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Jon Anderson -
Vocal. Steve Howe - Guitarra, Vocal. Chris Squire -
Baixo, Vocal. Alan White - bateria. Rick
Wakeman - Teclados.
Faixas:
1. Opening [Excerpt from Firebird Suite] (Stravinsky) - 3:45
review 2. Siberian Khatru (Anderson/Howe/Wakeman) - 8:50
3. Heart of the Sunrise (Anderson/Bruford/Squire) - 11:26
review 4. Perpetual Change (Anderson/Squire) - 14:08
5. And You and I: Cord of Life/Eclipse/The... (Anderson/Bruford/Howe/Squire) - 9:55
6. Mood for a Day (Howe) - 2:52
7. Excerpts from "The Six Wives of Henry... [live/excerpt] (Wakeman) - 6:35
review 8. Roundabout (Anderson/Howe) - 8:33
9. Your Move/I've Seen All Good People (Anderson/Squire) - 7:00
10. Long Distance Runaround/The Fish (Anderson/Squire) - 13:45
11. Close to the Edge: The Solid Time of... (Anderson/Howe) - 18:41
12. Yours Is No Disgrace (Yes [1]) - 14:21
13. Starship Trooper: Life Seeker/Disillusion... (Anderson/Howe/Squire) - 9:25
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Yes
- Yessongs (1973)
Por Steve
Hillage
Este é o primeiro trabalho ao vivo do Yes numa
época em que a banda se demonstrava muito
frutífera e esforçadíssima em quesito de
criatividade nas composições. Aqui neste
período, o Yes já tinha definido sua sonoridade
relacionada evidentemente com o rock progressivo e
a banda ainda não atingia os 5 anos de carreira
já que as faixas deste álbum foram todas tocadas
no ano de 1.972 (pelo que se sabe foi gravado mais
precisamente no Rainbow Theatre em Londres) de
turnês feitas afora e "Yessongs"
propriamente dito só foi lançado ao público e
crítica em maio de 1.973.
Aqui a novidade e ao mesmo tempo ousadia do Yes
observa-se pelo volume do álbum que é triplo em
vinil por sinal (duplo em CD) com pouco mais de 2
horas de música; é incerto dizer se o Yes foi a
primeira banda que lançou como um álbum triplo
em vinil, pois ao que também se tem notícia,
aparenta que o primeiro álbum triplo em
lançamento vinil foi feito pelo ex-integrante dos
"The Beatles", George Harrison em
"All things must pass" (1.970), mas
mesmo assim nas partes de sessões "Apple
jam" dão a leve impressão que foi feito de
uma forma muito superfluamente já que poderia ser
tranqüilamente um álbum duplo, e veja que se
trata de bandas relacionadas com o rock e neste
caso de George Harrison é outro caso a ser
discutido tal assunto. Um outro artista do meio
jazz e fusion que investiu também num álbum
triplo lançado no mesmo ano de
"Yessongs" foi Keith Jarrett em
"Solo-concerts: Bremen/Lausanne" e aqui
este artista investiu numa luxuosa caixa contendo
um livreto com fotos e comentários a respeito
deste seu trabalho, mas até ai também são
outros esquemas. Uma coisa é bem certa
"Yessongs" é até então o primeiro
álbum ao vivo que se tenha notícia confeccionado
triplo em vinil (o "Grateful Dead"
também ao que tudo indica lançou um álbum
triplo ao vivo chamado "Europe'72 (1.972)
apesar de que se trata meramente de uma banda de
rock dos anos 70) e ainda mais se tratando de uma
banda de rock progressivo que é o caso do
"Yes", até mesmo o "Genesis",
outro concorrente de nome na época que também
tinha lançado o "Genesis live" ou a
banda holandesa "Focus" com o "At
the Rainbow" editados também em 1.973 se
contentaram por simples e únicos álbuns simples
(e olhe que ambas estas duas bandas tinham
material suficiente para editar em discos duplos).
Mas voltando ao Yes naquele ano de 1.972, diversos
acontecimentos ocorreram com a banda já que o
material utilizado em "Yessongs" é
pertencente aos 3 últimos álbuns: "The Yes
álbum" (1.971), "Fragile" (1.971)
e "Close to the edge" (1.972).
Retornando ao tempo após o lançamento de
"Time and a word" (1.970) as mudanças
se transpõe a partir de então no conceito da
música que a banda passou a desenvolver e nas
substituições dos integrantes que ocorreram
também ao longo do tempo durante até que um
curto espaço de tempo dos 3 álbuns anteriores de
"Yessongs". A primeira foi do
guitarrista original, fundador da banda e que
inclusive sugeriu o nome do grupo, Peter Banks que
segundo alguns dos motivos de sua saída seria que
a banda percebia o seu descontentamento com os
companheiros ia crescendo o tornando muito
preguiçoso e desmotivado quando foi lançado
"Time...", e por outro lado o
guitarrista alegava que foi traído e tendo seu
profissionalismo no trabalho um tanto descriminado
visto que o álbum tinha uma forte presença de
arranjos de orquestra e os teclados de Tony Kaye e
então seguiria sua carreira formando uma banda
chamada "Flash" e em seu lugar seria
tomado pelo guitarrista Steve Howe que tinha
influências de músicos como Django Reinhardt,
Mary Ford, Chuck Berry e entre outros e que já
havia tocado com "The Syndcats",
"In Crowd", "Bodast",
"Tomorrow" gravando vários compactos e
esta última banda tendo gravado um álbum
entitulado "Tomorrow" (1.968) e com
tendências do gênero psicodélico, outra
vertente do progressivo que era muito forte nos
finais dos nos 60 tendo o "Pink Floyd"
como um exemplo. Sensível e criativo Howe traria
um tanto mais de "vida" ao terceiro
álbum do Yes, "The Yes álbum" que
passa a aumentar o volume de vendas de discos para
o grupo.
Mas no mesmo ano em que sai "The Yes
álbum" em 1.971 mais outra mudança na
formação surgiria e desta vez quem saltaria fora
seria o tecladista original e fundador, Tony Kaye,
que a princípio a banda estava sentindo que não
tinha pique para continuar novas gravações e
apresentações que estavam sendo muito grande em
quantidade e estava ocorrendo também uma
possível "desavença" entre o novo
membro Howe e Kaye se desentendendo muito
musicalmente e em algumas ocasiões até pelo lado
pessoal. Então eis que surge um novo tecladista
chamado Rick Wakeman que tinha uma graduação
profissional musical formada classicamente e com o
tempo fez sessões com Cat Stevens, David Bowie e
se ingressando numa banda folk-prog conhecida como
"Strawbs" lembrando um tanto o
"Jethro Tull" estando presente em
"From the witchwood" (1.971), último
trabalho com esta banda antes que se associasse ao
Yes e a partir de então encabeçaria formando uma
das melhores formações da banda considerada pela
grande maioria dos fãs do mundo com os álbuns
"Fragile" e "Close to the
edge" além de aumentar o prestígio do grupo
e surpreender nas primeiras colocações em
número de vendas tanto na Inglaterra como nos
Estados Unidos. Além disso, Wakeman já primeiro
chamava atenção pela sua altura, seu modo de se
vestir e pela substituição de apenas 3, 4
teclados de Kaye se rodeando de uma grande
quantidade de teclados, sintetizadores e até 2
pianos acústicos. Quanto a Kaye, ele seria
observado junto com o ex-companheiro também do
Yes, Peter Banks no "Flash" gravando o
álbum de estréia "Flash" (1.971) e
também formando uma banda chamada
"Badger".
Estava então uma oportunidade para ser feito um
trabalho ao vivo que resultou em
"Yessongs" com Jon Anderson nos vocais
principais, percussão; Chris Squire no baixo e
vocal de apoio; Steve Howe nas guitarras
elétricas, violões acústicos, vocais de apoio;
Bill Bruford nas baterias, percussão, vocais de
apoio e finalmente Rick Wakeman nos teclados. Mas
em "Yessongs" existiu um porém; e que
porém: outra substituição, e desta vez quem sai
é Bruford de uma forma muito inesperada para se
associar no álbum "Larks tongues in
aspic" (1.973) do "King Crimson",
outra banda de grosso calibre no mundo do rock
progressivo e curiosamente teve a participação
de Jon Anderson nos vocais em "Lizard"
(1.971) e por outro lado, Robert Fripp, o fundador
e na ocasião, um mentor e líder do grupo também
havia sido convidado para se tornar o guitarrista
do Yes para uma suposta substituição de Banks na
época quando saia na banda. Bruford alegava que o
Yes tinha um sério problema de se discutir como
tocava ali e cá e chegando a um ponto em
"Close..." a dar um basta nesta
situação após o lançamento deste álbum e
algumas apresentações, pois o propósito de
Bruford na banda era apenas para sentar nas
baterias e tocar ao invés de discutir e perder
tempo; a solução foi colocar Alan White para
resolver a situação do Yes.
