Geoff Downes - teclados e vocoder
Trevor Horn - vocais principais
Steve Howe - guitarras elétricas e
acústica, violão, vocais de apoio
Chris Squire - baixo, vocais de apoio
Alan White - baterias, percussão e vocais
de apoio
Faixas:
1. Machine
Messiah - 10:27
2. White car - 1:21
3. Does it really happen - 6:34
4. Into lens - 8:31
5. Run through the light - 4:39
6. Tempus Fugit - 5:14
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Yes - Drama (1980)
Depois do lançamento de "Tormato"
(1.978) o Yes se prepara para um novo desafio e
que desta vez o grupo gravaria um novo album que
se tomaria por uma ousadia de tamanho enorme até
então no momento desde que o grupo surgiu em
cenário musical no ano de 1.968 com o lançamento
de "Drama" editado em agosto de 1.980 (em edição
nacional saiu apenas em vinil) e que
provavelmente iria repercurtir muito na vida dos
integrantes do Yes naquela época. Quando a banda
lançou "Tormato" boa parte dos fãs radicais do
grupo estranharam o tamanho da "esquisitice" do
resultado deste album porque não correspondia em
termos de sonoridade em especial e outros
fatores diferente do que o Yes havia gravado até
"Going for the one" (1.977), album anterior de "Tormato".
A partir do ano de 1.979 o Yes terminaria uma
turnê de "Tormato" em meio de sessões feitas em
Paris (que nunca foram até em momento lançadas
oficialmente com um vasto material inédito) da
qual o grupo não se via por 2 meses e sem
vacilar muito os integrantes já pensam na
tentativa de fazer um novo album (no caso o
"Drama") para recuperar aquilo que o Yes não
agradou muito a uma grande parte do público e
crítica visto que o album foi também um fiasco
em vendas, mas eis que surge alguns "empecilhos"
que iriam resultar em "Drama" algo jamais
imaginado pelo público que sempre apreciou o Yes.
Primeiramente o fundador da banda e letrista e
elaborador da grande maioria das faixas do Yes,
Jon Anderson, parecia estar um tanto
desmotivado, cansado e chateado com algumas
discussões que já vinham acontecendo com o grupo
em se tratando de elaborar composições pois este
integrante tinha em vista já tinha um material
razoável debaixo do braço para as gravações mas
o restante dos companheiros não se sentiram
muito firmes em vista do que Anderson tinha a
oferecer, ou seja, o restante da banda já tinham
em mente idéias prontas para compartilhar também
com o que Anderson possuia mas este parecia
firme e egocêntrico em fazer aquilo que desejava
(Anderson tinha em mente em persuadir os
companheiros a se guiarem pela música
eletrônica, o qual eles rejeitaram
impetuosamente, vide "Tormato" como um exemplo
próximo a este feitio) tanto que resultou no seu
album solo chamado "Song of seven" (1.980) que
provavelmente seria o album "Drama" talvez com o
intuito de manter em "ordem" o Yes daquilo que a
banda fez na grande parte da década de 70.
Anderson pelo visto estava mesmo decidido
naquilo que pretendia com o Yes e a quantidade
de material que possuia realmente deveria ser
muito grande porque além do esboço que já
possuia com "Song...", em 1.979 ele se uniu com
o grego multi-instrumentista chamado Evangelos
Odyssey Papathanassiou (ou vulgo Vangelis) que
era de uma banda de rock progressivo chamada "Aphrodite's
Child" fazendo um duo que resultou em "Jon &
Vangelis" e tendo os 2 estreando com o album
"Short stories" (1.979). Detalhe: Vangelis
chegou a ser convidado no Yes quando o
tecladista Rick Wakeman seguiu em carreira solo
após a finalização de "Tales from topographic
oceans" (1.974) e Vangelis sendo o substituto de
Wakeman em "Relayer" (1.975), mas foi o suíço
Patrick Moraz do trio "Refugee" que acabou
assumindo o posto de tecladista neste trabalho.
Anderson antes de "Short stories" já havia feito
sessões com Vangelis em albums como " Cosmos"
(1.974). Algo já previamente premeditado com
este artista ?
