Jon Anderson - vocais principais, violões acústicos. Steve Howe - vocais de apoio, guitarras elétricas, violões acústicos. Chris Squire - vocais de apoio, baixo. Rick Wakeman - teclados, piano. Alan White - vocais de apoio, baterias, percussão.


Faixas:
1. "Future times/Rejoice" - 6:46
2. "Don´t kill the whale" - 3:55
3. "Madrigal" - 2:21
4. "Release, release" - 5:40
5. "Arriving UFO" - 6:02
6. "Circus of Heaven" - 4:26
7. "Onward" - 4:00
8. "On the silent wings of freedom" - 7:45


Yes - Tormato (1978)

Por Steve Hillage


Lançado no primeiro semestre de 1.978 (tendo até em edição nacional e reedição em 1.988 apenas em vinil) pela gravadora Atlantic Records, "Tormato" é um dos albums do Yes que talvez seje um dos mais conturbados realizados nos anos 70 da carreira da banda considerado como na gíria popular boa parte dos fãs da banda como um "Tormento" e a seguir a saber o porquê.

"Tormato" contem uma formação oriunda desde a turnê de 1.972 que apresentava o baterista Alan White estreando justamente no primeiro album ao vivo do grupo "Yessongs" (1.973), os fundadores do conjunto, o vocalista e letrista Jon Anderson, o baixista e vocalista Chris Squire (estes 2 últimos citados), o guitarrista e vocalista Steve Howe e por finalmente o tecladista Rick Wakeman sendo que esta formação viria a gravar o primeiro album de estúdio chamado "Tales from topographic oceans" (1.974) e quando é lançado este album Wakeman sai do grupo para carreira solo gravando seu terceiro album e segundo sucesso de vendas conhecido mundialmente como "Journey to the center of the Earth" (1.974) e em seu lugar é substituido pelo suíço Patrick Moraz que vinha de um trio chamado "Refugee" meio espécie de "The Nice" (banda fundada pelo tecladista Keith Emerson nos anos 60 que logo mais fundaria o "Emerson, Lake & Palmer") que continha inclusive membros que eram justamente do "The Nice" com Lee Jackson no baixo e Brian Davidson nas baterias fazendo um album chamado "Refugee" (1.974) gravando um único album no Yes com uma proposta muito diferente dos demais albums lançados até então chamado "Relayer" (1.975) num esquema chegando a uma forte variação do chamado fusion (com até certo relacionamento da música progressiva) e que bem possivelmente o Yes não encaminharia sua sonoridade da maneira que fazia anteriormente (nem talvez ofertando para neste caso com "Tormato"). A partir de 1.976 as coisa mudam no Yes e Moraz é substiuido por Wakeman do qual estava sentindo financeiramente as coisas bem difíceis de seguir a carreira como um músico solo depois de gravar "No earthly connection" (1.976) numa atitude pelo que se aponta um tanto até covarde pelo intermédio do empresário de Wakeman, Brian Lane, e em consequência retornando também por sinal a mesma formação de estúdio de "Tales..." para as gravações de "Going for the one" (1.977) tendo este músico sido oferecido cordialmente pela A&M Records ("No earthly connection" era pertencente a esta gravadora).

"Tormato" é um album que não se sabe porque chegou a um finalmente muitíssimo diferente de "Going..." e ainda por cima com a mesmíssima formação, que o album é duramente criticado por muitas pessoas isso é sem sombra de dúvidas mas também é defendido por outros fãs da banda e se bobear todos aqueles que tem opiniões contraditórias de cada lado das opiniões opostas se pegariam facilmente no tapa, numa guerra de nervos que sabe lá aonde chegaria a um finalmente. Uma coisa também é certa: o Yes chegou a admitir que é um album que desagradou até por eles mesmos, mas também não é a mesma coisa que muitos também tem por diferentes divididas opiniões quando se fala a respeito de "Tales..." que é um album duplo com apenas 4 músicas, sendo uma suíte de cada lado dos dois discos (neste caso aqui tem um certo experimentalismo musical e muita ousadia, mas ai são outras estórias). O que ocorre em "Tormato" é que o Yes parece querer fazer um som de uma maneira bem mais moderna e pop até por sinal em meio de algumas "baladinhas", caracterizando o final dos anos 70 em que se tinham categorias como o advento punk, o new wave, a disco, mas pelo visto não foi muito funcional e o resultado que se considera é que "Tormato" aparenta ter sido "condecorado" como o "pior album do Yes em seus anos 70" e veja que futuramente viria coisas bem piores consideradas pela opinião de muitos fãs da banda como por exemplos o "Big generator" (1.987), o "Union" (1.991) ou o "Open your eyes" (1.997); mas ainda assim "Tormato" também chega a ser citado para os fãs mais radicais como o pior dos piores.

