Jon Anderson - vocais principais, violões, percussão. Steve Howe - guitarras elétricas de 6 e 12 cordas, violões acústicos, mandolim, cítara, vocais de apoio. Chris Squire - baixo, vocais de apoio. Rick Wakeman - teclados, sintetizadores, piano acústico. Alan White - baterias, percussão, vocais de apoio. Patrick Moraz - teclados, sintetizadores, piano acústico (nas faixas "The gates of delirium" e "Ritual (Nous sommes du soleil)").


Faixas:
1) Parallels - 6:57
2) Time and A word - 4:05
3) Going for the one - 5:13
4) The gates of delirium - 22:58
5) Don't kill the whale - 6:50
6) Ritual (Nous sommes du soleil) - Part 1 - 12:13
7) Ritual (Nous sommes du soleil) - Part 2 - 16:09
8) Wonderous stories - 3:55


Yes - Yesshows (1981)

Por Steve Hillage


"Yesshows" é o segundo album ao vivo do Yes (confeccionado em vinil e CD duplo este último que contém inclusive as letras das faixas que contém no album mas o disquinho só é encontrado em edição importada) e que já não haviam lançado algo ao vivo desde 1.973 com o triplo em vinil (duplo em CD) "Yessongs" e agora gravado e elaborado em novembro de 1.980 e sendo lançado ao público e crítica em janeiro de 1.981, consolidaria neste período uma etapa da banda que estava passando por um momento inusitado da carreira com o lançamento do album de estúdio "Drama" (1.980) sem o membro fundador e vocalista principal, Jon Anderson, considerado por uma grande maioria dos fãs da banda a "alma" do Yes e também o tecladista Rick Wakeman (que já tinha saído e retornado do Yes) sendo ambos substituídos por Geoffery Downes e Trevor Horn em que eram oriundos do duo de uma banda pop chamada "The Buggles" tendo um album já gravado antes de "Drama" entitulado como "Age of plastic" (1.980). Neste ano turbulento de 1.980 com um Yes sem Jon Anderson, a banda pressentiu que não iria longe mesmo com os 2 novos membros do "The Buggles" recrutados por Chris Squire, outro fundador do Yes, que tratou de elaborar algo do Yes que houvesse a existência de no mínimo a presença de Anderson na banda em termos de material fonográfico e a solução a princípio em vir a cabeça era oferecer um album ao vivo para "abafar a crise" que estava ocorrendo com o grupo com a falta de Anderson e ainda naquele ano de 1.981 Squire gravaria também uma coletânea muito conceituada chamada "Classic" já que em abril o Yes anunciaria (em tempo) o fim de suas atividades artísticas desde o ano de 1.968 quando a banda nascia.

Na realidade, "Yesshows" foi lançado porque por um outro lado o Yes sentiu que decretando o fim da existência da banda seria a melhor forma de não sentir a pressão que certa parte do público exigia Anderson nos vocais ao invés de Horn mas como ainda o grupo tinha a Atlantic Records como a gravadora desde a época da existência da banda, e por razões contratuais com a gravadora "Yesshows" é então o album que Squire acabou idealizando. Existem algumas evidências de que Squire a princípio não quis realizar tal proeza e sim por parte da gravadora que tinha o Yes uma banda considerada pela Atlantic Records como uma das mais conceituadas no mundo da música e especialmente em se tratando de rock, ou seja mais ou menos a Atlantic estava também por sinal pressionando o Yes ainda que existia a gravar; algo parecido com o que houve com o "Emerson, Lake & Palmer" quando desejavam também encerrar suas atividades com a mesma gravadora tendo que gravar um album que nem mesmo os próprios integrantes deste trio de rock progressivo queriam em "Love beach" (1.978). É também incerto dizer se a partir daí no que o Yes pensaria em fazer perderia a gravadora pois torna-se difícil porque o grupo permaneceu com a Atlantic Records até o album "Big generator" (1.987).

Uma pergunta que não se cala as pessoas que admiram ao Yes: por que a banda encerrou suas atividades e decretando o fim do grupo naquele primeiro semestre de 1.981 quando saia um album ao vivo como "Yesshows" (ou até mesmo a coletânea "Classic") ? Os 2 integrantes novos até que não foram ovacionados, muito pelo contrário, foram até bem recebidos pelo menos pelo público dos Estados Unidos, mas em compensação o público britânico de origem da banda pensava justamente ao contrário, isso fez com que Horn (que fazia os vocais ocupando o lugar de Anderson) se sentisse muito incomodado e tornando evidente a sua saída própria no Yes e seguindo a carreira com o "The Buggles" o que incentivasse também Downes a fazer o mesmo e gravar um album chamado "Adventures in modern recording" (1.981). Downes ainda em rápida instância em 1.981 pensa em formar uma banda mais acústica (o "The Buggles" era muito voltado ao eletrônico) convidando o guitarrista Steve Howe (do Yes que estava pensando em encerrar a carreira no Yes), junto com o baterista Carl Palmer (do "Emerson...", que já tinham encerrado a carreira em 1.980) e John Wetton (que estava vindo de uma banda criada nos finais dos anos 70 chamada "UK" também finalizando suas atividades, e que continha até o baterista original do Yes, Bill Bruford, como um dos fundadores) no baixo formando uma poderosa banda de rock progressivo, mas com padrões puramente de música pop conhecida como "Asia".

