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Jon
Anderson, vocal; Bill Bruford, percussão;
Steve Howe, guitarras,
vocal; Chris Squire, baixo,
vocal; Rick Wakeman, teclados.
Faixas:
1. Roundabout
2. Cans and Brahms
3. We Have Heaven
4. South Side of the Sky
5. Five Per Cent for Nothing
6. Long Distance Runaround
7. The Fish (Shindeleria Praematurus)
8. Mood For a Day
9. Heart of the Sunrise
Tempo total:
37:48
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Yes
- Fragile (1972)
Por ELP
Com a saida do
tecladista Tony Kaye (muito criativo mas pouco
habilidoso) abriu-se no Yes espaço para a entrada
do lendário tecladista Rick Wakeman (muito
criativo E muito habilidoso) que deixou as coisas
muito mais interessantes. Com essa nova excelente
formação (Jon Anderson, Chris Squire, Steve
Howe, Bill Bruford e Rick Wamenan), o Yes lança
no fim de 1971 o disco Fragile - Composto de 4
musicas da banda e 5 peças individuais de cada músico.
O disco é excelente, a começar pela capa, que
marcou o início das capas piscodélicas do Yes
feitas por Roger Dean.
1- Roundabout - É a música mais famosa do Yes
dos anos 70. Começa com um acorde de piano de
tras pra frente, uma harmonia muito interessante
no violão e finalmente entra um riff matador de
baixo. A bateria de Bruford (em todo o disco) é
muito incomum. Minimalista, poucas batidas, muita
tecnica, muita sensibilidade e tempos absurdos ele
faz uma das percursões mais bonitas que eu já
escutei. Os vocais de Jon Anderson são muito
bons, apesar das letras serem totalmente ridículas
e sem sentido. A voz funciona como mais um
instrumento. A música tem ainda pequenos solos
excelentes de Wakeman e Howe "duelando".
2- Cans And Brahms - Faixa solo do mago Rick
Wakeman em que foram usados vários teclados para
reproduzir um pequeno trecho de música clássica
do compositor Brahms.
3- We Have Heaven - Música em que Jon Anderson
cria harmonias consigo mesmo sobrepondo sua voz várias
vezes com melodias interessantes.
4- South Side Of The Sky - Mais uma música
excelente da banda que por razões desconhecidas,
nunca foi executada ao vivo. O riff principal (que
dizem ser roubado de uma composição de Howe com
uma banda de que fez parte anteriormente) é
intimidante, intercalado por pequenas improvisações
(sim, Howe afirmou que sempre tocava e até
compunha improvisando!) que nunca se repetem.
Ainda temos uma passagem
solo de Wakeman no piano que dá uma sensação
espacial, cuja parte final é sobreposta por uma
harmonia vocal belíssima feita por Anderson,
Squire e Howe. A música parece que se encaminha
pro fim com o som do piano ficando cada vez mais
baixo, mas inesperadamente a música volta à
distorcida frase principal antes de terminar - uma
obra prima!!
5- Five Percent For Nothing - Uma das músicas
mais estranhas já feitas. Bruford gravou a
bateria e os outros integrantes da banda foram
sobrepondo riffs que contrariam qualquer teoria
musical, com tempos
de lógica muito obscura. A música parece estar
toda quebrada quando surge um acorde de orgão
para consertá-la e todos instrumentos parecem se
ajeitar. Essa música de 35 segundos não é um
groove... é um exercício de independência de
cada um dos músicos. O título se refere aos 5%
que pertencia ao empresário da banda.
5% do trabalho pra nada.
6- Long Distance Runaround - A musica mais pop do
disco, se é que se pode dizer isso. Começa com
piano e guitarra tocando exatamente a mesma
melodia, que me lembra chorinho. Logo entram baixo
e bateria tocando em tempos diferentes sobre essa
melodia. A parte vocal é mais lenta com baixo e
guitarra tocando praticamente a mesma coisa. E
volta ao riff inicial. Isso se repete algumas
vezes, com pequenas mudanças. É a música mais
simples do album e termina emendado-se com a próxima.
7- The Fish (Schindleria Praematurus) - Composição
solo de Squire em que baixos e mais baixos vão
sendo adicionados e se sobrepondo aos poucos,
acompanhados por bateria. Squire Usa baixo com vários
efeitos diferentes, inclusive um wah-wah e uma
distorção que fazem o baixo soar como uma
guitarra. Sobre isso Anderson repete
"Schindleria Praematurus" ecoando a
melodia de um dos baixos. Gostaria de saber oque
isso significa. É uma boa música, mas após ter
escutado o disco muitas vezes se tornou um pouco
repetitiva e irritante.
8- Mood For A Day - Belíssima música de Steve
Howe, mostrando que domina o violão como poucos.
Com influências óbvias de música clássica e
espanhola. Ótima, mas ainda prefiro The Clap do
Yes Album.
9- Heart Of The Sunrise - E o melhor fica guardado
para o fim!!! Essa música é um petardo!!! A
frase inicial, pesadíssima, me lembra muito uma
certa parte da música 21'st Century Schizoid Man
(King Crimson - In The Court Of The Crimson King).
Segue-se uma frase muito bonita e lenta do baixo
que aos poucos vai sendo preenchida com um
mellotron com som de violino e uma bateria que...
Bom, essa bateria é um caso a parte. Bill Bruford
consegue não apenas fazer a percursão da música,
como também parte da melodia!! Sem nunca repetir
nada!! Esse é um dos trechos mais bonitos de música
que já pude deliciar. Ao fundo a guitarra surge
tocando a frase incial que se encaixa
perfeitamente nesse novo tempo!! Genial!! Após
voltar à quebradeira inicial, a musica
praticamente cessa para entrar os vocais. É notável
a maneira como a música passa várias vezes de
totalmente empolgante para calma e pacífica em
questão de segundos. Um show de todos os músicos,
especialmente de Wakeman no Moog, Hammond, Piano,
Mellotron e sabe-se lá mais oque.
Tudo isso faz de Fragile meu disco preferido do
Yes. Nota 9,5.
Roberto Schuenamnn. |