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Jon
Anderson - vocais principais, violões,
percussão. Steve Howe - guitarras
elétricas de 6 e 12 cordas, violões acústicos,
mandolim, cítara, vocais de apoio. Chris
Squire - baixo, vocais de apoio. Rick
Wakeman - teclados, sintetizadores, piano
acústico. Alan White - baterias,
percussão, vocais de apoio. Patrick Moraz
- teclados, sintetizadores, piano acústico (nas
faixas "The gates of delirium" e
"Ritual (Nous sommes du soleil)").
Faixas:
1) Parallels - 6:57
2) Time and A word - 4:05
3) Going for the one - 5:13
4) The gates of delirium - 22:58
5) Don't kill the whale - 6:50
6) Ritual (Nous sommes du soleil) - Part 1 - 12:13
7) Ritual (Nous sommes du soleil) - Part 2 - 16:09
8) Wonderous stories - 3:55
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Yes
- Yesshows (1981)
Por Steve
Hillage
"Yesshows" é o segundo album ao vivo do
Yes (confeccionado em vinil e CD duplo este
último que contém inclusive as letras das faixas
que contém no album mas o disquinho só é
encontrado em edição importada) e que já não
haviam lançado algo ao vivo desde 1.973 com o
triplo em vinil (duplo em CD) "Yessongs"
e agora gravado e elaborado em novembro de 1.980 e
sendo lançado ao público e crítica em janeiro
de 1.981, consolidaria neste período uma etapa da
banda que estava passando por um momento inusitado
da carreira com o lançamento do album de estúdio
"Drama" (1.980) sem o membro fundador e
vocalista principal, Jon Anderson, considerado por
uma grande maioria dos fãs da banda a
"alma" do Yes e também o tecladista
Rick Wakeman (que já tinha saído e retornado do
Yes) sendo ambos substituídos por Geoffery Downes
e Trevor Horn em que eram oriundos do duo de uma
banda pop chamada "The Buggles" tendo um
album já gravado antes de "Drama"
entitulado como "Age of plastic"
(1.980). Neste ano turbulento de 1.980 com um Yes
sem Jon Anderson, a banda pressentiu que não iria
longe mesmo com os 2 novos membros do "The
Buggles" recrutados por Chris Squire, outro
fundador do Yes, que tratou de elaborar algo do
Yes que houvesse a existência de no mínimo a
presença de Anderson na banda em termos de
material fonográfico e a solução a princípio
em vir a cabeça era oferecer um album ao vivo
para "abafar a crise" que estava
ocorrendo com o grupo com a falta de Anderson e
ainda naquele ano de 1.981 Squire gravaria também
uma coletânea muito conceituada chamada
"Classic" já que em abril o Yes
anunciaria (em tempo) o fim de suas atividades
artísticas desde o ano de 1.968 quando a banda
nascia.
Na realidade, "Yesshows" foi lançado
porque por um outro lado o Yes sentiu que
decretando o fim da existência da banda seria a
melhor forma de não sentir a pressão que certa
parte do público exigia Anderson nos vocais ao
invés de Horn mas como ainda o grupo tinha a
Atlantic Records como a gravadora desde a época
da existência da banda, e por razões contratuais
com a gravadora "Yesshows" é então o
album que Squire acabou idealizando. Existem
algumas evidências de que Squire a princípio
não quis realizar tal proeza e sim por parte da
gravadora que tinha o Yes uma banda considerada
pela Atlantic Records como uma das mais
conceituadas no mundo da música e especialmente
em se tratando de rock, ou seja mais ou menos a
Atlantic estava também por sinal pressionando o
Yes ainda que existia a gravar; algo parecido com
o que houve com o "Emerson, Lake &
Palmer" quando desejavam também encerrar
suas atividades com a mesma gravadora tendo que
gravar um album que nem mesmo os próprios
integrantes deste trio de rock progressivo queriam
em "Love beach" (1.978). É também
incerto dizer se a partir daí no que o Yes
pensaria em fazer perderia a gravadora pois
torna-se difícil porque o grupo permaneceu com a
Atlantic Records até o album "Big
generator" (1.987).
Uma pergunta que não se cala as pessoas que
admiram ao Yes: por que a banda encerrou suas
atividades e decretando o fim do grupo naquele
primeiro semestre de 1.981 quando saia um album ao
vivo como "Yesshows" (ou até mesmo a
coletânea "Classic") ? Os 2 integrantes
novos até que não foram ovacionados, muito pelo
contrário, foram até bem recebidos pelo menos
pelo público dos Estados Unidos, mas em
compensação o público britânico de origem da
banda pensava justamente ao contrário, isso fez
com que Horn (que fazia os vocais ocupando o lugar
de Anderson) se sentisse muito incomodado e
tornando evidente a sua saída própria no Yes e
seguindo a carreira com o "The Buggles"
o que incentivasse também Downes a fazer o mesmo
e gravar um album chamado "Adventures in
modern recording" (1.981). Downes ainda em
rápida instância em 1.981 pensa em formar uma
banda mais acústica (o "The Buggles"
era muito voltado ao eletrônico) convidando o
guitarrista Steve Howe (do Yes que estava pensando
em encerrar a carreira no Yes), junto com o
baterista Carl Palmer (do "Emerson...",
que já tinham encerrado a carreira em 1.980) e
John Wetton (que estava vindo de uma banda criada
nos finais dos anos 70 chamada "UK"
também finalizando suas atividades, e que
continha até o baterista original do Yes, Bill
Bruford, como um dos fundadores) no baixo formando
uma poderosa banda de rock progressivo, mas com
padrões puramente de música pop conhecida como
"Asia".