Restava do Yes apenas Squire e o baterista Alan White que juntos já não tinham mais força de pensar em algo que pudesse reverter toda essa situação que o grupo acabou se tornando e aparentemente só mesmo com o encerramento do Yes eles poderiam talvez se fosse o caso em os dois se concentrarem a formar uma nova banda (como um projeto que existiu chamado "XYZ" tendo este nome devido a serem Ex (X) - "Yes" (Y) e "Led Zeppelin" (Z) que continha os membros zepelianos Jimmy Page e John Paul Jones mas praticamente não decolou). Uma outra curiosidade aponta que o "culpado" do fim do Yes neste período foi Alan White tudo porque ele sofreu um grave acidente de patins, fraturando as pernas em 1.979 (um pouco antes das gravações de "Drama") o que deixou o baterista fazendo um tratamento médico, imobilizando-o de tocar baterias por um tempo de um certo período e mantendo Jon Anderson um tanto irritado e impaciente já que também não estava nem um pouco contente com o material que seria utilizado no provável album "Drama". No início da década de 80 do Yes tendo o "abandono" de Anderson o grupo a partir do momento que ressurgiria em estúdio 3 anos depois de "Drama" e com outra formação em "90125" (1.983) (com Anderson) é bem certo que o Yes com o transtorno ocorrido a partir de 1.979 com a saída de Anderson o grupo já não se tornaria dinâmico como o foi em sua década de 70. Detalhe: o album solo de Anderson "Song of seven" (1.980) seria o possível album do Yes a ser gravado.

Veja que curioso apenas para reflexão o que ocorria numa época que estava sendo editado e lançado o album "Yesshows" no mundo do rock progressivo: final de atividades de bandas como "Emerson...", "Triumvirat" (acusado para muitos como a cópia do "Emerson..."), "Gentle Giant", "Soft Machine", entre outras e até mesmo o Led Zeppelin (banda de extrema importância no mundo do rock) e por outro lado temos nascendo uma banda chamada "Asia", o retorno do "King Crimson" e do "Caravan", o início de carreira solo de Phil Collins, do "Genesis", a presença do tecladista do Yes, Patrick Moraz com o "The Moody Blues" e entre outros eventos.

Mas voltado ao "Yesshows", o que contém ? "Yesshows" poderia se dizer que é a "continuação" de "Yessongs", o tratamento que Squire deu ao album, que é o mentor da inclusão das músicas e o produtor do album (aliás este é o primeiro album desde o início da carreira do Yes que um integrante do grupo produziu um album sozinho, apesar de que os créditos deixam claramente que foi o próprio Yes que fez esta produção, mas a grande verdade é que Squire trabalhou sozinho para a realização da edição do album) faz este trabalho como um dos mais diferenciados desde que até então o Yes retornasse a ativa novamente. Diferenciado porque é talvez um dos únicos trabalhos que não contém faixas dos albuns da chamada fase aúrea do Yes (ou os mais populares dos anos 70) considerada por muitos como em "The Yes album" (1.971), "Fragile" (1.971) e "Close to the edge" (1.972), diferente daquilo que é observado nos albuns oficiais ao vivo posteriormente "Yesshows".

Uma característica que se assemelha e muito neste album com o "Yessongs" foi o mesmo modo que as faixas foram escolhidas e que apresentam duas formações diferentes sendo uma composta por Anderson/Howe/Squire/Wakeman/White (a que predomina em 80% do album "Yessongs") e a outra composta por Anderson/Howe/Moraz/Squire/White (predomina em 2 das 7 faixas de "Yesshows" sendo q ocupa pelo menos 70% do espaço de tempo do album, justamente por serem épicos que ultrapassam os 20 minutos de duração); desta vez a ao invés de termos mudança de bateristas (como em "Yessongs" com Bill Bruford e Alan White) observa mudança de tecladistas (Rick Wakeman e Patrick Moraz). Portanto, as apresentações não são evidentemente da época de "Drama" em 1.980 e sim de shows gravados entre 1.976 (as faixas tocadas por Moraz que são inclusive deste ano tem uma curiosidade: o tecladista nesta época veio ao Brasil gravar o seu primeiro album solo junto com percussionistas brasileiros e o país quase teve a oportunidade de receber o Yes nesta época, mas infelizmente não deu certo) a 1.978 nos Estados Unidos e Europa, tendo então uma faixa do album (ou 12,5%) "Time is a word" (1.970) (secundo e último album da formação original do Yes), uma faixa (ou 25%) de "Tales from topographic oceans" (1.974), uma faixa (ou 50%) de Relayer (1.975), 3 faixas (ou aproximadamente 50%) de "Going for the one" (1.977) e uma faixa (ou 12,5%) de "Tormato" (1.978). Os tecladistas são apresentados cordialmente pela A&M Records (Rick Wakeman) e Charisma Records (Patrick Moraz, desde com a banda "Refugee" antes de se integrar ao Yes).

Vale uma ressalva para o suíço Patrick Moraz que tem uma presença muito notável neste album: ele nasceu em 1.948 tendo sua infância e adolescência ocupada em aulas de piano clássico ganhando seu primeiro recital solista em 1.963 e abrindo apresentações para os artistas de jazz durante boa parte dos anos 60, quando em 1.968 ele forma o "Mainhorse" junto com um colega chamado Jean Restori (que futuramente iria colaborar nos albums solos de Moraz) gravando um album entitulado com o mesmo nome em 1.971. Radicalmente Moraz passa deixar seu lado acústico e a explorar um tanto mais o lado elétrico formando uma outra banda em 1.973 chamada "Refugee" gravando um album com o mesmo nome no início de 1.974 e do tipo uma espécie de "The Nice" (banda de origem do tecladista e pianista Keith Emerson, fundador do "Emerson...") tendo nada menos que o baixista Lee Jackson e o baterista Brian Davidson (integrantes e fundadores também do "The Nice").