Aqui vale uma ressalva para este músico que tinha
o pai como um pianista amador nas horas vagas e
White iniciou-se na música com este instrumento
(tanto que ele se apresenta tocando na faixa
"Run through the light" do álbum
"Drama" do Yes em 1.980 sem a presença
de Jon Anderson e Rick Wakeman), mas acabou se
entusiasmando em tocar baterias já que havia
ganhado um kit de um parente seu e como a grande
maioria dos jovens adolescentes formou uma
bandinha chamada "The Downbeats" que
consistia em tocar covers do "The
Beatles". Por volta de 1.965, ainda com um
futuro muito incerto relacionado com a música
White foi estudar desenho técnico com a
esperança de se tornar um arquiteto, mas a ironia
do destino fez com que retornasse ao instrumento
numa banda chamada "The Blue Chips" que
tinha um contrato com a gravadora Polygram
gravando um compacto e posteriormente passou a
receber diversos convites tocando com Billy Fury,
"The Glambers", "Ginger Baker's
Airforce" (tocando também teclados com este
grupo), "The Move", Graham Bond chegando
até a fazer sessões com o cantor Joe Cocker e
sendo um membro de Terry Reid até que em 1.969 se
integra no "The Plastic Ono Band", num
álbum como "Live peace in Toronto"
(1.970) e nada menos que ao lado de John Lennon,
Yoko Ono, Eric Clapton e Klauss Voormann. White
está inclusive presente no álbum solo do
ex-integrante do "The Beatles", John
Lennon, em "Imagine" (1.971) que contém
a faixa-título conhecida mundialmente. Também
esteve ao lado do outro ex-integrante do "The
Beatles", George Harrison, Alan Price, Gary
Wright e entre outros até 1.972 quando num belo
dia o Yes liga procurando-o em sua casa. A alegria
de White pelo convite foi muito grande, mas ao
mesmo tempo também consideravelmente dramática
no sentido de que ele tinha muito pouquíssimo
tempo para se adequar ao repertório que o Yes
estava fazendo em turnê de "Close...".
Há quem diga que o músico foi treinando dentro
de trens e aviões; mas independentemente o
desafio evidentemente de estar no conjunto não
tinha um lugar próprio para a façanha do
treinamento.
Portanto das 13 faixas de "Yessongs", 2
tem a formação do Yes com Bruford e as outras
restantes com White, ou seja, aproximadamente 80%
tem a presença do novo integrante, mas o músico
estará a partir do próximo álbum "Tales
from topographic oceans" (1.974) na total
disponibilidade já em estúdio.
"Yessongs" mesmo com a mudança interna
de integrante foi muito saudado consideravelmente
pelo público e crítica, mesmo como um álbum
triplo (claro que muitos se enfezaram pelo tipo de
edição que foi feita) chegou a ter uma vendagem
expressiva nas vendas e chegando ao posto dos 10
primeiros tanto na Inglaterra como nos Estados
Unidos e ainda com a ousadia de fazer um álbum
triplo em vinil como estes na época em que num
ano de 1.973 a situação mundial vivia uma crise
petrolífera muito caótica. Vale também
ressaltar que "Yessongs" foi lançado
porque a banda no início de 1.973 estava
começando a iniciar os primeiros passos da
elaboração de "Tales...", dando que
claro uma vantagem ao Yes de poder deixar o
público um tanto entretido naquele ano enquanto
não vinha algo novo, mas para delírio dos fãs o
resultado de "Yessongs" resultou em
1.975 num filme com o mesmo nome é até hoje é
um dos mais consultados e vistos pelo público
sendo uma forte referência para quem tem
interesse de vê-los performizando na época numa
tela de vídeo. Na integra a formação é a de
Anderson/Howe/Squire/Wakeman/White, o que
significa que Bruford não está presente e muito
menos as duas faixas que toca no caso do álbum em
formato áudio.
Com a gravadora Atlantic Records que já tinha o
Yes desde sua estréia fonográfica em
"Yes" (1.969), "Yessongs" tem
o seguinte material: um de abertura da
apresentação de arranjos do classiscista Igor
Stravinsky, 4 faixas do "The Yes álbum"
(digamos que próximo de 80% do álbum, já que as
2 faixas não tocadas juntas somam pouco mais de 6
minutos de duração!!!!!!), 80% do
"Fragile" (apenas uma música não é
apresentada, pois o restante são vinhetas muito
minúsculas), e "Close..."
completamente, além de improvisos de
apresentações solos dos músicos do grupo
através das faixas e um "meddley" de
Rick Wakeman quando estava também em fase de
carreira solo paralela ao Yes demonstrando algo de
seu segundo disco solo, "The six wives of
Henry VIII" (1.973), um álbum inclusive
muito conceitual na carreira solo de Wakeman que
teve os companheiros do grupo também presentes no
trabalho (além da banda "Strawbs").
Falando em Wakeman deve ser lembrado que o músico
desde sua estréia no Yes era tido como um músico
sendo apresentado cordialmente pela A&M
Records que tinha o "Strawbs" como uma
das bandas que representavam este selo e a
carreira de solo de Wakeman.
Vejamos agora o seguinte: "Yessongs" de
uma maneira geral tem um repertório muitíssimo
bom e apoiado por uma grande parte dos fãs da
banda, poderia inclusive se chamar "Close to
the edge live" ou algo do tipo já que o
álbum está 100% presente e outra que foi feito
à turnê na ocasião para a divulgação deste
álbum ou fazer o restante das faixas faltantes de
"The Yes álbum" e "Fragile"
(não faria talvez malefício algum já que são
poucas não apresentadas de um material como todo)
pra cada álbum de "Yessongs" já que as
músicas deste álbum triplo são dos 3 álbuns
anteriores; mas um aspecto que descontenta a
minoria que reprova o repertório é do Yes não
ter dado uma oportunidade de apresentar algo dos
dois primeiros álbuns "Yes" e
"Time...". É impressionante como a
banda não valorizou suas apresentações com o
passar dos anos explorando estes 2 primeiros
trabalhos a uma única exceção de "Beyond
and before" (1.998) (apesar de que para
alguns fãs da banda não passa de uma
coletânea), dava para arriscar na inclusão de
uma outra faixa pequenas na casa dos 2 ou 3
minutos de duração, mas é bem óbvio que a
banda pressentiu que este repertório estava
perfeito para o lançamento de
"Yessongs" e não foi um meio totalmente
errôneo. A questão de pouca divulgação de
álbuns de início de carreira de uma banda não
ocorreu exclusivamente com o Yes; o
"Genesis" um outro concorrente do meio
do rock progressivo também pouquíssimo valorizou
seus 2 primeiros álbuns, assim como também o
"Supertramp" que manteve também o mesmo
conceito, isto porque são ainda bandas bastante
conhecidas ao meio cultural musical.
Quanto à inclusão do novo membro, Alan White,
pouco se diz que sua estréia foi péssima, e
muito pelo contrário, ele fez uma boa presença
brilhando neste trabalho e contentando uma boa
parte do público a salva de alguns momentos que
como sempre a banda nem sempre fica 100% perfeito
e em alguns casos as faixas ao vivo de
"Yessongs" ficaram um tanto melhores do
que as de estúdio e claro que a grande maioria
dos ouvintes fica com a escolha de Bruford no Yes
mesmo com a apresentação de 2 faixas no
"Yessongs", agora é claro que White soa
um tanto diferente e estranho do baterista
original, mas ai era um começo que permaneceria
no Yes tendo uma notável desenvoltura até nos
dias atuais a que se tem notícia (valeria também
a pena dividir meio a meio de "Yessongs"
para Bruford e White) . É bem provável também
que "Yessongs" seje um dos álbuns
considerados como um dos favoritos e um
"masterpiece" para os ouvintes do Yes em
se tratando de um álbum ao vivo diferente de
"Yesshows" (1.981), "Keys to
ascension 1" (1.996) ou "Keys to
ascension 2" (1.997) (uma observação para
estes dois últimos: "Yessongs" é
considerado até em momento o maior álbum ao vivo
que o Yes já elaborou como um único volume; os
dois volumes em referência ganham em quantidade
de duração de tempo por estarem divididos em
dois volumes e em contrapartida perdem em
quantidade de músicas) que contém a formação
de Anderson/Howe/Squire/Wakeman/White e é também
uma excelente pedida para os ouvintes que querem
conhecer um pouco sobre o melhor do Yes, sem
contar que também pode ser considerado um dos
momentos de ápice do grupo sendo que dificilmente
mesmo o Yes com o passar do tempo tendo feito
álbuns consideravelmente bons não seria o mesmo
que foi nesta época, pelo menos para a grande
parte do público.