Segundamente outro fato também que aborreceu
Anderson com o Yes foi um acidente doméstico
ocorrido com o baterista Alan White numa queda
de patins (tendência muito forte que ocorreu nos
finais dos anos 70) imobilizando o músico a
tocar seus instrumentos por um determinado
período; já fãs ao radical extremo acusam que
White foi inclusive o culpado da maneira como a
partir de então dos anos 80 em diante o Yes
tomou outro rumo diferente em toda sua história.
Alguns membros do Yes não perderam muito tempo
também naquele ano em que Anderson estava
fazendo parceria com Vangelis e fizeram
gravações como o guitarrista Steve Howe gravando
(tendo inclusive a presença de Alan White nas
baterias) "Steve Howe album" (1.979) e Rick
Wakeman gravando (duplo por sinal) "Rhapsodies"
(1.979).
É então que em março de 1.980, Anderson
(considerado por uma grande maioria dos fãs do
Yes como a "alma" da banda) sai e logo em
seguida o tecladista Rick Wakeman pela sua
segunda vez no Yes com o propósito de gravar um
novo album mais ambicioso também de sua carreira
que se entitularia como "1.984" (1.981) baseado
na obra do escritor George Orwell o que
resultaria sua segunda vinda ao Brasil em 1.981.
Curiosidade: o Yes em 1.979 também quase que
chegou a ter outra oportunidade de vir ao Brasil
também pela primeira vez, mas pelo visto não deu
(e não iria dar) muito certo já que o grupo
estava muito conturbado tendo num período muito
delicado no resultado das saídas de Anderson e
Wakeman.
E quanto ao Yes sem estes dois integrantes ? A
princípio aquilo que "sobrava" do Yes, o
fundador e único membro original da banda, o
baixista Chris Squire, o guitarrista Steve Howe
e o baterista Alan White ficaram um tanto
recuados porque não sabiam como seguiriam o rumo
da banda. No caso da substituição de Wakeman
talvez nem seria um problema muito sério porque
a banda já tinha tido "experiência" em como
encontrar alguem que tomasse o posto de
tecladista (diferente da época quando Wakeman
saiu após "Tales..."), mas o fato mais
preocupante era como ingressar alguem no lugar
de Anderson. Imagine o seguinte como seria
possível ter alguem que estivesse no lugar do
vocalista original do grupo para dar
continuidade a carreira da banda, muito
complicado por sinal; era como se alguem tivesse
de substituir Peter Gabriel no "Genesis", ou
Greg Lake no "Emerson, Lake & Palmer", ou Roger
Hodgson no "Supertramp" e por vai numa
infinidade de exemplos.
Como seria possível existir um Yes sem Jon
Anderson ? Esta é uma pergunta que ficaria em
mente do público que sempre teve uma grande
admiração pela banda logo de cara e pelo do que
se sabe foi Squire que preferiu dar continuidade
de forçar ao conjunto continuar, mas também por
outro lado é muito duvidoso que a Atlantic
Records tinha em mãos com o Yes um contrato de
peso e também seria possível que o restante dos
rapazes que sobravam na banda seriam manipulados
a gravar um album independente de ter ou não Jon
Anderson. Aparentemente, Squire parecia como se
fosse agora um dos membros mais responsáveis do
conjunto em dar a continuidade da banda e eis
que vem em cena o recrutamento de Trevor Horn e
Geoffery Downes que eram de oriundos de uma
banda pop chamada "The Buggles" (ambos cedidos
cordialmente pela Island Records da qual o duo "The
Buggles" era pertencente).
Uma ressalva para estes dois últimos músicos:
Trevor Horn nasceu na Inglaterra em julho de
1.949 e quando adolescente começou a tocar baixo
já que o seu pai tocava o instrumento numa
orquestra e como todos os jovens tocou numa
infinidade de bandas quando aproximadamente em
1.975 seu primeiro trabalho profissional foi com
a cantora do gênero disco chamada Tina Charles
Band fazendo vocais de fundo quando nesta
ocasião se dá de cara com Geoffery Downes
nascido também na Inglaterra em 25 de julho de
1.952 e mesmo sendo considerado pelo meio
musical como um dos melhores tecladistas
existentes no mundo Downes começou a tocar
teclados já um tanto tarde com 16 anos de idade
e então ele se ingressa numa escola de música
para complementar seus estudos com o instrumento
até que inicia com um grupo chamado "She´s
French" em algumas turnês e Downes tem o mesmo
destino traçado por Horn quando se uniu com Tina
Charles Band se encontrando com Horn.