Para a felicidade de Moraz na metade de 1.974, o Yes convida o músico a fazer parte da banda se tornando membro substituto de Rick Wakeman presente em "Tales..." e que estava em carreira solo gravando um único album até então com os ingleses em "Relayer" e considerado também por muitos fãs uma obra indispensável da banda. Com Moraz, o Yes parece ter aderido a um som mais a um estilo próximo ao fusion e a admiração dos fãs por este músico geralmente foi muito bem respeitada e admirada e seria bem possível que o Yes se encaminharia de uma outra forma de se fazer música caso ainda Moraz estivesse ainda presente no grupo. Moraz estreou seu primeiro album solo em "Story of I" (1.976) (album inclusive que demonstra a admiração do músico com o fusion e especialmente a música brasileira) durante um período que o Yes estava de "férias" tendo inclusive todos os membros que gravaram em "Relayer" fazendo também seus respectivos albums solos, mas quando o Yes se preparava para gravar "Going...", Wakeman retorna com suas finanças praticamente quebradas com pesadas turnês envolvendo orquestras (passando inclusive pelo Brasil pela primeira vez em 1.975) e tendo seu empresário incentivando fazendo com que o Yes desse oportunidade para Wakeman retornar novamente a banda e deixando Moraz fora do conjunto, o que fez este ficar muito entristecido com a exclusão junto ao grupo sendo substituído por Wakeman sendo este permanecendo até as sessões iniciais de "Drama" em 1.980. Moraz seria observado no "The Moody Blues" também a partir de "Long distance voyager" (1.981) substituindo o componente e fundador original da banda, Mike Pinder.

"Yesshows" realmente tem até que um bom repertório (apesar do pequeno número de faixas) e até uma boa qualidade sonora, entretanto, o que é ruim no album é o fato de Chris Squire que elaborou este album duplo tornar o trabalho editado numa forma um tanto inflexível pelo mal aproveitamento das faixas ao todo, ou seja, o mesmo fator que ocorreu quando o "Emerson..." fizeram no album triplo (duplo em CD) ao vivo "Welcome back my friends to the never ends - Ladies and Gentlemen" (1.974). O primeiro lado do disco 1 alcança míseros 16 minutos totais de duração o que poderia ter apostado numa inclusão de outra faixa ao vivo nunca escutada pelo público e o disco 2 a faixa "Ritual" de "Tales..." se dividiu em 2 partes ocupando os 2 lados de um mesmo disco, o que poderia ter sido feito num lado só e consequentemente o Yes poderia ter explorado um outro lado também em condições de apostar com faixas ao vivo também jamais ouvida pelo público, Squire poderia até fazer a tentativa de lançar músicas da formação e do album "Drama" (coisa que não ocorreu) e tendo em "Yesshows" um album com 3 formações diferentes o que possivelmente agradaria a todo tipo de público do Yes impreterivelmente. No caso das 2 faixas tocadas por Moraz (que são 2 épicos que ultrapassam os 20 minutos de duração) tem-se uma parte do público que desagrada no aspecto do tamanho das faixas que apresentam este músico serem longas e tornando cansativas justamente para aqueles ouvintes que não se entrosam muito com as longas suites e se tornando até um tanto "estranhas" em meio de faixas pequenas que são pertencentes das execuções da outra formação do Yes.

"Yesshows" também poderia ter dado uma oportunidade de até se tornar um album triplo sob o efeito de melhor aproveitamento; é bem evidente que o público criticaria a banda pela façanha, mas a ousadia seria bem profunda porque o Yes teria um notório público que se contentaria com a formação que lhe fosse de melhor conveniência e tendo um disco por formação existente: uma do "Relayer", uma do "Going..." e outra do "Drama" isso sem contar que seria uma das poucas bandas de rock progressivo a lançar 2 albums seguidos de forma tripla, e além disso seria um album que poderia ser também mais comentado pelos fãs da banda já que pouco se comenta a respeito e o público geralmente lembra de instância imediata o "Yessongs" como se fosse o único album ao vivo gravado pela banda e nada mais (os 2 volumes também de "Keys to ascencion" gravados em meados dos anos 90 são até um tanto falados razoavelmente mas não são puramente ao vivo do início ao fim). Um outro aspecto negativo que pelo visto também incomoda aos amantes do CD que reclamam sobre o mesmo ter sido feito em 2 volumes, o que poderia ter sido feito tranquilamente num único só porque não alcança 80 minutos de duração em sua totalidade e por falar em CD é possível encontrar algumas versões de "Yesshows" que foram editadas num único volume apesar de ser um tanto incomum e difícil no momento para obter esta aquisição. Realmente, sob essas condições "Yessongs" acaba se tornando como um dos melhores albums do Yes já gravados sob a forma de música ao vivo do grupo.

Já comentado anteriormente a produção do album foi feita por Chris Squire com o auxílio de Geoff Young e Nigel Luby que gravou no album solo de Squire "Fish out of water" (1.976) e "Tormato".

