Geoff Downes - teclados e vocoder
Trevor Horn - vocais principais
Steve Howe - guitarras elétricas e acústica, violão, vocais de apoio
Chris Squire - baixo, vocais de apoio
Alan White - baterias, percussão e vocais de apoio


Faixas:

1. Machine Messiah - 10:27
2. White car - 1:21
3. Does it really happen - 6:34
4. Into lens - 8:31
5. Run through the light - 4:39
6. Tempus Fugit - 5:14


Yes - Drama (1980)
 
Depois do lançamento de "Tormato" (1.978) o Yes se prepara para um novo desafio e que desta vez o grupo gravaria um novo album que se tomaria por uma ousadia de tamanho enorme até então no momento desde que o grupo surgiu em cenário musical no ano de 1.968 com o lançamento de "Drama" editado em agosto de 1.980 (em edição nacional saiu apenas em vinil) e que provavelmente iria repercurtir muito na vida dos integrantes do Yes naquela época. Quando a banda lançou "Tormato" boa parte dos fãs radicais do grupo estranharam o tamanho da "esquisitice" do resultado deste album porque não correspondia em termos de sonoridade em especial e outros fatores diferente do que o Yes havia gravado até "Going for the one" (1.977), album anterior de "Tormato".

A partir do ano de 1.979 o Yes terminaria uma turnê de "Tormato" em meio de sessões feitas em Paris (que nunca foram até em momento lançadas oficialmente com um vasto material inédito) da qual o grupo não se via por 2 meses e sem vacilar muito os integrantes já pensam na tentativa de fazer um novo album (no caso o "Drama") para recuperar aquilo que o Yes não agradou muito a uma grande parte do público e crítica visto que o album foi também um fiasco em vendas, mas eis que surge alguns "empecilhos" que iriam resultar em "Drama" algo jamais imaginado pelo público que sempre apreciou o Yes. Primeiramente o fundador da banda e letrista e elaborador da grande maioria das faixas do Yes, Jon Anderson, parecia estar um tanto desmotivado, cansado e chateado com algumas discussões que já vinham acontecendo com o grupo em se tratando de elaborar composições pois este integrante tinha em vista já tinha um material razoável debaixo do braço para as gravações mas o restante dos companheiros não se sentiram muito firmes em vista do que Anderson tinha a oferecer, ou seja, o restante da banda já tinham em mente idéias prontas para compartilhar também com o que Anderson possuia mas este parecia firme e egocêntrico em fazer aquilo que desejava (Anderson tinha em mente em persuadir os companheiros a se guiarem pela música eletrônica, o qual eles rejeitaram impetuosamente, vide "Tormato" como um exemplo próximo a este feitio) tanto que resultou no seu album solo chamado "Song of seven" (1.980) que provavelmente seria o album "Drama" talvez com o intuito de manter em "ordem" o Yes daquilo que a banda fez na grande parte da década de 70.

Anderson pelo visto estava mesmo decidido naquilo que pretendia com o Yes e a quantidade de material que possuia realmente deveria ser muito grande porque além do esboço que já possuia com "Song...", em 1.979 ele se uniu com o grego multi-instrumentista chamado Evangelos Odyssey Papathanassiou (ou vulgo Vangelis) que era de uma banda de rock progressivo chamada "Aphrodite's Child" fazendo um duo que resultou em "Jon & Vangelis" e tendo os 2 estreando com o album "Short stories" (1.979). Detalhe: Vangelis chegou a ser convidado no Yes quando o tecladista Rick Wakeman seguiu em carreira solo após a finalização de "Tales from topographic oceans" (1.974) e Vangelis sendo o substituto de Wakeman em "Relayer" (1.975), mas foi o suíço Patrick Moraz do trio "Refugee" que acabou assumindo o posto de tecladista neste trabalho. Anderson antes de "Short stories" já havia feito sessões com Vangelis em albums como " Cosmos" (1.974). Algo já previamente premeditado com este artista ?