Restava do Yes apenas Squire e o baterista Alan
White que juntos já não tinham mais força de
pensar em algo que pudesse reverter toda essa
situação que o grupo acabou se tornando e
aparentemente só mesmo com o encerramento do Yes
eles poderiam talvez se fosse o caso em os dois se
concentrarem a formar uma nova banda (como um
projeto que existiu chamado "XYZ" tendo
este nome devido a serem Ex (X) - "Yes"
(Y) e "Led Zeppelin" (Z) que continha os
membros zepelianos Jimmy Page e John Paul Jones
mas praticamente não decolou). Uma outra
curiosidade aponta que o "culpado" do
fim do Yes neste período foi Alan White tudo
porque ele sofreu um grave acidente de patins,
fraturando as pernas em 1.979 (um pouco antes das
gravações de "Drama") o que deixou o
baterista fazendo um tratamento médico,
imobilizando-o de tocar baterias por um tempo de
um certo período e mantendo Jon Anderson um tanto
irritado e impaciente já que também não estava
nem um pouco contente com o material que seria
utilizado no provável album "Drama". No
início da década de 80 do Yes tendo o
"abandono" de Anderson o grupo a partir
do momento que ressurgiria em estúdio 3 anos
depois de "Drama" e com outra formação
em "90125" (1.983) (com Anderson) é bem
certo que o Yes com o transtorno ocorrido a partir
de 1.979 com a saída de Anderson o grupo já não
se tornaria dinâmico como o foi em sua década de
70. Detalhe: o album solo de Anderson "Song
of seven" (1.980) seria o possível album do
Yes a ser gravado.
Veja que curioso apenas para reflexão o que
ocorria numa época que estava sendo editado e
lançado o album "Yesshows" no mundo do
rock progressivo: final de atividades de bandas
como "Emerson...",
"Triumvirat" (acusado para muitos como a
cópia do "Emerson..."), "Gentle
Giant", "Soft Machine", entre
outras e até mesmo o Led Zeppelin (banda de
extrema importância no mundo do rock) e por outro
lado temos nascendo uma banda chamada
"Asia", o retorno do "King
Crimson" e do "Caravan", o início
de carreira solo de Phil Collins, do
"Genesis", a presença do tecladista do
Yes, Patrick Moraz com o "The Moody
Blues" e entre outros eventos.
Mas voltado ao "Yesshows", o que contém
? "Yesshows" poderia se dizer que é a
"continuação" de "Yessongs",
o tratamento que Squire deu ao album, que é o
mentor da inclusão das músicas e o produtor do
album (aliás este é o primeiro album desde o
início da carreira do Yes que um integrante do
grupo produziu um album sozinho, apesar de que os
créditos deixam claramente que foi o próprio Yes
que fez esta produção, mas a grande verdade é
que Squire trabalhou sozinho para a realização
da edição do album) faz este trabalho como um
dos mais diferenciados desde que até então o Yes
retornasse a ativa novamente. Diferenciado porque
é talvez um dos únicos trabalhos que não
contém faixas dos albuns da chamada fase aúrea
do Yes (ou os mais populares dos anos 70)
considerada por muitos como em "The Yes
album" (1.971), "Fragile" (1.971) e
"Close to the edge" (1.972), diferente
daquilo que é observado nos albuns oficiais ao
vivo posteriormente "Yesshows".
Uma característica que se assemelha e muito neste
album com o "Yessongs" foi o mesmo modo
que as faixas foram escolhidas e que apresentam
duas formações diferentes sendo uma composta por
Anderson/Howe/Squire/Wakeman/White (a que
predomina em 80% do album "Yessongs") e
a outra composta por
Anderson/Howe/Moraz/Squire/White (predomina em 2
das 7 faixas de "Yesshows" sendo q ocupa
pelo menos 70% do espaço de tempo do album,
justamente por serem épicos que ultrapassam os 20
minutos de duração); desta vez a ao invés de
termos mudança de bateristas (como em
"Yessongs" com Bill Bruford e Alan
White) observa mudança de tecladistas (Rick
Wakeman e Patrick Moraz). Portanto, as
apresentações não são evidentemente da época
de "Drama" em 1.980 e sim de shows
gravados entre 1.976 (as faixas tocadas por Moraz
que são inclusive deste ano tem uma curiosidade:
o tecladista nesta época veio ao Brasil gravar o
seu primeiro album solo junto com percussionistas
brasileiros e o país quase teve a oportunidade de
receber o Yes nesta época, mas infelizmente não
deu certo) a 1.978 nos Estados Unidos e Europa,
tendo então uma faixa do album (ou 12,5%)
"Time is a word" (1.970) (secundo e
último album da formação original do Yes), uma
faixa (ou 25%) de "Tales from topographic
oceans" (1.974), uma faixa (ou 50%) de
Relayer (1.975), 3 faixas (ou aproximadamente 50%)
de "Going for the one" (1.977) e uma
faixa (ou 12,5%) de "Tormato" (1.978).
Os tecladistas são apresentados cordialmente pela
A&M Records (Rick Wakeman) e Charisma Records
(Patrick Moraz, desde com a banda
"Refugee" antes de se integrar ao Yes).
Vale uma ressalva para o suíço Patrick Moraz que
tem uma presença muito notável neste album: ele
nasceu em 1.948 tendo sua infância e
adolescência ocupada em aulas de piano clássico
ganhando seu primeiro recital solista em 1.963 e
abrindo apresentações para os artistas de jazz
durante boa parte dos anos 60, quando em 1.968 ele
forma o "Mainhorse" junto com um colega
chamado Jean Restori (que futuramente iria
colaborar nos albums solos de Moraz) gravando um
album entitulado com o mesmo nome em 1.971.