Por volta de 1.977 Horn e Downes começam a
trabalhar extensivamente em estúdio juntos como
duo em pequenos trabalhos apresentando jingles
musicais de comerciais e tendo um estilo próprio
de música de estilo pop-eletrônica e em 1.979
eles se apresentam originalmente com o nome de "Camera
Club" junto com Thomas Dolby mas repentinamente
se quebra esta formação original e Horn e Downes
aparecem no meio cultural musical sendo
conhecidos por "The Buggles" gravando um album
de estréia chamado "The age of plastic" (1.980)
e que originou um hit muito conhecido que foi
tocado nas FMs da época chegando ao posto de
número 1 (inclusive é tocada algumas
pouquíssimas vezes nos últimos tempos) conhecido
como "Video killed the radio star" e saindo em
vídeo que foi ao ar pela MTV; ainda neste mesmo
ano de 1.979 a dupla gravaria numa banda chamada
"Chromium" com o album "Star to star".
Curiosidade: Horn chegou a declarar que era um
fã confesso do Yes desde a época de "The Yes
album" (1.971) e sempre passou em sua mente que
um dia ele colaboraria na banda. Em seguida os
dois músicos são convidados a se ingressar ao
Yes por Squire por meio do empresário do "The
Buggles".
Estava então formado um line-up do Yes dos mais
inusitados, sinistros e esforçados desde que o
Yes surgiu no final dos anos 60 tendo então
Trevor Horn nos vocais (substituindo Anderson
nos vocais), Geoffery Downes (substituindo
Wakeman nos teclados), Alan White nas baterias,
Steve Howe nas guitarras e Chris Squire no baixo
e "Drama" é o único album oficial do Yes que
aparece esta formação de músicos sem Jon
Anderson. O resultado de "Drama" é interessante
porque até a sonoridade do conjunto muda e o Yes
parece investir um pouquinho no gênero de
prog-metal (alguns fãs do Yes alegam sendo o
album mais "heavy-metal" do Yes) chegando a soar
da maneira como bandas do tipo "Queensryche", "Styx",
"Dream Theater" e entre outras (o que faz o
album ter fãs de hard-rock terem uma leviana
simpatia pelo Yes) sem contar que o grupo se
desvirtuou em se tratando de música pop
(diferente da proposta de "Tormato", album
anterior) e por mais que ainda seje absurdo para
muitas pessoas que gostam do Yes, mas o
recrutamento destes 2 novos músicos chegou-se a
uma conclusão de que a outra boa parte dos
ouvintes sentem que Horn soa um tanto os vocais
de Anderson neste album e Downes também não
deixa por menos e tem uma virtuose técnica com
seus instrumentos (na época estava com 27 anos
de idade) soando o melhor possível daquilo que
Wakeman já havia feito em sua carreira no Yes
até aquele tempo (alguns ouvintes acreditam que
Downes estava num patamar entre Tony Kaye,
tecladista original e fundador do Yes, e Rick
Wakeman) e com o resultado a turnê de "Drama"
lamentavelmente o Yes atinge até o início de
1.981 em exercusões feitas nos Estados Unidos e
Europa num total de quase 70 apresentações e os
espectadores dando muita atenção nestes 2 novos
membros fixando olhares do primeiro ao último
segundo da boa parte dos shows.
