Jon Anderson - Vocal. Steve Howe - Guitarra, Vocal. Chris Squire - Baixo, Vocal.  Alan White - bateria. Rick Wakeman - Teclados.


Faixas:
1. Opening [Excerpt from Firebird Suite] (Stravinsky) - 3:45 
review 2. Siberian Khatru (Anderson/Howe/Wakeman) - 8:50 
3. Heart of the Sunrise (Anderson/Bruford/Squire) - 11:26 
review 4. Perpetual Change (Anderson/Squire) - 14:08 
5. And You and I: Cord of Life/Eclipse/The... (Anderson/Bruford/Howe/Squire) - 9:55 
6. Mood for a Day (Howe) - 2:52 
7. Excerpts from "The Six Wives of Henry... [live/excerpt] (Wakeman) - 6:35 
review 8. Roundabout (Anderson/Howe) - 8:33 
9. Your Move/I've Seen All Good People (Anderson/Squire) - 7:00 
10. Long Distance Runaround/The Fish (Anderson/Squire) - 13:45 
11. Close to the Edge: The Solid Time of... (Anderson/Howe) - 18:41 
12. Yours Is No Disgrace (Yes [1]) - 14:21 
13. Starship Trooper: Life Seeker/Disillusion... (Anderson/Howe/Squire) - 9:25 


Yes - Yessongs (1973)

Por Steve Hillage


Este é o primeiro trabalho ao vivo do Yes numa época em que a banda se demonstrava muito frutífera e esforçadíssima em quesito de criatividade nas composições. Aqui neste período, o Yes já tinha definido sua sonoridade relacionada evidentemente com o rock progressivo e a banda ainda não atingia os 5 anos de carreira já que as faixas deste álbum foram todas tocadas no ano de 1.972 (pelo que se sabe foi gravado mais precisamente no Rainbow Theatre em Londres) de turnês feitas afora e "Yessongs" propriamente dito só foi lançado ao público e crítica em maio de 1.973.

Aqui a novidade e ao mesmo tempo ousadia do Yes observa-se pelo volume do álbum que é triplo em vinil por sinal (duplo em CD) com pouco mais de 2 horas de música; é incerto dizer se o Yes foi a primeira banda que lançou como um álbum triplo em vinil, pois ao que também se tem notícia, aparenta que o primeiro álbum triplo em lançamento vinil foi feito pelo ex-integrante dos "The Beatles", George Harrison em "All things must pass" (1.970), mas mesmo assim nas partes de sessões "Apple jam" dão a leve impressão que foi feito de uma forma muito superfluamente já que poderia ser tranqüilamente um álbum duplo, e veja que se trata de bandas relacionadas com o rock e neste caso de George Harrison é outro caso a ser discutido tal assunto. Um outro artista do meio jazz e fusion que investiu também num álbum triplo lançado no mesmo ano de "Yessongs" foi Keith Jarrett em "Solo-concerts: Bremen/Lausanne" e aqui este artista investiu numa luxuosa caixa contendo um livreto com fotos e comentários a respeito deste seu trabalho, mas até ai também são outros esquemas. Uma coisa é bem certa "Yessongs" é até então o primeiro álbum ao vivo que se tenha notícia confeccionado triplo em vinil (o "Grateful Dead" também ao que tudo indica lançou um álbum triplo ao vivo chamado "Europe'72 (1.972) apesar de que se trata meramente de uma banda de rock dos anos 70) e ainda mais se tratando de uma banda de rock progressivo que é o caso do "Yes", até mesmo o "Genesis", outro concorrente de nome na época que também tinha lançado o "Genesis live" ou a banda holandesa "Focus" com o "At the Rainbow" editados também em 1.973 se contentaram por simples e únicos álbuns simples (e olhe que ambas estas duas bandas tinham material suficiente para editar em discos duplos).

Mas voltando ao Yes naquele ano de 1.972, diversos acontecimentos ocorreram com a banda já que o material utilizado em "Yessongs" é pertencente aos 3 últimos álbuns: "The Yes álbum" (1.971), "Fragile" (1.971) e "Close to the edge" (1.972). Retornando ao tempo após o lançamento de "Time and a word" (1.970) as mudanças se transpõe a partir de então no conceito da música que a banda passou a desenvolver e nas substituições dos integrantes que ocorreram também ao longo do tempo durante até que um curto espaço de tempo dos 3 álbuns anteriores de "Yessongs". A primeira foi do guitarrista original, fundador da banda e que inclusive sugeriu o nome do grupo, Peter Banks que segundo alguns dos motivos de sua saída seria que a banda percebia o seu descontentamento com os companheiros ia crescendo o tornando muito preguiçoso e desmotivado quando foi lançado "Time...", e por outro lado o guitarrista alegava que foi traído e tendo seu profissionalismo no trabalho um tanto descriminado visto que o álbum tinha uma forte presença de arranjos de orquestra e os teclados de Tony Kaye e então seguiria sua carreira formando uma banda chamada "Flash" e em seu lugar seria tomado pelo guitarrista Steve Howe que tinha influências de músicos como Django Reinhardt, Mary Ford, Chuck Berry e entre outros e que já havia tocado com "The Syndcats", "In Crowd", "Bodast", "Tomorrow" gravando vários compactos e esta última banda tendo gravado um álbum entitulado "Tomorrow" (1.968) e com tendências do gênero psicodélico, outra vertente do progressivo que era muito forte nos finais dos nos 60 tendo o "Pink Floyd" como um exemplo. Sensível e criativo Howe traria um tanto mais de "vida" ao terceiro álbum do Yes, "The Yes álbum" que passa a aumentar o volume de vendas de discos para o grupo.

Mas no mesmo ano em que sai "The Yes álbum" em 1.971 mais outra mudança na formação surgiria e desta vez quem saltaria fora seria o tecladista original e fundador, Tony Kaye, que a princípio a banda estava sentindo que não tinha pique para continuar novas gravações e apresentações que estavam sendo muito grande em quantidade e estava ocorrendo também uma possível "desavença" entre o novo membro Howe e Kaye se desentendendo muito musicalmente e em algumas ocasiões até pelo lado pessoal. Então eis que surge um novo tecladista chamado Rick Wakeman que tinha uma graduação profissional musical formada classicamente e com o tempo fez sessões com Cat Stevens, David Bowie e se ingressando numa banda folk-prog conhecida como "Strawbs" lembrando um tanto o "Jethro Tull" estando presente em "From the witchwood" (1.971), último trabalho com esta banda antes que se associasse ao Yes e a partir de então encabeçaria formando uma das melhores formações da banda considerada pela grande maioria dos fãs do mundo com os álbuns "Fragile" e "Close to the edge" além de aumentar o prestígio do grupo e surpreender nas primeiras colocações em número de vendas tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos. Além disso, Wakeman já primeiro chamava atenção pela sua altura, seu modo de se vestir e pela substituição de apenas 3, 4 teclados de Kaye se rodeando de uma grande quantidade de teclados, sintetizadores e até 2 pianos acústicos. Quanto a Kaye, ele seria observado junto com o ex-companheiro também do Yes, Peter Banks no "Flash" gravando o álbum de estréia "Flash" (1.971) e também formando uma banda chamada "Badger".

Estava então uma oportunidade para ser feito um trabalho ao vivo que resultou em "Yessongs" com Jon Anderson nos vocais principais, percussão; Chris Squire no baixo e vocal de apoio; Steve Howe nas guitarras elétricas, violões acústicos, vocais de apoio; Bill Bruford nas baterias, percussão, vocais de apoio e finalmente Rick Wakeman nos teclados. Mas em "Yessongs" existiu um porém; e que porém: outra substituição, e desta vez quem sai é Bruford de uma forma muito inesperada para se associar no álbum "Larks tongues in aspic" (1.973) do "King Crimson", outra banda de grosso calibre no mundo do rock progressivo e curiosamente teve a participação de Jon Anderson nos vocais em "Lizard" (1.971) e por outro lado, Robert Fripp, o fundador e na ocasião, um mentor e líder do grupo também havia sido convidado para se tornar o guitarrista do Yes para uma suposta substituição de Banks na época quando saia na banda. Bruford alegava que o Yes tinha um sério problema de se discutir como tocava ali e cá e chegando a um ponto em "Close..." a dar um basta nesta situação após o lançamento deste álbum e algumas apresentações, pois o propósito de Bruford na banda era apenas para sentar nas baterias e tocar ao invés de discutir e perder tempo; a solução foi colocar Alan White para resolver a situação do Yes.