Uma observação a respeito daqueles ouvintes que
querem conhecer inicialmente o Yes: uma parte dos
ouvintes que aconselham o trabalho certas vezes
chega ao extremo de desconsiderar ter os 3 álbuns
anteriores de "Yessongs" visto o
material já dito anteriormente como está
presente, mas por outro lado fica a dúvida; vale
deixar de ter estes trabalhos de estúdio ? O
baterista Alan White não está presente nos
mesmos e sim Bill Bruford. Os fãs do Yes também
poderão observar que ao longo do tempo após
"Yessongs" que o repertório de maneira
geral sempre procurou estar voltado a músicas
destes 3 álbuns anteriores a este álbum ao vivo.
Só para se ter uma idéia de como para alguns
fãs da banda se cativaram pelo álbum, surgiu no
Brasil uma banda "cover" do Yes também
chamada "Yessongs" no início dos anos
90 (e que também teve suas variadas formações
com o tempo !!!!!!).
Sobre os músicos na ocasião poderia se dizer que
Jon Anderson trazia sua energia em palco com seu
vocal melodioso enquanto Steve Howe dividia sua
técnica profissional em meio de sonoridade
acústica como os violões acústicos de 6 e 12
cordas, o mandolin, a cítara e em conjunto com a
parte elétrica dos instrumentos como as
tradicionais guitarras elétricas de 6 e 12
cordas; já Chris Squire "pirava" o
público geralmente sempre com os timbres de seu
baixo Rickenbacker em meio de uma pedaleira numa
variedade de tons com o instrumento e sempre com
seu jeito de ser inconfundível de toque (no filme
observa que Squire se empolga bem mais ao tocar o
seu instrumento chegando em algumas vezes até dar
pulos no palco e usando uma bota com salto alto);
Rick Wakeman surpreendia o público rodeado de
teclados e sintetizadores e sempre apostando em
simpatia absoluta ao extremo com o seu modo de se
vestir e sem contar na maneira como tocava com
muita perfeição e aprimorando a sua sonoridade
em faixas que já tinham sido gravadas pelo
tecladista original Tony Kaye e finalmente Alan
White já comentado anteriormente que fez uma boa
estréia na substituição de Bill Bruford;
contudo "Yessongs" resultou de uma
maneira geral uma banda puramente sinfônica
acústica ao que compete ao bom e do melhor em se
tratando de rock progressivo.
O álbum saiu em edição nacional em vinil nos
anos de 1.973, 1.979 e 1.988 e pode ser encontrado
num formato do qual se abria em 3 partes como
também lamentavelmente vinha dividido em 3
unidades em separados o que vale informar uma
total atenção para aqueles colecionadores de
usados que em algumas circunstâncias nem sempre
encontram os 3 volumes totalmente completos e
outro aspecto negativo do Yes em relação a este
álbum é que não saiu a edição nacional em CD,
e falando do disquinho uma boa parte do público
que possuem este álbum é dividida na
preferência entre o mesmo e o vinil em se
tratando de qualidade sonora da obra.
O trabalho teve a produção de Eddie Offord que
já tinha estado junto com a banda desde
"Time...", além do auxílio de Mike
Dunn e Geoff Haslam que já havia trabalhado junto
com "The Velvet Underground",
"Cactus", "J. Geils Band",
"Badger", Jan Akkerman (guitarrista do
"Focus"), além de nomes conhecidos do
jazz como Ornette Coleman, Gato Barbieri, Herbie
Mann e entre outros.
A arte gráfica ficou por conta do imaginário
Roger Dean que já vinha estado com o grupo desde
"Fragile", além de melhorar o aspecto
do nome do logotipo da banda que era paupérrimo
com o nome "Yes" dentro de um balão
gigante e permanecendo assim com a mudança por um
longo tempo; vale ressaltar que a capa como se
sabe para o gênero do rock progressivo tornou-se
muito importante à medida que cada álbum de
determinada banda ia sendo lançado. Falando
também de Roger Dean, geralmente o logotipo deste
artista e os desenhos de modo geral no Yes eram
propostos quando Steve Howe estava presente, pois
o mesmo segundo o aspecto contratual do artista
detinha os direitos autorais por razões
"políticas" contratuais junto ao
artista gráfico.
Fica inclusive um pergunta em relação a este
assunto: claro que os direitos sobre o nome de um
grupo é polêmico como a exemplo do próprio Yes
aproximadamente em 1.988 quando Anderson resolveu
se associar com os companheiros Bruford, Howe e
Wakeman na formação do álbum "Anderson,
Bruford, Wakeman, Howe" (1.989) isso porque
Anderson queria prontificar o título como
"Yes", mas só não o foi feito devido a
Squire não permitir a façanha sobre o direito do
nome (aqui um outro caso a ser discutido); mas em
se tratando de arte gráfica qual é o motivo de
tanto balburdio ? Rick Wakeman, membro do Yes,
gravou álbuns solos como "Greatest
hits" (1.993) e "Return to the center of
the earth" (1.999) que tinha desenhos de
Roger Dean !!!!!!! Dá para entender estes alardes
provocados no Yes ? Outro detalhe interessante
sobre a arte de Roger Dean é que estava sendo
levada das capas dos álbuns do Yes aos palcos
onde o público se sentia em meio de muita
imaginação de outros mundos sob a elaboração
criativa deste profissional, isso porque a música
do Yes também induzia junto à arte para ajudar
na expectativa do público presente das
apresentações ao vivo. Roger Dean teve em
"Yessongs" auxílio de fotografias
feitas por Martin Dean junto com as bandas
"Budgie", "Gentle Giant",
"Atomic Rooster", "Keith Tippett
Group" e entre outros e David Gahr nas
fotografias tendo já trabalhado com Mile Davis,
Charlie Mingus, Ron Carter, John Cage, Rahsaan
Roland Kirk, Thelonious Monk e entre muitos outros
inclusive participou no álbum de estréia do Yes
em 1.969.
"Opening (Excerpt from "Firebird
suite")" - é a faixa de abertura do
álbum em seu primeiro volume e das
apresentações que o Yes fazia antes de entrar ao
palco criando uma expectativa muito forte ao
público e sendo a menor da primeira parte de
"Yessongs" com pouco menos de 4 minutos
de duração. É evidentemente que se trata de uma
composição do classiscista/erudito russo Igor
Fyodorovich Stravinsky composta em 1.910,
estreando-se o primeiro balé em Paris, França e
a princípio mais conhecido por ser uma das peças
do compositor de um balé clássico originalmente
escrita por Anatol Lyadov que não foi capaz de
conduzi-la ao fim da obra tendo então Stravinsky
o responsável pela continuação e finalização
da mesma dividida em 3 suites ao todo se tornando
uma grande sensação ao público na época quando
foi lançada e tornando o escritor russo a ser
mais conhecido na Europa. Uma observação em se
tratando de Stravinsky em que este talvez seje um
dos exemplos que muitas pessoas o acusam de ser um
"aproveitador de ideais" porque
dificilmente não se observa a obra tendo Lyadov
com também o elaborador inicial do trabalho. Por
falar em Stravinsky, Squire comentou numa ocasião
que o álbum "Time..." que possui
arranjos de orquestra tiveram muita associação
musical deste artista já falecido em 1.971 aos 89
anos de idade. Alguns fãs do Yes não compreendem
o porque desta faixa estar inclusa neste álbum
achando ser muito supérflua a ponto de que
poderia ter sido inclusa justamente alguma outra
dos 2 primeiros álbuns e uma oportunidade de
observar como o Yes agia na execução de músicas
destes 2 primeiros trabalhos. Aqui inclusive a
faixa se extende um tanto mais do que pode ser
observado no caso do álbum ao vivo
"Yesshows" que é tocada por poucos
instantes enquanto a banda parece
"testar" os instrumentos antes que se
inicie a entrada de órgão de Wakeman na faixa
"Paralels" do álbum "Going for the
one" (1.977). Neste caso não ocorre isso e o
que realmente dá a entender é que é o Yes vai
entrando no palco e se acomodando em seus lugares
com seus instrumentos. Cada um na sua e a edição
se tornou o que está registrado aqui em
"Yessongs" para quem goste ou não.