O resultado de "Drama" possibilitou que o Yes se
revertesse em número de vendas atingindo ao
posto de Top 20 nas paradas americanas e estando
nas primeiras colocações na Inglaterra, algo que
talvez nem mesmo o próprio Yes acreditaria
porque naquele ano de 1.980 tinha-se fortemente
gêneros como o punk, disco, pop muito presentes
e o new-wave (assim como Wakeman durante sua
permanência no Yes durante os anos 70 se vestia
exuberantemente, Trevor Horn era observado
vestido de terno, gravata e óculos escuros)
também por meio de bandas como o "The B-52´s", "Talking
Heads", "Soft Cell", "Devo" e entre outras, mas
o problema maior era como seria fazer um
set-list que pudesse ser bom o suficiente para
que Horn cantasse os clássicos do Yes da década
de 70 sem decepcionar o público ao vivo; então
inicialmente ao que se sabe o grupo apresentava
evidentemente as faixas de "Drama" e uma ou
outra de "Tormato" e Horn aos poucos foi
forçadamente em período de um mês a cantar os
épicos do Yes dos anos 70 como a "Yours is no
disgrace" do album "The Yes album" (1.971), "Roundabout"
do album "Fragile" (1.971), "And you and I" do
"Close to the edge" (1.972) e assim por diante.
Em resposta ao público ao vivo ocorreu da
seguinte maneira: o Yes foi tanto muito mais
recebido nos Estados Unidos enquanto que na
Inglaterra, país de origem da banda, do qual
Horn numas das apresentações ao executar a faixa
"And you..." covardemente foi vaiado e recebido
com lixo atirado pelos espectadores; uma falta
de repeito e de educação para com o artista (e a
banda) que não tinham nenhuma intenção de
decepcionar aos ouvintes presentes. Horn afinal
chegou a se indignar questionando porque pessoas
como estas vão em um show apenas para vaiar seus
artistas ou bandas preferidas e tornou-se um
tanto confuso a continuação desta formação por
causa de uma parte do público que não
conseguiram associar a idéia do Yes sem Jon
Anderson e dai um dos aspectos negativos do
album quando o ouvinte se cativa exclusivamente
pelo vocal de Anderson e torna-se também claro
que não é um album altamente recomendado para
começar a ouvir o Yes, mas vale dar uma chance
aos ouvidos em escutar no mínimo pelo menos este
trabalho pois é bem provável que a primeira vez
o ouvinte ficará um tanto apreensivo na proposta
feita deste album sem Anderson e apenas o tempo
dizer se é bom ou ruim por opinião pessoal, a
princípio a grande parte do público se
surpreende pelo resultado, pelo menos em
referência do Yes em início de carreira em "Yes"
(1.969), por exemplo. Detalhe: o "Gentle Giant",
outra banda conhecida do gênero de rock
progressivo finalizava a sua carreira em 1.980
lançando também neste ano um album chamado "Civilian"
também bem hard-rock e nada a ver com a sua
carreira musical, mas ai são outros esquemas.
Fatores negativos são: 1) o album tem
aproximadamente 36 minutos de duração totais e o
Yes poderia ter explorado um pouco mais este
espaço já que existia um farto material com esta
formação tendo algumas faixas inéditas nunca
lançadas como "And we can fly from here" e "Go
through this" (só encontrada em albums de
gravações piratas) e em compensação o Yes
resolve retornar com faixas um tanto mais longas
quanto no caso de "Tormato" num resultado de 6
faixas ao todo; 2) a questão do vocal de Horn,
Squire poderia optar como um quarteto (ou mesmo
como um quinteto tendo Horn no baixo, o que
dificilmente muitos fãs do Yes não perdoariam
Squire se mantesse Horn neste instrumento por
ele também já tocar baixo desde o surgimento da
banda) e fazer os vocais pois Squire até possui
uma voz muito melodiosa (vide por exemplo o
primeiro album solo do músico em "Fish out of
water" (1.976)); 3) após o retorno de Anderson
mais tardar ao Yes mesmo a partir da década de
80 não executaria o vocal destas faixas de
"Drama" porque o cantor em entrevista ressaltou
que além de não gostar das faixas cantadas por
Horn, ele ressaltou que não tem nada a ver com a
sua característica de ser quando presente no
grupo (tanto é verdade pois os albums ao vivo do
Yes após "Drama" não tem praticamente registro
algum performizando inteiramente o seu vocal em
alguma destas 6 faixas do trabalho). No Yes
"Drama" foi um album que identificou o rock
progressivo do início dos anos 80 e tinha tudo
para se manter em equilíbrio durante a década
inteira da banda mas como todo grupo segue
tendências de momento infelizmente o rock
progressivo do Yes mudou no decorrer da época a
partir do próximo album de estúdio "90125"
(1.983) com nova formação, sonoridade e estilo
como um todo.