Radicalmente Moraz passa deixar seu lado acústico
e a explorar um tanto mais o lado elétrico
formando uma outra banda em 1.973 chamada
"Refugee" gravando um album com o mesmo
nome no início de 1.974 e do tipo uma espécie de
"The Nice" (banda de origem do
tecladista e pianista Keith Emerson, fundador do
"Emerson...") tendo nada menos que o
baixista Lee Jackson e o baterista Brian Davidson
(integrantes e fundadores também do "The
Nice").
Para a felicidade de Moraz na metade de 1.974, o
Yes convida o músico a fazer parte da banda se
tornando membro substituto de Rick Wakeman
presente em "Tales..." e que estava em
carreira solo gravando um único album até então
com os ingleses em "Relayer" e
considerado também por muitos fãs uma obra
indispensável da banda. Com Moraz, o Yes parece
ter aderido a um som mais a um estilo próximo ao
fusion e a admiração dos fãs por este músico
geralmente foi muito bem respeitada e admirada e
seria bem possível que o Yes se encaminharia de
uma outra forma de se fazer música caso ainda
Moraz estivesse ainda presente no grupo. Moraz
estreou seu primeiro album solo em "Story of
I" (1.976) (album inclusive que demonstra a
admiração do músico com o fusion e
especialmente a música brasileira) durante um
período que o Yes estava de "férias"
tendo inclusive todos os membros que gravaram em
"Relayer" fazendo também seus
respectivos albums solos, mas quando o Yes se
preparava para gravar "Going...",
Wakeman retorna com suas finanças praticamente
quebradas com pesadas turnês envolvendo
orquestras (passando inclusive pelo Brasil pela
primeira vez em 1.975) e tendo seu empresário
incentivando fazendo com que o Yes desse
oportunidade para Wakeman retornar novamente a
banda e deixando Moraz fora do conjunto, o que fez
este ficar muito entristecido com a exclusão
junto ao grupo sendo substituído por Wakeman
sendo este permanecendo até as sessões iniciais
de "Drama" em 1.980. Moraz seria
observado no "The Moody Blues" também a
partir de "Long distance voyager"
(1.981) substituindo o componente e fundador
original da banda, Mike Pinder.
"Yesshows" realmente tem até que um bom
repertório (apesar do pequeno número de faixas)
e até uma boa qualidade sonora, entretanto, o que
é ruim no album é o fato de Chris Squire que
elaborou este album duplo tornar o trabalho
editado numa forma um tanto inflexível pelo mal
aproveitamento das faixas ao todo, ou seja, o
mesmo fator que ocorreu quando o
"Emerson..." fizeram no album triplo
(duplo em CD) ao vivo "Welcome back my
friends to the never ends - Ladies and
Gentlemen" (1.974). O primeiro lado do disco
1 alcança míseros 16 minutos totais de duração
o que poderia ter apostado numa inclusão de outra
faixa ao vivo nunca escutada pelo público e o
disco 2 a faixa "Ritual" de
"Tales..." se dividiu em 2 partes
ocupando os 2 lados de um mesmo disco, o que
poderia ter sido feito num lado só e
consequentemente o Yes poderia ter explorado um
outro lado também em condições de apostar com
faixas ao vivo também jamais ouvida pelo
público, Squire poderia até fazer a tentativa de
lançar músicas da formação e do album
"Drama" (coisa que não ocorreu) e tendo
em "Yesshows" um album com 3 formações
diferentes o que possivelmente agradaria a todo
tipo de público do Yes impreterivelmente. No caso
das 2 faixas tocadas por Moraz (que são 2 épicos
que ultrapassam os 20 minutos de duração) tem-se
uma parte do público que desagrada no aspecto do
tamanho das faixas que apresentam este músico
serem longas e tornando cansativas justamente para
aqueles ouvintes que não se entrosam muito com as
longas suites e se tornando até um tanto
"estranhas" em meio de faixas pequenas
que são pertencentes das execuções da outra
formação do Yes.
"Yesshows" também poderia ter dado uma
oportunidade de até se tornar um album triplo sob
o efeito de melhor aproveitamento; é bem evidente
que o público criticaria a banda pela façanha,
mas a ousadia seria bem profunda porque o Yes
teria um notório público que se contentaria com
a formação que lhe fosse de melhor conveniência
e tendo um disco por formação existente: uma do
"Relayer", uma do "Going..." e
outra do "Drama" isso sem contar que
seria uma das poucas bandas de rock progressivo a
lançar 2 albums seguidos de forma tripla, e além
disso seria um album que poderia ser também mais
comentado pelos fãs da banda já que pouco se
comenta a respeito e o público geralmente lembra
de instância imediata o "Yessongs" como
se fosse o único album ao vivo gravado pela banda
e nada mais (os 2 volumes também de "Keys to
ascencion" gravados em meados dos anos 90
são até um tanto falados razoavelmente mas não
são puramente ao vivo do início ao fim). Um
outro aspecto negativo que pelo visto também
incomoda aos amantes do CD que reclamam sobre o
mesmo ter sido feito em 2 volumes, o que poderia
ter sido feito tranquilamente num único só
porque não alcança 80 minutos de duração em
sua totalidade e por falar em CD é possível
encontrar algumas versões de "Yesshows"
que foram editadas num único volume apesar de ser
um tanto incomum e difícil no momento para obter
esta aquisição. Realmente, sob essas condições
"Yessongs" acaba se tornando como um dos
melhores albums do Yes já gravados sob a forma de
música ao vivo do grupo.
Já comentado anteriormente a produção do album
foi feita por Chris Squire com o auxílio de Geoff
Young e Nigel Luby que gravou no album solo de
Squire "Fish out of water" (1.976) e
"Tormato".