A capa manteve a tradição da banda com o ilustrador Roger Dean e observe que na ilustração no fundo do album tem uma montanha em meio de um nevoeiro muito parecida com a do album "Yessongs" (os dois no caso são trabalhos ao vivo!!!!), mas geralmente as pessoas percebem mais a beleza desta capa dos pássaros voando em meio de uma ambiente friorento (algumas edições em vinil importados tem o selo redondo com a ilustração deste pássaro voando, assim como em algumas edições remsterizadas do CD que também estão bem ilustrativos) e a capa tem como sido datada do ano de 1.979 com fotografias tiradas da fotógrafa Lisa Tanner que mostra o Yes pertencente da formação Anderson/Howe/Squire/Wakeman/White e muito a vontade em meio do público num palco arredondado e que inclusive poderiam ser vistos sob essa mesma forma na turnê do album "Union" (1.991), não como um quinteto, mas em octeto!!!!


"Parallels" - com quase 7 minutos de duração a faixa na realidade tem 5:30 minutos porque o Yes abre o album "Yesshows" com a entrada de "Firebird suite", do compositor classicista/erudito Igor Stravinsky da mesma maneira na introdução do album "Yessongs" e tendo o Yes dando uma leve impressão de que estão entrando no palco e testando cada um seus instrumentos conforme vai sendo tocado em mesmo instante os acordes melódicos de "Firebird..." ao fundo. Aqui infelizmente o Yes foi errôneo em creditar apenas a faixa exclusivamente para Squire que é o compositor principal de "Parallels", claro que no caso de "Yessongs" o Yes esbanja quase 4 minutos da música deste artista, mas torna-se evidente que em aproximadamente 1:30 minuto de duração quem conhece esta peça clássica do artista pensaria no nome de Stravinsky. Esta aí uma situação que talvez um dia a banda possa pensar a este respeito porque mesmo já falecido 10 anos antes de "Yesshows" ter sido lançado o proprietário não iria gostar nem um pouco desta falta de respeito com a ausência deste crédito, mesmo com a euforia do público antes que se inicie "Parallels". Aqui inicia um aspecto negativo que no primeiro lado do primeiro disco que faltou um pouco mais de devida atenção e poderia ter sido melhor aproveitado já que o mesmo atinge a poucos 16 minutos de duração totais diferente do lado 2 que ultrapassa mais de 20 minutos de música e já que o Yes havia apostado num album que só teriam músicas totalmente diferentes do "Yessongs", a banda poderia explorar algo tranquilamente de material dos dois primeiros albums da carreira "Yes" (1.969) ou "Time..." ou até mesmo algum material puramente inédito de sua carreira, mas infelizmente nada disto ocorreu e lamentavelmente um razoável espaço ficou vago neste lado do disco. "Parallels" é pertencente ao album "Going..." quando Wakeman retornaria novamente ao Yes depois de sua saída na banda após "Tales..." ocupando o posto de volta quando Patrick Moraz foi covardemente colocado de fora sobre a manipulação do empresário de Wakeman, Brian Lane, que teve o Yes aceitando o tecladista que por outro lado era muito carismático do público da banda. A propósito a título de curiosidade: o album "Going..." foi gravado na Suíça, país de origem de Moraz (alguma ironia de destino ?) e é claro que teve pelo o menos o dom de ser respeitado em créditos de agradecimentos feitos pelo Yes. Originalmente, "Parallels" era tido como uma música que havia sido deixada de fora do primeiro album solo de Chris Squire em "Fish out of water" (1.976) tendo membros do Yes como Patrick Moraz e o baterista original do Yes, Bill Bruford, e que por sinal um trabalho muito bem conceituado na carreira do artista, tanto que nesta faixa é observado como o baixo tem uma presença muito forte nesta música. A versão neste caso aqui aparenta ter ficado melhor do que a originalmente do estúdio, parece que inclusive a expectativa da original com o órgão de igreja tocado por Wakeman nem fez muita falta (coisa que é bem observado pelos ouvintes). Esta música pode não uma das melhores melodias, mas contém variações com arranjos muito bacanas e ágeis procurando prencher um formato de padrão de rock e que realmente o destaque da faixa vai mesmo para Squire que faz com os toques de seu baixo uma base meio a de um estilo funk e bem entrosado com o ritmo das baterias de White e sem contar na parte solo instrumental em que Wakeman arrasa em um curto momento com o seu moog.

"Time and a word" - originalmente do album entitulado com o mesmo nome, a versão que continha seções de arranjos de orquestra e os membros originais do Yes fez desta versão uma pedida muito inteligente, mesmo sem arranjos orquestrais (apesar de que alguns fãs do Yes acreditam que ficaria mais bonito se houvessem arranjos de orquestra) o grupo apostou numa faixa de um album que poderia até ser tranquilamente mais explorado e provavelmente a boa parte do público saudaria e agradeceria ao Yes pelo resto da carreira. Imagine se neste album ao vivo o Yes gravasse mais composições com a formação do album "Tales..." de um album como o de estréia "Yes" ou outras faixas do album "Time...", pena que isto não ocorreu. Por que o tamanho de uma curiosidade destas ? Porque os dois primeiros albums por incrível que pareça o Yes não valoriza deixando os amantes destes dois primeiros trabalhos até indignados de saber como que uma banda tão poderosa do meio cultural de rock progressivo passa a impressão de que a carreira da banda inicia só a partir de "The Yes album", por exemplo. Imagine um ouvinte que fosse escutar esta faixa "nas escuras" tentando adivinhar o nome da mesma com uma introdução de piano feita por Wakeman sendo acompanhado por Howe nos violões e repentinamente escutar as primeiras frases de Anderson dizendo "In the morning when you rise, Do you open up your eyes, See what I see?" o quanto que não ficaria surpreso e é o que acontece com o público que está aqui presente nesta faixa. Pelo visto com o tempo foi uma faixa que deu certo de apostar no set-list da banda porque ela foi executada por esta mesma formação aqui de "Yesshows" em "Keys to ascencion 2" (1.997), sem contar Steve Howe que parece também gostar desta música pois ele fez uma outra versão gravada junto com o cantor Fish (ex-vocalista do "Marillion") em seu album solo "Songs from the mirror" (1.993) e olhe que há quem diga que Howe não vai nem um pouco com a cara de Peter Banks, o guitarrista original desta faixa.