O Yes aqui neste trabalho parece também não estar muito empenhado, espontâneo, dinâmico e com pouquíssima vontade de compor e de tocar; eles dão uma impressão de que acumularam por anos tudo aquilo de ruim que já elaboraram em suas vidas para fazer numa tacada só resultando o que se observa em "Tormato" e percebe-se que eles queriam também estrear os mais novos instrumentos musicais lançados no mercado musical com melodias e timbres muito diferentes daquilo que fizeram durante em seus anos 70 (o interessante sobretudo é que o Yes pela primeira vez cita no encarte quais instrumentos cada integrante toca faixa por faixa mais detalhadamente). Por exemplo, num ano de 1.978 claro que quanto mais uma banda fosse ousada para dividir o espaço (especialmente as de rock progressivo) seria ótimo como o "Genesis" que gravava como um trio em "And then there were three" (1.978), ou o "Jethro Tull" em "Heavy horses" (1.978), ou até mesmo o "Emerson, Lake and Palmer" com o "Love beach" (1.978) não eram as melhores coisas, mas em se tratando de sonoridade das melodias e timbre dos instrumentos até que aí não decepcionaram.

Um outro problema a este respeito é que todos os integrantes parecem também muito preocupados em fazer seus solos instrumentais ao mesmo tempo e querendo consequentemente apresentar estes seus instrumentos de última tecnologia e o que talvez seje pior por terem feita esta opção para aquelas pessoas que não gostam do album; não aparenta ter muito rock progressivo. Parte dos fãs que se enquadram no perfil de "Tormato" sentem que a banda estava sendo mais "coerente" por apresentar um album com faixas de um padrão entre 2-5 minutos em média por causa do ano que apresentavam outras tendências musicais deixando-se de que o Yes se desiludisse com a idéia de fazer faixas em torno de seus 10 e até 20 minutos de duração como fizeram durante boa parte dos anos 70, mas não deve ser esquecido que os dois primeiros albums do Yes, "Yes" (1.969) e "Time and a word" (1.970), além de apresentar um padrão médio de faixas que estavam na casa entre os 2-5 minutos de duração também dispunha de uma quantidade de 8 faixas como é o que acontece com "Tormato" sem contar que as composições deste 2 albums ganham em disparado de "Tormato" se bobear em termos de elaboração de melodias (mesmo com a banda um tanto indefinida e perdida no que pretendia seguir em sua carreira musical).

Um outro fator que deve se considerar é o resultado final em se tratando sobre a finalização do trabalho que gerou uma turnê comemorando os 10 anos do Yes indo até o ano de 1.979 em que as coisas internamente no Yes iriam se agravar em relação a saída de Jon Anderson que demonstrava seu descontentamento com o grupo, além de se aborrecer com um acidente doméstico ocorrido com Alan White numa queda de patins imobilizando-o por alguns tempos com seus instrumentos de percussão e baterias (White inclusive é apontado por alguns fãs radicais da banda de ser o "culpado" pela maneira como o Yes tomou outro rumo em suas vidas a partir de "Drama" (1.980), album que foi inclusive gravado após "Tormato" sem Anderson e Wakeman; já no caso de Wakeman não seria visivelmente um sério problema quanto a da saída de Anderson), o cantor estaria fazendo uma parceria com o multi-instrumentista grego Vangelis (e que inclusive foi cogitado para fazer as gravações em subistituição de Wakeman no album "Relayer") estreando como "Jon and Vangelis" em "Short stories" (1.979), sem contar que estaria trabalhando com um material novo naquela época para um outro album do Yes que serviria para o próximo trabalho que serviria em "Drama" resultando em "Song of seven" (1.980).

