
Brad Christoff
- bateria, percussão, tubular bells, metalaphone,
glockenspiel. Phil Kimbrough - teclados,
acordeão, mandolin, flauta, recorder, vocais.
Mark Tippins - guitarra, vocais. Marc
Miller - baixo, cello, marimba, vibes, vocais.
Rick Rodenbaugh - guitarra, voz.
Faixas:
1. Give 'em Some Rawhide Chewies
(3:50)
2. Cancer of the Band (6:48)
3. To-ta in the Moya (10:14)
4. Boris and his Three Verses (2:50)
5. Flow Guides Aren't My Bag (4:45)
6. (My Doc Told Me I Had) Doggie Head (5:02)
7. 3, Almost 4, 6 Yea (8:39)
Produzido e gravado no Universal
Studios, Chicago e Hedden West Recorders,
Schaumburg, Illinois.
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Yezda Urfa - Sacred Baboon (1976) Por
guitarzeus
Yezda Urfa, um quinteto com base em Indiana, EUA,
surgiu no outono de 1973. O curioso nome surgiu
quando a banda procurava por um nome no dicionário e
encontraram Yazd, significando Irã e Urfa, Turquia.
Um nome estranho, sem aparentar qualquer sentido mas
certamente esse aspecto não foi considerado
importante.
Após o primeiro disco intitulado Boris (1975),
segundo a banda um álbum demo que não conseguiu
atingir o objetivo de render contrato com algum selo
ou gravadora, Sacred Baboon é o segundo disco do
Yezda Urfa, gravado de forma independente no ano de
1976. Infelizmente a banda não conseguiu lançar o
disco na época devido à falta de um contrato e por
problemas financeiros, mas guardou a fita master. Em
1989, 12 anos depois, foi finalmente lançado pela
Syn-Phonic após ter sido descoberta por Greg Walker.
Este disco traz notáveis progressos e
desenvolvimentos em relação a Boris, além de trazer
uma reedição de algumas de suas faixas, desta vez
mais trabalhadas e com novos arranjos.
As músicas:
Give 'em Some Rawhide Chewies, curta faixa que abre
o disco, dá a equivocada impressão que o trabalho
poderia parecer com Starcastle, Kansas ou um prog
meio AOR, harmonias vocais notadamente lembrando Yes
e Genesis, mas já são observadas passagens complexas
e a proficiência técnica da banda, desde o princípio
sempre presentes. Esta faixa traz um bom solo de
hammond.
Cancer of the Band abre com um tema folk-medieval
nos moldes de Gryphon, belíssimas presenças de
flauta e recorder antes de surgirem os vocais,
guitarras acústicas e um maravilhoso e intrincado
prog sinfônico. Durante os dedilhados na guitarra
acústica, há as famosas tossidas que a banda fez em
uníssono para encobrir um deslize do guitarrista,
economizando tempo e recursos disponíveis para
gravação. Acabou encaixando bem com o título. Quanto
às letras, bem como o nome das faixas e da própria
banda, estas não costumam fazer qualquer sentido
neste disco!
To-Ta In The Moya, que surgiu de uma contração de
"Two (o'clock) in the morning" (duas da manhã), abre
com um tema bastante misterioso, tem as passagens
rítmicas e arranjos vocais típicos que asseguraram à
banda comparações com Yes, além da instrumentação e
levadas folk a la Gentle Giant. Inicia como um prog
sinfônico tranquilo, tornandos-se intensa e complexa
no decorrer de sua execução, com bastante dinâmica.
Surge ao meio desta uma momento magnífico, um tema
renascentista que em seguida dá passagem a um breve
tema de humor quase circense. As surpresas não param
por aí, a rica instrumentação e perfeita execução de
uma faixa tão complexamente arranjada leva a
imaginar o quanto o quinteto teria ensaiado junto
pela coesão do resultado obtido.
Os vocais 'a capella' introduzem a faixa Boris and
his Three Verses, belo progressivo sinfônico que
representa uma das faixas retiradas do primeiro
álbum, as outras são To-Ta in The Moya e 3, Almost
4, 6 Yea.
Em Flow Guides Aren't My Bag, predominantemente
instrumental e uma de minhas favoritas, é possível
encontrar no princípio e em determinados trechos
algo de King Crimson, mais pesada, novamente
bastante complexa em termos de instrumentação,
arranjos, contratempos e ritmos. O baixo lembra
bastante Chris Squire.
Uma das melhores faixas do disco e seguramente uma
das mais variadas e complexas, (My Doc Told Me I
Had) Doggie Head inicia como uma jam progressiva. O
trabalho de percussão, baixo e teclado nesta faixa
são impressionantes, além das variações de tempo,
dinâmica, andamento, timbres e texturas. Se mudasse
também de modo e tonalidade, seria praticamente um
tratado completo de forma e estrutura na música!
