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Jon
Anderson - vocais principais, violões acústicos.
Steve Howe - vocais de apoio, guitarras elétricas,
violões acústicos. Chris Squire - vocais
de apoio, baixo. Rick Wakeman - teclados,
piano. Alan White - vocais de apoio,
baterias, percussão.
Faixas:
1.
"Future times/Rejoice" - 6:46
2. "Don´t kill the whale" - 3:55
3. "Madrigal" - 2:21
4. "Release, release" - 5:40
5. "Arriving UFO" - 6:02
6. "Circus of Heaven" - 4:26
7. "Onward" - 4:00
8. "On the silent wings of freedom" -
7:45
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Yes - Tormato (1978) Por
Steve
Hillage
Lançado no primeiro semestre de 1.978 (tendo até
em edição nacional e reedição em 1.988 apenas
em vinil) pela gravadora Atlantic Records,
"Tormato" é um dos albums do Yes que
talvez seje um dos mais conturbados realizados nos
anos 70 da carreira da banda considerado como na gíria
popular boa parte dos fãs da banda como um
"Tormento" e a seguir a saber o porquê.
"Tormato" contem uma formação oriunda
desde a turnê de 1.972 que apresentava o
baterista Alan White estreando justamente no
primeiro album ao vivo do grupo
"Yessongs" (1.973), os fundadores do
conjunto, o vocalista e letrista Jon Anderson, o
baixista e vocalista Chris Squire (estes 2 últimos
citados), o guitarrista e vocalista Steve Howe e
por finalmente o tecladista Rick Wakeman sendo que
esta formação viria a gravar o primeiro album de
estúdio chamado "Tales from topographic
oceans" (1.974) e quando é lançado este
album Wakeman sai do grupo para carreira solo
gravando seu terceiro album e segundo sucesso de
vendas conhecido mundialmente como "Journey
to the center of the Earth" (1.974) e em seu
lugar é substituido pelo suíço Patrick Moraz
que vinha de um trio chamado "Refugee"
meio espécie de "The Nice" (banda
fundada pelo tecladista Keith Emerson nos anos 60
que logo mais fundaria o "Emerson, Lake &
Palmer") que continha inclusive membros que
eram justamente do "The Nice" com Lee
Jackson no baixo e Brian Davidson nas baterias
fazendo um album chamado "Refugee"
(1.974) gravando um único album no Yes com uma
proposta muito diferente dos demais albums lançados
até então chamado "Relayer" (1.975)
num esquema chegando a uma forte variação do
chamado fusion (com até certo relacionamento da música
progressiva) e que bem possivelmente o Yes não
encaminharia sua sonoridade da maneira que fazia
anteriormente (nem talvez ofertando para neste
caso com "Tormato"). A partir de 1.976
as coisa mudam no Yes e Moraz é substiuido por
Wakeman do qual estava sentindo financeiramente as
coisas bem difíceis de seguir a carreira como um
músico solo depois de gravar "No earthly
connection" (1.976) numa atitude pelo que se
aponta um tanto até covarde pelo intermédio do
empresário de Wakeman, Brian Lane, e em consequência
retornando também por sinal a mesma formação de
estúdio de "Tales..." para as gravações
de "Going for the one" (1.977) tendo
este músico sido oferecido cordialmente pela
A&M Records ("No earthly connection"
era pertencente a esta gravadora).