Aqui vale uma ressalva para este músico que tinha o pai como um pianista amador nas horas vagas e White iniciou-se na música com este instrumento (tanto que ele se apresenta tocando na faixa "Run through the light" do álbum "Drama" do Yes em 1.980 sem a presença de Jon Anderson e Rick Wakeman), mas acabou se entusiasmando em tocar baterias já que havia ganhado um kit de um parente seu e como a grande maioria dos jovens adolescentes formou uma bandinha chamada "The Downbeats" que consistia em tocar covers do "The Beatles". Por volta de 1.965, ainda com um futuro muito incerto relacionado com a música White foi estudar desenho técnico com a esperança de se tornar um arquiteto, mas a ironia do destino fez com que retornasse ao instrumento numa banda chamada "The Blue Chips" que tinha um contrato com a gravadora Polygram gravando um compacto e posteriormente passou a receber diversos convites tocando com Billy Fury, "The Glambers", "Ginger Baker's Airforce" (tocando também teclados com este grupo), "The Move", Graham Bond chegando até a fazer sessões com o cantor Joe Cocker e sendo um membro de Terry Reid até que em 1.969 se integra no "The Plastic Ono Band", num álbum como "Live peace in Toronto" (1.970) e nada menos que ao lado de John Lennon, Yoko Ono, Eric Clapton e Klauss Voormann. White está inclusive presente no álbum solo do ex-integrante do "The Beatles", John Lennon, em "Imagine" (1.971) que contém a faixa-título conhecida mundialmente. Também esteve ao lado do outro ex-integrante do "The Beatles", George Harrison, Alan Price, Gary Wright e entre outros até 1.972 quando num belo dia o Yes liga procurando-o em sua casa. A alegria de White pelo convite foi muito grande, mas ao mesmo tempo também consideravelmente dramática no sentido de que ele tinha muito pouquíssimo tempo para se adequar ao repertório que o Yes estava fazendo em turnê de "Close...". Há quem diga que o músico foi treinando dentro de trens e aviões; mas independentemente o desafio evidentemente de estar no conjunto não tinha um lugar próprio para a façanha do treinamento.

Portanto das 13 faixas de "Yessongs", 2 tem a formação do Yes com Bruford e as outras restantes com White, ou seja, aproximadamente 80% tem a presença do novo integrante, mas o músico estará a partir do próximo álbum "Tales from topographic oceans" (1.974) na total disponibilidade já em estúdio. "Yessongs" mesmo com a mudança interna de integrante foi muito saudado consideravelmente pelo público e crítica, mesmo como um álbum triplo (claro que muitos se enfezaram pelo tipo de edição que foi feita) chegou a ter uma vendagem expressiva nas vendas e chegando ao posto dos 10 primeiros tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos e ainda com a ousadia de fazer um álbum triplo em vinil como estes na época em que num ano de 1.973 a situação mundial vivia uma crise petrolífera muito caótica. Vale também ressaltar que "Yessongs" foi lançado porque a banda no início de 1.973 estava começando a iniciar os primeiros passos da elaboração de "Tales...", dando que claro uma vantagem ao Yes de poder deixar o público um tanto entretido naquele ano enquanto não vinha algo novo, mas para delírio dos fãs o resultado de "Yessongs" resultou em 1.975 num filme com o mesmo nome é até hoje é um dos mais consultados e vistos pelo público sendo uma forte referência para quem tem interesse de vê-los performizando na época numa tela de vídeo. Na integra a formação é a de Anderson/Howe/Squire/Wakeman/White, o que significa que Bruford não está presente e muito menos as duas faixas que toca no caso do álbum em formato áudio.

Com a gravadora Atlantic Records que já tinha o Yes desde sua estréia fonográfica em "Yes" (1.969), "Yessongs" tem o seguinte material: um de abertura da apresentação de arranjos do classiscista Igor Stravinsky, 4 faixas do "The Yes álbum" (digamos que próximo de 80% do álbum, já que as 2 faixas não tocadas juntas somam pouco mais de 6 minutos de duração!!!!!!), 80% do "Fragile" (apenas uma música não é apresentada, pois o restante são vinhetas muito minúsculas), e "Close..." completamente, além de improvisos de apresentações solos dos músicos do grupo através das faixas e um "meddley" de Rick Wakeman quando estava também em fase de carreira solo paralela ao Yes demonstrando algo de seu segundo disco solo, "The six wives of Henry VIII" (1.973), um álbum inclusive muito conceitual na carreira solo de Wakeman que teve os companheiros do grupo também presentes no trabalho (além da banda "Strawbs"). Falando em Wakeman deve ser lembrado que o músico desde sua estréia no Yes era tido como um músico sendo apresentado cordialmente pela A&M Records que tinha o "Strawbs" como uma das bandas que representavam este selo e a carreira de solo de Wakeman.

Vejamos agora o seguinte: "Yessongs" de uma maneira geral tem um repertório muitíssimo bom e apoiado por uma grande parte dos fãs da banda, poderia inclusive se chamar "Close to the edge live" ou algo do tipo já que o álbum está 100% presente e outra que foi feito à turnê na ocasião para a divulgação deste álbum ou fazer o restante das faixas faltantes de "The Yes álbum" e "Fragile" (não faria talvez malefício algum já que são poucas não apresentadas de um material como todo) pra cada álbum de "Yessongs" já que as músicas deste álbum triplo são dos 3 álbuns anteriores; mas um aspecto que descontenta a minoria que reprova o repertório é do Yes não ter dado uma oportunidade de apresentar algo dos dois primeiros álbuns "Yes" e "Time...". É impressionante como a banda não valorizou suas apresentações com o passar dos anos explorando estes 2 primeiros trabalhos a uma única exceção de "Beyond and before" (1.998) (apesar de que para alguns fãs da banda não passa de uma coletânea), dava para arriscar na inclusão de uma outra faixa pequenas na casa dos 2 ou 3 minutos de duração, mas é bem óbvio que a banda pressentiu que este repertório estava perfeito para o lançamento de "Yessongs" e não foi um meio totalmente errôneo. A questão de pouca divulgação de álbuns de início de carreira de uma banda não ocorreu exclusivamente com o Yes; o "Genesis" um outro concorrente do meio do rock progressivo também pouquíssimo valorizou seus 2 primeiros álbuns, assim como também o "Supertramp" que manteve também o mesmo conceito, isto porque são ainda bandas bastante conhecidas ao meio cultural musical.

Quanto à inclusão do novo membro, Alan White, pouco se diz que sua estréia foi péssima, e muito pelo contrário, ele fez uma boa presença brilhando neste trabalho e contentando uma boa parte do público a salva de alguns momentos que como sempre a banda nem sempre fica 100% perfeito e em alguns casos as faixas ao vivo de "Yessongs" ficaram um tanto melhores do que as de estúdio e claro que a grande maioria dos ouvintes fica com a escolha de Bruford no Yes mesmo com a apresentação de 2 faixas no "Yessongs", agora é claro que White soa um tanto diferente e estranho do baterista original, mas ai era um começo que permaneceria no Yes tendo uma notável desenvoltura até nos dias atuais a que se tem notícia (valeria também a pena dividir meio a meio de "Yessongs" para Bruford e White) . É bem provável também que "Yessongs" seje um dos álbuns considerados como um dos favoritos e um "masterpiece" para os ouvintes do Yes em se tratando de um álbum ao vivo diferente de "Yesshows" (1.981), "Keys to ascension 1" (1.996) ou "Keys to ascension 2" (1.997) (uma observação para estes dois últimos: "Yessongs" é considerado até em momento o maior álbum ao vivo que o Yes já elaborou como um único volume; os dois volumes em referência ganham em quantidade de duração de tempo por estarem divididos em dois volumes e em contrapartida perdem em quantidade de músicas) que contém a formação de Anderson/Howe/Squire/Wakeman/White e é também uma excelente pedida para os ouvintes que querem conhecer um pouco sobre o melhor do Yes, sem contar que também pode ser considerado um dos momentos de ápice do grupo sendo que dificilmente mesmo o Yes com o passar do tempo tendo feito álbuns consideravelmente bons não seria o mesmo que foi nesta época, pelo menos para a grande parte do público.