Apenas fica algumas questões de reflexão do album "Tormato": será que o trabalho ao ser finalizado foi feito com o intuito de gerar alguma polêmica, ser discutido pelo público como uma forte expectativa de apenas chamar a atenção de uma maneira geral, ou seja, o que será que eles estavam pensando ? Será que Jon Anderson, um dos fundadores e escritores da grande maioria das faixas do Yes até aquele ano de 1.978 já se demonstrava que poderia buscar novos desafios e propostas afastado do Yes desde que ele já havia feito seu primeiro album solo "Olias of sunhillow" (1.976) ?

Apenas por encargo de conciência o Yes retornou com a mesma formação de "Tormato" trabalhando em estúdio por volta de 1.995 quando lançaria um album de 2 volumes com faixas de estúdio e ao vivo em "Keys to ascencion" (1.996) e "Keys to ascencion 2" (1.997) e retornaria quase 20 anos depois com uma mentalidade e espírito muito mais maduro em relação a música que trabalharam em seus anos 70.

A produção do "Tormato": mesmo feito pelo próprio Yes temos também Brian Lane na parada. Lane era o empresário de Wakeman tendo alguma manifestação com o Yes a partir de "Fragile" (1.971) quando Wakeman havia se ingresso na banda e já havia colaborado no album anterior "Going..." e o que não se entende é justamente esta diferença de um album para o outro, ou seja uma mesma "esquisitice" que outras bandas já passaram pela vida ofertando aos ouvintes o que se encontra um público convicto que odeia por um lado, assim como por outro lado se encontra outro público que ama; como exemplos o trio canadense "Rush" do "Fly by night" (1.975) para o "Caress of steel" (1.975), o "Supertramp" do "Supertramp" (1.970) para o "Indeblidy stamped" (1.971), o "King Crimson" do "Lizard" (1.971) para o "Islands" (1.972) e por aí vai em transformações muito radicais em que a produção do trabalho de um artista musical é muito importante e responsável por sinal. Tem gente inclusive que já culpa Lane como o responsável por tudo como foi elaborado de uma maneira geral, mas por que o Yes tomou esta decisão por resultar "Tormato" desta maneira por causa de um produtor ? Afinal eles encerrariam a carreira e ponto final a mando do produtor em referência ? Ou era da gravadora Atlantic Records ? Lane teve também a cooperação auxiliar de Geoff Young e Nigel Luby que gravou no album solo de Chris Squire "Fish out of water" (1.976).

Agora a capa...primeiramente já não tem aquelas imagens maravilhosas de Roger Dean que vinha fazendo desde "Fragile" (1.971) e só a única coisa que se manteve a marca de Dean foi o logotipo do "Yes". Pelo do que se sabe o nome do album provêm das palavras "Tor" de "Tour" que significa "turnê" em inglês e o "Tomato" que significa "tomate" em inglês e tem como um resultado um tomate espatifado na foto de uma pessoa (sem contar nos integrantes que estão também no album do lado de trás todos usando óculos escuros: vergonha do que realizaram ?); o resultado bizarro do que se acontece a pessoas que quando aparecem a público se sentem incomodados quando seus artistas preferidos não se sobressaem acima do esperado. Quem teve esta idéia ? O que o Yes queria dizer com isso ? Será que eles já previam premeditadamente o resultado de "Tormato" pelo lado inteiramente ruim da banda ? Foi feita pela Hipgnosis??? a partir de "Going...", o mesmo que já havia trabalhado com outros artistas de rock progressivo como o "Pink Floyd", "Genesis", "Flash" (banda formada pelos integrantes originais do Yes: Peter Banks e Tony Kaye) e entre outros. Detalhe: o vinil original tem alguns gráficos da capa interna onde se encontram as letras do album no selo redondo do disco.