Segundamente outro fato também que aborreceu Anderson com o Yes foi um acidente doméstico ocorrido com o baterista Alan White numa queda de patins (tendência muito forte que ocorreu nos finais dos anos 70) imobilizando o músico a tocar seus instrumentos por um determinado período; já fãs ao radical extremo acusam que White foi inclusive o culpado da maneira como a partir de então dos anos 80 em diante o Yes tomou outro rumo diferente em toda sua história. Alguns membros do Yes não perderam muito tempo também naquele ano em que Anderson estava fazendo parceria com Vangelis e fizeram gravações como o guitarrista Steve Howe gravando (tendo inclusive a presença de Alan White nas baterias) "Steve Howe album" (1.979) e Rick Wakeman gravando (duplo por sinal) "Rhapsodies" (1.979).

É então que em março de 1.980, Anderson (considerado por uma grande maioria dos fãs do Yes como a "alma" da banda) sai e logo em seguida o tecladista Rick Wakeman pela sua segunda vez no Yes com o propósito de gravar um novo album mais ambicioso também de sua carreira que se entitularia como "1.984" (1.981) baseado na obra do escritor George Orwell o que resultaria sua segunda vinda ao Brasil em 1.981. Curiosidade: o Yes em 1.979 também quase que chegou a ter outra oportunidade de vir ao Brasil também pela primeira vez, mas pelo visto não deu (e não iria dar) muito certo já que o grupo estava muito conturbado tendo num período muito delicado no resultado das saídas de Anderson e Wakeman.

E quanto ao Yes sem estes dois integrantes ? A princípio aquilo que "sobrava" do Yes, o fundador e único membro original da banda, o baixista Chris Squire, o guitarrista Steve Howe e o baterista Alan White ficaram um tanto recuados porque não sabiam como seguiriam o rumo da banda. No caso da substituição de Wakeman talvez nem seria um problema muito sério porque a banda já tinha tido "experiência" em como encontrar alguem que tomasse o posto de tecladista (diferente da época quando Wakeman saiu após "Tales..."), mas o fato mais preocupante era como ingressar alguem no lugar de Anderson. Imagine o seguinte como seria possível ter alguem que estivesse no lugar do vocalista original do grupo para dar continuidade a carreira da banda, muito complicado por sinal; era como se alguem tivesse de substituir Peter Gabriel no "Genesis", ou Greg Lake no "Emerson, Lake & Palmer", ou Roger Hodgson no "Supertramp" e por vai numa infinidade de exemplos.

Como seria possível existir um Yes sem Jon Anderson ? Esta é uma pergunta que ficaria em mente do público que sempre teve uma grande admiração pela banda logo de cara e pelo do que se sabe foi Squire que preferiu dar continuidade de forçar ao conjunto continuar, mas também por outro lado é muito duvidoso que a Atlantic Records tinha em mãos com o Yes um contrato de peso e também seria possível que o restante dos rapazes que sobravam na banda seriam manipulados a gravar um album independente de ter ou não Jon Anderson. Aparentemente, Squire parecia como se fosse agora um dos membros mais responsáveis do conjunto em dar a continuidade da banda e eis que vem em cena o recrutamento de Trevor Horn e Geoffery Downes que eram de oriundos de uma banda pop chamada "The Buggles" (ambos cedidos cordialmente pela Island Records da qual o duo "The Buggles" era pertencente).

Uma ressalva para estes dois últimos músicos: Trevor Horn nasceu na Inglaterra em julho de 1.949 e quando adolescente começou a tocar baixo já que o seu pai tocava o instrumento numa orquestra e como todos os jovens tocou numa infinidade de bandas quando aproximadamente em 1.975 seu primeiro trabalho profissional foi com a cantora do gênero disco chamada Tina Charles Band fazendo vocais de fundo quando nesta ocasião se dá de cara com Geoffery Downes nascido também na Inglaterra em 25 de julho de 1.952 e mesmo sendo considerado pelo meio musical como um dos melhores tecladistas existentes no mundo Downes começou a tocar teclados já um tanto tarde com 16 anos de idade e então ele se ingressa numa escola de música para complementar seus estudos com o instrumento até que inicia com um grupo chamado "She´s French" em algumas turnês e Downes tem o mesmo destino traçado por Horn quando se uniu com Tina Charles Band se encontrando com Horn.