Uma observação a respeito daqueles ouvintes que querem conhecer inicialmente o Yes: uma parte dos ouvintes que aconselham o trabalho certas vezes chega ao extremo de desconsiderar ter os 3 álbuns anteriores de "Yessongs" visto o material já dito anteriormente como está presente, mas por outro lado fica a dúvida; vale deixar de ter estes trabalhos de estúdio ? O baterista Alan White não está presente nos mesmos e sim Bill Bruford. Os fãs do Yes também poderão observar que ao longo do tempo após "Yessongs" que o repertório de maneira geral sempre procurou estar voltado a músicas destes 3 álbuns anteriores a este álbum ao vivo. Só para se ter uma idéia de como para alguns fãs da banda se cativaram pelo álbum, surgiu no Brasil uma banda "cover" do Yes também chamada "Yessongs" no início dos anos 90 (e que também teve suas variadas formações com o tempo !!!!!!).

Sobre os músicos na ocasião poderia se dizer que Jon Anderson trazia sua energia em palco com seu vocal melodioso enquanto Steve Howe dividia sua técnica profissional em meio de sonoridade acústica como os violões acústicos de 6 e 12 cordas, o mandolin, a cítara e em conjunto com a parte elétrica dos instrumentos como as tradicionais guitarras elétricas de 6 e 12 cordas; já Chris Squire "pirava" o público geralmente sempre com os timbres de seu baixo Rickenbacker em meio de uma pedaleira numa variedade de tons com o instrumento e sempre com seu jeito de ser inconfundível de toque (no filme observa que Squire se empolga bem mais ao tocar o seu instrumento chegando em algumas vezes até dar pulos no palco e usando uma bota com salto alto); Rick Wakeman surpreendia o público rodeado de teclados e sintetizadores e sempre apostando em simpatia absoluta ao extremo com o seu modo de se vestir e sem contar na maneira como tocava com muita perfeição e aprimorando a sua sonoridade em faixas que já tinham sido gravadas pelo tecladista original Tony Kaye e finalmente Alan White já comentado anteriormente que fez uma boa estréia na substituição de Bill Bruford; contudo "Yessongs" resultou de uma maneira geral uma banda puramente sinfônica acústica ao que compete ao bom e do melhor em se tratando de rock progressivo.

O álbum saiu em edição nacional em vinil nos anos de 1.973, 1.979 e 1.988 e pode ser encontrado num formato do qual se abria em 3 partes como também lamentavelmente vinha dividido em 3 unidades em separados o que vale informar uma total atenção para aqueles colecionadores de usados que em algumas circunstâncias nem sempre encontram os 3 volumes totalmente completos e outro aspecto negativo do Yes em relação a este álbum é que não saiu a edição nacional em CD, e falando do disquinho uma boa parte do público que possuem este álbum é dividida na preferência entre o mesmo e o vinil em se tratando de qualidade sonora da obra.

O trabalho teve a produção de Eddie Offord que já tinha estado junto com a banda desde "Time...", além do auxílio de Mike Dunn e Geoff Haslam que já havia trabalhado junto com "The Velvet Underground", "Cactus", "J. Geils Band", "Badger", Jan Akkerman (guitarrista do "Focus"), além de nomes conhecidos do jazz como Ornette Coleman, Gato Barbieri, Herbie Mann e entre outros.

A arte gráfica ficou por conta do imaginário Roger Dean que já vinha estado com o grupo desde "Fragile", além de melhorar o aspecto do nome do logotipo da banda que era paupérrimo com o nome "Yes" dentro de um balão gigante e permanecendo assim com a mudança por um longo tempo; vale ressaltar que a capa como se sabe para o gênero do rock progressivo tornou-se muito importante à medida que cada álbum de determinada banda ia sendo lançado. Falando também de Roger Dean, geralmente o logotipo deste artista e os desenhos de modo geral no Yes eram propostos quando Steve Howe estava presente, pois o mesmo segundo o aspecto contratual do artista detinha os direitos autorais por razões "políticas" contratuais junto ao artista gráfico.

Fica inclusive um pergunta em relação a este assunto: claro que os direitos sobre o nome de um grupo é polêmico como a exemplo do próprio Yes aproximadamente em 1.988 quando Anderson resolveu se associar com os companheiros Bruford, Howe e Wakeman na formação do álbum "Anderson, Bruford, Wakeman, Howe" (1.989) isso porque Anderson queria prontificar o título como "Yes", mas só não o foi feito devido a Squire não permitir a façanha sobre o direito do nome (aqui um outro caso a ser discutido); mas em se tratando de arte gráfica qual é o motivo de tanto balburdio ? Rick Wakeman, membro do Yes, gravou álbuns solos como "Greatest hits" (1.993) e "Return to the center of the earth" (1.999) que tinha desenhos de Roger Dean !!!!!!! Dá para entender estes alardes provocados no Yes ? Outro detalhe interessante sobre a arte de Roger Dean é que estava sendo levada das capas dos álbuns do Yes aos palcos onde o público se sentia em meio de muita imaginação de outros mundos sob a elaboração criativa deste profissional, isso porque a música do Yes também induzia junto à arte para ajudar na expectativa do público presente das apresentações ao vivo. Roger Dean teve em "Yessongs" auxílio de fotografias feitas por Martin Dean junto com as bandas "Budgie", "Gentle Giant", "Atomic Rooster", "Keith Tippett Group" e entre outros e David Gahr nas fotografias tendo já trabalhado com Mile Davis, Charlie Mingus, Ron Carter, John Cage, Rahsaan Roland Kirk, Thelonious Monk e entre muitos outros inclusive participou no álbum de estréia do Yes em 1.969.


"Opening (Excerpt from "Firebird suite")" - é a faixa de abertura do álbum em seu primeiro volume e das apresentações que o Yes fazia antes de entrar ao palco criando uma expectativa muito forte ao público e sendo a menor da primeira parte de "Yessongs" com pouco menos de 4 minutos de duração. É evidentemente que se trata de uma composição do classiscista/erudito russo Igor Fyodorovich Stravinsky composta em 1.910, estreando-se o primeiro balé em Paris, França e a princípio mais conhecido por ser uma das peças do compositor de um balé clássico originalmente escrita por Anatol Lyadov que não foi capaz de conduzi-la ao fim da obra tendo então Stravinsky o responsável pela continuação e finalização da mesma dividida em 3 suites ao todo se tornando uma grande sensação ao público na época quando foi lançada e tornando o escritor russo a ser mais conhecido na Europa. Uma observação em se tratando de Stravinsky em que este talvez seje um dos exemplos que muitas pessoas o acusam de ser um "aproveitador de ideais" porque dificilmente não se observa a obra tendo Lyadov com também o elaborador inicial do trabalho. Por falar em Stravinsky, Squire comentou numa ocasião que o álbum "Time..." que possui arranjos de orquestra tiveram muita associação musical deste artista já falecido em 1.971 aos 89 anos de idade. Alguns fãs do Yes não compreendem o porque desta faixa estar inclusa neste álbum achando ser muito supérflua a ponto de que poderia ter sido inclusa justamente alguma outra dos 2 primeiros álbuns e uma oportunidade de observar como o Yes agia na execução de músicas destes 2 primeiros trabalhos. Aqui inclusive a faixa se extende um tanto mais do que pode ser observado no caso do álbum ao vivo "Yesshows" que é tocada por poucos instantes enquanto a banda parece "testar" os instrumentos antes que se inicie a entrada de órgão de Wakeman na faixa "Paralels" do álbum "Going for the one" (1.977). Neste caso não ocorre isso e o que realmente dá a entender é que é o Yes vai entrando no palco e se acomodando em seus lugares com seus instrumentos. Cada um na sua e a edição se tornou o que está registrado aqui em "Yessongs" para quem goste ou não.