"Tormato" é um album que não se sabe
porque chegou a um finalmente muitíssimo
diferente de "Going..." e ainda por cima
com a mesmíssima formação, que o album é
duramente criticado por muitas pessoas isso é sem
sombra de dúvidas mas também é defendido por
outros fãs da banda e se bobear todos aqueles que
tem opiniões contraditórias de cada lado das
opiniões opostas se pegariam facilmente no tapa,
numa guerra de nervos que sabe lá aonde chegaria
a um finalmente. Uma coisa também é certa: o Yes
chegou a admitir que é um album que desagradou até
por eles mesmos, mas também não é a mesma coisa
que muitos também tem por diferentes divididas
opiniões quando se fala a respeito de
"Tales..." que é um album duplo com
apenas 4 músicas, sendo uma suíte de cada lado
dos dois discos (neste caso aqui tem um certo
experimentalismo musical e muita ousadia, mas ai são
outras estórias). O que ocorre em
"Tormato" é que o Yes parece querer
fazer um som de uma maneira bem mais moderna e pop
até por sinal em meio de algumas
"baladinhas", caracterizando o final dos
anos 70 em que se tinham categorias como o advento
punk, o new wave, a disco, mas pelo visto não foi
muito funcional e o resultado que se considera é
que "Tormato" aparenta ter sido
"condecorado" como o "pior album do
Yes em seus anos 70" e veja que futuramente
viria coisas bem piores consideradas pela opinião
de muitos fãs da banda como por exemplos o
"Big generator" (1.987), o
"Union" (1.991) ou o "Open your
eyes" (1.997); mas ainda assim
"Tormato" também chega a ser citado
para os fãs mais radicais como o pior dos piores.
O Yes aqui neste trabalho parece também não
estar muito empenhado, espontâneo, dinâmico e
com pouquíssima vontade de compor e de tocar;
eles dão uma impressão de que acumularam por
anos tudo aquilo de ruim que já elaboraram em
suas vidas para fazer numa tacada só resultando o
que se observa em "Tormato" e percebe-se
que eles queriam também estrear os mais novos
instrumentos musicais lançados no mercado musical
com melodias e timbres muito diferentes daquilo
que fizeram durante em seus anos 70 (o
interessante sobretudo é que o Yes pela primeira
vez cita no encarte quais instrumentos cada
integrante toca faixa por faixa mais
detalhadamente). Por exemplo, num ano de 1.978
claro que quanto mais uma banda fosse ousada para
dividir o espaço (especialmente as de rock
progressivo) seria ótimo como o
"Genesis" que gravava como um trio em
"And then there were three" (1.978), ou
o "Jethro Tull" em "Heavy
horses" (1.978), ou até mesmo o
"Emerson, Lake and Palmer" com o
"Love beach" (1.978) não eram as
melhores coisas, mas em se tratando de sonoridade
das melodias e timbre dos instrumentos até que aí
não decepcionaram.
Um outro problema a este respeito é que todos os
integrantes parecem também muito preocupados em
fazer seus solos instrumentais ao mesmo tempo e
querendo consequentemente apresentar estes seus
instrumentos de última tecnologia e o que talvez
seje pior por terem feita esta opção para
aquelas pessoas que não gostam do album; não
aparenta ter muito rock progressivo. Parte dos fãs
que se enquadram no perfil de "Tormato"
sentem que a banda estava sendo mais
"coerente" por apresentar um album com
faixas de um padrão entre 2-5 minutos em média
por causa do ano que apresentavam outras tendências
musicais deixando-se de que o Yes se desiludisse
com a idéia de fazer faixas em torno de seus 10 e
até 20 minutos de duração como fizeram durante
boa parte dos anos 70, mas não deve ser esquecido
que os dois primeiros albums do Yes,
"Yes" (1.969) e "Time and a
word" (1.970), além de apresentar um padrão
médio de faixas que estavam na casa entre os 2-5
minutos de duração também dispunha de uma
quantidade de 8 faixas como é o que acontece com
"Tormato" sem contar que as composições
deste 2 albums ganham em disparado de
"Tormato" se bobear em termos de elaboração
de melodias (mesmo com a banda um tanto indefinida
e perdida no que pretendia seguir em sua carreira
musical).