Por volta de 1.977 Horn e Downes começam a trabalhar extensivamente em estúdio juntos como duo em pequenos trabalhos apresentando jingles musicais de comerciais e tendo um estilo próprio de música de estilo pop-eletrônica e em 1.979 eles se apresentam originalmente com o nome de "Camera Club" junto com Thomas Dolby mas repentinamente se quebra esta formação original e Horn e Downes aparecem no meio cultural musical sendo conhecidos por "The Buggles" gravando um album de estréia chamado "The age of plastic" (1.980) e que originou um hit muito conhecido que foi tocado nas FMs da época chegando ao posto de número 1 (inclusive é tocada algumas pouquíssimas vezes nos últimos tempos) conhecido como "Video killed the radio star" e saindo em vídeo que foi ao ar pela MTV; ainda neste mesmo ano de 1.979 a dupla gravaria numa banda chamada "Chromium" com o album "Star to star". Curiosidade: Horn chegou a declarar que era um fã confesso do Yes desde a época de "The Yes album" (1.971) e sempre passou em sua mente que um dia ele colaboraria na banda. Em seguida os dois músicos são convidados a se ingressar ao Yes por Squire por meio do empresário do "The Buggles".

Estava então formado um line-up do Yes dos mais inusitados, sinistros e esforçados desde que o Yes surgiu no final dos anos 60 tendo então Trevor Horn nos vocais (substituindo Anderson nos vocais), Geoffery Downes (substituindo Wakeman nos teclados), Alan White nas baterias, Steve Howe nas guitarras e Chris Squire no baixo e "Drama" é o único album oficial do Yes que aparece esta formação de músicos sem Jon Anderson. O resultado de "Drama" é interessante porque até a sonoridade do conjunto muda e o Yes parece investir um pouquinho no gênero de prog-metal (alguns fãs do Yes alegam sendo o album mais "heavy-metal" do Yes) chegando a soar da maneira como bandas do tipo "Queensryche", "Styx", "Dream Theater" e entre outras (o que faz o album ter fãs de hard-rock terem uma leviana simpatia pelo Yes) sem contar que o grupo se desvirtuou em se tratando de música pop (diferente da proposta de "Tormato", album anterior) e por mais que ainda seje absurdo para muitas pessoas que gostam do Yes, mas o recrutamento destes 2 novos músicos chegou-se a uma conclusão de que a outra boa parte dos ouvintes sentem que Horn soa um tanto os vocais de Anderson neste album e Downes também não deixa por menos e tem uma virtuose técnica com seus instrumentos (na época estava com 27 anos de idade) soando o melhor possível daquilo que Wakeman já havia feito em sua carreira no Yes até aquele tempo (alguns ouvintes acreditam que Downes estava num patamar entre Tony Kaye, tecladista original e fundador do Yes, e Rick Wakeman) e com o resultado a turnê de "Drama" lamentavelmente o Yes atinge até o início de 1.981 em exercusões feitas nos Estados Unidos e Europa num total de quase 70 apresentações e os espectadores dando muita atenção nestes 2 novos membros fixando olhares do primeiro ao último segundo da boa parte dos shows.