3, Almost 4, 6 Yea é em sua introdução um tema
sombrio, transcorre um belíssimo interlúdio quase
barroco, essas passagens eruditas são responsáveis
por alguns dos melhores momentos no disco. Uma
insana e frenética mudança de ritmos seguem antes da
faixa enveredar para uma jam com os sempre
excelentes solos de teclado, fechando finalmente uma
maravilhosa viagem por algo que seguramente
figuraria entre uma das melhores viagens que um
complexo progressivo sinfônico poderia proporcionar.
Considerações finais:
Um disco que eu situaria entre os melhores lançados
no prog sinfônico norte-americano em todos os
tempos, ainda que não de todo original e com alguns
defeitos que eu poderia assinalar: os vocais são de
alguma forma um pouco cansativos, além da falta de
variedade em ambiência, intensidade e complexidade
que com a excessão de alguns interlúdios, são
encontradas em demasia durante a execução do álbum.
Considero estes como aspectos que geralmente surgem
em detrimento de uma música mais melódica e
harmoniosa, tornando-se relevantes principalmente
depois das primeiras audições. A produção e a
gravação, feitas com poucos recursos, deixam a
desejar, certamente este disco mereceria um
remaster. Apesar disso a banda está ao nível, senão
mesmo melhor do que algumas conterrâneas que
serviriam como parâmetro: Mirthrandir, Happy The
Man, Cathedral, Fireballet, entre outras.
Na primavera de 1981, com a dificuldade em conseguir
contratos, gravar seus discos, o mercado bastante
fechado ao progressivo e por motivos pessoais, Brad
Christoff e Marc Miller deixariam a banda, logo
seguidos pelos outros membros. Era o final de uma
banda que se propos a levar o progressivo sinfônico
a um limite extremo no que pode ser considerado para
a época em termos de instrumentação, execução e
composição.
Uma faixa intitulada The Basis Of Dubenglazy (While
Dirk Does the Dance), gravada em 1977, aparece na
coletânea Past, Present, and Future (junto a várias
outras bandas), lançada pela Syn-Phonic em 1990 e
até então inédita.
Sacred Baboon representa um clássico de uma das
melhores e mais promissoras bandas surgidas no
progressivo norte-americano nos anos 70, ao mesmo
tempo obscura, característica típica dos chamados
fênomenos 'cult', altamente recomendado.
Marcus
02/04/2003
Por
Waters Floyd
Álbum
pouco conhecido na história do progressivo. Se
falarmos em YEZDA URFA, pensariam que estaríamos
xingando a mãe de alguém. O que dirão então de
SACRED BABOON. Quê? Mãe de quem? Esta banda
norte-americana, considerada por alguns uma mistura
entre GENTLE GIANT & YES, possui um arranjo dos mais
complexos em suas linhas melódicas que uma música
pode alcançar. Ao mesmo tempo que primam pela
complexidade dos arranjos, por outro lado conseguem
executar trechos extremamente harmônicos, o que os
levam a serem comparados com o YES, pois os vocais
chegam a lembrar às vezes os de Jon Anderson, só que
um pouco mais grave e não tão lírico, mas quebram o
galho. Quanto à semelhança com o GENTLE GIANT, esta
se deve à presença das repetições vocais (os
cânones) utilizadas. Esta fusão resultou num som de
difícil obtenção pelos demais grupos do cenário
progressivo da época, pois este disco realmente
exige várias audições para captar com perfeição como
cada uma de suas faixas foi elaborada. Quebra de
ritmos, seqüências rápidas e lentas alternadas e
interrompidas por vocais esquizofrênicos também
caracterizam a obra. Recomendado para fãs do
progressivo sinfônico (Genesis, Yes), teatral
(Genesis, Gentle Giant) e com quebradeiras (Gentle
Giant, Mirthrandir).
Por
Novalis
Imaginem
se os integrantes do Yes e do Gentle Giant
resolvessem compor juntos, aí você poderá imaginar o
que se esperar deste disco. Considerado como um dos
mais importantes discos do progressivo americano,
Yezda é um exemplo claro que não há limites para a
música mesmo se as influêcias são fortes (Yes,
Gentle Giant), pois são justamente estas influêcias,
aliado ao talento destes músicos que fazem deste
disco um "rubi" do progressivo. Temas bem
intricados, quebras fabulosas, melodias saborosas, e
até uma dose saudável de ousadia permeiam todas as
faixas deste disco. É importante ressaltar que a
originalidade não é o ponte forte da banda que na
realidade conseguiu fundir a sonoridade do Yes e do
Gentle de forma única, o que também é um ponto
crucial, quando se trata de descrever o som do Yezda
Urfa. A banda é tão boa que é muito difícil dizer
quais instrumentos se destacam, pois todos se
destacam e muito! Outro ponto relevante é o fato de
não haver uma música ruim, mas vale destacar a 3º
faixa intitulada "To-Ta in the Moya" que além de
muita bonita, é toda quebrada, e pode te deixar de
queixo caído. O mesmo é verdade para a faixa 5 "Flow
guides Aren't..." que no mínimo é supreendente até
na pitada de irresponsabilidade da banda. Esta
resenha só vêm a indossar a já escrita por nosso
prezado amigo Marcus, que com toda razão, deu a este
disco o status de "essencial" para quem gosta de
progressivo!
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