"Siberian Khatru" - após a
finalização da abertura da faixa anterior de
Stravinsky sendo aplaudido pelo público,
"Siberian Khatru" é emendada e irá
ocorrer uma novidade: a substituição do
baterista e percussionista Alan White no lugar de
Bruford. É uma das faixas que o público fica
inclusive dividido sobre o resultado da mesma se
esteve melhor ou não do que a original, mesmo com
quase a mesma permanência de tempo de execução
da faixa (alguns segundos a menos do que a
original, talvez por ela se encontrar um tanto
mais rápida também nesta versão) pertencente ao
álbum "Close...". Curiosamente a
versão original finaliza o álbum
"Close..." sendo que aqui o Yes inicia a
apresentação. Esta versão parece ser um tanto
mais funk (que inclusive é o instrumental que
predomina boa parte da faixa) e razoavelmente meio
"hard" do que a original e relativamente
barulhenta numa boa parte da mesma e se o ouvinte
prestar bem atenção no início observará que
Steve Howe entra com sua guitarra mais apressado e
incompleto do que na original e a seção também
do tema mediano de Wakeman aparenta ter
"perdido" um pouco do sentimento meio
estilo medieval que toca originalmente em um cravo
acústico e aqui ficou mais numa sonoridade
elétrica com seu instrumento e sem contar a falta
com o mini-moog que descaracterizou originalmente
o timbre lembrando o sopro de uma flauta, mas para
compensar os detalhes é que o restante da banda
irá fazer o resto da música que possivelmente
mais tardar o ouvinte não dará muita
importância aos pequenos detalhes. Falando em
Wakeman vale lembrar que esta é uma de suas
poucas canções que elaborou com o Yes nesta
época até o lançamento do álbum de estúdio
"Close..." e existe um erro que no CD
contém adicionando Squire também o compositor da
faixa coisa que na realidade não é além de
Anderson, Howe e Wakeman. Pelo visto o improviso
que o Yes tem mais interessante está após a
parte instrumental quando Anderson junto com
Squire e Howe terminam de citar totalmente as
letras de "Siberian..." em que o
guitarrista faz uma jam um tanto diferente da
versão original e sem contar a parte de vocais
"Dah-dah-do-dah-do-dah" em que grande
parte do público gosta muito. Destaque vai para
as baterias e percussão de White que interpretou
esforçadamente o quanto pode na faixa de ponta a
ponta. "Siberian..." pra quem não sabe
"Khatru" é uma palavra de uma tribo
chamada Yemeni que significa "o quanto você
será" e mesmo estando num álbum conceitual
e perfeito para os fãs do Yes como
"Close...", "Siberian Khatru"
é a mais fraca das 3 faixas que contem no álbum
na opinião destes fãs. O Yes procurou manter
esta faixa durante a sua existência no set-list
da banda uma boa parte do tempo possível. Existe
uma versão com esta mesma formação que aparenta
ter ficado melhor em "Keys to ascension
1" (1.996).
"Heart of sunrise" - pertencente ao
álbum "Fragile" é a maior faixa deste
álbum de estúdio com mais de 10 minutos de
duração, ganhou esta versão que pouco mudou com
um pouco mais de um minuto a mais, mas não fez
muita diferença o acréscimo desta minúscula
duração. É um dos momentos também que o
público se empolga antes da faixa ser iniciada
observando um dos espectadores falar o primeiro
nome do guitarrista e enfim Anderson anuncia que
"Heart..." será executada para delírio
da galera. Aqui a sonoridade de maneira geral
também ficou relativamente bem elétrica e soando
sob a forma lembrando um pouquinho do "King
Crimson" em "21st century schizoid
man" do álbum "In the court of the
Crimson King" (1.969), esquizofrênica em
algumas ocasiões chegando a ser até um hard-rock
para uns e ao mesmo tempo o Yes parece que se
está entrando numa verdadeira "luta"
instrumental para ver quem no final vence, coisa
mais ou menos do tipo que o "Van Der Graaf
Generator" fez o início ao fim no álbum
"Pawn hearts" (1.971), obra prima
considerada por uma maioria dos fãs deste grupo.
Mas agora imagine também esta faixa sendo
executada pelo novo membro agora no Yes sendo que
Bruford (além de Anderson e Squire) é um dos
elaboradores da faixa e aqui também requer uma
perfeição muito máxima na percussão; mas White
até que não decepciona. O sincronismo dos
membros do Yes na parte instrumental inicial que
vai até os 4 primeiros minutos é sensacional
antes que Anderson inicie os primeiros versos da
faixa e notando um contentamento dos espectadores
presentes. O Yes se torna aparentemente um tanto
mais "barulhento" próximo do final da
faixa com os últimos versos o que pode aborrecer
a alguns ouvintes, mas de resto com a perfeição
musical dos integrantes compensa aos ouvidos
destes. As letras de Anderson são um tanto
estranhas como numa grande parte e nesse caso se
referindo a viagens e alma, mas tanto a de
estúdio como esta versão ao vivo ele consegue
cantar com muita paixão (exatamente como uma
pessoa muito apaixonada por algo) que só mesmo
ele representaria perfeitamente o que dificilmente
se encontraria um substituto para fazer o mesmo.
Sem sombra de dúvidas esta é uma das faixas do
Yes da época complexadamente estruturada com os
seus mais variados temas, mas o principal aparenta
ser o que inicia, assim como também finaliza a
faixa e toma a liberdade em outros pontos da
música em meio destes temas musicais variados. A
título de curiosidades alguns fãs do Yes apostam
que as partes de teclados tocadas por Wakeman
foram escritas por Tony Kaye. É verdade que
Wakeman fez uma diferença muito grande ao
substituir o tecladista original (alguns destes
fãs argumentam que as faixas
"Roundabout", "South side of
sky" e "Heart..." já haviam sido
escritas logo após o lançamento de "The Yes
álbum" quando Kaye ainda permanecia na banda
e iriam para os estúdios gravar
"Fragile") e se os ouvintes que gostam
muito do Yes escutarem atentamente
"Fragile" observarão que as canções
deste álbum parecem ter as escritas de piano e
teclados mais "fáceis" do que
"Close..." (o que não deixa de existir
uma possível hipótese de que isto possa ser
verdade); o outro detalhe é que o tema da
instrumentação de introdução da faixa antes de
Anderson cantar é um tanto parecido no que o trio
canadense "Rush" elaboraria em
"Caress of steel" (1.975) na faixa
"The Necromancer" precisamente na
seção instrumental da segunda parte em
"Under the shadow". Já quanto às
linhas de baixo de Squire que impressionam na
maneira de como são tocado numa certa ocasião o
baixista comentou que "Foi um pouco projetado
para impressionar", o que fica mais
esclarecido este comportamento do músico nesta
faixa. Existe uma versão que vale também ouvir
em "An evening of Yes music plus"
(1.994), mas com Bruford nas baterias e
"Heart..." é também uma das faixas que
o Yes manteve durante a existência da banda.
"Perpetual change" - pertencente ao
álbum "The Yes álbum", esta versão
ganhou 5 minutos de duração a mais da original
atingindo um pouco mais de 14 minutos de duração
e se tornando a maior deste primeiro volume do
"Yessongs". Aqui a versão já apresenta
Bill Bruford nas baterias que inclusive mostra um
solo do instrumento próximo do fim da faixa
tocando por uns 2 minutos antes que algum
integrante do grupo dá um sinal de vida no palco
retornando a faixa no tema que dá início a
faixa. Falando em Bruford aqui neste caso em se
tratando de seu momento em que fica sozinho
tocando, o baterista parece tocar não muito
empolgado o que talvez seje sinais de que ele já
não estava mais contente no Yes demonstrando um
profundo desinteresse e já com a idéia em vista
de ter sua própria expectativa no próximo
conjunto que se associaria, o "King
Crimson" (observe que White na estréia em
"Yessongs" já demonstra um entusiasmo
totalmente contrário de Bruford mesmo em algumas
faixas não sendo 100% eficaz, sendo que o convite
de se associar ao Yes deve ter repercutido para
este outro baterista). Pode ser difícil avaliar
este detalhe quando Bruford é apresentado em
apenas 2 faixas em um álbum triplo em vinil, mas
veja o comportamento de entusiasmo e interesse
deste profissional como se difere distanciamente
em álbuns ao vivo que o mesmo está presente em
"An evening...", ou "Beyond and
before" (1.998). Também não significa que a
faixa está fraca e muito pelo contrário ficou
surpreendente da original, mas mesmo assim por
incrível que muitos pensem a grande parte dos
fãs do Yes não gostam muito desta faixa, achando
ela um tanto monótona e que poderia até ter sido
um pouco mais curta em seu formato original,
"Perpetual change" tem a autoria de
Anderson e Squire. Inicialmente antes de a música
iniciar observa-se um entrosamento dos integrantes
do Yes no palco testando os seus instrumentos em
meio dos espectadores um tanto impaciente e
observando-se até um deles dando uma discreta
tossida quando inicia os acordes iniciais e
principais da faixa percebe-se uma salva de palmas
das pessoas presentes na apresentação e a banda
prossegue iniciando o primeiro refrão que recebe
Anderson nos vocais e mais uma vez o Yes recebe
outra salva de palmas na parte mais calma do
refrão e os músicos prosseguem normalmente a
sonoridade e melodia um tanto parecido da original
o que se percebe, entretanto são algumas
"arranhadas" nos teclados que Wakeman
faz e já não se observa da parte de Kaye. Na
parte solo instrumental que é meio ritmo
"meio marcha" ficou um tanto também
mais prolongado este solo com Howe solando mais na
guitarra e Wakeman tocando mais sintetizadores
moog do que Kaye. O Yes então retorna ao terceiro
refrão e após a finalização deste em que a
música originalmente termina aos poucos em meio
à melodia dos instrumentos de forma crescente
junto a um coro vocal, aqui Anderson o faz sozinho
e cede para o melotron de Wakeman que vai
acompanhando o solo de guitarra de Howe (em que um
determinado momento ele parece tocar soando na
forma de um mandolin) e o baixo de Squire; Wakeman
entretanto também é observado fazendo outras
"arranhadas" em seus teclados sendo em
que um dado instante o grupo deixa Bruford tocando
sozinho por alguns instantes e novamente o
restante da banda retorna com os acordes iniciais
que iniciam a faixa e entrando repentinamente na
melodia do tema solo instrumental do meio da faixa
do tipo "meio marcha" e finalizando de
vez "Perpetual change". Existe outra
versão desta faixa em "House of Yes: live
from House of Blues" (2.000) e em algumas
ocasiões que o Yes tinha o guitarrista e
integrante Trevor Rabin mais tarde nos anos 80, o
grupo tocava um trecho pequeno da faixa que
representa o início antes que Anderson entrasse
fazendo os vocais.