O resultado de "Drama" possibilitou que o Yes se revertesse em número de vendas atingindo ao posto de Top 20 nas paradas americanas e estando nas primeiras colocações na Inglaterra, algo que talvez nem mesmo o próprio Yes acreditaria porque naquele ano de 1.980 tinha-se fortemente gêneros como o punk, disco, pop muito presentes e o new-wave (assim como Wakeman durante sua permanência no Yes durante os anos 70 se vestia exuberantemente, Trevor Horn era observado vestido de terno, gravata e óculos escuros) também por meio de bandas como o "The B-52´s", "Talking Heads", "Soft Cell", "Devo" e entre outras, mas o problema maior era como seria fazer um set-list que pudesse ser bom o suficiente para que Horn cantasse os clássicos do Yes da década de 70 sem decepcionar o público ao vivo; então inicialmente ao que se sabe o grupo apresentava evidentemente as faixas de "Drama" e uma ou outra de "Tormato" e Horn aos poucos foi forçadamente em período de um mês a cantar os épicos do Yes dos anos 70 como a "Yours is no disgrace" do album "The Yes album" (1.971), "Roundabout" do album "Fragile" (1.971), "And you and I" do "Close to the edge" (1.972) e assim por diante.

Em resposta ao público ao vivo ocorreu da seguinte maneira: o Yes foi tanto muito mais recebido nos Estados Unidos enquanto que na Inglaterra, país de origem da banda, do qual Horn numas das apresentações ao executar a faixa "And you..." covardemente foi vaiado e recebido com lixo atirado pelos espectadores; uma falta de repeito e de educação para com o artista (e a banda) que não tinham nenhuma intenção de decepcionar aos ouvintes presentes. Horn afinal chegou a se indignar questionando porque pessoas como estas vão em um show apenas para vaiar seus artistas ou bandas preferidas e tornou-se um tanto confuso a continuação desta formação por causa de uma parte do público que não conseguiram associar a idéia do Yes sem Jon Anderson e dai um dos aspectos negativos do album quando o ouvinte se cativa exclusivamente pelo vocal de Anderson e torna-se também claro que não é um album altamente recomendado para começar a ouvir o Yes, mas vale dar uma chance aos ouvidos em escutar no mínimo pelo menos este trabalho pois é bem provável que a primeira vez o ouvinte ficará um tanto apreensivo na proposta feita deste album sem Anderson e apenas o tempo dizer se é bom ou ruim por opinião pessoal, a princípio a grande parte do público se surpreende pelo resultado, pelo menos em referência do Yes em início de carreira em "Yes" (1.969), por exemplo. Detalhe: o "Gentle Giant", outra banda conhecida do gênero de rock progressivo finalizava a sua carreira em 1.980 lançando também neste ano um album chamado "Civilian" também bem hard-rock e nada a ver com a sua carreira musical, mas ai são outros esquemas.

Fatores negativos são: 1) o album tem aproximadamente 36 minutos de duração totais e o Yes poderia ter explorado um pouco mais este espaço já que existia um farto material com esta formação tendo algumas faixas inéditas nunca lançadas como "And we can fly from here" e "Go through this" (só encontrada em albums de gravações piratas) e em compensação o Yes resolve retornar com faixas um tanto mais longas quanto no caso de "Tormato" num resultado de 6 faixas ao todo; 2) a questão do vocal de Horn, Squire poderia optar como um quarteto (ou mesmo como um quinteto tendo Horn no baixo, o que dificilmente muitos fãs do Yes não perdoariam Squire se mantesse Horn neste instrumento por ele também já tocar baixo desde o surgimento da banda) e fazer os vocais pois Squire até possui uma voz muito melodiosa (vide por exemplo o primeiro album solo do músico em "Fish out of water" (1.976)); 3) após o retorno de Anderson mais tardar ao Yes mesmo a partir da década de 80 não executaria o vocal destas faixas de "Drama" porque o cantor em entrevista ressaltou que além de não gostar das faixas cantadas por Horn, ele ressaltou que não tem nada a ver com a sua característica de ser quando presente no grupo (tanto é verdade pois os albums ao vivo do Yes após "Drama" não tem praticamente registro algum performizando inteiramente o seu vocal em alguma destas 6 faixas do trabalho). No Yes "Drama" foi um album que identificou o rock progressivo do início dos anos 80 e tinha tudo para se manter em equilíbrio durante a década inteira da banda mas como todo grupo segue tendências de momento infelizmente o rock progressivo do Yes mudou no decorrer da época a partir do próximo album de estúdio "90125" (1.983) com nova formação, sonoridade e estilo como um todo.