Em abril de 1.981 o Yes anuncia mundialmente o
encerramento de suas atividades e de uma fase do
conjunto que ninguem responderia quando (se é
que retornariam) entrariam em estúdio com
novidades; Horn ficou tão amendrontado em subir
num palco depois do desgosto que os fãs mais
radicais tiveram com ele em um profundo
desrespeito que o músico passou a partir de
então se tornar um produtor (e que
produtor!!!!!) trabalhando ao lado de
personalidades da música (muitos do gênero pop)
como o "ABC", "Art of Noise", "Frankie Goes To
Hollywood", Mike Oldfield, "Pet Shop Boys",
"Propaganda", Seal, Rod Stewart e uma infinidade
de artistas sem contar diversas trilhas sonoras
como a do filme "Pearl Harbor" (2.001) um dos
últimos mais conhecidos; Steve Howe e Geoff
Downes tiveram tanta afinidade artisticamente
entre ambos nas sessões das gravações de "Drama"
e também nas apresentações ao vivo que sentiram
que poderiam apostar na formação de um novo
conjunto originando em 1.981 o "Asia" junto com
o baixista John Wetton (que foi integrante do "Uriah
Heep", "King Crimson", "UK") e mais o baterista
Carl Palmer (que foi integrante do "Atomic
Rooster" e "Emerson, Lake & Palmer") numa aposta
de um supergrupo que investiria em rock
progressivo mas muito voltado fortemente ao pop
(o album "Drama" sobretudo tinha uma incidência
de ser o que se tornaria o "Asia" sendo um
possível e forte grupo de rock progressivo, além
do "GTR" que surgiria mais tarde também com
Steve Howe junto com Steve Hackett, guitarrista
do "Genesis" nos tempos aúreos da banda como um
outro exemplo), Downes ainda teria um tempinho
para gravar o segundo album do "The Buggles"
junto com Horn em "Adventures modern in
recording" (1.981); Alan White e Chris Squire
iriam trabalhar primeiramente sobre um projeto
(que não decolou vôo) chamado "XYZ" que era nada
menos que Ex-integrantes (X) do "Yes" (Y) e do "Led
Zeppelin" (Z) unidos pelo guitarrista Jimmy Page
e o baixista John Paul Jones que também haviam
encerrado e anunciado o fim de suas atividades
musicais em 1.981, já que o baterista do grupo,
John Bonham, havia falecido no segundo semestre
de 1.980. Neste interím de 1.981, Squire elabora
um album duplo ao vivo chamado "Yesshows" e uma
coletânea com os melhores sucessos do Yes
entitulada como "Classic", além de junto com
White pensar na formação de um novo conjunto que
se chamaria "Cinema" e seria nada menos que o
que resultou no album "90125", o próximo passo
que daria continuidade na estória do Yes 3 anos
depois de "Drama".
A produção foi feita pelo próprio Yes com o
auxílio de Hugh Padgham (chegou a ocorrer uma
negociação para a volta de Eddie Offord que já
tinha trabalhado com o Yes na produção nos
tempos aúreos da banda, mas não veio a ocorrer
definitivamente) em que recentemente vinha
trabalhando com uma banda chamada "Split Enz"
gravando um album chamado "Frenzy" (1.978) e
naquele ano de 1.980 Padgham estava também com o
cantor original e fundador do "Genesis", Peter
Gabriel, participando de "Peter Gabriel 3"
(1.980), a banda "XTC" na gravação de "Black sea"
(1.980) e aqui neste album tendo uma chance de
estar com o Yes no album "Drama" (Padgham não
demoraria inclusive de trabalhar com outros
nomes muito conhecidos como o "The Police",
Sting (ex-"The Police"), "Genesis", Phil Collins
(ex-"Genesis"), David Bowie e entre outros se
tornando um produtor de sucesso enorme da música
pop britância, assim como Trevor Horn já citado
se tornando também outro profissional deste meio
da produção muito respeitado) que chegou a ser
trabalhado em 5 estúdios sendo que 3 deles para
a banda e os 2 restantes exclusivamente para as
gravações das guitarras de Howe.