"Going for the one" - é a faixa-título do album que foi gravado em 1.977. Parece que o Yes estava querendo demonstrar ao público algo moderno que chamasse a atenção dos ouvintes. "Going..." destoa de uma tal maneira com este objetivo e é a única faixa do album que não tem nada a ver com as outras demais, nem mesmo de "Parallels" que soa relativamente em forma de rock chega próximo do que foi feito nesta faixa. Não deve ser esquecido que num ano como em 1.977 o advento punk estava muito fortemente presente nas estações FMs do mundo e "Going..." parece que foi feita como uma forma de tentar "revidar" que este gênero acabasse com a alegria do Yes. Aliás esta faixa parece ter mais "feeling" de composições que foram feitas no album seguinte "Tormato" (1.978). Imagine por exemplo um ouvinte num ano daquele ao ouvir logo de cara "Going..."; possivelmente estranharia a mesma pois vide como exemplos todas as primeiras faixas de todos os albums do Yes como não até chegar no album "Going..." como este é um exemplo característico de que não tem nada a ver com a proposta que o Yes vinha apostando conquistando os ouvintes e tendo a sua modesta legião de fãs e é aparentemente com a tendência mais pop deste album. Um dos aspectos negativos da faixa é que ela tem uma melodia muito repetitiva que as vezes pode ate se tornar um tanto cansativa para uma boa parte das pessoas, mas por outro lado pode-se dizer que seria um "mantra" do trabalho, algo feito por exemplo em "I´ve seen good people" do "The Yes album" (especialmente no segundo tema em "All good people") e o que muitas pessoas gostam desta faixa é o jeito como é tocada por Howe com sua guitarra elétrica num esquema meio de "boogie-woogie" que se bobear faz um convite para um ouvinte até dançar isto porque a mesma foi composta por Anderson e Howe, mas o mais interessante é a maneira como foi colocada no "Yesshows" porque quando o Yes está executando uma música tão sinfônica como "Time..." que é a faixa anterior a esta, repentinemante surge "Going..." como um relâmpago os primeiros acordes de guitarra elétrica iniciais tão fortes e diferentes da suavidade sonora da faixa anterior feita com as guitarras de um mesmo guitarrista. Aparentemente a faixa está muito parecida com pouquíssima diferença; um detalhe que se diferencia com a da original é a sua entrada em que White faz uma contagem antes de iniciar o riff inicial de Howe dizendo "One, two...". Infelizmente neste lado do disco os amantes do Yes se sentem que existe um vazio de espaço que poderia ter sido proveitoso acrescentando alguma outra faixa da banda e não foi ocorrido.

"The gates of delirium" - é a maior faixa deste volume 1 do "Yesshows" com quase 23 minutos de duração e evidentemente prenchendo um lado inteiro do disco. A faixa inclusive que é pertencente ao album "Relayer" que também é originalmente a maior do album embora aqui ficou um minuto a mais de diferença, ficou moldado num padrão de esquema igual ao album conceituado "Close to the edge" (1.972), ou seja abrindo de um lado com uma suite e no segundo dividido por duas faixas. Aqui tanto originalmente como nesta versão ao vivo temos um novo tecladista, Patrick Moraz. "Relayer" é um album que "fugiu" do padrão daquilo que até então anteriormente o Yes fazia, ou seja, parece que com a nova mudança de membro a banda passou a fazer uma música mais densamente voltada ao fusion (tem momentos claro que de rock progressivo, mas o fusion está muito aparente no album como um exemplo em "Sound chaser") e até com a música experimental e até chegando ao hard-rock (como em "The gates..." no caso). O engraçado é que o Yes havia gravado um album anteriormente chamdo "Tales..." (duplo com 4 faixas ocupando uma suite em cada lado dos 2 discos) e "The gates..." que é também uma suite parece que da maneira que foi gravada "passa mais depressa" o tempo, muito diferente do "Tales..." sem sombra de dúvidas, realmente só mesmo para o ouvinte conferir a proeza que o Yes fez aqui nesta faixa. Muitos fãs do Yes acreditam que esta faixa do "Relayer" em especial ficou um tanto "barulhenta" (assim como esta versão ao vivo deixando também o público dividido), mas acredita-se que talvez seje as guitarras de Howe que estão soando muito alto pois o entrosamento de Moraz com White está excepcional e acima da média. "The gates..." é uma suite semi-instrumental e em especial o tema inicial e a seção mediana do album quando Anderson termina de citar a primeira parte das letras quando o Yes fica num esquema meio de "batalha sonora" entre os músicos com seus instrumentos (não tão profundo quanto o album "Pawn hearts" (1.971) do "Van Der Graaf Generator") e tornando aí bem provavelmente a música "barulheta". Quanto as letras aparentemente feitas por Jon Anderson, elas tratam de algo relacionado a um Apocalipse, guerras, confusões de um além imaginário e a um esquema meio de "Julgamento final" ou algo do tipo. A partir de aproximadamente os 15 minutos de duração da faixa (que há este "conflito" sonoro) o ambiente se torna densamente calmo com a sonoridade de um Yes bem diferente daquilo que toma conta de mais da metade da faixa e Anderson se manifesta cantando as letras da segunda parte da música que até então conhecida por "Soon" (inclusive saiu num compacto na época quando "Relayer" havia sido editado ao público) e muito admirida pelo público. Existem rumores de que Anderson baseou "The gates..." num filme de 1.956 chamado "War and peace", que quer dizer "Guerra e paz" e pela lógica é mais ou menos o que ocorre na sequência em se tratando musicalmente aqui nesta faixa e é só prestar um tanto atenção nos temas desta música como é o que ocorre no filme: revolução, guerra/batalha, morte, remorso/dor e reconciliação; tocando numa faixa que tem somente 10% do tempo do filme em referência. Aparentemente o público aqui se entusiasma no anúncio de Anderson a respeito do nome da faixa, nos momentos em que Anderson cita "Listen, should we fight forever..." e no tema que termina a "batalha sonora" antes do Yes criar a expectativa do tema "Soon". Observa-se também que esta versão parece ter sido tocada um pouco mais rápida do que a original.

