Inglaterra, 1972.


Rick Wakeman, teclados.
Jon Anderson, vocal.
Bill Bruford, percussão, bateria.
Steve Howe, guitarras, vocal.
Chris Squire, baixo, vocal.


Músicas:
1. Close to The Edge (18:50)
-I. The Solid Time of Change
-II. Total Mass Retain
-III. I Get Up I Get Down
-IV. Seasons of Man
2. And You And I (10:09)
-I. Cord of Life
-II. Eclipse
-III. The Preacher The Teacher
-IV. Apocalypse
3. Siberian Khatru (8:57)


Yes

Close to The Edge

 
Dados da resenha:
Autor: Diego Souza (ogeid); recebida em: 26/09/2005.
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Pra começar, sou muito suspeito pra falar desse album, afinal é um dos meus favoritos, mas vou tentar descrevê-lo da melhor maneira para vocês que estão lendo. O CD começa com um épico do Yes, Close to The Edge, a música tem nada mais nada menos que 18 minutos e 50 segundos e é dividida em 4 partes:

The Solid Time of Change
Total Mass Retain
I Get Up I Get Down
Seasons of Man

A Primeira parte, The Solid Time of Change, começa com um som de cachoeira e pássaros feito pelo teclado de Rick Wakeman, depois disso, a guitarra de Steve Howe começa uma melodia confusa, seguida pelo teclado fazendo um som muito irritante, o baixo e a bateria também parecem que não sabem pra onde vão. Temos a impressão de que os instrumentos estão brigando entre si. Caos musical. Genial. E fica assim por 3 minutos. Após essa parte confusa, entra uma melodia comandada pela guitarra e parece que as coisas voltam ao normal. Entra o vocal de Jon Anderson. (04:01)
Concerteza o refão é uma das partes fortes da música, muito bem feito. Bastante musical.

A passagem da primeira parte para a segunda acontece de forma quase despercebida, o mesmo vocal, mas alguns tons acima. Outro ponto alto é Jon Anderson cantando "Seasons will pass you by, I get up, I get down". Adoro essa parte.

A terceira parte é a mais calma, os intrumentos param e Rick Wakeman começa uma melodia no teclado, inspirada em Bach (compositor erudito). Começam os vocais da terceira parte, cantados por Chris Squire e Jon Anderson. Realmente muito interessante a musica nessa parte, os teclados estão ótimos.

Após a parte lenta, entram os outros instrumentos e fazem outra parte confusa na musica, talvez mais irritante do que a primeira parte. Mas genial. Começa a ultima parte (Seasons of Man).
Solo de teclado de Rick Wakeman e a música volta ao normal (15:00). Entra o vocal de Jon Anderson (15:55). Nessa parte dos 16 minutos começa o clímax da musica. O último refrão. Realmente é de arrepiar quando Jon Anderson canta as seguintes frases:
"Close to The Edge, down by a river. Down at the end, round by the corner.
Seasons will pass you by. Now that is all over and done, called to the
sea, back to the sun, now that you find, now that you're whole!"
Então a música termina do mesmo jeito que começou, com o som de pássaros e de água. Maravilhoso. Uma das poucas músicas com 19 minutos que você pode ouvir sem enjoar.

Nota da música: 10

-

Após Close to The Edge começa And You And I, com temas mais acústicos. Um dos pontos altos de Rick Wakeman no álbum. Muito bonita a música. Também destaque para Steve Howe que usa um instrumento muito estranho para fazer o clímax dessa música (Steel Guitar). Essa é uma daquelas músicas que só ouvindo para saber como é. Impossível de descrever. Ouça!

Nota da música: 10

-

Depois de And You And I temos Siberian Khatru, uma música bem rock'n'roll. O que surpreende nesse cd é que ele tem um balanço músical. Primeiro Close to The Edge, um épico, depois And You And I, uma musica calma e bonita. O que fica faltando é uma musica rápida e agitada e temos isso com Siberian Khatru.

Nota da música: 9

-

Nota total do álbum 10

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Considerações finais:

Dez para Close to The Edge, dez para os músicos, dez para as músicas,  dez para a criatividade. Enfim, um dos melhores albuns de todos os tempos, sem exagero. E com certeza, essa formação do Yes é uma das mais virtuosas formações de todos os tempos da música. Pena que durou apenas 2 anos.

Nota para os músicos:

Jon Anderson: 10
Steve Howe: 10
Chris Squire: 10
Bill Bruford: 10
Rick Wakeman: 10

Diego T.
 

Autor: Valdir Zamboni (zambinha);

Definitivamente Close to the Edge, último da trilogia Yes, é o próprio progressivo. Sim, se o progressivo tivesse uma cara poderia ser perfeitamente o Close to the Edge. Impossível dançar com Close to the edge. Tente assoviar seus acordes iniciais... A suíte que dá nome ao disco começa com uma sessão rítmica que passa longe do tradicional quatro tempos. É absolutamente quebrada. Cada instrumento segue uma direção harmonizando-se no refrão. O baixo de Squire dá socos nas primeiras progressões em Close to the Edge. Os teclados de Wakeman se confundem com os barulhos dos pássaros e a guitarra de Howe é entrecortada e a execução de algumas partes exige uma abertura enorme das mãos e uma técnica refinadíssima. Uma música complexa difícil de assimilar de início. Confesso que precisei de algumas audições para entende-la. Alguns trechos calmos entremeados por tempestades rítmicas sem ser atonal, mas absolutamente não convencional.
Isso tudo, conforme Bruford confessou, exigiu longas horas de preparação e sessões intermináveis de estúdio que lhe custaram a perda de paciência e posteriormente a sua saída da banda. Mas fazer uma música como Close to the Edge não é tão simples. O resultado foi o que a própria história do progressivo pode constatar : uma obra prima. And You And I, inicia-se sinfônica majestosa em sua abertura e descamba com um riff hippie na guitarra acústica e o retoma antes que entre definitivamente com o Mellotron e uma das progressões mais viajantes de toda história do progressivo: uma stell guitar que te faz levitar, viajar, sonhar, e leva-lo ao limite de tudo. Ë a própria essência de Close to the edge. Siberian Khatru conclui esta obra magistral de modo anárquico, repetitivo, mas alegre e pulsante. E ao término dela, depois de apenas cinco discos gravados o Yes atingia a perfeição. Depois de Close to the Edge a comunidade progressiva e todos amantes do chamado artrock já não mais podiam viver sem eles!