A arte gráfica volta a ser feita pelo esplendoso
Roger Dean para delírio dos fãs do Yes que se
decepcionaram com os 2 últimos albums que eram
de fato muito fracos desenvolvidos pela
Hipgnosis e o público da banda perdendo o
sentimento de suas fantasias imaginárias com a
arte de Dean (diga-se que Dean estava de férias
!?), surpresa pelo visto pelo que conteria o
album em conteúdo musical já que o album não
apresentaria Jon Anderson nos vocais; algumas
versões em vinil importadas pode ser encontradas
no selo redondo o desenho da capa de "Drama". No
encarte das letras existe curiosamente apenas as
guitarras que Howe utiliza em faixa por faixa,
diferente daquilo que foi feito no album
anterior "Tormato" em que os instrumentos
tocados pelos músicos é bem mais detalhado faixa
por faixa. A foto da banda foi tirada por David
Clark.
"Machine Messiah" - nesta faixa que é a maior do
album com quase 10:30 minutos de duração
dividida em 2 partes, já se observa nos
primeiros instantes que o Yes muda sua
sonoridade completamente e bem diferente daquilo
que a banda fez por toda a década de 70, eles
parecem fugir de uma tendência ou de um modismo,
procuram inclusive se "distanciar" o rock
progressivo sinfônico se aderindo a um hard-rock
(um prog-metal, mais ao certo) para se defrontar
com mais facilidade ao punk que vinha
"quebrando" o conceito da elaboração do rock
progressivo conceitual que dominou boa parte dos
anos 70. Os teclados de Downes que substituem os
de Wakeman vem com tudo em cima e não
decepcionam o ouvinte (Downes também possue um
banco de teclados um tanto numeroso quanto ao de
Wakeman), o tecladista faz nesta faixa algumas
"pegadas" de órgão dando um parecer ao retorno
dos anos 70 e a expectativa vem mais a seguir
quando se escuta Horn no lugar de Anderson. No
começo parece ser difícil de poder associar como
é possível alguem substituir alguem que foi o
"mentor" e fundador da banda e escrevia uma boa
parte das composições do grupo; Horn não possui
um vocal desafinado, e muito pelo contrário é
melodioso procurando se esforçar como pode
soando com os de Anderson mas Squire e Howe
ajudam nos vocais de apoio. Até que o Yes
termine o primeiro refrão da faixa, é realmente
um tanto estranho aceitar a idéia desta nova
formação, mas a banda é insistente e continuará
daqui pra frente até quando Squire anunciar em
abril de 1.981 o fim das atividades da banda que
é pertencente a esta formação deste album.
Alguns fãs deste album sentem que esta faixa
poderia ser até mais prolongada (especialmente
na parte instrumental introdutória) chegando a
15 ou 20 minutos de duração (exagero por parte
destes porque ficou bem elaborada com um tempo
suficiente de se ter uma idéia do que viria pela
frente com o Yes neste album com esta nova
formação). Observe as guitarras de Howe como
parecem que estão "pegando fogo" a medida que o
guitarrista toca com um entusiasmo muito forte
(ele se divide tanto na sonoridade elétrica como
acústica) e sem contar com o início instrumental
que termina em mesmo tema da faixa dando muita
expectativa ao ouvinte, alguns fãs do Yes que se
cativaram recentemente com o grupo opinam por "Machine
Messiah" nos primeiros momentos de apresentação
ser algo que lembre a banda "Rage Against The
Machine" e para outras pessoas que gostam muito
desta introdução de abertura acham que lembra
também algo parecido em que o "Pink Floyd" fez
no album "The wall" (1.979) com "In the flesh
?". As letras de "Machine Messiah" são sombrias
e obscuras. Apesar do Yes ter creditado o nome
de todos os integrantes em todas as faixas do
Yes, esta é uma das que foram elaboradas por
Horn e Downes.