"Siberian Khatru" - após a finalização da abertura da faixa anterior de Stravinsky sendo aplaudido pelo público, "Siberian Khatru" é emendada e irá ocorrer uma novidade: a substituição do baterista e percussionista Alan White no lugar de Bruford. É uma das faixas que o público fica inclusive dividido sobre o resultado da mesma se esteve melhor ou não do que a original, mesmo com quase a mesma permanência de tempo de execução da faixa (alguns segundos a menos do que a original, talvez por ela se encontrar um tanto mais rápida também nesta versão) pertencente ao álbum "Close...". Curiosamente a versão original finaliza o álbum "Close..." sendo que aqui o Yes inicia a apresentação. Esta versão parece ser um tanto mais funk (que inclusive é o instrumental que predomina boa parte da faixa) e razoavelmente meio "hard" do que a original e relativamente barulhenta numa boa parte da mesma e se o ouvinte prestar bem atenção no início observará que Steve Howe entra com sua guitarra mais apressado e incompleto do que na original e a seção também do tema mediano de Wakeman aparenta ter "perdido" um pouco do sentimento meio estilo medieval que toca originalmente em um cravo acústico e aqui ficou mais numa sonoridade elétrica com seu instrumento e sem contar a falta com o mini-moog que descaracterizou originalmente o timbre lembrando o sopro de uma flauta, mas para compensar os detalhes é que o restante da banda irá fazer o resto da música que possivelmente mais tardar o ouvinte não dará muita importância aos pequenos detalhes. Falando em Wakeman vale lembrar que esta é uma de suas poucas canções que elaborou com o Yes nesta época até o lançamento do álbum de estúdio "Close..." e existe um erro que no CD contém adicionando Squire também o compositor da faixa coisa que na realidade não é além de Anderson, Howe e Wakeman. Pelo visto o improviso que o Yes tem mais interessante está após a parte instrumental quando Anderson junto com Squire e Howe terminam de citar totalmente as letras de "Siberian..." em que o guitarrista faz uma jam um tanto diferente da versão original e sem contar a parte de vocais "Dah-dah-do-dah-do-dah" em que grande parte do público gosta muito. Destaque vai para as baterias e percussão de White que interpretou esforçadamente o quanto pode na faixa de ponta a ponta. "Siberian..." pra quem não sabe "Khatru" é uma palavra de uma tribo chamada Yemeni que significa "o quanto você será" e mesmo estando num álbum conceitual e perfeito para os fãs do Yes como "Close...", "Siberian Khatru" é a mais fraca das 3 faixas que contem no álbum na opinião destes fãs. O Yes procurou manter esta faixa durante a sua existência no set-list da banda uma boa parte do tempo possível. Existe uma versão com esta mesma formação que aparenta ter ficado melhor em "Keys to ascension 1" (1.996).

"Heart of sunrise" - pertencente ao álbum "Fragile" é a maior faixa deste álbum de estúdio com mais de 10 minutos de duração, ganhou esta versão que pouco mudou com um pouco mais de um minuto a mais, mas não fez muita diferença o acréscimo desta minúscula duração. É um dos momentos também que o público se empolga antes da faixa ser iniciada observando um dos espectadores falar o primeiro nome do guitarrista e enfim Anderson anuncia que "Heart..." será executada para delírio da galera. Aqui a sonoridade de maneira geral também ficou relativamente bem elétrica e soando sob a forma lembrando um pouquinho do "King Crimson" em "21st century schizoid man" do álbum "In the court of the Crimson King" (1.969), esquizofrênica em algumas ocasiões chegando a ser até um hard-rock para uns e ao mesmo tempo o Yes parece que se está entrando numa verdadeira "luta" instrumental para ver quem no final vence, coisa mais ou menos do tipo que o "Van Der Graaf Generator" fez o início ao fim no álbum "Pawn hearts" (1.971), obra prima considerada por uma maioria dos fãs deste grupo. Mas agora imagine também esta faixa sendo executada pelo novo membro agora no Yes sendo que Bruford (além de Anderson e Squire) é um dos elaboradores da faixa e aqui também requer uma perfeição muito máxima na percussão; mas White até que não decepciona. O sincronismo dos membros do Yes na parte instrumental inicial que vai até os 4 primeiros minutos é sensacional antes que Anderson inicie os primeiros versos da faixa e notando um contentamento dos espectadores presentes. O Yes se torna aparentemente um tanto mais "barulhento" próximo do final da faixa com os últimos versos o que pode aborrecer a alguns ouvintes, mas de resto com a perfeição musical dos integrantes compensa aos ouvidos destes. As letras de Anderson são um tanto estranhas como numa grande parte e nesse caso se referindo a viagens e alma, mas tanto a de estúdio como esta versão ao vivo ele consegue cantar com muita paixão (exatamente como uma pessoa muito apaixonada por algo) que só mesmo ele representaria perfeitamente o que dificilmente se encontraria um substituto para fazer o mesmo. Sem sombra de dúvidas esta é uma das faixas do Yes da época complexadamente estruturada com os seus mais variados temas, mas o principal aparenta ser o que inicia, assim como também finaliza a faixa e toma a liberdade em outros pontos da música em meio destes temas musicais variados. A título de curiosidades alguns fãs do Yes apostam que as partes de teclados tocadas por Wakeman foram escritas por Tony Kaye. É verdade que Wakeman fez uma diferença muito grande ao substituir o tecladista original (alguns destes fãs argumentam que as faixas "Roundabout", "South side of sky" e "Heart..." já haviam sido escritas logo após o lançamento de "The Yes álbum" quando Kaye ainda permanecia na banda e iriam para os estúdios gravar "Fragile") e se os ouvintes que gostam muito do Yes escutarem atentamente "Fragile" observarão que as canções deste álbum parecem ter as escritas de piano e teclados mais "fáceis" do que "Close..." (o que não deixa de existir uma possível hipótese de que isto possa ser verdade); o outro detalhe é que o tema da instrumentação de introdução da faixa antes de Anderson cantar é um tanto parecido no que o trio canadense "Rush" elaboraria em "Caress of steel" (1.975) na faixa "The Necromancer" precisamente na seção instrumental da segunda parte em "Under the shadow". Já quanto às linhas de baixo de Squire que impressionam na maneira de como são tocado numa certa ocasião o baixista comentou que "Foi um pouco projetado para impressionar", o que fica mais esclarecido este comportamento do músico nesta faixa. Existe uma versão que vale também ouvir em "An evening of Yes music plus" (1.994), mas com Bruford nas baterias e "Heart..." é também uma das faixas que o Yes manteve durante a existência da banda.

"Perpetual change" - pertencente ao álbum "The Yes álbum", esta versão ganhou 5 minutos de duração a mais da original atingindo um pouco mais de 14 minutos de duração e se tornando a maior deste primeiro volume do "Yessongs". Aqui a versão já apresenta Bill Bruford nas baterias que inclusive mostra um solo do instrumento próximo do fim da faixa tocando por uns 2 minutos antes que algum integrante do grupo dá um sinal de vida no palco retornando a faixa no tema que dá início a faixa. Falando em Bruford aqui neste caso em se tratando de seu momento em que fica sozinho tocando, o baterista parece tocar não muito empolgado o que talvez seje sinais de que ele já não estava mais contente no Yes demonstrando um profundo desinteresse e já com a idéia em vista de ter sua própria expectativa no próximo conjunto que se associaria, o "King Crimson" (observe que White na estréia em "Yessongs" já demonstra um entusiasmo totalmente contrário de Bruford mesmo em algumas faixas não sendo 100% eficaz, sendo que o convite de se associar ao Yes deve ter repercutido para este outro baterista). Pode ser difícil avaliar este detalhe quando Bruford é apresentado em apenas 2 faixas em um álbum triplo em vinil, mas veja o comportamento de entusiasmo e interesse deste profissional como se difere distanciamente em álbuns ao vivo que o mesmo está presente em "An evening...", ou "Beyond and before" (1.998). Também não significa que a faixa está fraca e muito pelo contrário ficou surpreendente da original, mas mesmo assim por incrível que muitos pensem a grande parte dos fãs do Yes não gostam muito desta faixa, achando ela um tanto monótona e que poderia até ter sido um pouco mais curta em seu formato original, "Perpetual change" tem a autoria de Anderson e Squire. Inicialmente antes de a música iniciar observa-se um entrosamento dos integrantes do Yes no palco testando os seus instrumentos em meio dos espectadores um tanto impaciente e observando-se até um deles dando uma discreta tossida quando inicia os acordes iniciais e principais da faixa percebe-se uma salva de palmas das pessoas presentes na apresentação e a banda prossegue iniciando o primeiro refrão que recebe Anderson nos vocais e mais uma vez o Yes recebe outra salva de palmas na parte mais calma do refrão e os músicos prosseguem normalmente a sonoridade e melodia um tanto parecido da original o que se percebe, entretanto são algumas "arranhadas" nos teclados que Wakeman faz e já não se observa da parte de Kaye. Na parte solo instrumental que é meio ritmo "meio marcha" ficou um tanto também mais prolongado este solo com Howe solando mais na guitarra e Wakeman tocando mais sintetizadores moog do que Kaye. O Yes então retorna ao terceiro refrão e após a finalização deste em que a música originalmente termina aos poucos em meio à melodia dos instrumentos de forma crescente junto a um coro vocal, aqui Anderson o faz sozinho e cede para o melotron de Wakeman que vai acompanhando o solo de guitarra de Howe (em que um determinado momento ele parece tocar soando na forma de um mandolin) e o baixo de Squire; Wakeman entretanto também é observado fazendo outras "arranhadas" em seus teclados sendo em que um dado instante o grupo deixa Bruford tocando sozinho por alguns instantes e novamente o restante da banda retorna com os acordes iniciais que iniciam a faixa e entrando repentinamente na melodia do tema solo instrumental do meio da faixa do tipo "meio marcha" e finalizando de vez "Perpetual change". Existe outra versão desta faixa em "House of Yes: live from House of Blues" (2.000) e em algumas ocasiões que o Yes tinha o guitarrista e integrante Trevor Rabin mais tarde nos anos 80, o grupo tocava um trecho pequeno da faixa que representa o início antes que Anderson entrasse fazendo os vocais.