"Future times/Rejoice" - já logo nos segundos iniciais desta faixa já se percebe a forte diferença entre sonoridades e de timbres dos instrumentos musicais de todos os músicos do Yes que a banda já vinha desenvolvendo sua proposta musical desde quando surgiram em 1.968 até "Going...". A partir daqui até o último segundo do término de "Tormato" os ouvintes do Yes já também se identificarão com a idéia de que a banda queria fazer um som mais "moderninho" o que decepcionará alguns e entusiarmará outros. Com quase 7 minutos de duração um dos pontos negativos desta faixa é que pela primeira vez na história da banda eles conduziram um título que se subdivide-se em 2; e os 2 títulos estão divididos em duas durações mas apresentam um total final. É uma composição inclusive composta com a participação de todos os membros do Yes desde o album "Tales...". Ela tem um ritmo meio de uma marcha de um pelotão de exército (por parte de White) em especial na primeira parte que pertence a "Future times" e ressurge mais no final de "Rejoice" e de uma maneira geral é até decente mas a música parece se recusar a demonstrar algo até interessante mencionando nomes da história da mitologia como as crianças Solomon e Dantallion em meio de seus instrumentos de uma tecnologia mais recente dando uma impressão estranha ao ouvinte que escutava o Yes até "Going...", sem contar com o "falsete" de vocais de Anderson. "Future..." seria bem provavel que estaria no album solo de Anderson em "Song of seven" depois quando ele saiu do Yes após "Tormato". No caso da "Rejoice" pouco muda (tem um pouco mais de vocais) em termos de melodia e retorna ao tema musical principal de "Future...". Curiosidade: "Future..." tem uma particularidade com o album do Yes "Open your eyes" (1.997) no caso em "Man in the moon" em que o Yes cita várias vezes a palavra "round" que significa "em volta, ao redor" em inglês.

"Don´t kill the whale" - grande parte dos fãs do Yes odeia esta faixa por ela ser uma das mais pops de seus anos 70 e considerada muito ridícula e brega como uma das piores coisas que já elaboradas por uma banda de grosso calibre do rock progressivo mas deve-se ter um pleno respeito sobretudo pela faixa porque ela retrata sobre as baleias, um protesto a favor da natureza e que revela o lado humano e sério que existe no Yes. Aliás aproximadamente nesta época que foi feito "Tormato" alguns artistas também se dedicaram com a natureza como exemplos o "Supertramp" que dedicou uma cópia de platina de seu álbum "Even in the quitest moments" (1.977) a entidade "Greenpeace", ou o ex-guitarrista da banda francesa "Gong", Steve Hillage, com o álbum "Green" (1.978) que é totalmente retratando sobre a natureza terrestre e aquática e outros mais, sem contar alguns casos de artistas que também citam baleias em suas músicas como o ex-guitarrista e fundador do "Genesis", Anthony Phillips, em um tema musical chamado "Flight of the whale-birds: blizzard mountain" da faixa "Ice flight" no álbum "Private parts and pieces VII: Slow waves, soft stars" (1.987) e até o "Led Zeppelin" com a faixa "Mobydick" do "Led Zeppelin II" (1.970). Em "Don´t..." é muito evidente isso visto que observa-se o ruído dos sintetizadores de Wakeman induzindo como se seres humanos estivessem matando alguma baleia e sem contar Anderson citando a palavra "Cetacei" (que é o nome científico da baleia). Anderson entretanto, foi mais longe porque gravou um album solo chamado "Earthmotherearth" (1.997) tendo uma faixa chamada "Whalewatching" contendo ruído de baleias. A maneira inclusive que a música é tocada lembra uma melodia de "Real love" do album do Yes "Talk" (1.994). De resto a faixa praticamente pela opinião dos fãs está relativamente igual a de estúdio com uma diferença da não presença de Squire tocando alguns acordes de piano que são creditados e tocados por este músico visto que a autoria da faixa provêm da dobradinha de Anderson/Squire. Encontra-se uma versão ao vivo disponibilizada em "Yesshows" (1.981) que por sinal é bem saudada aos fãs mas quase nada se difere com a versão em estúdio. Mais uma parceria da dobradinha Anderson/Squire em que as partes de piano são tocadas por Squire.