"White car" - é a menor faixa do album, sendo
uma vinhetinha com quase 1:30 minutos de duração
e também possivelmente é a menos hard/heavy/prog-metal
do album "Drama". Mesmo sem muito tempero e
minúscula, é considerada como uma das mais
simpáticas do album e chegou a ser lançada num
único compacto feito pelo ano de 1.981 (os
demais foram no ano de lançamento de "Drama") e
o destaque é praticamente de Downes que faz de
seus teclados sons de orquestras (o mesmo que
Rick Wakeman fez em "Cans and Brahms" no album "Fragile"
(1.971)), o que faz uma maioria de ouvinte
imaginar que a pequena faixa se tranformaria num
longo épico e isto aconteceu de fato em que numa
das apresentações na época com o Yes chegou a
extender a faixa no tamanho de uma suite sendo
seu momento puramente solo (diga-se de passagem
que era um material de Downes feitos em jingles
comericais na época com o "The Buggles" e se for
bem avaliada a faixa é bem representativa para
este meio junto a mídia). Horn também parece ter
usado os elementos de "White car" mais tarde com
o "Frankie Goes To Hollywood" no album "Welcome
to the pleasuredome" (1.984), assim como na
faixa anterior "Machine Messiah". A dúvida fica:
quem escreveu as letras dessa vinheta ? Alan
White ?
"Does it really happen" - aqui o destaque é de
Squire no baixo em que o músico faz variações de
tempos de 4/4 e 5/8 que são muito arrebatadoras
desde a realização de "Realease, realese" do "Tormato"
e ainda que Squire ajuda Horn nos vocais e se
moldou num ritmo meio funk e meio new wave tendo
alguns ouvintes que sentem que se iguala a banda
"The Police". Além da magnifica presença de
linhas de baixo de Squire existentes na faixa o
que brilha também acima de tudo quando o Yes
canta a seção que contém a partir dos versos "You
walk, the way ..." e num determinado instante
onde Horn junto com Squire começam a cantar
repentinamente uma "capella", onde o
instrumental mais na parte do final é tocado
repetidamente sem parar numa extensa seção
também prolongada. É uma faixa que muitos fãs do
Yes sentem que Squire predominou em todo album,
mas isso não é verdade porque todos os outros
restantes dos membros brilham também (e muito) e
especialmente os integrantes novos que estão
estreando no trabalho. Saiu em compacto em pelo
menos 5 países no mundo. Detalhe: a palavra "happen",
que significa "aconteça" em inglês surgiria no
próximo album de estúdio, o "90125", como título
de uma faixa chamada "It can happen".
"Into the lens" - com pouco mais de 8:30 minutos
de duração, esta é outra faixa que foi elaborada
pela dupla Horn e Downes e foi regravada (mas
com o nome "I am a camera") por estes dois
músicos numa oportunidade gravando o segundo
album dos "The Buggles" em "Adventures modern in
recording" no ano de 1.981 quando Downes já
estava pensando em formar o "Asia" naquele ano
junto com Steve Howe do Yes já que o grupo
encerraria suas atividades indeterminadas por
algum tempo. O mesmo compacto que saiu com a
faixa anterior também está inclusa "Into..."
(melhor para os "The Buggles") e talvez seje
considerada a mais pop do album (o Yes coloca a
público a sua primeira proposta hit na década de
80), além de ter uma quantidade de fãs que não
gostam muito da mesma apesar de sentirem que o
album "Drama" apresente coisas interessantes e
que poderiam ser muito mais proveitosas
resgatando um tanto mais os anos 70 com o tempo
gasto nesta música (a versão dos "The Buggles,
por exemplo tem a metade do tempo gravado). O
Yes pela primeira vez na carreira faz o uso do
instrumento Vocoder que é um sintetizador que
imita uma voz humana; alguns outros artistas do
meio progressivo já fizeram a tentativa deste
instrumento como por exemplo o "Pink Floyd" em "Animals"
(1.977) na faixa "Sheep", o "Camel" no album "I
can see your house from here" (1.979) na faixa "Remote
romance", o guitarrista Steve Hillage no album
"Open" (1.979) na faixa título, o cantor e
baterista do "Genesis", Phil Collins, no album
"No jacket required" (1.985) na faixa "Who said
I would" e por ai vai, talvez um detalhe
interessante, assim como algumas pausas que o
grupo faz ao longo da faixa em ocasiões
repentinamente. O Yes aqui trabalha
definitivamente como o intuito de fazer um
Yes-moderno sem medo de tendências. "Into..."