"And you and I" - pertencente ao álbum
"Close...", provavelmente é uma das
faixas épicas do grupo mais lindas, emotivas,
melodiosas, conquistadora de corações, alma e
sentimento em todos os aspectos e se bobear talvez
seje um dos únicos hinos que representa o Yes
desde a sua elaboração; e não é por menos,
geralmente ela está sempre presente
independentemente do tipo de formação de
integrantes que a banda foi sofrendo com o
decorrer do tempo (até mesmo na formação do
álbum "Drama" (1.980) que sequer possui
o vocalista Jon Anderson, membro original do Yes).
Composta por Anderson, Bruford, Howe e Squire
possivelmente é também uma das faixas que já
arrancou muitas lágrimas de muitos ouvintes e uma
das canções que dificilmente os ouvintes que
gostam de melodias que provocam emoções jamais
esquecerão nas suas vidas mentalmente. É claro
que o Yes tem excelentes composições até
representativas algumas como "Starship
trooper", "All good people" ambas
do "The Yes álbum",
"Roundabout" do "Fragile",
"Wonderous stories", "Turn to the
century" ambas do "Going for the
one" e por ai vai, mas "And you..."
provavelmente em termos de sonoridade para
conquistar de 100 pessoas tem facilidade de
conquistar a simpatia tranqüilamente de 50%
destas pessoas e a frente de muitas outras
composições que o grupo já gravou, além destas
citadas anteriormente. Ai está uma das formulas
de sucesso que o Yes inclusive se vivesse de
exemplos como esse se garantiria eternamente sem
morrer de fome!!!!! "And you..." na
realidade está dividida em 4 partes e neste caso
em "Yessongs" claro que não poderia
estar de fora, o que torna um ponto positivo, mas
conseqüentemente tem os seus pontos negativos de
não ter ficado aparentemente tão boa quanto à
de estúdio, nem mesmo com o novo integrante Alan
White e com o restante da banda; eles parecem
estar uma tanto desafinada e a grande parte dos
ouvintes estranha a diferença que ficou em
relação com a original. Acredita-se que deve ser
pelo motivo da sonoridade estar mais na forma
elétrica do que acústica, ou seja, Howe não
toca o violão acústico (o mais engraçado é que
no filme Howe quando toca "The clap" e
é evidentemente com o violão, assim que encerra
o conjunto se reúne para tocar "And
you...") e sim uma guitarra de 2 braços de 6
e 12 cordas o que descaracterizou infinitamente
esta faixa de versão ao vivo com a original e um
outro erro é que ele não toca a parte
instrumental inicial de violão acústico em que
fica apenas sozinho criando uma expectativa grande
ao ouvinte antes de vir os outros integrantes
auxiliar na melodia do primeiro tema ("I.
Cord of life"), no início do terceiro tema
("III. The preacher the teacher") e sem
contar também no final que se difere também da
original ("IV. Apocalypse"). Um dos
melhores momentos que compensou para a versão da
faixa para Howe é quando o guitarrista toca uma
espécie de cítara que é justamente uma das mais
melodiosas e muito emotivas considerada por uma
grande parte dos ouvintes ("II.
Eclipse"). Só pra se ter uma idéia o Yes
inicia a faixa de um trecho de como se estivessem
no final de "And you..." ("IV.
Apocalypse"). Wakeman também não toca o
piano com uma vivacidade igual a da original como
no terceiro tema da faixa ("III. The
preacher...") e próximo do final da música
que vai decrescendo nota por nota até uma escala
grave. Outra diferença também notavelmente
considerada é no momento quando um pouco antes de
Anderson inicia os primeiros versos da faixa já
com os músicos em conjunto é a maneira um tanto
"estranha" que ficou White acompanhando
os toques de baixo de Squire e o baterista parece
estar um tanto atrasado quando toca a sineta da
percussão. Pelo observado mesmo com as
características que se diferencia entre as
versões observa-se que pelo menos na metade da
faixa um público dando aplausos. Uma versão que
aparenta ter ficado melhor do que esta com a mesma
formação está em "Keys to ascension
2", aqui neste caso está um tanto mais
acústica do que esta de "Yessongs" que
ficou bem "eletrificada".
"Mood for a day" - pertencente ao álbum
"Fragile" é um dos momentos
exclusivamente de canção puramente solo que tem
como Steve Howe demonstrando seus dotes de
técnica clássica soando uma peça estilo
meio-flamenco com uma tranqüilidade e muita
perfeição tocando um violão acústico, além
disso "Mood..." inicia o segundo volume
de "Yessongs" e sendo a menor faixa do
volume e do álbum propriamente dito com pouco
menos de 3 minutos de duração e evidentemente
que se trata de uma música instrumental. Um fato
curioso é que Howe não toca esta faixa em seu
momento solo no vídeo de "Yessongs" e
sim a "The clap" que pertence ao álbum
"The Yes álbum" e evidentemente também
é outra faixa puramente acústica com apenas Howe
tocando o violão e sendo também a primeira
música a se apresentar como instrumental do grupo
deste álbum em referência. Imagine para quem
gosta de violão acústico escutar uma canção
como estas na frente de um instrumentista que
demonstra muita segurança na performance da
mesma. "Mood..." inclusive é tão
adorada por uma grande parte dos ouvintes que
tocam o instrumento que também se torna ao mesmo
tempo um desafio de técnica para como um
exercício a ser executado e sendo uma boa pedida
no aperfeiçoamento de dedilhamento do violão.
"Mood..." geralmente é tocada nos
concertos quando o Yes dispõe de tempo para que
Howe execute a faixa e ultimamente nos anos 90 o
músico apresentou em seu set-list próprio de
carreira solo como em "Not necessarly
acoustic" (1.994). A versão aqui neste caso
ficou quase que igual a de estúdio.
"Excerpts from "The six wives of Henry
VIII" - alguém pode imaginar um músico
tentando apresentar um álbum solo que contem
pouco mais de 35 minutos de duração em uma faixa
com pouco mais de 6:30 minutos ? É o que Rick
Wakeman propõe neste seu momento de
apresentação instrumental solo e o próprio nome
da faixa já diz que são melodias do seu segundo
álbum solo chamado ""The six..."
lançado em 1.973 no mesmo ano de
"Yessongs" embora as gravações foram
decorrentes no ano de 1.972 ao mesmo ano que foi
decorrente da turnê do grupo e que participou os
companheiros do Yes que estão aqui neste álbum
ao vivo. Aqui foi uma oportunidade de Wakeman
explorar um pouco de sua carreira solo e fazer uma
propaganda deste seu álbum que também atingiu os
10 primeiros postos da Inglaterra e Estados Unidos
tendo uma boa vendagem e que inclusive o trabalho
se tornou um tanto conceitual na carreira solo de
Wakeman e muito consultado e admirado por uma
grande quantidade de ouvintes de rock progressivo.