A capa manteve a tradição da banda com o
ilustrador Roger Dean e observe que na
ilustração no fundo do album tem uma montanha em
meio de um nevoeiro muito parecida com a do album
"Yessongs" (os dois no caso são
trabalhos ao vivo!!!!), mas geralmente as pessoas
percebem mais a beleza desta capa dos pássaros
voando em meio de uma ambiente friorento (algumas
edições em vinil importados tem o selo redondo
com a ilustração deste pássaro voando, assim
como em algumas edições remsterizadas do CD que
também estão bem ilustrativos) e a capa tem como
sido datada do ano de 1.979 com fotografias
tiradas da fotógrafa Lisa Tanner que mostra o Yes
pertencente da formação
Anderson/Howe/Squire/Wakeman/White e muito a
vontade em meio do público num palco arredondado
e que inclusive poderiam ser vistos sob essa mesma
forma na turnê do album "Union"
(1.991), não como um quinteto, mas em octeto!!!!
"Parallels" - com quase 7 minutos de
duração a faixa na realidade tem 5:30 minutos
porque o Yes abre o album "Yesshows" com
a entrada de "Firebird suite", do
compositor classicista/erudito Igor Stravinsky da
mesma maneira na introdução do album
"Yessongs" e tendo o Yes dando uma leve
impressão de que estão entrando no palco e
testando cada um seus instrumentos conforme vai
sendo tocado em mesmo instante os acordes
melódicos de "Firebird..." ao fundo.
Aqui infelizmente o Yes foi errôneo em creditar
apenas a faixa exclusivamente para Squire que é o
compositor principal de "Parallels",
claro que no caso de "Yessongs" o Yes
esbanja quase 4 minutos da música deste artista,
mas torna-se evidente que em aproximadamente 1:30
minuto de duração quem conhece esta peça
clássica do artista pensaria no nome de
Stravinsky. Esta aí uma situação que talvez um
dia a banda possa pensar a este respeito porque
mesmo já falecido 10 anos antes de
"Yesshows" ter sido lançado o
proprietário não iria gostar nem um pouco desta
falta de respeito com a ausência deste crédito,
mesmo com a euforia do público antes que se
inicie "Parallels". Aqui inicia um
aspecto negativo que no primeiro lado do primeiro
disco que faltou um pouco mais de devida atenção
e poderia ter sido melhor aproveitado já que o
mesmo atinge a poucos 16 minutos de duração
totais diferente do lado 2 que ultrapassa mais de
20 minutos de música e já que o Yes havia
apostado num album que só teriam músicas
totalmente diferentes do "Yessongs", a
banda poderia explorar algo tranquilamente de
material dos dois primeiros albums da carreira
"Yes" (1.969) ou "Time..." ou
até mesmo algum material puramente inédito de
sua carreira, mas infelizmente nada disto ocorreu
e lamentavelmente um razoável espaço ficou vago
neste lado do disco. "Parallels" é
pertencente ao album "Going..." quando
Wakeman retornaria novamente ao Yes depois de sua
saída na banda após "Tales..."
ocupando o posto de volta quando Patrick Moraz foi
covardemente colocado de fora sobre a
manipulação do empresário de Wakeman, Brian
Lane, que teve o Yes aceitando o tecladista que
por outro lado era muito carismático do público
da banda. A propósito a título de curiosidade: o
album "Going..." foi gravado na Suíça,
país de origem de Moraz (alguma ironia de destino
?) e é claro que teve pelo o menos o dom de ser
respeitado em créditos de agradecimentos feitos
pelo Yes. Originalmente, "Parallels" era
tido como uma música que havia sido deixada de
fora do primeiro album solo de Chris Squire em
"Fish out of water" (1.976) tendo
membros do Yes como Patrick Moraz e o baterista
original do Yes, Bill Bruford, e que por sinal um
trabalho muito bem conceituado na carreira do
artista, tanto que nesta faixa é observado como o
baixo tem uma presença muito forte nesta música.
A versão neste caso aqui aparenta ter ficado
melhor do que a originalmente do estúdio, parece
que inclusive a expectativa da original com o
órgão de igreja tocado por Wakeman nem fez muita
falta (coisa que é bem observado pelos ouvintes).
Esta música pode não uma das melhores melodias,
mas contém variações com arranjos muito bacanas
e ágeis procurando prencher um formato de padrão
de rock e que realmente o destaque da faixa vai
mesmo para Squire que faz com os toques de seu
baixo uma base meio a de um estilo funk e bem
entrosado com o ritmo das baterias de White e sem
contar na parte solo instrumental em que Wakeman
arrasa em um curto momento com o seu moog.
"Time and a word" - originalmente do
album entitulado com o mesmo nome, a versão que
continha seções de arranjos de orquestra e os
membros originais do Yes fez desta versão uma
pedida muito inteligente, mesmo sem arranjos
orquestrais (apesar de que alguns fãs do Yes
acreditam que ficaria mais bonito se houvessem
arranjos de orquestra) o grupo apostou numa faixa
de um album que poderia até ser tranquilamente
mais explorado e provavelmente a boa parte do
público saudaria e agradeceria ao Yes pelo resto
da carreira. Imagine se neste album ao vivo o Yes
gravasse mais composições com a formação do
album "Tales..." de um album como o de
estréia "Yes" ou outras faixas do album
"Time...", pena que isto não ocorreu.
Por que o tamanho de uma curiosidade destas ?
