é sensacional, começa com a voz tranzendo uma mensagem, e a batera vai adentrando música a dentro aos poucos, e quando entra, joga "acordes" percussionados pelas mãos do mago, o modo como keith moon usa os pratos da uma clima à música que inveja muito baterista, as quebradas fazem a música, percebe-se que os demais instrumentos trabalham como se estivessem segurando um trem (batera), eles interagem entre si; podemos verificar também que a música vai no seu auge, volta para o calmo, e repentinamente a batera e voz fazem a música, trazendo um outro sentido para tudo, quando guitarra e batera finalizam a música com um digno toque de artista. Em Eyesight to the blind Uma guitarrinha leve com um teclado traz a nova música, e uma bateria batida, dando um ritmo que é perfeitamente completado pela voz. Em Christmas entra repentinamente a voz saltitante cantando, com pequenos "soluços" no fundo, que são sensacionais, todos do back vocal realizado com perfeição. Uma música bem vocalizada, sem contar que o baixo parece levar a música e joga-la para o alto, isso é sensacional, e a bateria parece explicar o que está acontecendo com a música, note que ela age como ligação entre um arranjo e outro do baixo.
Quando tudo para e ouve-se alguém chamar por tommy em tristeza, seguido por vozes que se confundem (no bom sentindo) e quando esperamos que a música exploda, ela cai em depressão, quando o orador questiona-se sobre seus sentimentos... outro dueto de voz e guitarra perfeito, que é levado pela bateria novamente, nos levando ao começo da música. Note que algumas batidas nos pratos de keith moon parecem estrelas que explodem ao redor do ambiente, sensacional, cada minuto esse álbum surpreende mais, pela habilidade de grandes músicos e com criatividade inquestionável. Cousin Kevin vem mais calma no começo, note que a rima fonética vai elevando a música, até que entram os pratos da bateria. A combinação das vozes sai perfeita, sem falhas e nos da uma climatização perfeita para a música. ela passa a ser repetitiva mas um detalhe basico que muda nas notas do violão da outra sensação a cada cena.
Quando chega The Acid Queen turbinada por uma leve guitarra trazida pela bateria de keith moon, veja que apenas os dois já fazem o ritmo cantado. Quando uma mudança quase despercebida traz o sentido, a base de bateria é refeita e a voz volta com força acompanhada da guitarra, cada vez mais marcante, mas acaba sempre no mesmo tom sem perder a bela sonoridade incorporada em cada compasso. muito legal essa música, apesar de eu não morrer de amores por ela.
Underture é uma relíquia da música, começa com o baixo trazendo a música, que é levada pela bateria em instantes impregnada por um som que penetra nos ouvidos... A bateria de keith moon traça um paralelo entre a velocidade e a voracidade, acompanhada por gongos e a nota repetitiva e hipnotizante do baixo, logo interrompida por um enxame de vozes como abelhas zumbindo em nossos ouvidos e pequenas notas de guitarra dispersas alternando nas caixas de estéreo, quando chega no auge e volta para a levitação de alma, o baixo agora mais calmo fazendo a melodia acompanhada pela bateria que encerra a cena e traz um novo horizonte para a música seguida por uma espécie de chocalho agitado, brevemente interrompido para o retorno a levitação... Nota-se alguns sons estranhos, como se fosse um metrônomo, ah perdoem-me péssima comparação, mas foi o que me veio a mente agora.
Essa música é sensacional, uma das melhores do álbum e até mesmo da banda.
Seguida por Do you think it's alrightestilo , um rock mod anos 60, interrompido por trombones e bateria e uma bela combinação vocalizada que responde aos ditos de um soprano. É basicamente um coral essa música, composta de 3 vozes de coral, linda música, seguida pelo hit do álbum...
Pinball Wizard que começa com uma guitarra semi acústica que toma proporções estelares aos poucos, quando é complementada pelos vocais perfeitos cantando de acordo com suas notas dispersas, que interrompem o ato com um refrão sem fim que leva ao começo da música. A bateria da a profundidade que preenche os ouvidos, como sempre aliás. A música é levada por uma batida em comum, um verdadeiro hit, mas não perde qualidade em momento algum, sempre constante com algumas mudanças, principalmente na bateria. A complementação é perfeita, quando interrompida pela guitarra sozinha chamando a outra guitarra simetricamente posicionada para a entrada de um bumbo de bateria levemente tocado, quando a música volta ao seu auge interestelar para chegar ao seu fim.
There's a doctor i've found é uma espécie de introdução que fala sobre a salvação, completa por Go to the mirror boy, que traz a sensação de It's a boy agora mais leve, lembrando que estamos na mesma sensação do começo, quando se descobre algo novo e começa-se a questiornar-se sobre os sentimentos. O baixo é destaque, chama a música para outro patamar conforme a música vai sendo tocada. Quando repentinamente ao invés de explodir a música toma proporções calmas e passageiras levadas por um pré refrão trazendo a coisa mais linda em matéria de refrão que eu já ouvi que diz algo assim: " Listening to you I get the music.
Gazing at you I get the heat
Following you I climb the mountain
I get excitement at your feet!
", eu quase choro quando ouço isso afinal é absolutamente perfeito, a combinação das vozes com a bateria perfeitamente colocada como se fosse desenhada em um quadro. A próxima é Tommy can you hear me, no começo mais parece uma música feita para campings, com vozes e violão, sem desmerecer a música é claro, mas não morro de amores por ela também, se bem que tem um final ótimo para quem entra em Smash the mirror, uma música sensacional que lembra as raízes do rock/jazz do final dos anos 60, a voz é contagiante, quando seguida de backing vocals faz tudo girar e voltar ao começo com o ritmo mais pauseado e como um refrão da outro toque à música, que é rapidamente interrompida pelo som de um vidro quebrando... Chegamos em Sensation, uma linda música que da a sensação de descoberta, chegamos a coisas novas, a bateria tem aquele solavanco tradicional do álbum, a música é basicamente vocalizada com trompetes de fundo perfeitamente sincronizados com as cordas, as pausas da música dão outro universo é claro... Quando a música ganha mais velocidade e subitamente volta ao seu sentimento, que leva a música Miracle Cure, que fala sobre a cura do pobre garoto. Sequeciada por Sally Simpson, uma música leve com vozes, pianos e um uma percurssão quase que desapercebida, a música é bem acústica e segue até chegar em I'm free, uma música com outro paralelo sonoro em relação ao resto do álbum, da a sensação de liberdade, agora com um piano mas também com bateria barulhenta, quando chega em certa parte mais calma com back vocals perfeitos, que cantam seu lá um tom a baixo do solo. A música é linda completada no final com um semi-solo de guitarra semi-acústica levando para um começo de pinball wizard que começa a decair com a voz partindo o grande final do álbum chamado ironicamente de Welcome, que é a última música do álbum. No seu começo tem um lindo solo de voz que parecem virem de lugares longínquos e disfarçados com uma espécie de soul/blues de alguns segundos, voltando para a vocalização perfeita a qual me referi, e assim termina minha review. Este é um dos meus 12 Cd's sem dúvida, afinal, The Who vai ser sempre uma aula para quem quer um dia tocar Rock seja ele qual for, essa banda merece o mérito o qual foi designado, escutem sempre que puderem, mas com paciência que pode causar sérias alterações no seu estado emocional...
É isso aí esse álbum é uma aula de música, sem dúvida.