Uma curiosidade: Wakeman não foi o único membro
do Yes que neste ano de 1.973 lançou um trabalho
solo em carreira solo paralela com a banda; o
guitarrista original do Yes, Peter Banks, lançou
um também chamado "The two sides of Peter
Banks" no mesmo instante que gravava
"Out of hands" com a banda
"Flash" de sua fundação após sua
saída no Yes. Neste momento que Wakeman tem que
para ele seria muito valioso, o músico explora o
máximo possível tocando provavelmente todos os
seus teclados, sintetizadores e pianos ao público
e dividindo "The six..." com pequenos
trechinhos de classiscistas como John S. Bach,
Edward Grieg e Handel e tendo oportunidade também
de fazer alguns efeitos sonoros aproveitando o
embalo. O único aspecto negativo desta faixa é
que Wakeman não creditou também para George
Friedrich Handel, pois o mesmo fica um razoável
tempo tocando a melodia "Oratório do
Messiah" (que contém o tema conhecido
"Aleluia", datado de 1.741) com o
órgão e moog e está muito perceptível que o
tecladista não é o compositor deste tema. Alias
esta não é a primeira vez que Wakeman comete
este lapso; no álbum seguinte "Journey to
the center of the Earth" (1.974) um outro
mega-album do artista toca um trecho num intervalo
razoável da "Suíte Quebra-nozes" de
Peter Tchaikovsky datado de 1.812 e como se nada
tivesse acontecido não está este devido
crédito. Um outro pianista/tecladista concorrente
de Wakeman que realizou a mesma proeza foi Keith
Emerson do "Emerson, Lake & Palmer"
(banda de rock progressivo também concorrente do
Yes) e ainda de cara no álbum de estréia em
"Emerson, Lake & Palmer" (1.970) e
de cara mais ainda na primeira faixa chamada
"The barbarian" que o grupo não credita
em conjunto com Bela Bartok. Independente da
"mancada" nesta faixa demonstra a
perfeição do músico e um virtuosismo muito
qualitativo que com o decorrer do tempo
lamentavelmente Wakeman foi tendo uma decadência
em sua qualidade musical que dificilmente
retornará a uma época como esta que viveu um de
seus áureos momentos profissionais. Detalhe: no
vídeo deste trabalho Wakeman parece fazer uma
versão um pouquinho diferente desta aqui chegando
a "hilarizar" tocando no piano um
trechinho da canção natalina "Jingle
bells". A faixa inicia primeiramente com
Anderson cantarolando por um curto instante e o
mesmo anuncia o nome de Wakemam que irá iniciar o
seu solo instrumental, e o tecladista faz a
abertura tocando em piano elétrico
"Catherine of Aragon" e a partir daí
ele virá a fazer um mix das faixas de "The
six...", vindo a tocar arpejos aparentemente
de "Anne of Cleves" em piano acústico,
se colocando em instantes tranqüilos quando
inicia alguns trechos de J.S. Bach, retornando
então a "Catherine...". Wakeman muda
agora para um moog e um órgão (que induz a
sonoridade na forma de um coro) a fazer um trecho
do tema "Aleluia" de Handel (acompanhado
pela percussão de White) e repentinamente ele
toca um trecho "Jane Seymour" e logo a
seguir um outro trecho de "Catherine
Howard" solando com o moog e entrando num
trecho aparentemente também de "Anne
Boleyn". Então Wakeman torna um ambiente
tranqüilo que o transforma um tanto sombrio em
meio estilo psicodélico ouvindo-se estouro de
bombas que vão se intensificando até que vai
surgindo efeitos sonoros com seus instrumentos
fazendo o ruído de uma ambulância o que faz o
público o aplaudir muito e tendo esta faixa que
será emendada com a próxima no meio dos
aplausos.
"Roundabout" - esta é uma das faixas
pertencentes ao álbum "Fragile", sendo
a primeira de apresentação do Yes que continha
uma das melhores formações considerada pela
grande maioria dos fãs da banda composta por
Anderson/Bruford/Howe/Squire/Wakeman e também se
pode dizer que foi um dos "hits" na
época quando "Fragile" foi editada e
sendo tocada ocasionalmente até hoje em algumas
rádios FM chegando ao Top 20 das paradas
americanas na época. O Yes desde o lançamento
deste álbum de estúdio sempre procurou agradar
ao público ao vivo em suas apresentações na sua
maioria e sendo até hoje tocada em seus concertos
tendo até uma versão como prova disso em num dos
últimos álbuns ao vivo "House of
Yes...". Em se tratando de combinação da
melodia ajuntando os membros do Yes dificilmente
surgiu ao tempo canção parecida com um tipo de
acessibilidade pop igual a esta e mesmo sendo
considerado um dos "hits" dos anos 70 da
banda "Roundabout" é possivelmente uma
das músicas que empolgam o ouvinte do início ao
fim da faixa com a sua melodia também dividida em
alguns temas, sendo que o principal é o do
refrão tocado por 3 vezes ao longo da música.
Esta faixa inclusive tem alguns
"truques" para simpatizar aos amantes do
rock progressivo: se os toques de riffs meio
estilo de hard-rock de Squire não agradam, então
temos Howe que se divide seus instrumentos de
cordas entre o acústico e o elétrico, caso
contrário tem-se um sincronismo muito perfeito
das percussões e baterias de Bruford (nessa
versão está White), se não for funcional tem-se
os riffs de teclados e sintetizadores de Wakeman
(que inclusive estava estreando no Yes no
"Fragile" que é a faixa de abertura do
álbum e completando uma das formações da banda
considerada uma das melhores pela grande maioria
dos fãs até hoje), por fim caso nenhum dos
integrantes tenham surtido efeito para agrado dos
ouvintes só terá Anderson recitando os versos da
faixa (as letras parecem se referir com o
esfriamento do calor humano) com seus vocais e
acompanhado por Squire e Howe.
"Roundabout" de uma elaboração de
Anderson e Howe é uma canção real, cativante
que tem uma aproximação vocal e uma linha de
melodia muito oblíqua e memorável com uma
estrutura global que jamais será esquecida dos
bons tempos que o Yes já havia sido nos anos 70.
Nesta versão de "Yessongs", White fez
até que um papel muito bom na substituição de
Bruford do início ao fim da versão, mas talvez o
aspecto negativo que pecou foi a tentativa de Howe
tocar a melodia na forma elétrica com seus
instrumentos já que a original se divide no
acústico/elétrico, como ocorrido também em
"And you..." em "Yessongs" e
os acordes de suas guitarras parecem estar tocando
um pouco bagunçadas. Outro ponto que difere da
original é o tema central da faixa onde White
toca mais com as baterias já que Bruford
apresenta mais percussões de qualquer maneira
esta versão agrada aos ouvintes (se bem que com o
passar dos anos o Yes aperfeiçoariam ainda melhor
a versão de "Roundabout" ao vivo, um
exemplo pode ser confirmado em "Keys to
ascension 1"). Outro fato curioso é que
geralmente nas apresentações ao vivo o Yes toca
em seu set-list esta música como uma das últimas
antes de vir o bis; e a versão em CD termina aqui
de seu primeiro disquinho e no final ouve-se
Anderson dizer adeus ao público o que na
realidade "Yessongs" tem ainda mais
outra metade em sua continuação.
"Your move / All good people" -
"I've seen all good people turn their heads
each day so satisfied I'm on my way."!!! Esta
frase que constantemente é escutada ao longo da
faixa de maneira geral faz parte do álbum
"The Yes álbum" e curiosamente o nome
original é "I´ve seen all good people"
e na realidade estes títulos são os temas que
fazem parte da música como o todo que
estruturalmente está dividido em 2 partes sem
muita diferenciação, "I´ve seen..."
é também aclamado por alguns como um
"mantra" do Yes. É também uma das
canções que geralmente o Yes toca em suas
apresentações ao vivo até nos dias atuais e com
a mesma energia desde a época que foi
originalmente gravada a faixa. Esta música
também divide a opinião dos fãs da banda a
respeito da mesma porque parte gosta do primeiro
tema e odeia o segundo e assim como vice-versa. O
segredo desta canção está justamente no que
divide as opiniões porque o primeiro tema
"Your move" composto por Anderson é
totalmente acústico e melódico dominado pelos
violões acústicos de Howe, com discretos toques
de baixo junto com a percussão de White, os
vocais subdivididos de Anderson, Howe e Squire e
Wakeman que surge vez e outra tocando o moog
(originalmente Kaye parece fazer uma melodia que
lembre alguém tocando flautas); já o segundo
tema tendo Squire como autor, é puro rock estilo
meio boogie, algo característico meio anos 50, 60
(originalmente nesta parte Kaye parece dar mais
atenção ao piano do que Wakeman) e o Yes irá
incansavelmente repetir a frase "I've seen
all good people turn their heads each day so
satisfied I'm on my way" que significa "
Eu tenho observado todas as boas pessoas retornar
suas cabeças cada dia mais satisfeitas e eu estou
na minha" em inglês; além disso, Howe
predomina também boa parte deste tema agora de
forma mais elétrica com a guitarra solando. nos
momentos quando Wakeman responde o seu solo
posteriormente. Quanto o resultado de certa forma
esta versão também tem seus méritos e ficou bem
legal. A versão de "Yessongs" em CD
inicia aqui com o disco 2, além do filme também
existente.