"Madrigal" - é a menor faixa do album com pouco mais de 2 minutos de duração e mesmo muito pequenina tem uma simpatia muito grande dos ouvintes do Yes. Uma das poucas faixas que o Yes elaborou feita sob uma forma que abrange a música barroca com cravo tocado por Wakeman e violão acústico tocado por Howe tendo Anderson citando as letras da música (o destaque vale para Anderson e Wakeman) novamente sobre mitologia, sonhos e navegação de navios da Sétima época, "Seventh age" que também é citada em "Circus of Heaven" deste mesmo album. "Madrigal" parece ser uma continuação de "Turn of the century" do album "Going..." e os responsáveis da faixa são Anderson e Wakeman e também como uma primeira vez na história da banda que Wakeman compõe em forma de duo em parceria no Yes (a "Siberian Khatru" do album "Close..." por exemplo é de autoria de Anderson/Howe/Wakeman). Quanto ao estilo feito sob forma barroca observa-se que quando o Yes no decorrer da carreira tinha a intenção de tornar um esquema mais de forma sinfônica em sua sonoridade como tendo um caminho que trilhasse o conceito da música clássica e erudita de compositores do tipo Mozart, Beethoven, Chopin, era muito natural que eles fizessem algo diferente como esta pequeníssima proposta musical de apenas 2 minutos de duração, do tipo grupos como o "Gentle Giant", "Gryphon" ou até o "Jethro Tull" mas para o caso de uma banda como o Yes já era muito tarde, serviria sim como curiosidade para os ouvintes mas não se tornar definitivamente algo que convencesse a todos os fãs do Yes. Quanto ao "duelo" de Wakeman e Howe os ouvintes poderiam ouvir algo parecido em "Sign language" do album "Keys to ascencion 2" (1.997) com a mesma formação de "Tormato", ou por parte de Wakeman na faixa de sua apresentação solo em "An evening of Yes music plus" (1.994) tocando uma melodia inicial muito parecida com "Madrigal".

"Release, release" - é uma faixa que deixa boa parte do público na dúvida se é boa ou ruim alegando que é uma das músicas do Yes até aquele tempo em que nunca soou tão pior os seus vocais, mas diferente de "Don´t kill..." (que neste caso é bem mais pop). Os fãs da banda avaliam que aqui as linhas de baixo de Squire e a percussão de White (que inclusive tem um solo do músico próximo do meio da faixa no meio de um público ao vivo), isso porque a faixa é de autoria de Anderson/Squire/White; outros vão mais além alegando que é uma continuação de "Sound chaser" do album "Relayer" (1.975). "Release, release" tende inclusive a ser uma das faixas percussoras que viria a ter pela frente como no caso do próximo album, "Drama"; veja que existe um ótimo entrosamento por parte de Howe/Squire/White (que são os integrantes pertencentes do Yes que deram continuidade de "Drama") e dar a entrada musical do grupo na década de 80. Há quem diga-se que um dos donos da Atlantic Records que escutaram a demo desta faixa pensava-se que todo o conjunto de músicas do Yes que geralmente transformavam numa suite, um grande album do Yes viria a surgir a partir da década posterior de "Tormato" com novas propostas, mas o que ocorre é que o Yes neste ano de 1.978 se divide em 2 direções: Howe/Squire/White e Anderson/Wakeman e resultando numa única coisa, o místerio em uma arena de rock.

"Arriving UFO" - outra faixa que muitos fãs aclamam também como uma das mais ridículas do album e tem como o destaque os sintetizadores de Wakeman feitos de uma maneira um tanto futurista, bizarra de efeitos sonoros imitando a emigração de alienígenas em que as letras retratam o óbvio: chegada de UFOs no planeta e Anderson sendo contatado pelo planeta de onde mora. A faixa é também um dos maiores fiascos em se tratando de vanguarda pela época em que foi elaborada. O tema em que o Yes aborda é muitas vezes não muito bem identificado por certas pessoas; o "Genesis" por exemplo fez algo próximo com a faixa "Alien afternoon" do album "Calling all the stations" (1.997), diferente do que outras pessoas veêm no "Van Der Graaf Generator" que já gravou em "Pioners over C" do album "H to he who am the only one" (1.970), ou o trio canadense "Rush" em "Cygnus X-1" no album "A farewell to kings" (1.977).