Porque os dois primeiros albums por incrível que
pareça o Yes não valoriza deixando os amantes
destes dois primeiros trabalhos até indignados de
saber como que uma banda tão poderosa do meio
cultural de rock progressivo passa a impressão de
que a carreira da banda inicia só a partir de
"The Yes album", por exemplo. Imagine um
ouvinte que fosse escutar esta faixa "nas
escuras" tentando adivinhar o nome da mesma
com uma introdução de piano feita por Wakeman
sendo acompanhado por Howe nos violões e
repentinamente escutar as primeiras frases de
Anderson dizendo "In the morning when you
rise, Do you open up your eyes, See what I
see?" o quanto que não ficaria surpreso e é
o que acontece com o público que está aqui
presente nesta faixa. Pelo visto com o tempo foi
uma faixa que deu certo de apostar no set-list da
banda porque ela foi executada por esta mesma
formação aqui de "Yesshows" em
"Keys to ascencion 2" (1.997), sem
contar Steve Howe que parece também gostar desta
música pois ele fez uma outra versão gravada
junto com o cantor Fish (ex-vocalista do
"Marillion") em seu album solo
"Songs from the mirror" (1.993) e olhe
que há quem diga que Howe não vai nem um pouco
com a cara de Peter Banks, o guitarrista original
desta faixa.
"Going for the one" - é a faixa-título
do album que foi gravado em 1.977. Parece que o
Yes estava querendo demonstrar ao público algo
moderno que chamasse a atenção dos ouvintes.
"Going..." destoa de uma tal maneira com
este objetivo e é a única faixa do album que
não tem nada a ver com as outras demais, nem
mesmo de "Parallels" que soa
relativamente em forma de rock chega próximo do
que foi feito nesta faixa. Não deve ser esquecido
que num ano como em 1.977 o advento punk estava
muito fortemente presente nas estações FMs do
mundo e "Going..." parece que foi feita
como uma forma de tentar "revidar" que
este gênero acabasse com a alegria do Yes. Aliás
esta faixa parece ter mais "feeling" de
composições que foram feitas no album seguinte
"Tormato" (1.978). Imagine por exemplo
um ouvinte num ano daquele ao ouvir logo de cara
"Going..."; possivelmente estranharia a
mesma pois vide como exemplos todas as primeiras
faixas de todos os albums do Yes como não até
chegar no album "Going..." como este é
um exemplo característico de que não tem nada a
ver com a proposta que o Yes vinha apostando
conquistando os ouvintes e tendo a sua modesta
legião de fãs e é aparentemente com a
tendência mais pop deste album. Um dos aspectos
negativos da faixa é que ela tem uma melodia
muito repetitiva que as vezes pode ate se tornar
um tanto cansativa para uma boa parte das pessoas,
mas por outro lado pode-se dizer que seria um
"mantra" do trabalho, algo feito por
exemplo em "I´ve seen good people" do
"The Yes album" (especialmente no
segundo tema em "All good people") e o
que muitas pessoas gostam desta faixa é o jeito
como é tocada por Howe com sua guitarra elétrica
num esquema meio de "boogie-woogie" que
se bobear faz um convite para um ouvinte até
dançar isto porque a mesma foi composta por
Anderson e Howe, mas o mais interessante é a
maneira como foi colocada no "Yesshows"
porque quando o Yes está executando uma música
tão sinfônica como "Time..." que é a
faixa anterior a esta, repentinemante surge
"Going..." como um relâmpago os
primeiros acordes de guitarra elétrica iniciais
tão fortes e diferentes da suavidade sonora da
faixa anterior feita com as guitarras de um mesmo
guitarrista. Aparentemente a faixa está muito
parecida com pouquíssima diferença; um detalhe
que se diferencia com a da original é a sua
entrada em que White faz uma contagem antes de
iniciar o riff inicial de Howe dizendo "One,
two...". Infelizmente neste lado do disco os
amantes do Yes se sentem que existe um vazio de
espaço que poderia ter sido proveitoso
acrescentando alguma outra faixa da banda e não
foi ocorrido.
"The gates of delirium" - é a maior
faixa deste volume 1 do "Yesshows" com
quase 23 minutos de duração e evidentemente
prenchendo um lado inteiro do disco. A faixa
inclusive que é pertencente ao album
"Relayer" que também é originalmente a
maior do album embora aqui ficou um minuto a mais
de diferença, ficou moldado num padrão de
esquema igual ao album conceituado "Close to
the edge" (1.972), ou seja abrindo de um lado
com uma suite e no segundo dividido por duas
faixas. Aqui tanto originalmente como nesta
versão ao vivo temos um novo tecladista, Patrick
Moraz. "Relayer" é um album que
"fugiu" do padrão daquilo que até
então anteriormente o Yes fazia, ou seja, parece
que com a nova mudança de membro a banda passou a
fazer uma música mais densamente voltada ao
fusion (tem momentos claro que de rock
progressivo, mas o fusion está muito aparente no
album como um exemplo em "Sound chaser")
e até com a música experimental e até chegando
ao hard-rock (como em "The gates..." no
caso). O engraçado é que o Yes havia gravado um
album anteriormente chamdo "Tales..."
(duplo com 4 faixas ocupando uma suite em cada
lado dos 2 discos) e "The gates..." que
é também uma suite parece que da maneira que foi
gravada "passa mais depressa" o tempo,
muito diferente do "Tales..." sem sombra
de dúvidas, realmente só mesmo para o ouvinte
conferir a proeza que o Yes fez aqui nesta faixa.
Muitos fãs do Yes acreditam que esta faixa do
"Relayer" em especial ficou um tanto
"barulhenta" (assim como esta versão ao
vivo deixando também o público dividido), mas
acredita-se que talvez seje as guitarras de Howe
que estão soando muito alto pois o entrosamento
de Moraz com White está excepcional e acima da
média. "The gates..." é uma suite
semi-instrumental e em especial o tema inicial e a
seção mediana do album quando Anderson termina
de citar a primeira parte das letras quando o Yes
fica num esquema meio de "batalha
sonora" entre os músicos com seus
instrumentos (não tão profundo quanto o album
"Pawn hearts" (1.971) do "Van Der
Graaf Generator") e tornando aí bem
provavelmente a música "barulheta".