Um outro fator que deve se considerar é o
resultado final em se tratando sobre a finalização
do trabalho que gerou uma turnê comemorando os 10
anos do Yes indo até o ano de 1.979 em que as
coisas internamente no Yes iriam se agravar em
relação a saída de Jon Anderson que demonstrava
seu descontentamento com o grupo, além de se
aborrecer com um acidente doméstico ocorrido com
Alan White numa queda de patins imobilizando-o por
alguns tempos com seus instrumentos de percussão
e baterias (White inclusive é apontado por alguns
fãs radicais da banda de ser o
"culpado" pela maneira como o Yes tomou
outro rumo em suas vidas a partir de
"Drama" (1.980), album que foi inclusive
gravado após "Tormato" sem Anderson e
Wakeman; já no caso de Wakeman não seria
visivelmente um sério problema quanto a da saída
de Anderson), o cantor estaria fazendo uma
parceria com o multi-instrumentista grego Vangelis
(e que inclusive foi cogitado para fazer as gravações
em subistituição de Wakeman no album
"Relayer") estreando como "Jon and
Vangelis" em "Short stories"
(1.979), sem contar que estaria trabalhando com um
material novo naquela época para um outro album
do Yes que serviria para o próximo trabalho que
serviria em "Drama" resultando em
"Song of seven" (1.980).
Apenas fica algumas questões de reflexão do
album "Tormato": será que o trabalho ao
ser finalizado foi feito com o intuito de gerar
alguma polêmica, ser discutido pelo público como
uma forte expectativa de apenas chamar a atenção
de uma maneira geral, ou seja, o que será que
eles estavam pensando ? Será que Jon Anderson, um
dos fundadores e escritores da grande maioria das
faixas do Yes até aquele ano de 1.978 já se
demonstrava que poderia buscar novos desafios e
propostas afastado do Yes desde que ele já havia
feito seu primeiro album solo "Olias of
sunhillow" (1.976) ?
Apenas por encargo de conciência o Yes retornou
com a mesma formação de "Tormato"
trabalhando em estúdio por volta de 1.995 quando
lançaria um album de 2 volumes com faixas de estúdio
e ao vivo em "Keys to ascencion" (1.996)
e "Keys to ascencion 2" (1.997) e
retornaria quase 20 anos depois com uma
mentalidade e espírito muito mais maduro em relação
a música que trabalharam em seus anos 70.
A produção do "Tormato": mesmo feito
pelo próprio Yes temos também Brian Lane na
parada. Lane era o empresário de Wakeman tendo
alguma manifestação com o Yes a partir de
"Fragile" (1.971) quando Wakeman havia
se ingresso na banda e já havia colaborado no
album anterior "Going..." e o que não
se entende é justamente esta diferença de um
album para o outro, ou seja uma mesma
"esquisitice" que outras bandas já
passaram pela vida ofertando aos ouvintes o que se
encontra um público convicto que odeia por um
lado, assim como por outro lado se encontra outro
público que ama; como exemplos o trio canadense
"Rush" do "Fly by night"
(1.975) para o "Caress of steel"
(1.975), o "Supertramp" do
"Supertramp" (1.970) para o
"Indeblidy stamped" (1.971), o
"King Crimson" do "Lizard"
(1.971) para o "Islands" (1.972) e por aí
vai em transformações muito radicais em que a
produção do trabalho de um artista musical é
muito importante e responsável por sinal. Tem
gente inclusive que já culpa Lane como o responsável
por tudo como foi elaborado de uma maneira geral,
mas por que o Yes tomou esta decisão por resultar
"Tormato" desta maneira por causa de um
produtor ? Afinal eles encerrariam a carreira e
ponto final a mando do produtor em referência ?
Ou era da gravadora Atlantic Records ? Lane teve
também a cooperação auxiliar de Geoff Young e
Nigel Luby que gravou no album solo de Chris
Squire "Fish out of water" (1.976).