"Circus of Heaven" - outro exemplo num mesmo album que muitos fãs do Yes não gostam de "Tormato" feito sob melodias simples e pobres (é verdade que lembram também um circo por parte de Wakeman nos teclados) e também possivelmente seria incluso no album solo de Anderson "Song..." depois de "Tormato". A faixa retrata contos imaginários por parte de Anderson citando novamente personagens históricos da mitologia induzindo o ouvinte em lugares também imaginários sobre aparentemente um circo no céu onde 2 irmãos se enfrentaram por lá entre muita amizade, amor e ódio entre sonhos do histórico Alexandre (o Grande), cavalos unicórnios, os 7 Deuses da sétima idade e uma criança que retrata que o circo era bom devido ao fato de que não existia nenhum palhaço, leões, tigres, ursos, doces, mas a criança não gosta de nada disso e sim do céu. Observa-se detalhes desta faixa: um ritmo de reggae muito discreto do conjunto, coisa que talvez o grupo só descobriu em "Tormato" diferente que muitos pensariam que é muito mais nítido na faixa "Saving my heart" do album "Union" (1.991), uma apunhalada de vocais dos integrantes acompanhando Anderson (um dos membros repetindo algumas frases de Anderson depois de ditas, alguém seguindo a melodia com um "Oh-la-la, oh-la-la" por várias vezes e até Wakeman no meio da cantoria com seus graves (e horríveis !) vocais. Próximo do final da faixa tem-se um convidado inusitado chamado Damion Anderson, sendo este nada menos que o segundo filho de Jon Anderson e que inclusive participaria do album solo do cantor em "Song..." na faixa título (épica, também por sinal); este momento quando o filho de Anderson se manifesta mesmo com muita inocência não agrada muito o público e se o ouvinte prestar muita atenção o pequeno cantor troca a ordem das palavras na frase que participa nesta faixa; na realidade o que Damion faz é apenas um diálogo da frase e não cantar propriamente dito neste trecho que participa. Anderson gravou um album chamado "In the city of angels" (1.988) em que a música "If it wasn´t for love" que lembra um pouquinho de "Circus...".

"Onward" - esta é uma das faixas composta exclusivamente por Squire há quem diga que seria uma outra faixa que era para ser incluso no primeiro album solo do baixista, "Fish out of water" (1.976), e claro que não houve esta disponibilidade de estar naquele album (será por ser ruim em vista das que foram gravadas em "Fish..." ?). Apesar de ser uma melodia muito simples é provavelmente uma das que despertam muita emoção aos ouvintes de "Tormato" com toques de baixo de Squire que mesmo repetitivos são tão melodiosos que parecem reger uma orquestra sinfônica, algo que o Yes trabalhou muito bem quando gravou a música "Time and a word" do album "Time..." (e olhe que nesta faixa tem arranjos de orquestra e de metais que inclusive se apresentam na parte solo instrumental da faixa feitos por Andrew Price Jackman, presente também no album solo do baixista em "Fish..."), isso sem contar que o público que gosta muito do Yes gosta mais ainda da versão ao vivo lançada em "Keys to ascension 1" (1.996); o único detalhe é que não tem White tocando forçadamente seus instrumentos sem apresentar as baterias ou suas percussões. "Onward" é uma "baladinha" épica que retrata aparentemente sobre o tema religião e com uma sonoridade muito pura, carismática e romântica e que poderia estar tranquilamente no album anterior "Going..." porque soa como a grande parte das demais músicas deste trabalho com a mesma formação de "Tormato".

"On the silent wings of freedom" - é a maior faixa do album com quase 8 minutos de duração e uma das mais destacadas pelos fãs como a que tem mais "alma" no album "Tormato" e se identifica com o grupo. Entretanto, ela aparenta que todos os integrantes querem solar seus instrumentos ao mesmo tempo fazendo a faixa ficar um tanto "bagunçada" talvez por ela estar num ritmo um tanto rápido. "On the silent..." poderia ser muito melhor se a produção também tivesse ajudado, sem contar com a falta de espontaneidade da banda em "Tormato" em sua totalidade. De uma parceria de elaboração de Anderson/Squire saiu em compacto junto com "Release, release" e a faixa tem uma abertura instrumental modesta por sinal que tem o baixo como o destaque que vai tornando a música relativamente progressiva (uma das poucas inclusive do album) e parece que se resultou numa espécie de jam; observe inclusive que as linhas do baixo de Squire especialmente as introdutória foram que re-utilizadas na faixa "Tempus fugit" do album "Drama". Outro fato interessante está no meio da faixa quando a banda está numa melodia muito calma em Anderson cita algumas frases da faixa e tendo Wakeman que coordena a faixa com seus teclados em meio de um sino tocado por White deixando "On the silent..." num ambiente bem sombrio. A partir da finalização de "On the silent..." terminará uma etapa do Yes a partir dos anos 80 que só mesmo o tempo diria para eles mesmos e seu público que sempre os admirou.