Em abril de 1.981 o Yes anuncia mundialmente o encerramento de suas atividades e de uma fase do conjunto que ninguem responderia quando (se é que retornariam) entrariam em estúdio com novidades; Horn ficou tão amendrontado em subir num palco depois do desgosto que os fãs mais radicais tiveram com ele em um profundo desrespeito que o músico passou a partir de então se tornar um produtor (e que produtor!!!!!) trabalhando ao lado de personalidades da música (muitos do gênero pop) como o "ABC", "Art of Noise", "Frankie Goes To Hollywood", Mike Oldfield, "Pet Shop Boys", "Propaganda", Seal, Rod Stewart e uma infinidade de artistas sem contar diversas trilhas sonoras como a do filme "Pearl Harbor" (2.001) um dos últimos mais conhecidos; Steve Howe e Geoff Downes tiveram tanta afinidade artisticamente entre ambos nas sessões das gravações de "Drama" e também nas apresentações ao vivo que sentiram que poderiam apostar na formação de um novo conjunto originando em 1.981 o "Asia" junto com o baixista John Wetton (que foi integrante do "Uriah Heep", "King Crimson", "UK") e mais o baterista Carl Palmer (que foi integrante do "Atomic Rooster" e "Emerson, Lake & Palmer") numa aposta de um supergrupo que investiria em rock progressivo mas muito voltado fortemente ao pop (o album "Drama" sobretudo tinha uma incidência de ser o que se tornaria o "Asia" sendo um possível e forte grupo de rock progressivo, além do "GTR" que surgiria mais tarde também com Steve Howe junto com Steve Hackett, guitarrista do "Genesis" nos tempos aúreos da banda como um outro exemplo), Downes ainda teria um tempinho para gravar o segundo album do "The Buggles" junto com Horn em "Adventures modern in recording" (1.981); Alan White e Chris Squire iriam trabalhar primeiramente sobre um projeto (que não decolou vôo) chamado "XYZ" que era nada menos que Ex-integrantes (X) do "Yes" (Y) e do "Led Zeppelin" (Z) unidos pelo guitarrista Jimmy Page e o baixista John Paul Jones que também haviam encerrado e anunciado o fim de suas atividades musicais em 1.981, já que o baterista do grupo, John Bonham, havia falecido no segundo semestre de 1.980. Neste interím de 1.981, Squire elabora um album duplo ao vivo chamado "Yesshows" e uma coletânea com os melhores sucessos do Yes entitulada como "Classic", além de junto com White pensar na formação de um novo conjunto que se chamaria "Cinema" e seria nada menos que o que resultou no album "90125", o próximo passo que daria continuidade na estória do Yes 3 anos depois de "Drama".

A produção foi feita pelo próprio Yes com o auxílio de Hugh Padgham (chegou a ocorrer uma negociação para a volta de Eddie Offord que já tinha trabalhado com o Yes na produção nos tempos aúreos da banda, mas não veio a ocorrer definitivamente) em que recentemente vinha trabalhando com uma banda chamada "Split Enz" gravando um album chamado "Frenzy" (1.978) e naquele ano de 1.980 Padgham estava também com o cantor original e fundador do "Genesis", Peter Gabriel, participando de "Peter Gabriel 3" (1.980), a banda "XTC" na gravação de "Black sea" (1.980) e aqui neste album tendo uma chance de estar com o Yes no album "Drama" (Padgham não demoraria inclusive de trabalhar com outros nomes muito conhecidos como o "The Police", Sting (ex-"The Police"), "Genesis", Phil Collins (ex-"Genesis"), David Bowie e entre outros se tornando um produtor de sucesso enorme da música pop britância, assim como Trevor Horn já citado se tornando também outro profissional deste meio da produção muito respeitado) que chegou a ser trabalhado em 5 estúdios sendo que 3 deles para a banda e os 2 restantes exclusivamente para as gravações das guitarras de Howe.