"And you and I" - pertencente ao álbum "Close...", provavelmente é uma das faixas épicas do grupo mais lindas, emotivas, melodiosas, conquistadora de corações, alma e sentimento em todos os aspectos e se bobear talvez seje um dos únicos hinos que representa o Yes desde a sua elaboração; e não é por menos, geralmente ela está sempre presente independentemente do tipo de formação de integrantes que a banda foi sofrendo com o decorrer do tempo (até mesmo na formação do álbum "Drama" (1.980) que sequer possui o vocalista Jon Anderson, membro original do Yes). Composta por Anderson, Bruford, Howe e Squire possivelmente é também uma das faixas que já arrancou muitas lágrimas de muitos ouvintes e uma das canções que dificilmente os ouvintes que gostam de melodias que provocam emoções jamais esquecerão nas suas vidas mentalmente. É claro que o Yes tem excelentes composições até representativas algumas como "Starship trooper", "All good people" ambas do "The Yes álbum", "Roundabout" do "Fragile", "Wonderous stories", "Turn to the century" ambas do "Going for the one" e por ai vai, mas "And you..." provavelmente em termos de sonoridade para conquistar de 100 pessoas tem facilidade de conquistar a simpatia tranqüilamente de 50% destas pessoas e a frente de muitas outras composições que o grupo já gravou, além destas citadas anteriormente. Ai está uma das formulas de sucesso que o Yes inclusive se vivesse de exemplos como esse se garantiria eternamente sem morrer de fome!!!!! "And you..." na realidade está dividida em 4 partes e neste caso em "Yessongs" claro que não poderia estar de fora, o que torna um ponto positivo, mas conseqüentemente tem os seus pontos negativos de não ter ficado aparentemente tão boa quanto à de estúdio, nem mesmo com o novo integrante Alan White e com o restante da banda; eles parecem estar uma tanto desafinada e a grande parte dos ouvintes estranha a diferença que ficou em relação com a original. Acredita-se que deve ser pelo motivo da sonoridade estar mais na forma elétrica do que acústica, ou seja, Howe não toca o violão acústico (o mais engraçado é que no filme Howe quando toca "The clap" e é evidentemente com o violão, assim que encerra o conjunto se reúne para tocar "And you...") e sim uma guitarra de 2 braços de 6 e 12 cordas o que descaracterizou infinitamente esta faixa de versão ao vivo com a original e um outro erro é que ele não toca a parte instrumental inicial de violão acústico em que fica apenas sozinho criando uma expectativa grande ao ouvinte antes de vir os outros integrantes auxiliar na melodia do primeiro tema ("I. Cord of life"), no início do terceiro tema ("III. The preacher the teacher") e sem contar também no final que se difere também da original ("IV. Apocalypse"). Um dos melhores momentos que compensou para a versão da faixa para Howe é quando o guitarrista toca uma espécie de cítara que é justamente uma das mais melodiosas e muito emotivas considerada por uma grande parte dos ouvintes ("II. Eclipse"). Só pra se ter uma idéia o Yes inicia a faixa de um trecho de como se estivessem no final de "And you..." ("IV. Apocalypse"). Wakeman também não toca o piano com uma vivacidade igual a da original como no terceiro tema da faixa ("III. The preacher...") e próximo do final da música que vai decrescendo nota por nota até uma escala grave. Outra diferença também notavelmente considerada é no momento quando um pouco antes de Anderson inicia os primeiros versos da faixa já com os músicos em conjunto é a maneira um tanto "estranha" que ficou White acompanhando os toques de baixo de Squire e o baterista parece estar um tanto atrasado quando toca a sineta da percussão. Pelo observado mesmo com as características que se diferencia entre as versões observa-se que pelo menos na metade da faixa um público dando aplausos. Uma versão que aparenta ter ficado melhor do que esta com a mesma formação está em "Keys to ascension 2", aqui neste caso está um tanto mais acústica do que esta de "Yessongs" que ficou bem "eletrificada".

"Mood for a day" - pertencente ao álbum "Fragile" é um dos momentos exclusivamente de canção puramente solo que tem como Steve Howe demonstrando seus dotes de técnica clássica soando uma peça estilo meio-flamenco com uma tranqüilidade e muita perfeição tocando um violão acústico, além disso "Mood..." inicia o segundo volume de "Yessongs" e sendo a menor faixa do volume e do álbum propriamente dito com pouco menos de 3 minutos de duração e evidentemente que se trata de uma música instrumental. Um fato curioso é que Howe não toca esta faixa em seu momento solo no vídeo de "Yessongs" e sim a "The clap" que pertence ao álbum "The Yes álbum" e evidentemente também é outra faixa puramente acústica com apenas Howe tocando o violão e sendo também a primeira música a se apresentar como instrumental do grupo deste álbum em referência. Imagine para quem gosta de violão acústico escutar uma canção como estas na frente de um instrumentista que demonstra muita segurança na performance da mesma. "Mood..." inclusive é tão adorada por uma grande parte dos ouvintes que tocam o instrumento que também se torna ao mesmo tempo um desafio de técnica para como um exercício a ser executado e sendo uma boa pedida no aperfeiçoamento de dedilhamento do violão. "Mood..." geralmente é tocada nos concertos quando o Yes dispõe de tempo para que Howe execute a faixa e ultimamente nos anos 90 o músico apresentou em seu set-list próprio de carreira solo como em "Not necessarly acoustic" (1.994). A versão aqui neste caso ficou quase que igual a de estúdio.