Agora a capa...primeiramente já não tem aquelas
imagens maravilhosas de Roger Dean que vinha
fazendo desde "Fragile" (1.971) e só a
única coisa que se manteve a marca de Dean foi o
logotipo do "Yes". Pelo do que se sabe o
nome do album provêm das palavras "Tor"
de "Tour" que significa "turnê"
em inglês e o "Tomato" que significa
"tomate" em inglês e tem como um
resultado um tomate espatifado na foto de uma
pessoa (sem contar nos integrantes que estão também
no album do lado de trás todos usando óculos
escuros: vergonha do que realizaram ?); o
resultado bizarro do que se acontece a pessoas que
quando aparecem a público se sentem incomodados
quando seus artistas preferidos não se sobressaem
acima do esperado. Quem teve esta idéia ? O que o
Yes queria dizer com isso ? Será que eles já
previam premeditadamente o resultado de
"Tormato" pelo lado inteiramente ruim da
banda ? Foi feita pela Hipgnosis??? a partir de
"Going...", o mesmo que já havia
trabalhado com outros artistas de rock progressivo
como o "Pink Floyd",
"Genesis", "Flash" (banda
formada pelos integrantes originais do Yes: Peter
Banks e Tony Kaye) e entre outros. Detalhe: o
vinil original tem alguns gráficos da capa
interna onde se encontram as letras do album no
selo redondo do disco.
"Future times/Rejoice" - já logo nos
segundos iniciais desta faixa já se percebe a
forte diferença entre sonoridades e de timbres
dos instrumentos musicais de todos os músicos do
Yes que a banda já vinha desenvolvendo sua
proposta musical desde quando surgiram em 1.968 até
"Going...". A partir daqui até o último
segundo do término de "Tormato" os
ouvintes do Yes já também se identificarão com
a idéia de que a banda queria fazer um som mais
"moderninho" o que decepcionará alguns
e entusiarmará outros. Com quase 7 minutos de
duração um dos pontos negativos desta faixa é
que pela primeira vez na história da banda eles
conduziram um título que se subdivide-se em 2; e
os 2 títulos estão divididos em duas durações
mas apresentam um total final. É uma composição
inclusive composta com a participação de todos
os membros do Yes desde o album
"Tales...". Ela tem um ritmo meio de uma
marcha de um pelotão de exército (por parte de
White) em especial na primeira parte que pertence
a "Future times" e ressurge mais no
final de "Rejoice" e de uma maneira
geral é até decente mas a música parece se
recusar a demonstrar algo até interessante
mencionando nomes da história da mitologia como
as crianças Solomon e Dantallion em meio de seus
instrumentos de uma tecnologia mais recente dando
uma impressão estranha ao ouvinte que escutava o
Yes até "Going...", sem contar com o
"falsete" de vocais de Anderson.
"Future..." seria bem provavel que
estaria no album solo de Anderson em "Song of
seven" depois quando ele saiu do Yes após
"Tormato". No caso da
"Rejoice" pouco muda (tem um pouco mais
de vocais) em termos de melodia e retorna ao tema
musical principal de "Future...".
Curiosidade: "Future..." tem uma
particularidade com o album do Yes "Open your
eyes" (1.997) no caso em "Man in the
moon" em que o Yes cita várias vezes a
palavra "round" que significa "em
volta, ao redor" em inglês.
"Don´t kill the whale" - grande parte
dos fãs do Yes odeia esta faixa por ela ser uma
das mais pops de seus anos 70 e considerada muito
ridícula e brega como uma das piores coisas que já
elaboradas por uma banda de grosso calibre do rock
progressivo mas deve-se ter um pleno respeito
sobretudo pela faixa porque ela retrata sobre as
baleias, um protesto a favor da natureza e que
revela o lado humano e sério que existe no Yes.