"Long distance runaround / The fish" -
outra parceria de Anderson e Squire, trata-se de
duas faixas que são emendadas uma com a outra
mesmo em seu álbum original "Fragile",
mas aqui a versão se extendeu em pelo menos o
dobro do tempo original chegando próximo aos 14
minutos de duração e se tornando a maior do
volume 2 de "Yessongs". Neste momento
que irá demonstrar agora o seu momento solo será
o baixista Chris Squire (especialmente no trecho
que já corresponde a "The fish") e aqui
se observa inclusive uma predominância de uma
pedaleira de equipamentos que Squire faz em
efeitos com seu baixo e também não existem
dúvidas de que este é um dos momentos muito
esperado pelo público presente e também pelo
ouvinte e ainda mais porque Bruford também está
presente nesta faixa o que também já agrada uma
grande maioria dos fãs do Yes e sobressaindo
melhor do que a original sem sombra de dúvidas
para a maioria dos ouvintes do Yes. A primeira
parte "Long..." que tem aproximadamente
uns 4 minutos de duração tem os vocais de
Anderson e as partes que tem a guitarra que é
tocada originalmente por Howe é executada por
Wakeman como exemplo nos acordes iniciais da
música e que por aí vai nos 3 refrões
existentes da música. No final de
"Long...", Howe fica sozinho por uns
instantes na guitarra elétrica numa melodia
crescente e em meio de um silêncio Howe trará
uma melodia que dará uma seqüência um tanto
repetitiva dando início de "The fish"
recebendo o restante dos outros músicos do Yes e
tendo Squire que irá ter seu espaço para
apresentar o seu momento solo que com o decorrer
da música se tornará consideravelmente
progressiva em meio de muita pedaleira de seu
baixo chegando até a ficar um tanto meio
"hard-rock" a sonoridade à medida que
vai crescendo a sonoridade da melodia e tendo o
público inclusive se manifestando em algumas
ocasiões o que torna óbvio a extensão maior
desta faixa com a original. "The fish"
é instrumental, não tem letra, mas o ouve-se
Anderson junto com Squire e Wakeman dizendo
algumas vezes
'Schindleria praematurus' (o nome científico do
peixe que é como se chama a faixa), e uma outra
curiosidade é que o nome desta faixa foi
considerado segundo por parte dos membros do Yes
devido ao fato de que Chris Squire era uma pessoa
que se encontrava muito constantemente tomando
banho em diversas ocasiões; coisa que o cantor
escocês Derek Dick, o Fish, da banda neo-prog
"Marillion" também recebeu o apelido
por este mesmo motivo de tanto estar debaixo
d´água. "The fish" também é um outro
caso típico de "I´ve seen..." visto
que a melodia extensivamente repetida acaba
tornando a faixa também um outro
"mantra" do Yes e é evidente que para
uma grande maioria o improviso feito por Squire
aqui se tornou uma marca de "Yessongs"
inesquecível que o baixista do conjunto talvez
faria algo próximo de "Silently
falling" em "Fish out of water"
(1.976), primeiro álbum solo (e conceitual) de
Squire (veja a palavra "Fish" presente
até no título de seu álbum e o desenho destas
criaturas estão na capa do próximo álbum do Yes
em "Tales...", irônico não?). No final
da apresentação observa-se Anderson pronunciando
o nome de Squire. Quem quiser ouvir uma versão
alternativa ao vivo da primeira parte
"Long..." com "quase" (pois
não está presente infelizmente Chris Squire)
esta formação que se apresenta aqui representada
por Bruford nas baterias poderá encontrar em
"An evening...".
"Close to the edge" - pertencente ao
álbum que corresponde ao mesmo título lançado
em 1.972 e considerado até hoje como uma das
obras-prima que o Yes já desenvolveu em toda sua
carreira pela maioria da opinião dos fãs, alguns
inclusive citam que o disco é considerado um dos
melhores de todos os tempos; e a versão ao vivo
de "Close..." inicia o terceiro volume
de "Yessongs". "Close..."
trata-se do que nada menos de uma suíte com quase
19 minutos de duração e sendo inclusive a maior
do volume em referência como também a maior do
álbum "Yessongs" como um todo. Na
época foi a primeira faixa em forma de suíte do
Yes que ocupava um lado inteiro do disco visto que
as bandas de rock progressivo estavam apostando em
música deste tipo como o "Genesis" em
"Supper´s ready" com o álbum
"Foxtrot", o "Focus" em
"Anonymus II (Part 1)", e alguns casos
extremos como o "Emerson, Lake &
Palmer" com "Pictures at an
exibihithion" ou o "Jethro Tull"
com "Thick as brick" que ultrapassavam
os 30 e 40 minutos de duração e todos estes
citados editados também no mesmo ano que saiu
"Close...". Observe que também com o
decorrer do tempo quando o rock progressivo foi
surgindo e dando suas caras com o tempo, as bandas
desta categoria independente do tipo de vertente
que foi se transformando o movimento seja do tipo
gênero sinfônico, psicodélico, space-rock,
folk, neo-prog e assim por diante aparenta que na
sua grande maioria fizeram com que tornasse uma
espécie de "ego" ter uma suíte que
ocupasse um lado de um disco. "Close..."
seria a primeira de uma série de outras suítes
que iriam surgir e serem apresentadas a público
à medida que seus álbuns fossem sendo lançados
como no caso o próximo "Tales..." que
se trata inclusive de um trabalho duplo contendo
uma faixa de cada lado, ou simplesmente 4 suites
ao todo. Um outro aspecto interessante sobre o
álbum "Close..." que contem 3 músicas,
sendo uma de um lado e as outras duas restantes no
segundo lado do disco coincidentemente surtiu um
efeito muito parecido no aspecto físico feito
também em "Relayer" (1.975), mas ai
estes 2 últimos exemplos citados também são
outros quinhentos. "Close..." representa
muito bem a maravilha da complexidade da música
do Yes relacionado com o rock progressivo que
cria, mesmo com White nas baterias a faixa ficou
também muito bem tocada, não decepciona ao
ouvinte e tem uma sensibilidade muito forte de
poder, energia e paixão e aqui se tem um dos
momentos de um "concerto sinfônico" com
a banda também possivelmente um dos mais
aguardados visto que naquela época os
espectadores que escutavam faixas se aproximando
aos 20 minutos de duração poderiam ter
oportunidade de julga-las melhor caso ainda não
estivessem acostumados com o tamanho da dimensão
de uma música muito longa, isso sem contar
aqueles ouvintes que não tem muita paciência de
ouvir suítes do tamanho de uma
"Close...". Outro fator muito
interessante e que deve ser observado muito
calmamente com o tempo é que "Close..."
talvez seje uma das primeiras composições de
rock progressivo com estrutura pop que atinge a
quase 20 minutos de duração tendo um padrão
feito desta maneira: Introdução, refrão 1,
refrão 2, seção mediana de solo instrumental,
refrão 3 e final; por incrível que pareça é
desta maneira que foi elaborada esta faixa que
contem esta larga duração de tempo. O
"pop" estrutural musical desta faixa do
Yes na realidade (não significa que tocava (ou é
tocada) a todo o momento nas rádios), entretanto
é muito diferente se for escutado algumas das
suítes de bandas de rock progressivo da época
que já haviam sido elaboradas com estruturas
diferentes da maneira como esta foi. Imagine o
ouvinte que já escutou "Fragile",
álbum anterior de "Close..." e percebeu
que os 5 membros do Yes tem um momento exclusivo
para cada integrante; basicamente na faixa
"Close..." seria como se fosse ajuntar
estes 5 momentos solos destes integrantes e
ajuntasse numa coisa só e a faixa parece oferecer
esta proposta muito bem intencionalmente e veja
que a faixa na grande realidade é dividida em 4
partes. A primeira contém uma introdução
instrumental com efeitos sonoros de atmosfera,
rios e pássaros piando e logo a seguir vem
apresentando White, Howe, Squire e Wakeman em a)
"The solid time of change" e
repentinamente surge Anderson pausando a melodia
fazendo "Aaahhh !!!" e os músicos
retornam a melodia até mesmo no momento em que o
cantor faz "Dah-dah". Curiosidade:
existem uns pequeníssimos trechos destas pausas
que a banda alemã "Triumvirat" fez
também na introdução de "Mister tem
percent" (que por sinal induz ser também uma
suíte) no tema "Maze" do álbum
"Illusions on a doublé dimple" (1.974).