"Excerpts from "The six wives of Henry VIII" - alguém pode imaginar um músico tentando apresentar um álbum solo que contem pouco mais de 35 minutos de duração em uma faixa com pouco mais de 6:30 minutos ? É o que Rick Wakeman propõe neste seu momento de apresentação instrumental solo e o próprio nome da faixa já diz que são melodias do seu segundo álbum solo chamado ""The six..." lançado em 1.973 no mesmo ano de "Yessongs" embora as gravações foram decorrentes no ano de 1.972 ao mesmo ano que foi decorrente da turnê do grupo e que participou os companheiros do Yes que estão aqui neste álbum ao vivo. Aqui foi uma oportunidade de Wakeman explorar um pouco de sua carreira solo e fazer uma propaganda deste seu álbum que também atingiu os 10 primeiros postos da Inglaterra e Estados Unidos tendo uma boa vendagem e que inclusive o trabalho se tornou um tanto conceitual na carreira solo de Wakeman e muito consultado e admirado por uma grande quantidade de ouvintes de rock progressivo. Uma curiosidade: Wakeman não foi o único membro do Yes que neste ano de 1.973 lançou um trabalho solo em carreira solo paralela com a banda; o guitarrista original do Yes, Peter Banks, lançou um também chamado "The two sides of Peter Banks" no mesmo instante que gravava "Out of hands" com a banda "Flash" de sua fundação após sua saída no Yes. Neste momento que Wakeman tem que para ele seria muito valioso, o músico explora o máximo possível tocando provavelmente todos os seus teclados, sintetizadores e pianos ao público e dividindo "The six..." com pequenos trechinhos de classiscistas como John S. Bach, Edward Grieg e Handel e tendo oportunidade também de fazer alguns efeitos sonoros aproveitando o embalo. O único aspecto negativo desta faixa é que Wakeman não creditou também para George Friedrich Handel, pois o mesmo fica um razoável tempo tocando a melodia "Oratório do Messiah" (que contém o tema conhecido "Aleluia", datado de 1.741) com o órgão e moog e está muito perceptível que o tecladista não é o compositor deste tema. Alias esta não é a primeira vez que Wakeman comete este lapso; no álbum seguinte "Journey to the center of the Earth" (1.974) um outro mega-album do artista toca um trecho num intervalo razoável da "Suíte Quebra-nozes" de Peter Tchaikovsky datado de 1.812 e como se nada tivesse acontecido não está este devido crédito. Um outro pianista/tecladista concorrente de Wakeman que realizou a mesma proeza foi Keith Emerson do "Emerson, Lake & Palmer" (banda de rock progressivo também concorrente do Yes) e ainda de cara no álbum de estréia em "Emerson, Lake & Palmer" (1.970) e de cara mais ainda na primeira faixa chamada "The barbarian" que o grupo não credita em conjunto com Bela Bartok. Independente da "mancada" nesta faixa demonstra a perfeição do músico e um virtuosismo muito qualitativo que com o decorrer do tempo lamentavelmente Wakeman foi tendo uma decadência em sua qualidade musical que dificilmente retornará a uma época como esta que viveu um de seus áureos momentos profissionais. Detalhe: no vídeo deste trabalho Wakeman parece fazer uma versão um pouquinho diferente desta aqui chegando a "hilarizar" tocando no piano um trechinho da canção natalina "Jingle bells". A faixa inicia primeiramente com Anderson cantarolando por um curto instante e o mesmo anuncia o nome de Wakemam que irá iniciar o seu solo instrumental, e o tecladista faz a abertura tocando em piano elétrico "Catherine of Aragon" e a partir daí ele virá a fazer um mix das faixas de "The six...", vindo a tocar arpejos aparentemente de "Anne of Cleves" em piano acústico, se colocando em instantes tranqüilos quando inicia alguns trechos de J.S. Bach, retornando então a "Catherine...". Wakeman muda agora para um moog e um órgão (que induz a sonoridade na forma de um coro) a fazer um trecho do tema "Aleluia" de Handel (acompanhado pela percussão de White) e repentinamente ele toca um trecho "Jane Seymour" e logo a seguir um outro trecho de "Catherine Howard" solando com o moog e entrando num trecho aparentemente também de "Anne Boleyn". Então Wakeman torna um ambiente tranqüilo que o transforma um tanto sombrio em meio estilo psicodélico ouvindo-se estouro de bombas que vão se intensificando até que vai surgindo efeitos sonoros com seus instrumentos fazendo o ruído de uma ambulância o que faz o público o aplaudir muito e tendo esta faixa que será emendada com a próxima no meio dos aplausos.

"Roundabout" - esta é uma das faixas pertencentes ao álbum "Fragile", sendo a primeira de apresentação do Yes que continha uma das melhores formações considerada pela grande maioria dos fãs da banda composta por Anderson/Bruford/Howe/Squire/Wakeman e também se pode dizer que foi um dos "hits" na época quando "Fragile" foi editada e sendo tocada ocasionalmente até hoje em algumas rádios FM chegando ao Top 20 das paradas americanas na época. O Yes desde o lançamento deste álbum de estúdio sempre procurou agradar ao público ao vivo em suas apresentações na sua maioria e sendo até hoje tocada em seus concertos tendo até uma versão como prova disso em num dos últimos álbuns ao vivo "House of Yes...". Em se tratando de combinação da melodia ajuntando os membros do Yes dificilmente surgiu ao tempo canção parecida com um tipo de acessibilidade pop igual a esta e mesmo sendo considerado um dos "hits" dos anos 70 da banda "Roundabout" é possivelmente uma das músicas que empolgam o ouvinte do início ao fim da faixa com a sua melodia também dividida em alguns temas, sendo que o principal é o do refrão tocado por 3 vezes ao longo da música. Esta faixa inclusive tem alguns "truques" para simpatizar aos amantes do rock progressivo: se os toques de riffs meio estilo de hard-rock de Squire não agradam, então temos Howe que se divide seus instrumentos de cordas entre o acústico e o elétrico, caso contrário tem-se um sincronismo muito perfeito das percussões e baterias de Bruford (nessa versão está White), se não for funcional tem-se os riffs de teclados e sintetizadores de Wakeman (que inclusive estava estreando no Yes no "Fragile" que é a faixa de abertura do álbum e completando uma das formações da banda considerada uma das melhores pela grande maioria dos fãs até hoje), por fim caso nenhum dos integrantes tenham surtido efeito para agrado dos ouvintes só terá Anderson recitando os versos da faixa (as letras parecem se referir com o esfriamento do calor humano) com seus vocais e acompanhado por Squire e Howe. "Roundabout" de uma elaboração de Anderson e Howe é uma canção real, cativante que tem uma aproximação vocal e uma linha de melodia muito oblíqua e memorável com uma estrutura global que jamais será esquecida dos bons tempos que o Yes já havia sido nos anos 70. Nesta versão de "Yessongs", White fez até que um papel muito bom na substituição de Bruford do início ao fim da versão, mas talvez o aspecto negativo que pecou foi a tentativa de Howe tocar a melodia na forma elétrica com seus instrumentos já que a original se divide no acústico/elétrico, como ocorrido também em "And you..." em "Yessongs" e os acordes de suas guitarras parecem estar tocando um pouco bagunçadas. Outro ponto que difere da original é o tema central da faixa onde White toca mais com as baterias já que Bruford apresenta mais percussões de qualquer maneira esta versão agrada aos ouvintes (se bem que com o passar dos anos o Yes aperfeiçoariam ainda melhor a versão de "Roundabout" ao vivo, um exemplo pode ser confirmado em "Keys to ascension 1"). Outro fato curioso é que geralmente nas apresentações ao vivo o Yes toca em seu set-list esta música como uma das últimas antes de vir o bis; e a versão em CD termina aqui de seu primeiro disquinho e no final ouve-se Anderson dizer adeus ao público o que na realidade "Yessongs" tem ainda mais outra metade em sua continuação.

"Your move / All good people" - "I've seen all good people turn their heads each day so satisfied I'm on my way."!!! Esta frase que constantemente é escutada ao longo da faixa de maneira geral faz parte do álbum "The Yes álbum" e curiosamente o nome original é "I´ve seen all good people" e na realidade estes títulos são os temas que fazem parte da música como o todo que estruturalmente está dividido em 2 partes sem muita diferenciação, "I´ve seen..." é também aclamado por alguns como um "mantra" do Yes. É também uma das canções que geralmente o Yes toca em suas apresentações ao vivo até nos dias atuais e com a mesma energia desde a época que foi originalmente gravada a faixa. Esta música também divide a opinião dos fãs da banda a respeito da mesma porque parte gosta do primeiro tema e odeia o segundo e assim como vice-versa. O segredo desta canção está justamente no que divide as opiniões porque o primeiro tema "Your move" composto por Anderson é totalmente acústico e melódico dominado pelos violões acústicos de Howe, com discretos toques de baixo junto com a percussão de White, os vocais subdivididos de Anderson, Howe e Squire e Wakeman que surge vez e outra tocando o moog (originalmente Kaye parece fazer uma melodia que lembre alguém tocando flautas); já o segundo tema tendo Squire como autor, é puro rock estilo meio boogie, algo característico meio anos 50, 60 (originalmente nesta parte Kaye parece dar mais atenção ao piano do que Wakeman) e o Yes irá incansavelmente repetir a frase "I've seen all good people turn their heads each day so satisfied I'm on my way" que significa " Eu tenho observado todas as boas pessoas retornar suas cabeças cada dia mais satisfeitas e eu estou na minha" em inglês; além disso, Howe predomina também boa parte deste tema agora de forma mais elétrica com a guitarra solando. nos momentos quando Wakeman responde o seu solo posteriormente. Quanto o resultado de certa forma esta versão também tem seus méritos e ficou bem legal. A versão de "Yessongs" em CD inicia aqui com o disco 2, além do filme também existente.