retrata sobre a exaltação e virtude das artes
com a fotografia, por trás das lentes ("lens"
significa "lentes" em inglês) existe sempre um
mistério e curiosidade por parte das pessoas; o
"The Buggles" inclusive parece retratar isso no
seu segundo album que pode ser observado na capa
de "Adventures...".
"Run through the light" - esta é uma das
melodias que fizeram parte das sessões inéditas
de Paris após "Tormato" entitulada incialmente
como "Dancing lights" e Anderson chegou a fazer
o uso de seus vocais nesta faixa (existem alguns
supostos "traçados" de seus vocais ao ser mixada
a faixa) que tem destaques que vão para Downes e
Howe. A música é bem característica do que seria
do futuro destes dois músicos a fundar o "Asia"
pois a melodia está bem centrada para o tipo de
grupo que elaborariam não muito tardar após o
lançamento de "Drama", mas também dá indícios de
alguma sonoridade que se tornaria o "90125".
White além de fazer as baterias toca piano,
enquanto Horn faz o baixo no lugar de Squire num
ambiente inicial de muita calmaria tendo Howe
tocando mandolin em que aos poucos a faixa vai
se tornado levemente progressiva não tendo muita
afinidade hard ou prog-metal do album em aspecto
geral nos dois refrões existentes da faixa,
algumas pessoas se queixam por Squire permitir
Horn tocar o baixo nesta música, mas não parece
ter ficado ruim o resultado e no final "Run..."
acabou se tornando uma "balada" do album como
ocorre de costume em grande parte das bandas e
superbandas. "Run..." saiu em dois compactos,
sendo um deles junto com "White car".
"Tempus Fugit" - é considerada uma das faixas
mais rápidas do album especialmente por parte de
Downes e Howe (realmente estes dois músicos se
entrosaram numa afinidade muito boa que daria
muito certo e sucesso com o "Asia"), alías todos
os músicos estão muito bem de maneira geram
permanecendo com bons temas e arranjos soando
meio de forma punk, em que o nome da faixa
curiosamente se tornou o nome de uma banda no
Brasil. O Yes chegou com o retorno mais tarde de
Anderson a tocar alguns dos temas de "Tempus
fugit" numa espécie meio de jam que resultaria
numa outra música entitulada como "White fish" e
inclusive pode ser encontrada a gravação no
album "9012 - the solos" (1.985) (apesar de que
estes temas são tocados na forma instrumental
pois já comentado anteriormente, Anderson se
recusa a cantar quaisquer faixa de "Drama"). Uma
das coisas mais interessantes da faixa é a
quantidade de "Yes" que a banda diz, tanto em
cada frase que Horn cita tendo a resposta "Yes,
Yes" e especialmente nos momentos finais antes
de encerrar a faixa "Yes, Yes, Yes, Yes, Yes,
Yes, Yes, Yes, Yes, Yes, Yes..." e numa
infinidade que se termina em forma de "falsettos"
e o vocoder de Downes; possivelmente "Tempus
fugit" seje uma das únicas faixas na história da
banda que nunca se pronunciou tantas vezes esta
palavra, é como se naquela época fosse uma
auto-afirmação de si mesmos como se dissesem "Yes,
we are the Yes !" (Sim, nós somos o Yes !). Está
aí uma faixa que possivelmente provocou a ira de
Anderson em detestar "Drama". Detalhe: "Tempus
fugit" vem do idioma latim que significa "tempo
voa", ou "Time flies" em inglês.
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