"Don´t kill the whale" - aqui inicia o segundo volume de "Yesshows" e esta faixa é pertencente ao album "Tormato", e possivelmente é a mais pop apresentada neste album ao vivo. Muitos fãs da banda questionam porque que o Yes não colocou uma música como "On the silent wings of freedom" que é do mesmo album e sentem que a mesma se identifica com a banda já que "Tormato" é um "tormento" pelo que se escuta por aí de uma grande parte dos admiradores do Yes sendo talvez um dos piores já gravados pelo grupo durante os seus anos 70. Até os 2 primeiros albums da banda que possuem a mesma quantidade de faixas (8 ao todo) de "Tormato" e em termos de faixas curtas (que muitos fãs alegam que isto tenha afetado; observe que os 2 primeiros trabalhos também tem faixas curtas mas as melodias são até que relativamente muito boas comparadas com as de "Tormato") ganham disparado em criatividade, mas incrivelmente por outro lado existe uma boa quantidade de fãs que se pegariam no tapa se disser que "Tormato" é a pior coisa que o Yes já fez. A grande impressão que este album dá é que tudo aquilo de ruim já gravado, criado e feito pela banda parecia ser estar sendo acumulado por anos e ser feito numa só gravação e até mesmo o timbre dos instrumentos não correspondem com aquilo que foi o Yes desde a sua estréia no meio cultural musical (parece que a banda havia adquirido os mais novos lançamentos de instrumentos musicais para experimentar e ver o resultado deste trabalho e observar a reação dos fãs), ou seja, eles parecem neste album sem muita espontaneidade, interesse e vontade de tocar e compor; parecia que eles estavam pedindo por férias ou revoltados consigo mesmos, coisa de músico para deixar os admiradores bem confusos. A outra impressão que se tem é que o Yes queria "lutar" com o advento-punk que estava muito forte naquele ano de 1.978, mas ao invés disso traz um trabalho totalmente muito estranhíssimo. Detalhe: a mesma formação gravou um album anterior e com melodias acima da média em comparação a este album. "Don´t..." é uma faixa muito odiada por uma parcela muito grande dos fãs e algo que caracteriza o rídiculo de uma banda mas aqui o Yes é até relativamente saudado pelos espectadores quando Anderson anuncia o nome da faixa sem contar que o mesmo os acompanham com palmas no ritmo da música no primeiro refrão de "Don´t...", agora por um lado deve-se ter um pleno respeito sobretudo pela faixa porque ela retrata sobre as baleias, um protesto a favor da natureza e que revela o lado humano e sério que existe no Yes. Aliás aproximadamente nesta época que foi feito "Tormato" alguns artistas também se dedicaram com a natureza como exemplos o "Supertramp" que dedicou uma cópia de platina de seu album "Even in the quitest moments" (1.977) a entidade "Greenpeace", ou o ex-guitarrista da banda francesa "Gong", Steve Hillage, com o album "Green" (1.978) que é totalmente retratando sobre a natureza terrestre e aquática e outros mais, sem contar alguns casos de artistas que também citam baleias em suas músicas como o ex-guitarrista e fundador do "Genesis", Anthony Phillips, em um tema musical chamado "Flight of the whale-birds: blizzard mountain" da faixa "Ice flight" no album "Private parts and pieces VII: Slow waves, soft stars" (1.987) e até o "Led Zeppelin" com a faixa "Mobydick" do "Led Zeppelin II" (1.970). Em "Don´t..." é muito evidente isso visto que observa-se o ruído dos sintetizadores de Wakeman induzindo como se seres humanos estivessem matando alguma baleia e sem contar Anderson citando a palavra "Cetacei" (que é o nome científico da baleia). De resto a faixa praticamente pela opinião dos fãs está relativamente igual a de estúdio com uma diferença da não presença de Squire tocando alguns acordes de piano que são creditados e tocados por este músico visto que a autoria da faixa provêm da dobradinha de Anderson/Squire. Existe um erro no caso da versão do CD em que o Yes colocou uma introdução de uma jam-session pertencente da apresentação da próxima faixa, o que acabou ganhando quase 3 minutos a mais chegando próximo dos 7 minutos de duração.