Anderson então cita os primeiros versos da faixa
e quando terminar de cantar o primeiro refrão
virá a seguir (observe que o Yes antes de entrar
nesta próxima parte eles tocam rapidamente um
minúsculo trecho de "Heart..." do
"Fragile") b) "Total mass
retain" que não tem muita variação e sim
mais um outro refrão que Anderson cita junto com
o restante dos músicos que em uma determinada
altura a faixa está muito bem tocada
progressivamente e ao terminar o refrão desta
segunda parte o Yes vai ficando cada vez na
melodia mais tranqüilo até vir c) "I get
up, I get down" em que possivelmente já na
metade da faixa, este é sem dúvida um dos temas
de maior nostalgia que a grande maioria dos
ouvintes do Yes possuem uma simpatia muito forte e
lembram da faixa "Close..."; também
pudera o momento é de extrema calmaria no meio de
efeitos sonoros de goteiras em meio de órgãos de
igreja e sintetizadores que Wakeman toca, cânones
cantados alternadamente por Anderson, Howe e
Squire numa expectativa que é de deixar um
ouvinte até em se arrepiar (como se estivesse
ambientando dentro de uma igreja acima do céu
realizando os sonhos e fantasias destas pessoas
num puro clima de imaginação) antes que venha o
restante da banda para apoiar Wakeman e o mesmo
estar agora fazendo um solo instrumental antes que
Anderson retorne para citar o restante das letras
de "Close..." em d) "Seasons of
man" que tem um refrão que tem a mesma
melodia de a) "The solid..." e b)
"Total..." e sem contar que Anderson
também conclui com uma citação de uma frase de
c) "I get..." e que hilariamente é o
nome do tema finalizando então a faixa de vez e
entrando na tranqüilidade que iniciava a faixa.
"Close..." se bem avaliado inicia quando
"Siberian Khatru" se finaliza. Uma
versão ao vivo com esta mesma formação pode ser
apreciada em "Keys to ascension 2"
(1.997) que demonstra o quanto o Yes amadureceu
com o tempo, mas não deve ser esquecido que esta
aqui corresponde a um ano de 1.972. A propósito
pode ser considerado um dos momentos
"solos" de Anderson nesta faixa em que o
cantor parece se pronunciar mais devido é claro
que pela extensão da faixa, o ouvinte pode não
entender o significado de letra alguma, por
exemplo, desta música em que a presença é um
tanto maior, podendo não fazer diferença alguma
que o vocal é extremamente profundo, versátil e
cativante como num momento igual ao tema c)
"I get..." e em momentos da faixa
separando seus vocais tanto nos momentos mais
rápidos e ágeis como nos mais lentos e valiosos.
Esta música teve como Anderson e Howe como
autores da faixa e observe que o álbum
"Close..." é provavelmente o único
álbum do Yes até no momento já gravado que teve
estes 2 integrantes como os únicos que foram
responsáveis pela elaboração de um trabalho
diferente de diversos trabalhos do Yes que teve a
totalidade dos músicos também sendo os autores
como em alguns casos como "Tales...",
"Relayer" e assim por diante.
Supostamente imagina-se que Anderson neste momento
no álbum "Close..." estava inspirado em
escrever as letras enquanto Howe se incumbia de
fazer a escrita das canções (com alguma notável
ajuda dos outros membros que aparecem nas outras 2
das 3 músicas pertencentes deste álbum) o que
imagina-se que o guitarrista estava naquele tempo
muito inspirado em escrever as composições.
"Yours is no disgrace" - pertence ao
álbum "The Yes álbum", sendo a
primeira que originalmente apresentava Steve Howe
no Yes substituindo Peter Banks nas guitarras e o
público que já vinha acompanhando a banda desde
a sua época de fundação em 1.968 percebeu a
diferença que ocorreu pelo menos a princípio se
tratando de música e também a primeira e única
daquele álbum que pela primeira vez desde que o
Yes surgiu tinha uma autoria de todos os membros
da banda (a única inclusive que o tecladista Tony
Kaye tinha registro com o Yes no tempo em que
esteve presente com a banda antes de Wakeman
ocupar seu lugar). Banks não era um péssimo
guitarrista, muito pelo contrário era também
muito bom, mas não teve sorte pelo que competia
em se tratando de editar um trabalho que chamasse
atenção maior dos ouvintes que estavam na época
descobrindo o Yes e ao mesmo tempo se acostumando
com uma tendência que vinha entrando com muita
garra na década de 70, o rock progressivo.
"Yours..." é um exemplo característico
de que o Yes estava dando seus passos mais
certeiros com sua música e pelo visto muito
certeiros por sinal. Esta versão ao vivo ganhou 5
minutos a mais chegando a quase 14:30 minutos de
duração devido aos improvisos que a música
recebeu, mesmo estando um tanto barulhenta ficou
boa também com o novo membro Alan White. Os
destaques mais perceptíveis desta faixa são os
improvisos que acontecem no caso antes do Yes
tocar a melodia e arranjos originais do início de
"Yours..." com os integrantes tocando
por volta de aproximadamente 1 minuto de duração
e que eles parecem estarem muito bem entrosados ao
mesmo tempo (dá uma leve impressão de que a
princípio tocam alegremente a fim de testar os
instrumentos ou talvez por estarem um tanto
"perdidos" sob qual música que
pretenderiam apresentar aos espectadores presentes
fazendo um pouco de "onda" no palco)
observando um público inclusive eufórico, mas a
rápida "jam-session" dá o parecer dos
acordes iniciais da música, o outro improviso
feito está aproximadamente no meio da faixa na
parte solo instrumental logo após o tema em que
Howe desenvolve o solo de sua guitarra elétrica
de uma maneira "sedutora" num pique em
que o grupo está a mais de "100 km/h" e
repentinamente o guitarrista fica sozinho tocando
junto com a percussão de White muito
discretamente e Squire que dá alguns toques em
seu baixo; Howe vai desenvolvendo este tema
fazendo se tornar progressivo aos poucos e tendo
até Wakeman fazendo percussão com um pandeiro; o
Yes então vai tomando neste improviso uma forma
de estilo hard-rock já progressivo o suficiente
fazendo uma sonoridade que acaba lembrando até um
"Deep Purple"; no final das contas quem
parece que "ganhou" um outro solo nesta
faixa foi Howe. No filme "Yessongs",
"Yours..." é o bis do espetáculo, mas
a versão parece ser também um tanto diferente
desta do álbum em áudio. Detalhe: observe como a
parte de abertura da faixa (especialmente a dos
teclados) lembra a mesma do "Tema da
vitória" que era dedicada ao ex-campeão de
F-1, Aytron Senna.
"Starship trooper" - também pertencente
ao álbum "The Yes álbum",
"Starship trooper" encerra o
"Yessongs" como um festival de épicos
em que o público ouvinte da banda teria o
próximo álbum ao vivo em 1.981 com o
"Yesshows", mas aí seria uma outra
época do Yes e outras estórias.
"Starship..." na realidade é dividida
em 3 seções individuais: a) "Life
seeker", b) "Disillusion" e c)
"Wurm" e dando uma impressão de que
cada tema vai ficando cada vez um melhor do que o
outro. Esta versão ao vivo também pouco agrada
(no caso da versão de estúdio aparenta ser o
contrário) a grande maioria dos fãs, pois
também ficou um tanto meio barulhenta, faltando
qualidade na pureza do som apresentando um Jon
Anderson com os vocais um tanto "roucos"
e Howe também está mais elétrico do que
acústico, criando um ambiente mais ou menos
parecido como no caso de "And you..." (
por que será que Howe preferiu dar mais atenção
ao lado de sua sonoridade elétrica do que a
acústica ?), aqui o guitarrista também toca uma
guitarra de 2 braços de 6 e 12 cordas e no filme
do qual a banda também encerra a apresentação
não se observa a faixa em toda a sua totalidade e
sim a partir do terceiro tema da faixa; o que
"salva" esta faixa pela opinião dos
fãs é Wakeman nos teclados e especialmente num
solo que o tecladista faz por algum instante no
tema c) quando a melodia vai se tornando crescente
e Howe com a repetição de acordes da melodia que
inclui um solo de seu instrumento visto que é o
autor também do tema. "Starship..."
aparenta abordar o tema religião a respeito de
Deus no tema a) que é de autoria de Anderson, que
retorna novamente por mais alguns momentos após o
tema b) (que é composto exclusivamente por
Squire). Detalhes: o tema b) já havia sido
explorado pelo Yes no início da carreira com uma
faixa que foi editada em compacto com o nome de
"For everyone" e pode ser apreciada
pelos ouvintes no álbum ao vivo "Beyond and
before" e observe como esta versão ao vivo
descaracterizou completamente a original de sua
forma tocada por Howe no violão tornando-a mais
acústica e ao estilo country (que vai de ponta a
ponta neste tema) e mais robusta do que
originalmente
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