Aliás aproximadamente nesta época que foi feito
"Tormato" alguns artistas também se
dedicaram com a natureza como exemplos o
"Supertramp" que dedicou uma cópia de
platina de seu álbum "Even in the quitest
moments" (1.977) a entidade
"Greenpeace", ou o ex-guitarrista da
banda francesa "Gong", Steve Hillage,
com o álbum "Green" (1.978) que é
totalmente retratando sobre a natureza terrestre e
aquática e outros mais, sem contar alguns casos
de artistas que também citam baleias em suas músicas
como o ex-guitarrista e fundador do
"Genesis", Anthony Phillips, em um tema
musical chamado "Flight of the whale-birds:
blizzard mountain" da faixa "Ice
flight" no álbum "Private parts and
pieces VII: Slow waves, soft stars" (1.987) e
até o "Led Zeppelin" com a faixa
"Mobydick" do "Led Zeppelin
II" (1.970). Em "Don´t..." é
muito evidente isso visto que observa-se o ruído
dos sintetizadores de Wakeman induzindo como se
seres humanos estivessem matando alguma baleia e
sem contar Anderson citando a palavra
"Cetacei" (que é o nome científico da
baleia). Anderson entretanto, foi mais longe
porque gravou um album solo chamado
"Earthmotherearth" (1.997) tendo uma
faixa chamada "Whalewatching" contendo
ruído de baleias. A maneira inclusive que a música
é tocada lembra uma melodia de "Real
love" do album do Yes "Talk"
(1.994). De resto a faixa praticamente pela opinião
dos fãs está relativamente igual a de estúdio
com uma diferença da não presença de Squire
tocando alguns acordes de piano que são
creditados e tocados por este músico visto que a
autoria da faixa provêm da dobradinha de
Anderson/Squire. Encontra-se uma versão ao vivo
disponibilizada em "Yesshows" (1.981)
que por sinal é bem saudada aos fãs mas quase
nada se difere com a versão em estúdio. Mais uma
parceria da dobradinha Anderson/Squire em que as
partes de piano são tocadas por Squire.
"Madrigal" - é a menor faixa do album
com pouco mais de 2 minutos de duração e mesmo
muito pequenina tem uma simpatia muito grande dos
ouvintes do Yes. Uma das poucas faixas que o Yes
elaborou feita sob uma forma que abrange a música
barroca com cravo tocado por Wakeman e violão acústico
tocado por Howe tendo Anderson citando as letras
da música (o destaque vale para Anderson e
Wakeman) novamente sobre mitologia, sonhos e
navegação de navios da Sétima época,
"Seventh age" que também é citada em
"Circus of Heaven" deste mesmo album.
"Madrigal" parece ser uma continuação
de "Turn of the century" do album
"Going..." e os responsáveis da faixa são
Anderson e Wakeman e também como uma primeira vez
na história da banda que Wakeman compõe em forma
de duo em parceria no Yes (a "Siberian
Khatru" do album "Close..." por
exemplo é de autoria de Anderson/Howe/Wakeman).
Quanto ao estilo feito sob forma barroca
observa-se que quando o Yes no decorrer da
carreira tinha a intenção de tornar um esquema
mais de forma sinfônica em sua sonoridade como
tendo um caminho que trilhasse o conceito da música
clássica e erudita de compositores do tipo
Mozart, Beethoven, Chopin, era muito natural que
eles fizessem algo diferente como esta pequeníssima
proposta musical de apenas 2 minutos de duração,
do tipo grupos como o "Gentle Giant",
"Gryphon" ou até o "Jethro
Tull" mas para o caso de uma banda como o Yes
já era muito tarde, serviria sim como curiosidade
para os ouvintes mas não se tornar
definitivamente algo que convencesse a todos os fãs
do Yes. Quanto ao "duelo" de Wakeman e
Howe os ouvintes poderiam ouvir algo parecido em
"Sign language" do album "Keys to
ascencion 2" (1.997) com a mesma formação
de "Tormato", ou por parte de Wakeman na
faixa de sua apresentação solo em "An
evening of Yes music plus" (1.994) tocando
uma melodia inicial muito parecida com
"Madrigal".