"Ritual (Nous sommes du soleil)" - aqui o Yes cometeu um outro erro e imperdoável que "enfraquece" este volume do disco (especialmente em vinil), "Ritual" embora seje a maior faixa do album consome os dois lados tirando praticamente a privacidade e tesão do ouvinte de estar ouvindo a música e ter de trocar de lado para a continuação da mesma; o mesmo erro que o "Emerson, Lake & Palmer" cometeu no album vivo em "Welcome back my friends to the show that never ends - Ladies and Gentlemen" (1.974) com a versão ao vivo da faixa "Tarkus" do album "Tarkus" (1.971) que é por sinal também uma suíte (este último caso talvez seje pior ainda do que esta do Yes porque se dividiu em dois lados de dois discos, mas ai são outras estórias). Com praticamente pouco mais de 31 minutos de duração sendo que a versão de vinil não bate com o valor que chega a próximo de 28:30 minutos de duração, devido a não inclusão de uma jam-session antes da apresentação que ao todo chega a estes 31 minutos; a versão do CD já é modesta presenciando o valor destes 28:30 minutos mas não incluiu a jam-session que deveria ser pertencente de "Ritual" postando na faixa anterior "Don´t..." e além disso não informa que foi feita também em 2 partes (o que ocorre no album original em vinil), fazendo com que o ouvinte passe a acreditar que a faixa se representa num longo trecho numa única continuidade (ou seja, ao invés de 3 faixas que está marcado, são 4 ao todo no disco 2) e observe também que a impressão que se dá quando a versão "The gates..." deste album ao vivo quando se finaliza entende-se que a "Ritual" seria tocada após "The gates..." (veja que inclusive no album "Yesshows" dá a referência do dia quando foi e aonde faixa por faixa). O volume 2 aqui poderia ser feito de uma seguinte forma que os fãs da banda até agradeceria: incluir a "Ritual" num único lado e o outro a banda fazer o melhor aproveitamento colocando faixas ao vivo nunca escutado pelo público ouvinte porque se somasse as outras 2 existentes (exceto a "Ritual") mal somam 8 minutos de duração ao todo e teria um espaço até relativo para se ouvir um pouco mais de material do Yes (que até aquele ano de 1.981 era até vasto). É sábido que um lado prenchido por 31 minutos não é recomendo pelas gravadoras, mas valia fazer a aposta visto que gravadoras como a ECM Records, Deutsch Grammophone Records, Phillips e entre outras investem em determinadas ocasiões ultrapassando e chegando aos 30 minutos de música num lado só, mas pelo visto é algo que ficará neste caso marcado pelo visto na história da banda de suas gravações e registros fonográficos. "Ritual" originalmente é pertencente ao album "Tales..." e sendo assim a última suite do album que por sinal é a mais longa (aqui a versão chega a aproximadamente 9 minutos a mais) e além de ter uma jam-session antes do anúncio da faixa feito por Anderson, "Ritual" possui também improvisos feitos pela banda com a formação de Moraz no lugar de Wakeman que originalmente é o membro de "Tales..." e possivelmente uma das sensações de "Yessshows" sejem estes improvisos que até não decepcionam mesmo com Moraz (embora exista uma grande admiração dos fãs da banda por Wakeman). A ídeia conceitual de "Tales..." musicalmente era fazer algo parecido como o que o "Jethro Tull" fez em "Thick as brick" (1.972) que era uma suíte que ocupava os dois lados de um disco chegando aos 45 minutos de música e Jon Anderson se entusiamou com a idéia desta banda em algum dia fazer algo parecido e aí que surge o polêmico "Tales..." que é ao mesmo tempo um album adorado e odiado pelos fãs do Yes numa época inclusive que o Yes estava em um certo auge de sua carreira e para se ter uma idéia o album já foi motivo de "gozação" de revistas especializadas em rock (como a "Rolling Stone", por exemplo") sendo aclamado com o tempo como um dos "50 albums piores e mais chatos" já gravados em quase 50 anos de existência do rock e julgado por parte dos admiradores do rock progressivo como um album que deu abertura ao movimento punk, mas a banda pelo visto estava realmente interessada em investir a sua música em suítes como o que aconteceu na estréia em albums como "Close..." e continuando em "Relayer". "Ritual" em "Tales..." é considerado como o quarto movimento do trabalho que já comentado anteriormente é um album duplo com 4 músicas (4 suítes, ou uma música em cada lado dos 2 discos) segundo o Yes baseado no conceito de Paramhansa Yoganada numa obra autobiográfica de um Yogi e "Ritual" representa o chamado "Tantras" a respeito da liberdade de aprender e conhecer o ritual da vida que para este é uma luta entre as forças do bem e do mal. Para que isso fosse feito em termos de música os músicos que representariam em especial a proeza seriam Chris Squire no baixo e Alan White com suas baterias e percussão e aqui existe um entrosamento muito bom entre os dois (e olhe que originalmente era a estréia de White em estúdio já que o mesmo havia sido apresentado no album anterior como membro do Yes mas no album ao vivo "Yessongs") e os improvisos são bem razoáveis destes dois músicos especialmente na parte instrumental da faixa. Ai vão algumas curiosidades para os ouvintes sobre a "Ritual": primeiramente sobre a jam-session antes da "Ritual" propriamente dita iniciar, o Yes apresenta uma melodia numa forma de jam funk e é bem possível que tenha sido por parte de Moraz em alguma sonoridade que lembra seu primeiro album solo "The story of I" (que tem vários momentos funk no album), parece que o Yes se entrosa bem enqunto Anderson vai dizendo a respeito do show ao público, mas o cantor demonstra que não curte muito funk dizendo "Don't put that funk in my face" que quer dizer "Não ponha este funk na minha frente" em inglês, sinitro até por sinal pois em seu album "Song of seven" (1.980) ele até que tem algumas melodias neste seu trabalho desta categoria, mas ao mesmo tempo este momento parece dar a entender que os músicos estão testando seus instrumentos. Quando Anderson cita que a faixa será do album "Tales..." e é a "Ritual" o público entra num delírio profundo causando uma expectativa até que Squire se pronuncia "One, two, three, four" e aí inicia a música. Observe que no início de "Ritual" assim como na parte instrumental quando Anderson finaliza a primeira parte em "At all, at all..." (e onde inclusive para quem tem o album em vinil terá de virar o outro lado do disco para a continuação de "Ritual", já no CD vai é claro dar a continuidade da faixa mas muda também de trilha) das letras desta música o baixo é o destaque e Squire faz uma melodia que chegou a sair em compacto com o nome de "Amazing grace" (está inclusive apresentada em seu momento solo do album "9012 - The solos" (1.985) e na luxuosa caixa de coletânea de 4 CDs "Yesyears" (1.991)). Na parte instrumental inicial da faixa não observa-se com a frequência os vocais de Anderson acompanhando a melodia como em "na-na-na-na-naaa-nananananana" e antes que Anderson inicie propriamente dito as letras veja que existe um repentino momento em que Howe toca um riffzinho que pertence a faixa "Close to the edge" do album "Close..." e então vemos Anderson citando "Nous sommes du soleil", que significa "Nós somos do sol" em francês e "We love when we play" que significa "Nós adoramos quando nós tocamos" em inglês, uma frase simbólica e emotiva por parte do Yes que nos acordes iniciais que são dessas letras observa-se o Yes muito aplaudido. A partir daí o Yes conduzirá Anderson que será acompanhado pelo restante da banda até o solo instrumental e observe que quem "rouba" muito a boa parte da faixa é Squire (em especial da parte de Squire que diria-se ser aqui como se fosse o momento dele como em a versão ao vivo de "The fish" em "Yessongs") e White (inclusive nesta parte instrumental) e que aliás tem rápidos e espertos trechinhos que fazem parte de faixas como "The ancient (under the sun)" e "Remembering (high the memory)" em que ambas também são do album "Tales..." e estão aproximadamente uns 5 minutos de duração após ser finalizada a faixa da parte 1 de "Ritual"; provavelmente esta grande seção instrumental é um dos momentos auge da faixa que são esperados pelo público que estava presente (e mesmo dos ouvintes). Depois começa a ocorrer uma espécie de "confronto" entre os músicos da banda (o bem contra o mal) que tem mais o destaque as percussões e baterias de White e Anderson que parece fazer ruídos vocais que lembram um demônio se enfurecendo ou algo do tipo e observa-se também Moraz que faz alguns ruídos com seus teclados que parecem computadores acionados até surgir Howe com a guitarra num ambiente de tranquilidade que recebe novamente Anderson citando o restante das faixas e recebendo Moraz no piano vindo posteriormente Squire e White que manterão o tema musical final em melodia crescente até finalizar a faixa em meio de uma calmaria que será despertada muito calorosamente pelo público presente muito bem aplaudidos (quase que 1 minuto de duração de saudações dos espectadores). A versão pela opinião do público também divide aos fãs do Yes sendo um dos motivos Moraz no lugar de Wakeman e dos fãs que tem preferência por outras faixas de "Tales..." mas no final é uma versão ao vivo que tem uma qualidade sonora muito boa e as sessões de improvisação são aspectos bem positivos para a adoração desta faixa.