Quanto as letras aparentemente feitas por Jon
Anderson, elas tratam de algo relacionado a um
Apocalipse, guerras, confusões de um além
imaginário e a um esquema meio de
"Julgamento final" ou algo do tipo. A
partir de aproximadamente os 15 minutos de
duração da faixa (que há este
"conflito" sonoro) o ambiente se torna
densamente calmo com a sonoridade de um Yes bem
diferente daquilo que toma conta de mais da metade
da faixa e Anderson se manifesta cantando as
letras da segunda parte da música que até então
conhecida por "Soon" (inclusive saiu num
compacto na época quando "Relayer"
havia sido editado ao público) e muito admirida
pelo público. Existem rumores de que Anderson
baseou "The gates..." num filme de 1.956
chamado "War and peace", que quer dizer
"Guerra e paz" e pela lógica é mais ou
menos o que ocorre na sequência em se tratando
musicalmente aqui nesta faixa e é só prestar um
tanto atenção nos temas desta música como é o
que ocorre no filme: revolução, guerra/batalha,
morte, remorso/dor e reconciliação; tocando numa
faixa que tem somente 10% do tempo do filme em
referência. Aparentemente o público aqui se
entusiasma no anúncio de Anderson a respeito do
nome da faixa, nos momentos em que Anderson cita
"Listen, should we fight forever..." e
no tema que termina a "batalha sonora"
antes do Yes criar a expectativa do tema
"Soon". Observa-se também que esta
versão parece ter sido tocada um pouco mais
rápida do que a original.
"Don´t kill the whale" - aqui inicia o
segundo volume de "Yesshows" e esta
faixa é pertencente ao album "Tormato",
e possivelmente é a mais pop apresentada neste
album ao vivo. Muitos fãs da banda questionam
porque que o Yes não colocou uma música como
"On the silent wings of freedom" que é
do mesmo album e sentem que a mesma se identifica
com a banda já que "Tormato" é um
"tormento" pelo que se escuta por aí de
uma grande parte dos admiradores do Yes sendo
talvez um dos piores já gravados pelo grupo
durante os seus anos 70. Até os 2 primeiros
albums da banda que possuem a mesma quantidade de
faixas (8 ao todo) de "Tormato" e em
termos de faixas curtas (que muitos fãs alegam
que isto tenha afetado; observe que os 2 primeiros
trabalhos também tem faixas curtas mas as
melodias são até que relativamente muito boas
comparadas com as de "Tormato") ganham
disparado em criatividade, mas incrivelmente por
outro lado existe uma boa quantidade de fãs que
se pegariam no tapa se disser que
"Tormato" é a pior coisa que o Yes já
fez. A grande impressão que este album dá é que
tudo aquilo de ruim já gravado, criado e feito
pela banda parecia ser estar sendo acumulado por
anos e ser feito numa só gravação e até mesmo
o timbre dos instrumentos não correspondem com
aquilo que foi o Yes desde a sua estréia no meio
cultural musical (parece que a banda havia
adquirido os mais novos lançamentos de
instrumentos musicais para experimentar e ver o
resultado deste trabalho e observar a reação dos
fãs), ou seja, eles parecem neste album sem muita
espontaneidade, interesse e vontade de tocar e
compor; parecia que eles estavam pedindo por
férias ou revoltados consigo mesmos, coisa de
músico para deixar os admiradores bem confusos. A
outra impressão que se tem é que o Yes queria
"lutar" com o advento-punk que estava
muito forte naquele ano de 1.978, mas ao invés
disso traz um trabalho totalmente muito
estranhíssimo. Detalhe: a mesma formação gravou
um album anterior e com melodias acima da média
em comparação a este album.
"Don´t..." é uma faixa muito odiada
por uma parcela muito grande dos fãs e algo que
caracteriza o rídiculo de uma banda mas aqui o
Yes é até relativamente saudado pelos
espectadores quando Anderson anuncia o nome da
faixa sem contar que o mesmo os acompanham com
palmas no ritmo da música no primeiro refrão de
"Don´t...", agora por um lado deve-se
ter um pleno respeito sobretudo pela faixa porque
ela retrata sobre as baleias, um protesto a favor
da natureza e que revela o lado humano e sério
que existe no Yes. Aliás aproximadamente nesta
época que foi feito "Tormato" alguns
artistas também se dedicaram com a natureza como
exemplos o "Supertramp" que dedicou uma
cópia de platina de seu album "Even in the
quitest moments" (1.977) a entidade
"Greenpeace", ou o ex-guitarrista da
banda francesa "Gong", Steve Hillage,
com o album "Green" (1.978) que é
totalmente retratando sobre a natureza terrestre e
aquática e outros mais, sem contar alguns casos
de artistas que também citam baleias em suas
músicas como o ex-guitarrista e fundador do
"Genesis", Anthony Phillips, em um tema
musical chamado "Flight of the whale-birds:
blizzard mountain" da faixa "Ice
flight" no album "Private parts and
pieces VII: Slow waves, soft stars" (1.987) e
até o "Led Zeppelin" com a faixa
"Mobydick" do "Led Zeppelin
II" (1.970). Em "Don´t..." é
muito evidente isso visto que observa-se o ruído
dos sintetizadores de Wakeman induzindo como se
seres humanos estivessem matando alguma baleia e
sem contar Anderson citando a palavra
"Cetacei" (que é o nome científico da
baleia). De resto a faixa praticamente pela
opinião dos fãs está relativamente igual a de
estúdio com uma diferença da não presença de
Squire tocando alguns acordes de piano que são
creditados e tocados por este músico visto que a
autoria da faixa provêm da dobradinha de
Anderson/Squire. Existe um erro no caso da versão
do CD em que o Yes colocou uma introdução de uma
jam-session pertencente da apresentação da
próxima faixa, o que acabou ganhando quase 3
minutos a mais chegando próximo dos 7 minutos de
duração.
