Jon Anderson - Vocal. Trevor Rabin - Guitarra, Teclado, Vocal. Chris Squire - Baixo, Vocal. Yes - Produção. Alan White - Percussão, Bateria, Vocal. Trevor Horn - Produção. Johnathon J. Jeczalik - Programação dos Teclados. Tony Kaye - Teclado. Gary Langan - Engenheiro de som. Dave Lawson - Programação dos Teclados. Julian Mendelsohn - Engenheiro de som. Stuart Bruce - Engenheiro de som. Keith Finney - Engenheiro de som  (Assistente). Garry Mouat - Produção.


Faixas:
1. Owner of a Lonely Heart - 4:29
2. Hold On - 5:17
3. It Can Happen - 5:28
4. Changes - 6:19
5. Cinema - 2:06
6. Leave It - 4:12
7. Our Song - 4:18
8. City of Love - 4:51
9. Hearts - 7:35


Yes  - 90125 (1983)

Por Astral Traveller

Há uma grande polêmica entre os fãs do Yes em torno não somente deste álbum, mas em torno de toda a fase da banda nesse período (década de 80) e que parece ter acabado definitivamente em "Open Your Eyes".

A causa disto é que a partir deste álbum, a banda sofreu alterações profundas. A formação da banda era Jon Anderson, Chris Squire, Alan White, Tony Kaye (primeiro tecladista do Yes, antes do lançamento de "Fragile", onde estreou o mago Rick Wakeman) e o estreante Trevor Rabin, no lugar do mestre Steve Howe. A formação até que não foi o maior problema: Anderson, Squire e White estavam teoricamente mais experientes em suas funções (vocal, baixo, e bateria respectivamente), Tony Kaye fez vários trabalhos fora do Yes e também parecia estar melhor nas teclas e Rabin era bem talentoso, apesar de inferior ao seu antecessor.

Mas neste álbum, os principais compositores do grupo desde seus primórdios (Squire e Anderson) queriam experimentar novos rumos na música. E como eles estavam numa época onde o som já era bem diferente, os dois mergulharam de cabeça na sonoridade da época. No processo, a banda tornou seu som mais acessível ao grande público, perdendo sua complexidade e fazendo-o chegar às rádios.

O estilo agradou o público e o carro-chefe de 90125, "Owner of a Lonely Heart", galgou para as paradas de sucesso mundiais. O grupo gostou disso, e o ritmo prosseguiu praticamente igual nos álbuns que viriam a seguir, principalmente no seguinte, "Big Generator"

Mas afinal, o som do Yes nessa época é ou não é bom?

Eu tenho visto vários fãs do Yes reclamarem dessa época, mas eu particulamente acredito que isso vem mais do sentimento de decepção de verem a banda tomando um rumo totalmente diferente.Arrisco dizer que se toda a obra da banda nesse período viesse de outro grupo, seria considerado um Rock convencional para os padrões oitentistas com ecos de som progressivo, que notam-se claramente nesses trabalhos.

Claro, não há como comparar esse álbum com qualquer outro da banda na década de 70: este é um Yes totalmente diferente. E o som desse Yes pode ser até rotulado de pop, mas é muito agradável, cheio de particularidades que não se encontram em outras bandas na mesma época.

Esse disco, em especial, tem pontos altos como a já citada "Owner of A Lonely Heart", a tentativa frustrada de som pesado "City of Love", a cativante "Leave It" e a instrumental "Cinema".

Em todo caso, foi muito bom a banda ter retomado seu som original nos seus mais recentes trabalhos, "The Ladder e "Magnification, além das obras em estúdio no "Keys to Ascension 2", todos uma possível forma deles de dizerem "desculpe-nos pelo mal-entendio, nos estamos de volta".