A arte gráfica volta a ser feita pelo esplendoso Roger Dean para delírio dos fãs do Yes que se decepcionaram com os 2 últimos albums que eram de fato muito fracos desenvolvidos pela Hipgnosis e o público da banda perdendo o sentimento de suas fantasias imaginárias com a arte de Dean (diga-se que Dean estava de férias !?), surpresa pelo visto pelo que conteria o album em conteúdo musical já que o album não apresentaria Jon Anderson nos vocais; algumas versões em vinil importadas pode ser encontradas no selo redondo o desenho da capa de "Drama". No encarte das letras existe curiosamente apenas as guitarras que Howe utiliza em faixa por faixa, diferente daquilo que foi feito no album anterior "Tormato" em que os instrumentos tocados pelos músicos é bem mais detalhado faixa por faixa. A foto da banda foi tirada por David Clark.


"Machine Messiah" - nesta faixa que é a maior do album com quase 10:30 minutos de duração dividida em 2 partes, já se observa nos primeiros instantes que o Yes muda sua sonoridade completamente e bem diferente daquilo que a banda fez por toda a década de 70, eles parecem fugir de uma tendência ou de um modismo, procuram inclusive se "distanciar" o rock progressivo sinfônico se aderindo a um hard-rock (um prog-metal, mais ao certo) para se defrontar com mais facilidade ao punk que vinha "quebrando" o conceito da elaboração do rock progressivo conceitual que dominou boa parte dos anos 70. Os teclados de Downes que substituem os de Wakeman vem com tudo em cima e não decepcionam o ouvinte (Downes também possue um banco de teclados um tanto numeroso quanto ao de Wakeman), o tecladista faz nesta faixa algumas "pegadas" de órgão dando um parecer ao retorno dos anos 70 e a expectativa vem mais a seguir quando se escuta Horn no lugar de Anderson. No começo parece ser difícil de poder associar como é possível alguem substituir alguem que foi o "mentor" e fundador da banda e escrevia uma boa parte das composições do grupo; Horn não possui um vocal desafinado, e muito pelo contrário é melodioso procurando se esforçar como pode soando com os de Anderson mas Squire e Howe ajudam nos vocais de apoio. Até que o Yes termine o primeiro refrão da faixa, é realmente um tanto estranho aceitar a idéia desta nova formação, mas a banda é insistente e continuará daqui pra frente até quando Squire anunciar em abril de 1.981 o fim das atividades da banda que é pertencente a esta formação deste album. Alguns fãs deste album sentem que esta faixa poderia ser até mais prolongada (especialmente na parte instrumental introdutória) chegando a 15 ou 20 minutos de duração (exagero por parte destes porque ficou bem elaborada com um tempo suficiente de se ter uma idéia do que viria pela frente com o Yes neste album com esta nova formação). Observe as guitarras de Howe como parecem que estão "pegando fogo" a medida que o guitarrista toca com um entusiasmo muito forte (ele se divide tanto na sonoridade elétrica como acústica) e sem contar com o início instrumental que termina em mesmo tema da faixa dando muita expectativa ao ouvinte, alguns fãs do Yes que se cativaram recentemente com o grupo opinam por "Machine Messiah" nos primeiros momentos de apresentação ser algo que lembre a banda "Rage Against The Machine" e para outras pessoas que gostam muito desta introdução de abertura acham que lembra também algo parecido em que o "Pink Floyd" fez no album "The wall" (1.979) com "In the flesh ?". As letras de "Machine Messiah" são sombrias e obscuras. Apesar do Yes ter creditado o nome de todos os integrantes em todas as faixas do Yes, esta é uma das que foram elaboradas por Horn e Downes.