"Wonderous stories" - pertencente também do album "Going..." é praticamente a "balada" do album com uma sonoridade muito melosa, sensível e até romântica por sinal. É inclusive a menor faixa até do "Yesshows" chegando a ter pouco menos de 4 minutos de duração e aqui neste último lado do album se o Yes tivesse colocado a faixa anterior em um único lado poderíamos ter oportunidade de ouvir outra(s) faixa(s) da banda de algo até então inédito, já que eles não tocaram coisa alguma neste album que fosse de albums vedetes como "The Yes album", "Fragile" e "Close..." só que infelizmente nada disso ocorreu e o resultado é o que temos até então "Yesshows" sendo finalizado com apenas 7 faixas de um album duplo. A versão aqui neste caso não tem muita diferença alguma com a de estúdio mas parece que é bem adorada pelos membros do Yes tendo sido gravada duas vezes diferentemente por Wakeman (que nem é o compositor da faixa e sim Anderson) em seus albums solos como "Greatest hits" (1.993) e "The piano album" (1.995) e também pelo instrumentista Billy Sherwood (que nos anos 90 se tornaria também um membro do Yes) num tributo para a banda em "Tales from yesterday" (1.995) pela sua banda "World Trade". O hilário é que o Yes colocou uma faixa muito "insignificante" em termos de tamanho comparado com o que veio anteriormente com a gigantesca "Ritual".