"Ritual (Nous sommes du soleil)" - aqui
o Yes cometeu um outro erro e imperdoável que
"enfraquece" este volume do disco
(especialmente em vinil), "Ritual"
embora seje a maior faixa do album consome os dois
lados tirando praticamente a privacidade e tesão
do ouvinte de estar ouvindo a música e ter de
trocar de lado para a continuação da mesma; o
mesmo erro que o "Emerson, Lake &
Palmer" cometeu no album vivo em
"Welcome back my friends to the show that
never ends - Ladies and Gentlemen" (1.974)
com a versão ao vivo da faixa "Tarkus"
do album "Tarkus" (1.971) que é por
sinal também uma suíte (este último caso talvez
seje pior ainda do que esta do Yes porque se
dividiu em dois lados de dois discos, mas ai são
outras estórias). Com praticamente pouco mais de
31 minutos de duração sendo que a versão de
vinil não bate com o valor que chega a próximo
de 28:30 minutos de duração, devido a não
inclusão de uma jam-session antes da
apresentação que ao todo chega a estes 31
minutos; a versão do CD já é modesta
presenciando o valor destes 28:30 minutos mas não
incluiu a jam-session que deveria ser pertencente
de "Ritual" postando na faixa anterior
"Don´t..." e além disso não informa
que foi feita também em 2 partes (o que ocorre no
album original em vinil), fazendo com que o
ouvinte passe a acreditar que a faixa se
representa num longo trecho numa única
continuidade (ou seja, ao invés de 3 faixas que
está marcado, são 4 ao todo no disco 2) e
observe também que a impressão que se dá quando
a versão "The gates..." deste album ao
vivo quando se finaliza entende-se que a
"Ritual" seria tocada após "The
gates..." (veja que inclusive no album
"Yesshows" dá a referência do dia
quando foi e aonde faixa por faixa). O volume 2
aqui poderia ser feito de uma seguinte forma que
os fãs da banda até agradeceria: incluir a
"Ritual" num único lado e o outro a
banda fazer o melhor aproveitamento colocando
faixas ao vivo nunca escutado pelo público
ouvinte porque se somasse as outras 2 existentes
(exceto a "Ritual") mal somam 8 minutos
de duração ao todo e teria um espaço até
relativo para se ouvir um pouco mais de material
do Yes (que até aquele ano de 1.981 era até
vasto). É sábido que um lado prenchido por 31
minutos não é recomendo pelas gravadoras, mas
valia fazer a aposta visto que gravadoras como a
ECM Records, Deutsch Grammophone Records, Phillips
e entre outras investem em determinadas ocasiões
ultrapassando e chegando aos 30 minutos de música
num lado só, mas pelo visto é algo que ficará
neste caso marcado pelo visto na história da
banda de suas gravações e registros
fonográficos. "Ritual" originalmente é
pertencente ao album "Tales..." e sendo
assim a última suite do album que por sinal é a
mais longa (aqui a versão chega a aproximadamente
9 minutos a mais) e além de ter uma jam-session
antes do anúncio da faixa feito por Anderson,
"Ritual" possui também improvisos
feitos pela banda com a formação de Moraz no
lugar de Wakeman que originalmente é o membro de
"Tales..." e possivelmente uma das
sensações de "Yessshows" sejem estes
improvisos que até não decepcionam mesmo com
Moraz (embora exista uma grande admiração dos
fãs da banda por Wakeman). A ídeia conceitual de
"Tales..." musicalmente era fazer algo
parecido como o que o "Jethro Tull" fez
em "Thick as brick" (1.972) que era uma
suíte que ocupava os dois lados de um disco
chegando aos 45 minutos de música e Jon Anderson
se entusiamou com a idéia desta banda em algum
dia fazer algo parecido e aí que surge o
polêmico "Tales..." que é ao mesmo
tempo um album adorado e odiado pelos fãs do Yes
numa época inclusive que o Yes estava em um certo
auge de sua carreira e para se ter uma idéia o
album já foi motivo de "gozação" de
revistas especializadas em rock (como a
"Rolling Stone", por exemplo")
sendo aclamado com o tempo como um dos "50
albums piores e mais chatos" já gravados em
quase 50 anos de existência do rock e julgado por
parte dos admiradores do rock progressivo como um
album que deu abertura ao movimento punk, mas a
banda pelo visto estava realmente interessada em
investir a sua música em suítes como o que
aconteceu na estréia em albums como
"Close..." e continuando em
"Relayer". "Ritual" em
"Tales..." é considerado como o quarto
movimento do trabalho que já comentado
anteriormente é um album duplo com 4 músicas (4
suítes, ou uma música em cada lado dos 2 discos)
segundo o Yes baseado no conceito de Paramhansa
Yoganada numa obra autobiográfica de um Yogi e
"Ritual" representa o chamado
"Tantras" a respeito da liberdade de
aprender e conhecer o ritual da vida que para este
é uma luta entre as forças do bem e do mal. Para
que isso fosse feito em termos de música os
músicos que representariam em especial a proeza
seriam Chris Squire no baixo e Alan White com suas
baterias e percussão e aqui existe um
entrosamento muito bom entre os dois (e olhe que
originalmente era a estréia de White em estúdio
já que o mesmo havia sido apresentado no album
anterior como membro do Yes mas no album ao vivo
"Yessongs") e os improvisos são bem
razoáveis destes dois músicos especialmente na
parte instrumental da faixa. Ai vão algumas
curiosidades para os ouvintes sobre a
"Ritual": primeiramente sobre a
jam-session antes da "Ritual"
propriamente dita iniciar, o Yes apresenta uma
melodia numa forma de jam funk e é bem possível
que tenha sido por parte de Moraz em alguma