"Release, release" - é uma faixa que
deixa boa parte do público na dúvida se é boa
ou ruim alegando que é uma das músicas do Yes até
aquele tempo em que nunca soou tão pior os seus
vocais, mas diferente de "Don´t
kill..." (que neste caso é bem mais pop). Os
fãs da banda avaliam que aqui as linhas de baixo
de Squire e a percussão de White (que inclusive
tem um solo do músico próximo do meio da faixa
no meio de um público ao vivo), isso porque a
faixa é de autoria de Anderson/Squire/White;
outros vão mais além alegando que é uma
continuação de "Sound chaser" do album
"Relayer" (1.975). "Release,
release" tende inclusive a ser uma das faixas
percussoras que viria a ter pela frente como no
caso do próximo album, "Drama"; veja
que existe um ótimo entrosamento por parte de
Howe/Squire/White (que são os integrantes
pertencentes do Yes que deram continuidade de
"Drama") e dar a entrada musical do
grupo na década de 80. Há quem diga-se que um
dos donos da Atlantic Records que escutaram a demo
desta faixa pensava-se que todo o conjunto de músicas
do Yes que geralmente transformavam numa suite, um
grande album do Yes viria a surgir a partir da década
posterior de "Tormato" com novas
propostas, mas o que ocorre é que o Yes neste ano
de 1.978 se divide em 2 direções:
Howe/Squire/White e Anderson/Wakeman e resultando
numa única coisa, o místerio em uma arena de
rock.
"Arriving UFO" - outra faixa que muitos
fãs aclamam também como uma das mais ridículas
do album e tem como o destaque os sintetizadores
de Wakeman feitos de uma maneira um tanto
futurista, bizarra de efeitos sonoros imitando a
emigração de alienígenas em que as letras
retratam o óbvio: chegada de UFOs no planeta e
Anderson sendo contatado pelo planeta de onde
mora. A faixa é também um dos maiores fiascos em
se tratando de vanguarda pela época em que foi
elaborada. O tema em que o Yes aborda é muitas
vezes não muito bem identificado por certas
pessoas; o "Genesis" por exemplo fez
algo próximo com a faixa "Alien
afternoon" do album "Calling all the
stations" (1.997), diferente do que outras
pessoas veêm no "Van Der Graaf
Generator" que já gravou em "Pioners
over C" do album "H to he who am the
only one" (1.970), ou o trio canadense
"Rush" em "Cygnus X-1" no
album "A farewell to kings" (1.977).
"Circus of Heaven" - outro exemplo num
mesmo album que muitos fãs do Yes não gostam de
"Tormato" feito sob melodias simples e
pobres (é verdade que lembram também um circo
por parte de Wakeman nos teclados) e também
possivelmente seria incluso no album solo de
Anderson "Song..." depois de
"Tormato". A faixa retrata contos imaginários
por parte de Anderson citando novamente
personagens históricos da mitologia induzindo o
ouvinte em lugares também imaginários sobre
aparentemente um circo no céu onde 2 irmãos se
enfrentaram por lá entre muita amizade, amor e ódio
entre sonhos do histórico Alexandre (o Grande),
cavalos unicórnios, os 7 Deuses da sétima idade
e uma criança que retrata que o circo era bom
devido ao fato de que não existia nenhum palhaço,
leões, tigres, ursos, doces, mas a criança não
gosta de nada disso e sim do céu. Observa-se
detalhes desta faixa: um ritmo de reggae muito
discreto do conjunto, coisa que talvez o grupo só
descobriu em "Tormato" diferente que
muitos pensariam que é muito mais nítido na
faixa "Saving my heart" do album
"Union" (1.991), uma apunhalada de
vocais dos integrantes acompanhando Anderson (um
dos membros repetindo algumas frases de Anderson
depois de ditas, alguém seguindo a melodia com um
"Oh-la-la, oh-la-la" por várias vezes e
até Wakeman no meio da cantoria com seus graves
(e horríveis !) vocais. Próximo do final da
faixa tem-se um convidado inusitado chamado Damion
Anderson, sendo este nada menos que o segundo
filho de Jon Anderson e que inclusive participaria
do album solo do cantor em "Song..." na
faixa título (épica, também por sinal); este
momento quando o filho de Anderson se manifesta
mesmo com muita inocência não agrada muito o público
e se o ouvinte prestar muita atenção o pequeno
cantor troca a ordem das palavras na frase que
participa nesta faixa; na realidade o que Damion
faz é apenas um diálogo da frase e não cantar
propriamente dito neste trecho que participa.