"White car" - é a menor faixa do album, sendo uma vinhetinha com quase 1:30 minutos de duração e também possivelmente é a menos hard/heavy/prog-metal do album "Drama". Mesmo sem muito tempero e minúscula, é considerada como uma das mais simpáticas do album e chegou a ser lançada num único compacto feito pelo ano de 1.981 (os demais foram no ano de lançamento de "Drama") e o destaque é praticamente de Downes que faz de seus teclados sons de orquestras (o mesmo que Rick Wakeman fez em "Cans and Brahms" no album "Fragile" (1.971)), o que faz uma maioria de ouvinte imaginar que a pequena faixa se tranformaria num longo épico e isto aconteceu de fato em que numa das apresentações na época com o Yes chegou a extender a faixa no tamanho de uma suite sendo seu momento puramente solo (diga-se de passagem que era um material de Downes feitos em jingles comericais na época com o "The Buggles" e se for bem avaliada a faixa é bem representativa para este meio junto a mídia). Horn também parece ter usado os elementos de "White car" mais tarde com o "Frankie Goes To Hollywood" no album "Welcome to the pleasuredome" (1.984), assim como na faixa anterior "Machine Messiah". A dúvida fica: quem escreveu as letras dessa vinheta ? Alan White ?

"Does it really happen" - aqui o destaque é de Squire no baixo em que o músico faz variações de tempos de 4/4 e 5/8 que são muito arrebatadoras desde a realização de "Realease, realese" do "Tormato" e ainda que Squire ajuda Horn nos vocais e se moldou num ritmo meio funk e meio new wave tendo alguns ouvintes que sentem que se iguala a banda "The Police". Além da magnifica presença de linhas de baixo de Squire existentes na faixa o que brilha também acima de tudo quando o Yes canta a seção que contém a partir dos versos "You walk, the way ..." e num determinado instante onde Horn junto com Squire começam a cantar repentinamente uma "capella", onde o instrumental mais na parte do final é tocado repetidamente sem parar numa extensa seção também prolongada. É uma faixa que muitos fãs do Yes sentem que Squire predominou em todo album, mas isso não é verdade porque todos os outros restantes dos membros brilham também (e muito) e especialmente os integrantes novos que estão estreando no trabalho. Saiu em compacto em pelo menos 5 países no mundo. Detalhe: a palavra "happen", que significa "aconteça" em inglês surgiria no próximo album de estúdio, o "90125", como título de uma faixa chamada "It can happen".

"Into the lens" - com pouco mais de 8:30 minutos de duração, esta é outra faixa que foi elaborada pela dupla Horn e Downes e foi regravada (mas com o nome "I am a camera") por estes dois músicos numa oportunidade gravando o segundo album dos "The Buggles" em "Adventures modern in recording" no ano de 1.981 quando Downes já estava pensando em formar o "Asia" naquele ano junto com Steve Howe do Yes já que o grupo encerraria suas atividades indeterminadas por algum tempo. O mesmo compacto que saiu com a faixa anterior também está inclusa "Into..." (melhor para os "The Buggles") e talvez seje considerada a mais pop do album (o Yes coloca a público a sua primeira proposta hit na década de 80), além de ter uma quantidade de fãs que não gostam muito da mesma apesar de sentirem que o album "Drama" apresente coisas interessantes e que poderiam ser muito mais proveitosas resgatando um tanto mais os anos 70 com o tempo gasto nesta música (a versão dos "The Buggles, por exemplo tem a metade do tempo gravado). O Yes pela primeira vez na carreira faz o uso do instrumento Vocoder que é um sintetizador que imita uma voz humana; alguns outros artistas do meio progressivo já fizeram a tentativa deste instrumento como por exemplo o "Pink Floyd" em "Animals" (1.977) na faixa "Sheep", o "Camel" no album "I can see your house from here" (1.979) na faixa "Remote romance", o guitarrista Steve Hillage no album "Open" (1.979) na faixa título, o cantor e baterista do "Genesis", Phil Collins, no album "No jacket required" (1.985) na faixa "Who said I would" e por ai vai, talvez um detalhe interessante, assim como algumas pausas que o grupo faz ao longo da faixa em ocasiões repentinamente. O Yes aqui trabalha definitivamente como o intuito de fazer um Yes-moderno sem medo de tendências. "Into..." retrata sobre a exaltação e virtude das artes com a fotografia, por trás das lentes ("lens" significa "lentes" em inglês) existe sempre um mistério e curiosidade por parte das pessoas; o "The Buggles" inclusive parece retratar isso no seu segundo album que pode ser observado na capa de "Adventures...".