sonoridade que lembra seu primeiro album solo
"The story of I" (que tem vários
momentos funk no album), parece que o Yes se
entrosa bem enqunto Anderson vai dizendo a
respeito do show ao público, mas o cantor
demonstra que não curte muito funk dizendo
"Don't put that funk in my face" que
quer dizer "Não ponha este funk na minha
frente" em inglês, sinitro até por sinal
pois em seu album "Song of seven"
(1.980) ele até que tem algumas melodias neste
seu trabalho desta categoria, mas ao mesmo tempo
este momento parece dar a entender que os músicos
estão testando seus instrumentos. Quando Anderson
cita que a faixa será do album
"Tales..." e é a "Ritual" o
público entra num delírio profundo causando uma
expectativa até que Squire se pronuncia
"One, two, three, four" e aí inicia a
música. Observe que no início de
"Ritual" assim como na parte
instrumental quando Anderson finaliza a primeira
parte em "At all, at all..." (e onde
inclusive para quem tem o album em vinil terá de
virar o outro lado do disco para a continuação
de "Ritual", já no CD vai é claro dar
a continuidade da faixa mas muda também de
trilha) das letras desta música o baixo é o
destaque e Squire faz uma melodia que chegou a
sair em compacto com o nome de "Amazing
grace" (está inclusive apresentada em seu
momento solo do album "9012 - The solos"
(1.985) e na luxuosa caixa de coletânea de 4 CDs
"Yesyears" (1.991)). Na parte
instrumental inicial da faixa não observa-se com
a frequência os vocais de Anderson acompanhando a
melodia como em
"na-na-na-na-naaa-nananananana" e antes
que Anderson inicie propriamente dito as letras
veja que existe um repentino momento em que Howe
toca um riffzinho que pertence a faixa "Close
to the edge" do album "Close..." e
então vemos Anderson citando "Nous sommes du
soleil", que significa "Nós somos do
sol" em francês e "We love when we
play" que significa "Nós adoramos
quando nós tocamos" em inglês, uma frase
simbólica e emotiva por parte do Yes que nos
acordes iniciais que são dessas letras observa-se
o Yes muito aplaudido. A partir daí o Yes
conduzirá Anderson que será acompanhado pelo
restante da banda até o solo instrumental e
observe que quem "rouba" muito a boa
parte da faixa é Squire (em especial da parte de
Squire que diria-se ser aqui como se fosse o
momento dele como em a versão ao vivo de
"The fish" em "Yessongs") e
White (inclusive nesta parte instrumental) e que
aliás tem rápidos e espertos trechinhos que
fazem parte de faixas como "The ancient
(under the sun)" e "Remembering (high
the memory)" em que ambas também são do
album "Tales..." e estão
aproximadamente uns 5 minutos de duração após
ser finalizada a faixa da parte 1 de
"Ritual"; provavelmente esta grande
seção instrumental é um dos momentos auge da
faixa que são esperados pelo público que estava
presente (e mesmo dos ouvintes). Depois começa a
ocorrer uma espécie de "confronto"
entre os músicos da banda (o bem contra o mal)
que tem mais o destaque as percussões e baterias
de White e Anderson que parece fazer ruídos
vocais que lembram um demônio se enfurecendo ou
algo do tipo e observa-se também Moraz que faz
alguns ruídos com seus teclados que parecem
computadores acionados até surgir Howe com a
guitarra num ambiente de tranquilidade que recebe
novamente Anderson citando o restante das faixas e
recebendo Moraz no piano vindo posteriormente
Squire e White que manterão o tema musical final
em melodia crescente até finalizar a faixa em
meio de uma calmaria que será despertada muito
calorosamente pelo público presente muito bem
aplaudidos (quase que 1 minuto de duração de
saudações dos espectadores). A versão pela
opinião do público também divide aos fãs do
Yes sendo um dos motivos Moraz no lugar de Wakeman
e dos fãs que tem preferência por outras faixas
de "Tales..." mas no final é uma
versão ao vivo que tem uma qualidade sonora muito
boa e as sessões de improvisação são aspectos
bem positivos para a adoração desta faixa.
"Wonderous stories" - pertencente
também do album "Going..." é
praticamente a "balada" do album com uma
sonoridade muito melosa, sensível e até
romântica por sinal. É inclusive a menor faixa
até do "Yesshows" chegando a ter pouco
menos de 4 minutos de duração e aqui neste
último lado do album se o Yes tivesse colocado a
faixa anterior em um único lado poderíamos ter
oportunidade de ouvir outra(s) faixa(s) da banda
de algo até então inédito, já que eles não
tocaram coisa alguma neste album que fosse de
albums vedetes como "The Yes album",
"Fragile" e "Close..." só que
infelizmente nada disso ocorreu e o resultado é o
que temos até então "Yesshows" sendo
finalizado com apenas 7 faixas de um album duplo.
A versão aqui neste caso não tem muita
diferença alguma com a de estúdio mas parece que
é bem adorada pelos membros do Yes tendo sido
gravada duas vezes diferentemente por Wakeman (que
nem é o compositor da faixa e sim Anderson) em
seus albums solos como "Greatest hits"
(1.993) e "The piano album" (1.995) e
também pelo instrumentista Billy Sherwood (que
nos anos 90 se tornaria também um membro do Yes)
num tributo para a banda em "Tales from
yesterday" (1.995) pela sua banda "World
Trade". O hilário é que o Yes colocou uma
faixa muito "insignificante" em termos
de tamanho comparado com o que veio anteriormente
com a gigantesca "Ritual".
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