Anderson gravou um album chamado "In the city
of angels" (1.988) em que a música "If
it wasn´t for love" que lembra um pouquinho
de "Circus...".
"Onward" - esta é uma das faixas
composta exclusivamente por Squire há quem diga
que seria uma outra faixa que era para ser incluso
no primeiro album solo do baixista, "Fish out
of water" (1.976), e claro que não houve
esta disponibilidade de estar naquele album (será
por ser ruim em vista das que foram gravadas em
"Fish..." ?). Apesar de ser uma melodia
muito simples é provavelmente uma das que
despertam muita emoção aos ouvintes de
"Tormato" com toques de baixo de Squire
que mesmo repetitivos são tão melodiosos que
parecem reger uma orquestra sinfônica, algo que o
Yes trabalhou muito bem quando gravou a música
"Time and a word" do album
"Time..." (e olhe que nesta faixa tem
arranjos de orquestra e de metais que inclusive se
apresentam na parte solo instrumental da faixa
feitos por Andrew Price Jackman, presente também
no album solo do baixista em "Fish..."),
isso sem contar que o público que gosta muito do
Yes gosta mais ainda da versão ao vivo lançada
em "Keys to ascension 1" (1.996); o único
detalhe é que não tem White tocando forçadamente
seus instrumentos sem apresentar as baterias ou
suas percussões. "Onward" é uma
"baladinha" épica que retrata
aparentemente sobre o tema religião e com uma
sonoridade muito pura, carismática e romântica e
que poderia estar tranquilamente no album anterior
"Going..." porque soa como a grande
parte das demais músicas deste trabalho com a
mesma formação de "Tormato".
"On the silent wings of freedom" - é a
maior faixa do album com quase 8 minutos de duração
e uma das mais destacadas pelos fãs como a que
tem mais "alma" no album
"Tormato" e se identifica com o grupo.
Entretanto, ela aparenta que todos os integrantes
querem solar seus instrumentos ao mesmo tempo
fazendo a faixa ficar um tanto "bagunçada"
talvez por ela estar num ritmo um tanto rápido.
"On the silent..." poderia ser muito
melhor se a produção também tivesse ajudado,
sem contar com a falta de espontaneidade da banda
em "Tormato" em sua totalidade. De uma
parceria de elaboração de Anderson/Squire saiu
em compacto junto com "Release, release"
e a faixa tem uma abertura instrumental modesta
por sinal que tem o baixo como o destaque que vai
tornando a música relativamente progressiva (uma
das poucas inclusive do album) e parece que se
resultou numa espécie de jam; observe inclusive
que as linhas do baixo de Squire especialmente as
introdutória foram que re-utilizadas na faixa
"Tempus fugit" do album
"Drama". Outro fato interessante está
no meio da faixa quando a banda está numa melodia
muito calma em Anderson cita algumas frases da
faixa e tendo Wakeman que coordena a faixa com
seus teclados em meio de um sino tocado por White
deixando "On the silent..." num ambiente
bem sombrio. A partir da finalização de "On
the silent..." terminará uma etapa do Yes a
partir dos anos 80 que só mesmo o tempo diria
para eles mesmos e seu público que sempre os
admirou.
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