"Long distance runaround / The fish" - outra parceria de Anderson e Squire, trata-se de duas faixas que são emendadas uma com a outra mesmo em seu álbum original "Fragile", mas aqui a versão se extendeu em pelo menos o dobro do tempo original chegando próximo aos 14 minutos de duração e se tornando a maior do volume 2 de "Yessongs". Neste momento que irá demonstrar agora o seu momento solo será o baixista Chris Squire (especialmente no trecho que já corresponde a "The fish") e aqui se observa inclusive uma predominância de uma pedaleira de equipamentos que Squire faz em efeitos com seu baixo e também não existem dúvidas de que este é um dos momentos muito esperado pelo público presente e também pelo ouvinte e ainda mais porque Bruford também está presente nesta faixa o que também já agrada uma grande maioria dos fãs do Yes e sobressaindo melhor do que a original sem sombra de dúvidas para a maioria dos ouvintes do Yes. A primeira parte "Long..." que tem aproximadamente uns 4 minutos de duração tem os vocais de Anderson e as partes que tem a guitarra que é tocada originalmente por Howe é executada por Wakeman como exemplo nos acordes iniciais da música e que por aí vai nos 3 refrões existentes da música. No final de "Long...", Howe fica sozinho por uns instantes na guitarra elétrica numa melodia crescente e em meio de um silêncio Howe trará uma melodia que dará uma seqüência um tanto repetitiva dando início de "The fish" recebendo o restante dos outros músicos do Yes e tendo Squire que irá ter seu espaço para apresentar o seu momento solo que com o decorrer da música se tornará consideravelmente progressiva em meio de muita pedaleira de seu baixo chegando até a ficar um tanto meio "hard-rock" a sonoridade à medida que vai crescendo a sonoridade da melodia e tendo o público inclusive se manifestando em algumas ocasiões o que torna óbvio a extensão maior desta faixa com a original. "The fish" é instrumental, não tem letra, mas o ouve-se Anderson junto com Squire e Wakeman dizendo algumas vezes
'Schindleria praematurus' (o nome científico do peixe que é como se chama a faixa), e uma outra curiosidade é que o nome desta faixa foi considerado segundo por parte dos membros do Yes devido ao fato de que Chris Squire era uma pessoa que se encontrava muito constantemente tomando banho em diversas ocasiões; coisa que o cantor escocês Derek Dick, o Fish, da banda neo-prog "Marillion" também recebeu o apelido por este mesmo motivo de tanto estar debaixo d´água. "The fish" também é um outro caso típico de "I´ve seen..." visto que a melodia extensivamente repetida acaba tornando a faixa também um outro "mantra" do Yes e é evidente que para uma grande maioria o improviso feito por Squire aqui se tornou uma marca de "Yessongs" inesquecível que o baixista do conjunto talvez faria algo próximo de "Silently falling" em "Fish out of water" (1.976), primeiro álbum solo (e conceitual) de Squire (veja a palavra "Fish" presente até no título de seu álbum e o desenho destas criaturas estão na capa do próximo álbum do Yes em "Tales...", irônico não?). No final da apresentação observa-se Anderson pronunciando o nome de Squire. Quem quiser ouvir uma versão alternativa ao vivo da primeira parte "Long..." com "quase" (pois não está presente infelizmente Chris Squire) esta formação que se apresenta aqui representada por Bruford nas baterias poderá encontrar em "An evening...".

"Close to the edge" - pertencente ao álbum que corresponde ao mesmo título lançado em 1.972 e considerado até hoje como uma das obras-prima que o Yes já desenvolveu em toda sua carreira pela maioria da opinião dos fãs, alguns inclusive citam que o disco é considerado um dos melhores de todos os tempos; e a versão ao vivo de "Close..." inicia o terceiro volume de "Yessongs". "Close..." trata-se do que nada menos de uma suíte com quase 19 minutos de duração e sendo inclusive a maior do volume em referência como também a maior do álbum "Yessongs" como um todo. Na época foi a primeira faixa em forma de suíte do Yes que ocupava um lado inteiro do disco visto que as bandas de rock progressivo estavam apostando em música deste tipo como o "Genesis" em "Supper´s ready" com o álbum "Foxtrot", o "Focus" em "Anonymus II (Part 1)", e alguns casos extremos como o "Emerson, Lake & Palmer" com "Pictures at an exibihithion" ou o "Jethro Tull" com "Thick as brick" que ultrapassavam os 30 e 40 minutos de duração e todos estes citados editados também no mesmo ano que saiu "Close...". Observe que também com o decorrer do tempo quando o rock progressivo foi surgindo e dando suas caras com o tempo, as bandas desta categoria independente do tipo de vertente que foi se transformando o movimento seja do tipo gênero sinfônico, psicodélico, space-rock, folk, neo-prog e assim por diante aparenta que na sua grande maioria fizeram com que tornasse uma espécie de "ego" ter uma suíte que ocupasse um lado de um disco. "Close..." seria a primeira de uma série de outras suítes que iriam surgir e serem apresentadas a público à medida que seus álbuns fossem sendo lançados como no caso o próximo "Tales..." que se trata inclusive de um trabalho duplo contendo uma faixa de cada lado, ou simplesmente 4 suites ao todo. Um outro aspecto interessante sobre o álbum "Close..." que contem 3 músicas, sendo uma de um lado e as outras duas restantes no segundo lado do disco coincidentemente surtiu um efeito muito parecido no aspecto físico feito também em "Relayer" (1.975), mas ai estes 2 últimos exemplos citados também são outros quinhentos. "Close..." representa muito bem a maravilha da complexidade da música do Yes relacionado com o rock progressivo que cria, mesmo com White nas baterias a faixa ficou também muito bem tocada, não decepciona ao ouvinte e tem uma sensibilidade muito forte de poder, energia e paixão e aqui se tem um dos momentos de um "concerto sinfônico" com a banda também possivelmente um dos mais aguardados visto que naquela época os espectadores que escutavam faixas se aproximando aos 20 minutos de duração poderiam ter oportunidade de julga-las melhor caso ainda não estivessem acostumados com o tamanho da dimensão de uma música muito longa, isso sem contar aqueles ouvintes que não tem muita paciência de ouvir suítes do tamanho de uma "Close...". Outro fator muito interessante e que deve ser observado muito calmamente com o tempo é que "Close..." talvez seje uma das primeiras composições de rock progressivo com estrutura pop que atinge a quase 20 minutos de duração tendo um padrão feito desta maneira: Introdução, refrão 1, refrão 2, seção mediana de solo instrumental, refrão 3 e final; por incrível que pareça é desta maneira que foi elaborada esta faixa que contem esta larga duração de tempo. O "pop" estrutural musical desta faixa do Yes na realidade (não significa que tocava (ou é tocada) a todo o momento nas rádios), entretanto é muito diferente se for escutado algumas das suítes de bandas de rock progressivo da época que já haviam sido elaboradas com estruturas diferentes da maneira como esta foi. Imagine o ouvinte que já escutou "Fragile", álbum anterior de "Close..." e percebeu que os 5 membros do Yes tem um momento exclusivo para cada integrante; basicamente na faixa "Close..." seria como se fosse ajuntar estes 5 momentos solos destes integrantes e ajuntasse numa coisa só e a faixa parece oferecer esta proposta muito bem intencionalmente e veja que a faixa na grande realidade é dividida em 4 partes. A primeira contém uma introdução instrumental com efeitos sonoros de atmosfera, rios e pássaros piando e logo a seguir vem apresentando White, Howe, Squire e Wakeman em a) "The solid time of change" e repentinamente surge Anderson pausando a melodia fazendo "Aaahhh !!!" e os músicos retornam a melodia até mesmo no momento em que o cantor faz "Dah-dah". Curiosidade: existem uns pequeníssimos trechos destas pausas que a banda alemã "Triumvirat" fez também na introdução de "Mister tem percent" (que por sinal induz ser também uma suíte) no tema "Maze" do álbum "Illusions on a doublé dimple" (1.974). Anderson então cita os primeiros versos da faixa e quando terminar de cantar o primeiro refrão virá a seguir (observe que o Yes antes de entrar nesta próxima parte eles tocam rapidamente um minúsculo trecho de "Heart..." do "Fragile") b) "Total mass retain" que não tem muita variação e sim mais um outro refrão que Anderson cita junto com o restante dos músicos que em uma determinada altura a faixa está muito bem tocada progressivamente e ao terminar o refrão desta segunda parte o Yes vai ficando cada vez na melodia mais tranqüilo até vir c) "I get up, I get down" em que possivelmente já na metade da faixa, este é sem dúvida um dos temas de maior nostalgia que a grande maioria dos ouvintes do Yes possuem uma simpatia muito forte e lembram da faixa "Close..."; também pudera o momento é de extrema calmaria no meio de efeitos sonoros de goteiras em meio de órgãos de igreja e sintetizadores que Wakeman toca, cânones cantados alternadamente por Anderson, Howe e Squire numa expectativa que é de deixar um ouvinte até em se arrepiar (como se estivesse ambientando dentro de uma igreja acima do céu realizando os sonhos e fantasias destas pessoas num puro clima de imaginação) antes que venha o restante da banda para apoiar Wakeman e o mesmo estar agora fazendo um solo instrumental antes que Anderson retorne para citar o restante das letras de "Close..." em d) "Seasons of man" que tem um refrão que tem a mesma melodia de a) "The solid..." e b) "Total..." e sem contar que Anderson também conclui com uma citação de uma frase de c) "I get..." e que hilariamente é o nome do tema finalizando então a faixa de vez e entrando na tranqüilidade que iniciava a faixa. "Close..." se bem avaliado inicia quando "Siberian Khatru" se finaliza. Uma versão ao vivo com esta mesma formação pode ser apreciada em "Keys to ascension 2" (1.997) que demonstra o quanto o Yes amadureceu com o tempo, mas não deve ser esquecido que esta aqui corresponde a um ano de 1.972. A propósito pode ser considerado um dos momentos "solos" de Anderson nesta faixa em que o cantor parece se pronunciar mais devido é claro que pela extensão da faixa, o ouvinte pode não entender o significado de letra alguma, por exemplo, desta música em que a presença é um tanto maior, podendo não fazer diferença alguma que o vocal é extremamente profundo, versátil e cativante como num momento igual ao tema c) "I get..." e em momentos da faixa separando seus vocais tanto nos momentos mais rápidos e ágeis como nos mais lentos e valiosos. Esta música teve como Anderson e Howe como autores da faixa e observe que o álbum "Close..." é provavelmente o único álbum do Yes até no momento já gravado que teve estes 2 integrantes como os únicos que foram responsáveis pela elaboração de um trabalho diferente de diversos trabalhos do Yes que teve a totalidade dos músicos também sendo os autores como em alguns casos como "Tales...", "Relayer" e assim por diante. Supostamente imagina-se que Anderson neste momento no álbum "Close..." estava inspirado em escrever as letras enquanto Howe se incumbia de fazer a escrita das canções (com alguma notável ajuda dos outros membros que aparecem nas outras 2 das 3 músicas pertencentes deste álbum) o que imagina-se que o guitarrista estava naquele tempo muito inspirado em escrever as composições.