"Run through the light" - esta é uma das melodias que fizeram parte das sessões inéditas de Paris após "Tormato" entitulada incialmente como "Dancing lights" e Anderson chegou a fazer o uso de seus vocais nesta faixa (existem alguns supostos "traçados" de seus vocais ao ser mixada a faixa) que tem destaques que vão para Downes e Howe. A música é bem característica do que seria do futuro destes dois músicos a fundar o "Asia" pois a melodia está bem centrada para o tipo de grupo que elaborariam não muito tardar após o lançamento de "Drama", mas também dá indícios de alguma sonoridade que se tornaria o "90125". White além de fazer as baterias toca piano, enquanto Horn faz o baixo no lugar de Squire num ambiente inicial de muita calmaria tendo Howe tocando mandolin em que aos poucos a faixa vai se tornado levemente progressiva não tendo muita afinidade hard ou prog-metal do album em aspecto geral nos dois refrões existentes da faixa, algumas pessoas se queixam por Squire permitir Horn tocar o baixo nesta música, mas não parece ter ficado ruim o resultado e no final "Run..." acabou se tornando uma "balada" do album como ocorre de costume em grande parte das bandas e superbandas. "Run..." saiu em dois compactos, sendo um deles junto com "White car".

"Tempus Fugit" - é considerada uma das faixas mais rápidas do album especialmente por parte de Downes e Howe (realmente estes dois músicos se entrosaram numa afinidade muito boa que daria muito certo e sucesso com o "Asia"), alías todos os músicos estão muito bem de maneira geram permanecendo com bons temas e arranjos soando meio de forma punk, em que o nome da faixa curiosamente se tornou o nome de uma banda no Brasil. O Yes chegou com o retorno mais tarde de Anderson a tocar alguns dos temas de "Tempus fugit" numa espécie meio de jam que resultaria numa outra música entitulada como "White fish" e inclusive pode ser encontrada a gravação no album "9012 - the solos" (1.985) (apesar de que estes temas são tocados na forma instrumental pois já comentado anteriormente, Anderson se recusa a cantar quaisquer faixa de "Drama"). Uma das coisas mais interessantes da faixa é a quantidade de "Yes" que a banda diz, tanto em cada frase que Horn cita tendo a resposta "Yes, Yes" e especialmente nos momentos finais antes de encerrar a faixa "Yes, Yes, Yes, Yes, Yes, Yes, Yes, Yes, Yes, Yes, Yes..." e numa infinidade que se termina em forma de "falsettos" e o vocoder de Downes; possivelmente "Tempus fugit" seje uma das únicas faixas na história da banda que nunca se pronunciou tantas vezes esta palavra, é como se naquela época fosse uma auto-afirmação de si mesmos como se dissesem "Yes, we are the Yes !" (Sim, nós somos o Yes !). Está aí uma faixa que possivelmente provocou a ira de Anderson em detestar "Drama". Detalhe: "Tempus fugit" vem do idioma latim que significa "tempo voa", ou "Time flies" em inglês.