"Yours is no disgrace" - pertence ao álbum "The Yes álbum", sendo a primeira que originalmente apresentava Steve Howe no Yes substituindo Peter Banks nas guitarras e o público que já vinha acompanhando a banda desde a sua época de fundação em 1.968 percebeu a diferença que ocorreu pelo menos a princípio se tratando de música e também a primeira e única daquele álbum que pela primeira vez desde que o Yes surgiu tinha uma autoria de todos os membros da banda (a única inclusive que o tecladista Tony Kaye tinha registro com o Yes no tempo em que esteve presente com a banda antes de Wakeman ocupar seu lugar). Banks não era um péssimo guitarrista, muito pelo contrário era também muito bom, mas não teve sorte pelo que competia em se tratando de editar um trabalho que chamasse atenção maior dos ouvintes que estavam na época descobrindo o Yes e ao mesmo tempo se acostumando com uma tendência que vinha entrando com muita garra na década de 70, o rock progressivo. "Yours..." é um exemplo característico de que o Yes estava dando seus passos mais certeiros com sua música e pelo visto muito certeiros por sinal. Esta versão ao vivo ganhou 5 minutos a mais chegando a quase 14:30 minutos de duração devido aos improvisos que a música recebeu, mesmo estando um tanto barulhenta ficou boa também com o novo membro Alan White. Os destaques mais perceptíveis desta faixa são os improvisos que acontecem no caso antes do Yes tocar a melodia e arranjos originais do início de "Yours..." com os integrantes tocando por volta de aproximadamente 1 minuto de duração e que eles parecem estarem muito bem entrosados ao mesmo tempo (dá uma leve impressão de que a princípio tocam alegremente a fim de testar os instrumentos ou talvez por estarem um tanto "perdidos" sob qual música que pretenderiam apresentar aos espectadores presentes fazendo um pouco de "onda" no palco) observando um público inclusive eufórico, mas a rápida "jam-session" dá o parecer dos acordes iniciais da música, o outro improviso feito está aproximadamente no meio da faixa na parte solo instrumental logo após o tema em que Howe desenvolve o solo de sua guitarra elétrica de uma maneira "sedutora" num pique em que o grupo está a mais de "100 km/h" e repentinamente o guitarrista fica sozinho tocando junto com a percussão de White muito discretamente e Squire que dá alguns toques em seu baixo; Howe vai desenvolvendo este tema fazendo se tornar progressivo aos poucos e tendo até Wakeman fazendo percussão com um pandeiro; o Yes então vai tomando neste improviso uma forma de estilo hard-rock já progressivo o suficiente fazendo uma sonoridade que acaba lembrando até um "Deep Purple"; no final das contas quem parece que "ganhou" um outro solo nesta faixa foi Howe. No filme "Yessongs", "Yours..." é o bis do espetáculo, mas a versão parece ser também um tanto diferente desta do álbum em áudio. Detalhe: observe como a parte de abertura da faixa (especialmente a dos teclados) lembra a mesma do "Tema da vitória" que era dedicada ao ex-campeão de F-1, Aytron Senna.

"Starship trooper" - também pertencente ao álbum "The Yes álbum", "Starship trooper" encerra o "Yessongs" como um festival de épicos em que o público ouvinte da banda teria o próximo álbum ao vivo em 1.981 com o "Yesshows", mas aí seria uma outra época do Yes e outras estórias. "Starship..." na realidade é dividida em 3 seções individuais: a) "Life seeker", b) "Disillusion" e c) "Wurm" e dando uma impressão de que cada tema vai ficando cada vez um melhor do que o outro. Esta versão ao vivo também pouco agrada (no caso da versão de estúdio aparenta ser o contrário) a grande maioria dos fãs, pois também ficou um tanto meio barulhenta, faltando qualidade na pureza do som apresentando um Jon Anderson com os vocais um tanto "roucos" e Howe também está mais elétrico do que acústico, criando um ambiente mais ou menos parecido como no caso de "And you..." ( por que será que Howe preferiu dar mais atenção ao lado de sua sonoridade elétrica do que a acústica ?), aqui o guitarrista também toca uma guitarra de 2 braços de 6 e 12 cordas e no filme do qual a banda também encerra a apresentação não se observa a faixa em toda a sua totalidade e sim a partir do terceiro tema da faixa; o que "salva" esta faixa pela opinião dos fãs é Wakeman nos teclados e especialmente num solo que o tecladista faz por algum instante no tema c) quando a melodia vai se tornando crescente e Howe com a repetição de acordes da melodia que inclui um solo de seu instrumento visto que é o autor também do tema. "Starship..." aparenta abordar o tema religião a respeito de Deus no tema a) que é de autoria de Anderson, que retorna novamente por mais alguns momentos após o tema b) (que é composto exclusivamente por Squire). Detalhes: o tema b) já havia sido explorado pelo Yes no início da carreira com uma faixa que foi editada em compacto com o nome de "For everyone" e pode ser apreciada pelos ouvintes no álbum ao vivo "Beyond and before" e observe como esta versão ao vivo descaracterizou completamente a original de sua forma tocada por Howe no violão tornando-a mais acústica e ao estilo country (que vai de ponta a ponta neste tema) e mais robusta do que originalmente